29 de maio de 2011

“Você é linda, linda, linda…tanto!”


Dormiu assim, fazendo declaração de amor. Que delícia! Te fazer dormir como antigamente, no trabalho anterior, é tão maravilhoso… eu amo! Morro de saudade e, nos fins de semana de folga, é o meu grande prazer. Tomei a iniciativa de escrever porque agora não paro mesmo, para escrever nunca… e o tempo vai passando, as histórias vão rolando e eu, perdendo a linha do tempo… Mas vamos lá. Há algum tempo tenho querido fazer um registro para nós mesmos, eu e seu pai, principalmente. Sobre o seu progresso. Sobre o nosso progresso!

O INÍCIO

Tudo começou assim: fomos chamados na escolinha, no fim de abril, para saber sobre o seu comportamento e a quantidade de ocorrências de mordida. Do início do ano até ali, tinham sido nove. “Fora as que a escola tinha conseguido evitar!”, nas palavras da coordenadora. Eu já sabia que o bicho tava pegando, porque você me contava: “Mãe, mordi fulana.” Todo dia era uma vítima e eu, vítima diária, desesperada. Sem saber o que fazer. E pensando: “Meu Deus do céu, onde foi que eu errei?”. De tanta angústia, seu pai voltou com um papelzinho com o nome de uma psicanalista, especializada em criança. Ai, que alívio foi aquilo, gente. Passei o feriado da Semana Santa, junto com vocês numa pousada linda de Monte Verde, torcendo para chegar segunda-feira e ligar para a bendita. Dito e feito. Marcamos naquela semana mesmo. Pra resumir, já descobrimos de cara que você tinha de perder PODER. Saímos da sessão e fomos almoçar juntos e a minha cabeça pensando a trezendo milhões de megabites (nem sei se isso existe) por segundo! A descoberta de onde tínhamos que começar foi um alívio. Mas de uma semana para a outra, não foi fácil colocar em prática. Tivemos muitas desavenças. A coordenadora já havia sinalizado, na escola, que você tinha que perder. Mordeu? Perdeu. Vai embora da festa, da casa de quem for, perde um brinquedo, um presente… alguma coisa. Mas seu pai discordava profundamente. A segunda sessão foi decisiva. Eu saí de lá angustiada, mas diferente. De lá até ontem, praticamente não dei um grito sequer. Deixei a minha histeria de lado. E seu pai foi deixando de ser só bacana. Passou a me apoiar nas decisões de tirar poder. Como? Aceitando que eu tomasse o seu skate, ou qualquer outro objeto importante para você, mostrando que ERROU, PERDEU! Isso também ajudou na minha transformação e, quase que milagrosamente, você mudou. Tem algo mais, importantíssimo. Para me proteger, o meu marido apareceu na relação de nós três. Agora, se você me ataca, eu chamo o meu marido. O engraçado é que, no primeiro dia em que eu disse que ia chamar o meu marido, você perguntou: “Quem é o seu marido?” Gente do céu, foi demais!!! Pá, pum! Da análise para a prática. E por que a importância do meu marido? Porque ele me protege e é muito maior do que você! Ou seja, é você perdendo poder. Pra que dizer tudo isso? Para deixar registrado que, foi duro, mas parece, agora, simples assim. Quase 20 dias depois, fomos chamados na escola. Você já vinha me contando, havia duas semanas, que não tinha mordido ninguém. Eu, ao ligar do trabalho, deixei de reproduzir a forma da vovó Paula, com o tio Pedro: “Foi harmonia ou confusão?” Todo dia era confusão e eu me arrependia de perguntar. Aí passei a dizer: “E aí, como foi na escolinha, hoje, filho?” Cruzando os dedos, claro. E você começou a responder, diariamente: “Mãe, hoje eu não mordi ninguém!” Eu vibrava, alias, vibro! Dou parabéns, falo que a professora deve ter ficado muito feliz, falo que amo e mais milhões de elogios. E tenho certeza que me transformei na mãe mais feliz do mundo!, de novo. Rs.

A TRANSFORMAÇÃO

A coordenadora quis nos ouvir. Resumimos o nosso aprendizado, as nossas descobertas, a nossa mudança. E ela disse: “Criança responde muito rapidamente às mudanças. O comportamento do Rafael aqui é outro!” Que benção! Depois, disse que os colegas agora estavam tendo a oportunidade de conhecer o outro Rafael: engraçado, conversador, que gosta de contar histórias. As crianças tinham medo. Valentina dava ré quando você passava por perto. E mesmo quando não tinha a intenção de se aproximar dela, ela dizia: “Rafael, você não vai me bater não, né?!” Ai, meu coração ficou partido quando ouvi. Parece que revivi a angústia do mês-problema. Eu já estava até com vergonha das outras mães – que sabiam da sua fama, claro – e pensei até em te tirar para poupar os outros. Mas não faria isso nunca, porque sabia que isso seria pior para você. A coordenadora até disse que já teve caso assim. E eu fiquei pensando: “Coitado da criança filha dos pais que tomaram a decisão!” Bom, ao descrever o seu progresso, o que nos encheu de orgulho, a coordenadora disse que você tinha tentado morder, uma única vez, depois da nossa mudança, mas que você tinha ficado extremamente frustrado na situação. Antes, não podia nem ficar contrariado. Queria dominar tudo, decidir tudo, se impor. Na base da mordida. Ex.: brincadeira. Já tinha passado a sua vez e você dizia: “É a minha vez!”A professora: “Não é… você já foi. Agora é a vez dela!” Você ia lá e mordia a coleguinha. Não sabia ser contrariado. Queria mandar em tudo. Nunca tinha perdido nada na vidinha. Como disse a psicanalista: “Não perdeu o peito (eu que deixei), não perdeu a babá (quando trocamos recentemente por causa de inúmeros problemas que estavam refletindo bastante no seu comportamento e te tornando mais agressivo) – no dia em que ela foi embora você ganhou o presente dos seus sonhos, o skate; nunca perdeu nada, né?!”
Ouvir isso foi uma mensagem e tanto para mim. Graças a Deus você não perdeu nada importante – e que continue assim – mas perder poder, estava mesmo precisando. Isso fez de mim uma mãe ainda mais falante. Antes, não queria por a blusa, fazia birra e ouvia, na força: “Vai por porque tá frio!”, ou algo do tipo. Agora é assim: “Vai por porque tá frio, eu sou a sua mãe, eu sei o que é melhor para você, não tem nem que discutir! Tem que por!” e se vierem os trezendo porquês, respondo todos… e a blusa entra, muito mais facilmente. Sem escândalos como antes. Eu sou a mãe, eu estou no poder.
Bom, ainda na escola, no fim da reunião, a coordenadora disse: “Vocês estão de parabéns. Eu nunca tive um caso em que os pais buscassem a solução tão rapidamente. Há casos aqui em que a criança está no jardim 1 – com 5 anos, mordendo!” Eu e seu pai ficamos felizes pelo reconhecimento mas, principalmente, pelo resultado. Até na análise foi assim. Eu cheguei lá achando que a gente ia passar uma vida para tentar resolver as nossas diferenças. E, na terceira sessão, de ANÁLISE - não é aconselhamento, reforço – a psicanalista disse: “Acho que a gente encontrou um caminho aqui, né?! Foi muito rápido até… e isso é muito bonito!”. Fiquei orgulhosa de mim e do seu pai, filho. Casamento não é coisa fácil, mas é muito bacana quando a gente consegue se encontrar no que antes parecia inegociável. A gente saiu do ângulo de 90 graus e começou a andar paralelo. Isso é parte da sua história. É herança bacana de negociação, de tolerância, de força de vontade, de persistência e coragem. Nós tivemos coragem, muita coragem, para fazer de nós pais melhores, e, de você, um filho melhor e um menino melhor. Um aluno melhor, um coleguinha bacana. Estamos na luta, junto com você, porque você há de ser um cara bacana. Um amigo do bem, um homem corajoso e batalhador, mas que respeita os outros, um Fefel admirável! Você é lindo, lindo, lindo! Tanto!

17 de abril de 2011

Nosso skatista!


Que saudade de escrever sobre o seu desenvolvimento, filho! Hoje a vó Paula cobrou notícias no blog... e eu me lembrei que, no sábado passado, tentei escrever mas o computador estava desconfigurado. O motivo do registro era e é um marco na sua história. Na verdade, a realização do primeiro sonho, como bem traduziu o seu pai: a conquista do skate!
Foram dois meses de intensa pressão. Virava e mexia, eu ouvia: “e aí, quando você vai resolver dar o presente para o menino, coitado?!” Eu, com medo do perigo, resisti... Mas não foi fácil, quase fraquejei várias vezes antes mesmo do dia em que cedi. Aconteceu umas duas vezes de você acordar num dia qualquer e soltar um: “Mãe, ‘compa’ um skate pá mim!” E eu lá, com o que as doidas das tias Lidi e Laura deram de aniversário, escondido. A decisão de dar no sábado passado, dia 09, um dia depois do meu aniversário de 33 anos, foi provocada por dois motivos:
1 – a nossa ida para o clube e as suas investidas nos skates dos outros meninos. Você foi antes com o seu pai e eu não tive dúvidas do lugar onde ia encontrá-los: a pista. Não estavam dentro, mas estavam perto... e você, no skate dos outros.
2 - achei que realmente seria uma grande emoção no dia em que a babá que ficou 8 meses conosco ia embora de vez. Eu queria que a ida dela fosse uma coisa secundária e foi. Eu estava super bem resolvida com isso e, também, a Fê, sua irmã, estava aqui.



A HORA H

Bom, chegamos do clube, você morto, já eram umas 16h... Papai fazendo churrasco no quintal e eu resolvi dar logo. Você se jogou no chão de prazer já com o anúncio: “Filho, você vai ganhar um presente! Adivinha.... adivinha!" Foi um suspense rápido, mas emocionante, até que o papai pegasse a máquina para registrar fotos. Até parecia até que você sabia o que seria... De repente, você deitado no tapete, a mamãe em cima e, ao abrir o embrulho, você deu uma risada rouca e um grito, quase sem acreditar: “Um skate! Hãhãhã!” Na hora que foi subir em cima, se lembrou: “Cadê a minha ‘tocoveleira’? E a minha ‘joelha’? “ Pegamos cotoveleira, joelheira e capacete – kit que você chama de “minha poteção”- e você se sentiu preparado para as primeiras manobras. Surpreendentemente, parecia que nasceu sabendo. Quem vir o vídeo há de convir que é demais... não é só corujice não!
Nós não acreditamos quando colocou um pé numa base, suspendeu o outro lado, botou o outro pé e subiu, já se equilibrando. Foi demais! E você dizia: “ Gente, olha isso!”, todo exibido. Eu perguntei: “Filho, agora você é o que?” “SKATISTA”, respondeu orgulhoso. Seu pai, impressionado, ficava: “Como ele sabe fazer isso?”. A gente logo veio com a resposta: “Passou a vida observando os meninos na pista do clube!” Mamãe lembra da época em que você, antes de um ano e meio, invadia a pista para subir em cima dos skates dos outros. Éramos eu e a Dorinha no começo, segurando. Tirei fotos daquelas investidas... ainda não reveladas, claro!
No tal sábado, você quis até andar de skate na rua, onde andam os vizinhos adolescentes. Seu pai disse que eles diziam, ao te ver: “Olha a criaturinha!” Engraçado é que você se sente do tamanho deles. Não se intimidou e se exibiu: “Olha o meu skate!”, antes de partir para as entrevistas. Perguntou nome de todo mundo, quem era irmão de quem, etc. Ô menino articulado!
Bom, pra tentar resumir, foram grandes emoções, mas tomou uns tombinhos - um deles, tropeçou e caiu em cima da ponta do skate, na rua, enquanto eu dava ré para ir ao salão. Chorou muito eu desci já com o coração na boca, quase arrependida... Mas, graças a Deus, machucou só um pouquinho. Bem perto do olho, diga-se de passagem. Graças a Deus, foi protegido. Mas passou uma semana com as cascas do machucado.
Depois da ferida, entrou no carro comigo e com seu pai, me levou ao salão e já apagou no caminho, agarrado no skate. Até aí, já tinham sido 1h30 grudado no ‘bicho’- como diria a sua bisavó Natalícia. Acordou depois de uma hora e meia, já na fissura: “Cadê meu skate?” Ficou das 18h30 até umas 22h30 “skatando”, para minha preocupação. A Fê chegou umas 20h aqui em casa e você, estava mais fera ainda. Não parava! Eu, toda preocupada, me lembrando daquelas orientações da escola sobre outras atividades: “Ele não terá limites, como toda criança dessa idade. Somos nós que temos que impor restrições, porque eles se entregam e depois são prejudicados.” Mas não consegui nada. Seu pai repetia, insistentemente: “Deixa o menino, era o sonho dele... depois isso passa!” E ficou... até aceitar tomar banho. Agora pergunte onde o skate ficou? Colado. Queria até colocar na banheira, “pra dá uma lavadinha”, nas suas próprias palavras. Depois, só aceitou dormir agarrado no skate. Foram duas noites assim... Agora, uma semana depois, já aceita até ir ao clube sem levá-lo.
Mas, no domingo seguinte, saiu de casa com o kit todo e ficou um tempão no skate. Chamou a atenção do clube inteiro. Gente de outras mesas comentando... achando engraçado. Ouvimos de vários: “Que fofo!; “Olha o menino no skate!”; “Gente, olha só” e “Desse tamanho andando de skate é demais!”, falou uma mãe de dois meninos, um de 4 e outro de uns 6. Foi engraçado! Imagine o que não pensaram dos seus pais? O monitor da pista disse que você se equilibra bem e vai gostar mesmo de andar de skate. O mascote do clube já é. Vamos ver como será quando crescer. Que Deus te proteja, sempre!

22 de março de 2011

"Ai, meu Deus do céu" - volta do Dr. Fran

"Eu não vou lembrar disso", disse, ao ser orientado a contar para os pais dos amigos do clube que chamou um de Guego e a outra, mãe, de Guega. A gente ria demais, no carro! A idéia veio da própria cabeça, porque me ouviu falar no nome da Dorinha, a antiga babá, na volta do pediatra, e lembrou dos irmãos Dorinha, Geórgia e Igor, filhos do casal "Guego". Eu e a Gi ainda ficamos provocando, dizendo que era o Seu Guego e a Dona Guega e você fez: "O Dono Guego e a Dona Guega!". Essa vou ter de contar para eles. "Ai meu Deus do céu!", suspira.
O caminho todo foi uma tagarelice só, da Vila Mariana até aqui em casa. É uma graça te ouvir conversar, filho! No meio da Av. Paulista – que sempre me faz lembrar da saída da maternidade – disse: "Xixi, xixi!". E como é que para com aquele trânsito de carro e ônibus, mais os amarelinhos da companhia de tráfego com caneta a postos para multar? Impossível! Vou começar a carregar uns copinhos de plástico grandes, porque aí dá para fazer xixi dentro, como no teatro – conto essa história já. Tivemos que lançar mão da fralda, para não correr o risco e não te deixar desesperado, segurando eternamente. Nem sei se molhou, porque foi direto para cama depois de chegar, enquanto eu pagava umas contar por aqui.
Bom, a consulta em si foi, de novo, uma alegria. Levamos a Gisele, babá, pela primeira vez. Também, desde julho do ano passado, quando você ainda tinha um ano e 5 meses, não íamos lá. "Bom sinal", como diz o pediatra. Saímos com um conjunto de remedinhos Welleda para fazer a profilaxia anti-vírus da escolinha e que você anda trazendo pra casa com gripes. E um xaropinho, leve, para ajudar a limpar o nariz. Se eu não tivesse tomando antibiótico para a minha conquistada sinusite bacteriana, ia tomar também.
Bom, lá confirmamos a sua nova altura: tá medindo 89 centímetros! E pesando uns 12,5 kg. Não deixou tirar a roupa, então descontamos um pouco dos 12,9kg.
O médico reconheceu que é um falante. Durante a consulta, você falou: "Lembra da Buxa? ", a bruxa da Branca de Neve. Outra: "Lembra do espelho?", perguntou para ele. E depois, ainda soltou um: "Olha Dr. Fran!", para mostrar que tinha conseguido brincar com a borboleta que sobe e desce na corda, atrás da porta dele. Durante a consulta, deu uma chorada quando ele foi ouvir o peito, para ver se tinha chiado. Não queria de jeito nenhum. "Se sentiu invadido", como disse o pediatra. E não gostou de mostrar o pipiu' também. Mas tudo foi por uma boa causa.
Na saída já não queria vir mais. Ficou perguntando por que a gente foi embora. Circulava livremente pelo corredor, entrando na cozinha, querendo subir a escada, chamando pela Maria José, secretária.... uma coisa! E tudo nota 10.
Sobre as fraldas, ele disse que você é precoce mesmo por ter saído delas com 1 ano e 10 meses. Já sobre as noturnas, ele falou que tem de antecipar a hora do leite noturno para, no máximo, 20h, e levantar a criança perto da hora que vaza mais. Perto do amanhecer, talvez. Mas me falou para adiar o processo porque, segundo ele, no frio é melhor deixar tudo quentinho, sequinho, sem riscos. Gostei.
E, depois da consulta, tô pensando que talvez tenha que te dar o skate. Você disse lá que ia crescer "para andar de skate"- igual falou no teatro. Aí eu o consultei. Ele disse que tem de proteger, ficar de olho. E que uns vão com quatro, se desequilibrando, mas vai acabar aprendendo. Algo assim. Vou comprar o super-mega-ultra capacete e vamos ver se animo.
Bom, é isso. Ah, não posso esquecer de reagistrar um dos meus maiores orgulhos pessoais. Ele perguntava da sua saúde e eu disse que você era melhor do que eu. Que graças a Deus não tem alergias, entra embaixo da cama e sai como se nada tivesse acontecido, que quase não espirra, só quando está gripado... etc. Aí ele fez: "É, mas você teve um papel importante nisso. Amamentou bastante... ele já ganhou as proteções aí!" Já tinha me esquecido disso! É uma delícia lembrar.

12 de março de 2011

Tudo ao mesmo tempo, agora! 2 anos

Gente do ceú, que loucura essa nova vida. Não estou conseguindo registrar as maravilhas do desenvolvimento do Fefel, que fez dois anos há um mês. Vamos ao "pout-pourri" de notícias, começando pela de hoje:

1 - Começou, oficialmente, a fase do "POR QUE?". Acredite, se quiser.
Filho do céu, o que é isso?! Não é à toa que, por todo canto, as pessoas dizem que você é acima da média. Hoje ouvimos isso da mãe da melhor amiga, Vittoria, na festinha de aniversário. Durante o dia foi um tal de "por que?" pra lá, "por que?" para cá que eu só ria... já pensando no que vai ser de mim para responder tu-do! "Mãe, por que a Gi subiu?"; "Mãe, por que a Gi desceu?"; "Mãe, por que a 'Banca de Neve' caiu no buraco?; "Mãe, por que a Banca de Neve tá deitada?"; "Mãe, por que o moço mandou a Banca de Neve correr?"; "Mãe, por que a gente vai na Fnac?"; "Mãe, por que a menina ficou sentada no banco?"; "Mãe, por que você estourou a minha espada, por que?" Gente do céu, fala sério!!!!! São dois anos e um mês, só! Tô boba! E feliz, claro. Orgulhosa também, confesso. Agora fico me perguntando: "Como é possível?"

2 - OBJETO DE DESEJO
Não para de pedir skate. Mamãe perdeu o texto completo sobre a paixão por essa aventura - papai disse que vai tentar encontrar, mas está suspeitando que o uso indiscriminado do computador MAC tenha sido o motivo. Ai, ai..."Prayse the lord!"
Hoje, quando acordou, às 7h30 da manhã, disse que queria levantar. Aí, não me lembro ao certo o que eu falei e você fez: "Eu vou ficar grande, para andar de skate. Mãe, compra um skate pra mim?". Ai, meu Deus. Até hoje o objeto de desejo está escondido na lareira. Será até quando eu vou conseguir segurar?

3 - ESCOLA
Tá indo bem. Mas, como diz a coordenadora, descobriu que não é um parquinho e que lá é um lugar onde há limites. Na segunda semana, mordeu a testa de um menino (ai, Jesus!) e foi repreendido. Por isso, nas últimas duas semanas até falou: "Mãe, vai para escola comigo?"; "Mãe, fica aqui... não vai trabalhar não!". Nada que o impeça de ir, ficar e curtir. Não tem dado trabalho nenhum na adaptação. Aliás, adora a professora, sabe os nomes dos coleguinhas e já ficou popular. Coordenadoras, professoras e dona dizem: "Ele sabe o nome de todo mundo!". Até do porteiro, diga-se de passagem, nada fácil: Adaílton! A Dinha, professora simpaticíssima, te chama de "ticaba", em referência aos olhos pretinhos, da cor de jabuticaba. Mamãe gosta. Acho carinhoso e, como toda mãe corujíssima, fica achando que ela tem muitos motivos para gostar bastante de você. Você não passa batido! A Gi me conta que ela também te chama de mineirinho! E já me disse que "não aguenta" o seu RRRR. Ex.: "Papai 'tabalha' na TV Recorrrrrrr".

4 - CARNAVAL: foi o máximo! Pena que não estive na matinê do clube por causa do plantão na TV, onde você até desfilou. Você conta para todo mundo que te pergunta. E a Gi diz que você foi o único que entrou sozinho, todo corajoso, sem ninguém segurando a mão. Deus sabe como eu gostaria de ter estado lá. Essas perdas são duras. Mas não fico pensando muito para não sofrer, porque você mandou super bem.
Tudo começou com a fantasia. Comprei a roupa do homem aranha, como combinado com você, na sexta-feira. Liguei para casa avisando e quando cheguei, você já olhava pela greta do portão gritando: "Mãaaaaaeeeeeeeeeeeeeee!!! A minha fantasia!". Olhou, amou, pediu para vestir, claro. Depois foi duro tirar, mas deu tudo certo. Conseguimos até esconder na mochila como se não fossemos mandar para a escola. Eu tive dúvidas quanto à liberação. Na entrada, você até falou que deixou em casa. Quando te mostrei, ficou todo feliz. Soube que fez a festa por lá. E você chegou contando que as amigas Olívia e Valentina se vestiram de 'Banca de Neve". Ah, por falar nisso, o filme é o blockbuster desses últimos dias. Só perde para Os Três Porquinhos. À noite, quando cheguei do trabalho correndo para me arrumar para desfilar com o seu pai no Sambódromo de SP, você estava elétrico, pulando pela casa, todo todo. Quando nos viu fantasiados, gritou: "Eu quero por a minha fantasia!" Eram 22h e lá estava você, de novo, de homem aranha. Pena que a máquina de fotos não funcionou direito. Conseguimos uma única foto embaçada de você e do papai. (Papai tem de colocar aqui, se a gente não se animar para vestir tudo de novo e registrar!) Para sair de casa sem te levar, só não foi mais difícil porque a Gi te despistou. Mas você queria ir junto. Vai ser legal quando der pra levar! Já é folião, igual ao pai.

5 - FESTA DE ANIVERSÁRIO DE DOIS ANOS.
"Toy Story", foi o tema. Sua paixão. Foi super gostoso. Vovó Paula, vovô Marcos, tio Pedro e vô Xande vieram de BH. A maioria dos convidados eram amigos com filhos, da sua idade. Mamãe amou, porque foi bem mais bacana que no ano passado: babá trabalhou, tinha piscina de bolinha, pintura de mão e rosto e estava um clima super íntimo, do jeito que a mamãe planejou. Assim não teve corre-corre, todo mundo da mesma idade. Vieram: Ana Luísa, da Ariane, Vittoria, Sarinha, Lucas, Felipe, da Ju do antigo trabalho, Bernando, Maria e Ester. Perfeito! Ausências sentidas: Michelle, Cauã e o outro Lucas. Mamãe só sentiu de não ter posado mais para fotos ao longo da festinha... mas também, as do aniversário de um ano até hoje não foram reveladas. Fala sério!

6 - NATAÇÃO.
Já ia me esquecendo disso, filho! Tá demais! Essa semana não teve, por causa do Carnaval. Mas tá maravilhoso. É o tempo mais precioso que a mamãe tem com você nessa vida corrida que está levando desde janeiro. Na piscina, ficamos grudados. As aulas são ótimas, gosto muito da metodologia - da Flávia, principalmente. Os substitutos são simpáticos, mas não tem a técnica dela. E eu fico com o coração apaixonado, especialmente quando você mergulha. Eu super estimulo. O jeito preferido é quando você está na plataforma, dentro da piscina, sozinho, e pula para vir até mim, um pouco mais distante. Levanta com o olho todo arregalado, rosto ensopado, cara boa e diz: "Eu mergulhei!". É uma alegria ímpar!!!! Será que é possível a mamãe gostar mais do que você?

7 - FALAÇÃO.
Trava conversas como se tivesse 3, 4 anos. Sem brincadeira. É uma coisa de louco. Tipo:
"Mãe, hoje você vai para a reunião?"; "O porquinho fez a casa, o lobo mau soprou e derrubou a casa do porquinho!"; "Eu vou viajar de avião lá para casa da vó Paula/ ou do vô Marcos"; "Não quero colocar o 'croc' do Buzz não. Quero colocar o 'amalelo'"; "Mãe, vamos no clube? Eu vou colocar minha sunga!"; "Eu fui no shopping com meu pai e ganhei 'pesente'". E a conversa com o jardineiro, na sexta: "Ferrela, eu quero cortar, com a 'tesoa'. Ficou o seguindo pelo quintal e jardim da frente, querendo pegar ferramentas e subir na escada. Conversando como se fosse gente grande. rs.
Tem também as respostas às perguntas. "Rafael, cadê você?", é uma bem tradicional por aqui. As respostas são sempre completas: "Tô aqui, subindo na escada!"; "Tô aqui, na 'intenet'"; "Tô aqui no 'banhelo'. Aos poucos o r começa a sair melhor, mas ainda tem som de l. Outra dificuldade, talvez a única, é pronunciar palavras como máquina e Mônica. Vem sempre: "mánica" e "môquina".
Ao telefone, conta histórias. Para mim, quando ligo do trabalho, costuma dizer: "Mãe, vem aqui!" e depois, "Eu tchiii amo!"
Nós também, nosso amor, nossa vida, nosso orgulho, nossa inspiração. Deus te abençõe, sempre. "Amém".

24 de fevereiro de 2011

"Eu vou dar uma skatada..."

Onde?, o pai pergunta. "Lá no teto!", responde!
Tudo isso porque há dois dias, desde que chegaram as joelheiras e cotoveleiras - complemento do presente de aniversário das tias Lidi e Laura - ele não fala em outra coisa! "Pai, compra um skate?!", pediu agora há pouco. Ele nem imagina que o skate está em casa há pelo menos uma semana, escondido, porque a mãe não consegue deixar de pensar no perigo. O medo maior das quedas é com os dentinhos!

Essa fascinação por skate começou cedo. Antes de você completar um ano e meio. Ficava no clube, pegando o skate das crianças na pista, subia, como se fosse gente grande. E a gente atrás, fazendo de tudo para evitar tombos. ...

Mamãe vai sair para reunião de trabalho, mas volta a escrever já. Essa história é maravilhosa!

9 de fevereiro de 2011

CONQUISTAS - Adeus às fraldas, olá escolinha!

Tô decepcionada comigo mesma de não ter conseguido escrever mais nesses últimos dois meses, filho. Você está tão esperto! Traçando diálogos incríveis com quem quer que seja. Qualquer conhecido, né?! Porque quando chega em meio a desconhecidos, trava. Como se fosse tímido, até. Bom, hoje é a véspera de um momento muito importante na nossa vida. Na sua, principalmente. A véspera da ida para a escolinha! Você está animadíssimo, sabe falar o nome da escola "Alto d'Pinheiros" - Alto de Pinheiros, conta que lá tem jaboticaba - coisa que eu te contei antes de você entrar para conhecer; e tartaruga, desenhada na fachada e no uniforme. Ah, outro dia também estava contando que tinha um Paulo lá, igual ao da rua, guardinha. Em janeiro, comecei o processo para te fascinar. Passava na porta quase todos os dias de carro, contava histórias, falava da professora e, na hora de te reeprender, ainda aproveito para dizer que "na sua escola, a professora vai te colocar pra pensar", se você continuar a fazer tal coisa. No caso, essa tal coisa é falar "puta merda". Você pegou gosto pela expressão! Fica soltando a frase, vira e mexe. De graça ou oportunamente. Eu, desesperada, prego para que você desista. Seu pai não aguenta e costuma rir. O pior é que você aprendeu a entonação e a aplicação comigo. Acho que foi num dia que bati o pé em algum lugar e soltei um "puta merda!" Não teve jeito. Colou. Bom, espero que na escola se convença a usar o "putis grila", que vem sendo negociado. Senão vou passar vergonha! Ai, ai... e o medo de alguém te perguntar "Quem te ensinou isso?".
Então, amanhã é o grande dia. Você escolheu a mochila do homem-aranha. Eu até pensei em comprar algo do meu interesse, mais chiquezinho, confesso. Mas, consultando seu pai, ouvi: "Compre o que ele quiser, pra ele ter prazer. Mesmo que arrebente logo!". Concordei e, depois da reunião na escola, sexta-feira passada, cheguei a conclusão de que tinha que ser algo do seu interesse mesmo. Entre outras coisas, a dona e diretora pedagógica - que tem cerca de 70 anos, disse: "Coloquem o nome em tudo porque eles não se lembram do que é deles... mochila então, eles pegam a que mais gostam!" hahahaah. Você então não vai confundir a sua nunca, porque ganhou justamente a que escolheu. Eu apurei que na loja do shopping não teria e fui buscar na internet. Te chamei para comprar e ouvi: "Não, quero ir na loja!" Ah, menino. Só que, quando você viu a imagem, amou. Dizia: "Mãe, quero essa. A mala e a bolsinha!", porque tinha a mochila com roda e um estojo do mesmo tema. Resolvido, comprei. Chegou super rápido, em um dia útil. Mas você só a viu hoje de manhã. Como a Gi, babá, mesmo previu, não largou da mochila o dia inteiro. Ela disse que até na hora de jantar você conversou com a bolsa: "Espera aí, viu?! Eu vou comer muito, pra ficar forte...." Que alegria ver que você amou. Melhor foi a sua cara na hora que tirou da caixa. Arregalou um olho, fez uma cara de prazer impagável! Depois saiu correndo de um lado para o outro, a empurrando. Essa ninguém leva embora. Ainda que o nome não tivesse sido escrito, você já se apaixonou e não vai desgrudar, tenho certeza. Na hora de ir embora, vai se lembrar dela.
Amanhã, papai vai fazer fotos com a camiseta do uniforme e mochilinha, todo paramentado para ir à escolhinha. Que delícia, gente! Como o tempo passa rápido. Outro dia sua vó Paula chegou para te conhecer pela primeira vez... E eu e a vó Nair aqui, andando de um lado para o outro, para administrar a sua cólica...
Papai e mamãe acham que você estará no grupo dos que se envolvem rapidamente com a escolhinha. Achamos que vai encarar numa boa, sem traumas. Se bem que, ultimamente, você anda bastante colado em mim, confesso. Para sair para o trabalho, costumo te deixar contrariado. Às vezes até chora. Mas quando ouve que tenho que ir trabalhar para comprar as frutas, o picolé, para gente poder fazer a natação, etc, costuma aceitar.
Tem mais, da turminha da qual você fará parte, será um dos únicos que já chegarão sem fralda! Que bacana, filho. Percebi na reunião que muitas mães esperaram a ajuda da escola. Eu não tive dúvida que era a hora, há dois meses. Antes do Natal, logo que você fez 1 ano e 10 meses. Vamos à esse registro super bacana.


ADEUS ÀS FRALDAS DIURNAS
Era um sábado, 11 de novembro. Você tinha completado meses no dia anterior. Eu estava de folga, fim de semana de sol, íamos para o clube. Pensei: "Vai ser hoje mesmo! Não dá para esperar mais!" Uns 15 dias antes, já tinha te levado para comprar o troninho, que ficou no banheiro enquanto a mamãe falava que era nele que você faria cocô e xixi. Depois, as cuecas. Comprei algumas do Ben 10 para você se animar, já que adora o personagem. No tal sábado, decidi. No clube foi mais fácil. Teve uns xixis na sunga, na beirada da piscina e outros em casa, nas cuecas ou no chão. Até precisei comprar mais algumas, porque as três primeiras molharam num mesmo turno. Alguns você avisou.
Passamos o sábado e o domingo neste esquema. No segundo dia já estava bem melhor. Na segunda, foi tarefa da Gi, porque eu tinha que trabalhar cedo. Com ela deu super certo. Até o cocô você avisava, que bonitinho. Eu só fiquei com a função durante às tardes, quando chegava do expediente. Sempre com a tática: "Segura, segura!!!!" e corrida em disparada ao banheiro. Ainda hoje é assim. Mas tenho percebido que o seu controle já está bem melhor.
No sábado seguinte, uma semana depois da saída da fralda, fomos para BH, para o Natal antecipado. Vovô Xande e vovó Paula até compraram um troninho que eu levei para todo canto, inclusive para casa do vô Marcos. Imagine, início do processo, tudo indo bem... a gente não podia correr o risco de regredir. De lá, fomos para a vó Nair, levando o piniquinho também. Foi engraçado até, na estrada. Você pediu para fazer xixi só para sair da cadeirinha, porque não queria viajar sentado lá. Ô menino! Na vovó você também me testou viu!?! Anunciava que queria fazer xixi ou cocô, me via correndo, e quando chegava lá, nada. Tinha horas que eu tinha vontade de te tacar uma fralda e deixar, de tão cansativo que foi. Mas, disciplinada como sou, não consegui. A decisão estava tomada e eu, como mãe, aceitei a dificuldade. Passada a viagem, as coisas melhoraram. Você ainda faz umas maladragens - hoje mesmo ouvi a Gi dizer que você estava fazendo hora com a cara dela - mas, de uma forma geral, tá mandando super bem. Tá usando só as fraldas noturnas - da "Môquina!" porque esta etapa, segundo li, só deve ser iniciada depois de seis meses. Sem pressa! Estamos indo muito bem. Eu morro de orgulho.
Os banheiros estão adaptados, com degraus que eu comprei para você subir e fazer xixi de pé. O troninho, depois de dois meses, já foi deixado de lado. Agora é redutor e degrauzinho. Hoje, por incrível que pareça, você viu o troninho no aparador da banheira grande e disse: "Piniquinho, que saudade!" Do nada! Eu ri! Ai, que delícia, filho! Você é demais, como diz o seu pai.

23 de janeiro de 2011

Natal 2010 na família Nascimento

Tia Gi já pressionou pelo Facebook, ironizando a falta das fotos do Natal na vovó Nair e vô Agripino. Eu disse que ia escrever o texto no fim de semana passado, mas não consegui. Tô atrasada mesmo, ai, ai, ai. Com a mudança de trabalho, fico muito menos com você e à noite, acabo não abrindo o computador em casa, já que chego do expediente às 22h15. Justificado o atraso, vamos ao registro, o que realmente interessa aqui.
Foram três dias e meio, que você curtiu bastante.
Fomos para o interior numa quarta-feira, dia 22 de dezembro, um dia depois de voltar de BH. Saímos tardíssimo, por volta das 15h. Eu achei péssimo o horário, mas não tive muita escolha. Na estrada deu tudo certo - você me deu umas enganadas de que queria fazer xixi ou cocô só para sair da cadeirinha, até eu perceber e aceitar que você ia chorar até cansar. A viagem de carro pra lá é longa pra você, que se entedia e sempre fica chato por pelo menos duas horas do trajeto. A uns 100 km de lá, dormiu. Já era tarde, não tinha dormido de dia... acabou cedendo ao cansaço. Chegamos lá por volta de onze da noite, se não me engano... eu até tentei te tirar da cadeirinha dormindo, mas você percebeu que tinha chegado e ficou ligadaço. Viu a vó Nair, ficou feliz e gritou "Vó!". Foi pro colo dela e já estava acordado para o mundo. Até quase duas da manhã, ficou pegando fogo. Até carne comeu! E, desde o primeiro dia, grudou no tio Du. Tia Rô e tia Gi chegaram com as filhas no dia seguinte. E no outro, tio Lelo com os meninos e a tia Si.

ANIMAÇÃO DIÁRIA
Você estava super bem, brincando, curtindo tudo. Queria entrar na piscina cedo e conseguia até ficar brincando com a mangueira de água gelada. Não sei como o seu avó não reclamou formalmente daquela gastança de água lá, viu?! Mas, se ninguém se queixou, não era eu quem ia fazer, né?! Não na casa da família Nascimento. Você não parou um segundo. Vovô não aguentou esperar a data e te deu, antes da noite de natal, um caminhão lindo, de madeira, feito por ele, cheio de pecinhas - quadrado, retângulo, régua. Embaixo da carroceria escreveu o seu nome: "Rafael 25-12". Achei lindo e você amou. Ficou puxando de um lado por outro. Muito original! Tio Du comprou uma cegonheira com trocentos carrinhos em três andares, que também foram levados para a piscina. Nos quatro dias que ficamos lá, você acordava cedo - antes das 8h - e queria que todo mundo levantasse, principalmente o tio Du, que dormia na sala. Você não deu sossego para ele! "Tio Du, vem bincar", chamava. "Tio Du, quer carninha", pedindo o churrasco. Paciente e disponível como só ele mesmo, ficou à sua disposição. Você não queria nem deixá-lo vender os frangos por telefone: "Tio Du, não fala no telefone não!"
Na piscina, vocês se esbaldaram. De tão relaxado, até levou um caldo um dia. Eu não me animei a entrar, mas também tinha muita gente para cuidar de você nessa hora, que eu aproveitava para descansar, porque, apesar da casa cheia, você não pa-ra-va. E eu, como mãe, não podia sossegar. Mexia em tudo, tirava tomada, pegava telefone, entrava em banheiro, corria pro jardim da frente, fugia para a rua, queria voltar pra piscina quando acabava de se secar, anunciava xixi, desligava a televisão, puxava a peça do som, ligava e desligava os ventiladores e o vídeoame, tirava porta-retrato da prateleira, abria o lixo, queria mexer no bidê, fuçava em bolsa, pegava escova de dente alheia, vixe, vixe! Tudo, o tempo todo, a toda hora. É um ritmo insano!
Voltando a falar em piscina, teve um dia de manhã, em que você estava brincando lá fora, com o tio Lelo e, de repente, caiu de cabeça na piscina. Acho que foi pegar alguma coisa dentro e desequilibrou. Eu, que estava dentro da casa, não vi. O tio te pegou às pressas, mas você ficou com a cabeça toda e parte da roupa ensopadas. A Tia Si, pra aliviar, começou a brincar dizendo: "Rafael, você fez puft?" Pronto, te ganhou. Por causa desse puft, que você repetiu sem parar, você grudou nela. Tudo era: "Tia Si... tia Si!" ou "Puft, puft!". A tia Gi, às vezes ouvia e dizia: "Você tá chamando a tia Gi?" E você: "Não, tiaaa Siiii!", só para provocar. Para completar, quando ela vinha te dar um beijo dizendo: "Rafael, você me ama?", você negava! Ela morria de rir. E tinha a tia Rô também, que virou "Rô do céu", pra lá e pra cá, depois que você me pegou a chamando assim. Como pode repetir tudo, gente?! Tia Rô é doce, se dispunha a ajudar dizendo inclusive que se eu quisesse descansar, ela ficaria com você. Mas você estava colado em mim. Ficava brincando, curtindo, mas tinha que me ver. E eu ainda tive o cansaço de ficar cercando o xixi e cocô já que havia apenas uns 12 dias em que você estava fora da fralda. Pra não perder o que havia sido conquistado, fiz plantão. E você me testou, filho. Virava e mexia anunciava que ia fazer, eu saía correndo e, quando chegava no troninho, nada. Ai, ai, ai... Tive que contar carneirinhos, confesso.
Bom, a parte boa é que a casa estava cheia, como sempre, e você foi super estimulado. A Fê, sua paixão, estava lá. Dos primos, a Kalu - preta igual você. Mais parece irmão do que primo dela; a Júlia, que ajudou no banho e te vigiava; Flávia, com quem fomos na venda de frutas e em quem você se agarrou para encher de beijo e acordar num dos dias; Marcela, de quem você não esqueceu desde a ida anterior e em quem deitava de manhã, no sofá; Duduzinho, "é o filho do tio Du"; além de Luca e Breno, em quem você também grudou. Ficava lá imitando os gestos deles para brincar de videogame e desligando a televisão para atrapalhar. Vou te contar, viu, menino! É da pá virada mesmo! Vô "Gipino", como você o chama, estava impressionado com você. Seu pai dizia que ele falava: "Como pode um menino assim? Em 71 anos, eu nunca vi um menino tão inteligente!" Ele ficou impressionado com a sua falação e com a forma como você reagia às conversas. Você sempre soube que quem deu o caminhão foi ele e, toda vez que ele perguntava quem fez, você respondia: "O tio Du!", só para provocar, de novo. Ele achava engraçado.
A vovó também fica impressionada, te comparando, imitando coisas que você diz, surpresa.
Na ceia, já estava dormindo. Uma pena, mas também foi uma forma da mamãe poder curtir um pouquinho e jantar tranquila. Ficamos lá até o dia 26, de manhã, quando voltamos só os três para SP, porque a Fê já tinha vindo antes.
Ao contrário de BH, estar com a família paterna é sempre uma imersão com todo mundo. Vovó Nair recebe todos os filhos em casa e a gente fica todos os dias dormindo e acordando juntos. Isso faz com que você se aproxime. Sua relação com os tios e primos paternos é muito mais sólida do que com os de BH, por exemplo. Tirando tia Gá e Tia Beth, as outras tias você pouco vê. Mamãe acha esse contato importantíssimo, valiosíssimo, e sente que a gente esteja longe. Mas, se toda vez for assim, será bacana. Com o passar do tempo, você estreita os laços e reforça a memória de cada um. No próximo encontro vai ser ainda mais bacana.

9 de janeiro de 2011

Natal antecipado em BH

De saída do antigo emprego, mamãe ainda teve de cumprir o aviso prévio. Isso significou trabalhar no Ano Novo, na posse, e folgar no Natal. Sendo assim, viajamos para BH para antecipar as festas com a família materna e depois fomos para Fartura, para ver avó, tios e primos paternos.
Fomos no dia 18 de manhã, um sábado. Chegamos lá na casa da vovó por volta de uma da tarde. Nem passeamos neste dia, porque estávamos cansados. Vovô 'Xande' foi comprar um troninho - para não atrapalhar o processo iniciado havia uma semana de saída da fralda - e ficamos por lá.
Você, feliz da vida, grudado no tio Pedro! Vovô Marcos foi nos ver e te fez dormir. Vovó estava ocupada com a preparação das coisas para o jantar com a família. Mamãe estava feliz da vida com os quatro dias que ficaríamos por lá, sem pressa de fazer as coisas correndo e ter de ir embora.

Natal com a família da vovó Paula

Bom, por volta das oito da noite, a família começou a chegar. Foi gostoso. A casa ficou cheia: Tia Myrthes - ai que saudade da vovó 'Talícia', filho. Pena que você não a conheceu - estava com Luciana, Aloísio e o neto caçula. Dos irmãos da vovó e primos, só faltaram o tio Helder e família. Os outros foram todos. Lilica tá linda, enorme. Foi a minha maior surpresa. Marcinha e família também foram. E, para completar, dona Sarah e todos os irmãos dos vovô. A ida do Bernardo, o mais velho, foi garantia de música certa e boa até 01h da manhã, mas você nem ouviu... Foi o encontro mais gostoso por lá dos últimos tempos. Além do violão ainda tinha o "cajon" do Aloísio, instrumento super bacana, que a mamãe não conhecia. Se você tivesse visto, não ia dar sossego.
Enquanto você estava acordado, ficou de um lado para o outro, mas o astral já não era o mesmo do dia, claro. Sem ter dormido direito à tarde e tendo acordado bem mais cedo para viajar, você estava morto. Ainda assim te acharam falante. Tia Patrícia dizia que você não gostava dela! rs. Até parece, né?! É uma pena estarmos longe, porque os encontros são raros. Enquanto você é pequeno, fica difícil a aproximação, ainda mais em contatos noturnos. Imagine, essas tias você só viu em encontros à noite, quando está sempre cansado. Mas, quando crescer vai entender melhor que todo mundo é família e estará mais aberto a receber o carinho de todos.

Natal com a família do vovô Marcos

Domingo, era dia de encontro com o bisavô Lu. Fomos para casa do vovô Marcos por volta das 11h. Você até dormiu no carro, mas só nos últimos cinco minutos antes de chegar. Deu pena. Tentei te manter dormindo, mas quando descemos e você percebeu, já ficou todo ligado. Vovô foi nos encontrar na rua. Aí é que você se animou mesmo. Chegamos lá e já estavam todos: tia Gá, Matheus, Aline, tia Beth, Letícia, Bruno, Debora e Larissa, de 8 meses. Achei bonitinho uma hora em que você beijou os pezinhos dela, por iniciativa própria. No geral, ficou lá, pegando fogo. De dia, de bom astral, interagiu, falou, brincou, se divertiu. E passou um bom tempo dando trabalho porque insistia em mexer na tomada do ventilador, nos interruptores - todos ao seu alcance - e na TV. Ganhou um carrinho à pilha 'invocado' do vovô e o cabeça de Batata do Toy Story da tia Gá. Eu contei que você fala dela toda vez que usa a tolha de banho que ela deu quando você nasceu. Da tia Beth, a lembrança é sempre da raquete de matar mosquito. hahaha. Que você reviu, claro. Foi uma delícia! Do vô Lu você também nunca esqueceu. Lembra da cana, que a gente sempre chupa no quintal. Desta vez, ele disse que não tinha madura, mas que ia guardar para a nossa próxima ida.
Ficamos lá o dia todo. O almoço foi gostoso, feito pela Nely. Você comeu como nós, mas o que mais pediu foi... PALMITO. A sua mais nova preferência. Agora, quando falo que vou fazer compras você diz: "Comprar palmito..." Aprendeu com o vovô Marcos, por acaso, na nossa ida em novembro para BH. Comendo o que ele te oferecia do prato dele, num restaurante do shopping.
Bem, depois de tanto mexer e brincar, só aceitou dormir no colo do seu avó. A casa já estava vazia e você passou mais de uma hora dormindo no peito dele. Ê delícia, hein, filho?! Tem de curtir mesmo. Eu e seu pai aproveitamos para dormir na cama do vovô. Mais tarde chegou a Ju, de quem você também lembra bem. Só faltou o Pedroca.

APRONTOU
Já no fim da tarde, estávamos na sala assistindo um DVD de samba do vovô e você saiu do ambiente. Eu, sentada, fiquei com preguiça de sair correndo atrás de você de novo. Mas sabia que não devia relaxar e numa hora pensei: "Não dá, daqui a pouco vai ser pior se ele se machucar!" Levantei e saí gritando: "Rafael, cadê você?" Tia Beth veio atrás, feito um furacão. Enquanto eu procurava na área e no banheiro de serviço, ela te achou dentro do banheiro do vovô. Todo ensopado, com a água jorrando do bidê no teto! ahahahhahaah. Foi até engraçado. Sorte que ela é meio vó também, porque morreu de rir e nem ficou brava. Só disse algo do tipo: "Menino, menino, olha a bagunça que você fez!". Te enfiei no banho - coisa que você amou - enquanto ela teve o trabalho de secar o que você aprontou. Ôh menino!
Moral da história: estar em família é sempre maravilhoso. Não estar lá é sempre uma saudade! Já estou esperando o nosso próximo encontro.

obs.: acredite se quiser, não fizemos NENHUMA - NEM UMA - foto. Ah, que pena!!!

Amiguinhos de BH

Só estou postando hoje um texto escrito há duas semanas, porque estou hiper atrasada com as notícias. Ainda falta falar sobre o Natal e sobre as novidades de fralda e cama nova!!!

O registro agora é sobre o encontro com os amigos de BH, na casa da vovó Paula, nas vésperas do Natal. Felizmente as meninas estavam de férias e conseguiram levar o Gustavo e a Maria Fernanda lá na tarde de segunda-feira, dia 21 de dezembro, durante o nosso 'feriado' antecipado.
Tia Alê e Gustavo foram os primeiros a chegar. Ele logo se sentiu em casa, esticou os pezinhos pedindo para eu tirar o sapato dele e ficou descalço feito você. Ficaram lá brincando e curtindo a sala ainda sem móveis. Ele é um doce! Tranquilo, gentil, calminho, uma coisa. Bom, foi o que eu achei, né?! Você, elétrico desde o início. Ele depois saiu correndo pela casa também, coisa que fez a mãe dele rir e dizer: "Olha a carreira do Gustavo. A gente vê quando o menino tá feliz, né?!" Sinceramente, eu acho que eu estava mais feliz que ele! hahahahaa
Você gostou também, porque emprestou os brinquedos sem chatice. Só teve uma hora que pegou e bateu, mas com o choro dele, foi pedir desculpas. Aceitas, claro! Você tem mesmo um amiguinho em BH.
A tia Renata chegou mais tarde com a Maria Fernanda, de vestidinho e calcinha por cima da fralda, toda fofa, sem sapato. Com aquele calor, dava vontade de andar pelada mesmo. Ela é uma linda, cabelinho chanel com franja, branquinha, perninhas desenhadas, nariz arrebitado e a boquinha, que parece pequenininha se abre larga como a da mãe na hora da risada. Adorei! Quatro dentinhos só! Dois em cima, dois embaixo. Ai, que fofa! Ficou lá, sassaricando também. Mas não desgrudou da mãe um segundo! Normal, né, filho?! Até você é assim em muitos ambientes não familiares. E, muitas vezes, nos familiares também, diga-se de passagem.
Bom, ficamos lá, tentando colocar parte de alguns papos em dia. Alê ainda não sabe se quer outro filho. Renata falou em 2013. Eu, às vezes, queria pra já, mas com a mudança de emprego, vou ter de esperar mais um pouco para pensar sobre isso.
Mais tarde, chegou a tia Érika, pra prestigiar. Foi do trabalho ver os babies e você, principalmente, que não mora na cidade. Elas acharam curioso ver você falar, "frases inteiras", como disse a Alê. E olha que você nem falou muito, hein?! Sério, tá um negócio louco de tanto que dispara.
Ah, por falar em disparar, confesso que agora estou dando como exemplo, pra quem conhece, a tia Larissa, mãe do João. Eles apareceram mais tarde, quando as meninas já tinham ido embora. Foi bacana, mamãe gostou muito. A tia Larissa é, sem dúvida alguma, imbatível. Fala muito, mas muito mais que eu. hahahaha. Você tá ficando igual ela. Começa e dispara. Acho que é pra não perder tempo! hahahahahahahahhahahahahahaha. Adoro!!!!
Bom, voltando um pouquinho, preciso dizer que foi tão gostoso que o Gustavo até chorou na hora de ir embora, gente! Que coisa! Estava tão feliz, curtindo tanto, que queria ficar. Pena que já tinha passado das 19h, estava ficando tarde... A gente combinou assim: toda vez que formos para BH vamos fazer um encontro. Assim a amizade se mantém. Eu acho ótimo, quero mesmo que você tenha amigos em BH. Quem sabe não vira uma amizade como a da mamãe e a da tia Cris de Salvador: apesar da distância de sempre, o carinho e o gosto pelo reencontro são sempre enormes. Viva os amigos! Obrigada meninas pelo esforço.

(Pra variar, ainda não baixei as fotos e as que a Alê mandou por email não consigo anexar aqui!)

27 de dezembro de 2010

O primeiro picolé, oficial!

Meu Deus do céu filho, parece que perdi a noção o tempo! Há mais de um mês não atualizo as notícias sobre o seu crescimento. Depois acabo me esquecendo dos detalhes. Mais uma vez, vou congelar a notícia do Natal só um pouquinho para falar do seu primeiro picolé. Aliás, o primeiro que eu ofereci, porque sei que você já tinha tido acesso antes. Tudo bem... Pra mim, foi o primeiro da vida. Pela experiência, pela decisão de que tinha chegado a hora - finalmente tempo bom, sem nariz escorrendo e mamãe de folga - e porque tive o prazer de te ver saboreá-lo todo. Foi no clube, no dia em que você completou um ano e 10 meses. Alguns podem achar um absurdo eu não ter oferecido antes, mas para quem pensa assim, volto a repetir que a coincidência entre saúde boa e tempo bom demorou a rolar depois do seu primeiro ano e meio. Eu, como mãe que preocupa com a dieta, com a saúde do filho e que tenta seguir as orientações do pediatra e da dentista, não tive vontade nenhuma de antecipar esse contato. Pra mim, o fato de você comer e amar todas as frutas do planeta é o mais importante. E mais: o prazer do picolé e de outros tantos doces da vida ainda te fará companhia, por muitos anos. Não precisa ser precoce. Eu acredito que estou fazendo um bem danado a você!
Bom, feita a explicação pública da minha decisão, vamos ao que nos interessa.
Você ganhou o picolé de côco, sentado na espreguiçadeira, entre as minhas pernas, em frente à piscina. Pôs na boca e disse, imediatamente: "Hum, delícia!" Que prazer foi ouvir isso! Pena que o papai não tinha nem o celular nem uma máquina na hora para fazer uma foto da sua boca melada!!! Chupou o picolé todo, com a minha ajuda para tentar fazer parar de pingar. Mas a farra foi boa. No dia seguinte, domingo de folga, mais um. Outro prazer. De lá para cá foram uns quatro ou cinco e, agora, você já aprendeu a pedir. Na casa da vovó Nair no Natal foi assim. Não se lembrava do nome, mas conseguiu explicar bem que queria uma coisa pra chupar de côco. Igual ao do dia anterior.
Ah, tem mais. No último dia em BH para o Natal antecipado, fomos na Cia do Boi, restaurante que o seu pai adora. Aí, no fim, três picolés de sobremesa. Um para o tio Pedro, outro pra vovó e o seu, o único que veio premiado! Achei o máximo! Tem sorte! hahahhaha
Este verão será de muitos picolés, se Deus quiser. Bom, se eu aceitei dar o último até com o nariz escorrendo e tratando da tosse, agora vai ser difícil segurar. Só não deixei ainda você saber onde é a fábrica no clube - a cantina - senão estamos ferrados. Do jeito que é insistente, não vai parar de chorar até ganhar sempre! Tomara que eu consiga. Quem puder, que ajude! rs

18 de novembro de 2010

"Papai do céu tá no céu"


Demorou muito menos do que eu imagina para você entender que a gente não o vê. Estava fazendo a oração noturna anteontem, dia 16, e você, ao me ouvir falar de "papai do céu", soltou essa. Eu, feliz da vida, dei corda ao pegueno diálogo, que fluiu assim:
Mamãe: Papai do céu tá no céu perto de onde?
Você: do sol.
-- De onde mais?
-- Da Lua.
-- Isso mesmo, filho! E o que o papai do céu faz pra gente?
-- Cuida!, respondeu, sem pensar duas vezes.
Eu quase morri de felicidade. Que bonitinho, gente!

Mas o que me motivou agora a vir aqui foi a última:
-- "Tô discubido pai!, cóbe!", pedindo seu pai que chegou há pouco do trabalho para te cobrir com o lençol. É lindo demais! A gente não cabe em si. Seu pai ficou repetindo: "Tá discubido, filho?" e dizendo: "Filho, você é lindo!". A mamãe insistiu no descoberto, pra não perder o hábito! Mas foi só um pouquinho, porque achei lindo você tirar da cachola mais uma conjugação.
Parece com os "ele fezeu!"; "trazeu"... que você sabiamente tenta acertar, já que não conhece verbos irregulares. hahahaha. Daqui a pouco fixa na memória e começa a falar sozinho as formas corretas, como as de outros tantos verbos que já aprendeu no imperativo, gerundio e passado. Quem conhece sabe que não minto.
Quer um exemplo?
-- Mãe, abre! (a tampa de algum vidrinho, por exemplo)
-- Tô abrindo! (uma pomada ou o potinho do shampoo)
-- Abri! (qualquer coisa, que possa ou não possa. Desde a pomada, passando pelo vidrinho, até chegar a uma porta de um armário que não pode mexer, de jeito nenhum!)
Mais uma versão:
-- Mãe, sobe!; Tô subindo; Subi!
Viva você! Que papai do céu te abençõe, SEMPRE. Amém.

10 de novembro de 2010

Domingo na Fazendinha

5 de novembro de 2010

Tiradas 2


Depois do último registro sobre a sua falação, tinha achado que não destacaria mais nenhuma das suas tiradas, porque já consideramos que você fala tudo. Mas tem dias que é demais. Não dá para esconder que você continua a nos surpreender. De novo, tenho uma colinha aqui com algumas frases e expressões, para nunca esquecer:

"Sumiu a parte!", disse ao constatar que faltava uma pecinha do quebra-cabeça de bichinhos que o papai deu. Tá certo que isso é brinquedo para criança mais velha mas, como ele não se contém nas lojas, comprou. Eu, que pensei em esconder até você crescer um pouquinho mais, agora me surpreendo com o fato de você identificar as partes de cada bicho e de tentar montar sozinho. Fofo!

"Tá na hora de 'bincar' de carrinho!" - Fala sério! Essa foi demais!
Eu fico lá inventando circuito, fazendo barulho e curvas radicais com as miniaturas que seu pai resolveu comprar. Você morre de rir! E eu me divirto. Detalhe: você ganhou cinco, mas ele queria levar 10. Como controlar esse exagero, gente?! Tomara que você ainda não tenha percebido que é mimado a esse ponto por ele.


"Rabisquei, ontem!", mostrando na parede o colorido de marrom, no meio da sala. Tá um perigo! Sai por todo canto com giz de cera na mão rabiscando sofá, tapete, parede, lateral da porta de entrada, armário, cadeira, a mesinha que o vovô Agripino fez e até o carrinho que se parece com velotrol. De vez em quando fala, por conta própria: "Não pode!", de tanto me ouvir repetir. Mas na hora do discuido, lá vai o "Picasso " - palavra que vc já aprendeu a repetir - pela casa a fora, fazendo obras. Chega a ser engraçado.

"Mamãe 'tabalha' muito'" e "Papai 'tabalha' muito!", já virou um clássico.
Outro dia ouvi, por telefone: "Mamãe tabalha muito, pá compá futa!" hahahahahaha
Na véspera tinha feito sacolão e você ajudou a guardar todas as frutas. Foi uma fartura, uns 10 tipos que você ama e sabe falar o nome: ameixa, laranja, banana, uva, melão, melancia ('cia), pera, maça, pêssego e mexerica (acho que essa você fala é 'xerica', mas tenho que conferir).

"Tô bavo!" (bravo), disparou enquanto ouvia a babá contar que você estava difícil no tal dia. Que desde cedo estava nervoso, irritado. Hahahahah

"O damático!", numa autodefinição. Na verdade, você reproduziu o adjetivo que usei quando gritou "Ai, ai!", logo que prendi o capacete na sua cabeça. De vez em quando dá uma dessas. Finge que tá doendo só para impressionar. Mas na verdade, você é valente. Quando cai e leva um tombo feio, só chora mesmo quando machuca. É só investigar que a gente acha um sanguinho se tiver choro.

Nesse ponto, também agradeço a Deus todas as noites por te proteger e te livrar do perigo, porque você é da pá virada! Ô saúde maravilhosa!

Lembrei da última: "Cadê papai do céu?", perguntou depois que eu resolvi dizer que o papai do céu da oração diária não é o papai. Expliquei que não dá para ver, mas que é ele quem cuida da gente, quem guarda a nossa saúde, quem faz com que o Fefel brinque muito, quem nos protege, etc. No dia seguinte, de novo: "Cadê papai do céu?". Do jeito que é esperto, daqui a pouco entende.

14 de outubro de 2010

Tiradas



São 22h30, do dia 14 de outubro. Seu pai acaba de sair para encontrar um amigo e você já está dormindo. Podia aproveitar pra pular na cama cedo, mas não aguentei. A sua falação me trouxe para cá. Mamãe já disse outras vezes que se impressiona com você. Mas o mais surpreendente é que uma surpresa supera a outra. Você está esperto de um jeito que só quem vê entende o que a gente diz. Agora há pouco, logo depois que lavei a sua boca, depois de escovar os dentes, te pedi um abraço para te trazer para o seu quarto. Você, espontaneamente, soltou um: "Te amo! Te amo!" Que delícia isso, filho!

A motivação do registro agora são algumas frases recentes, que não quero que sejam esquecidas, nunca.
Aliás, este é o primeiro registro da virada de mês. Agora você está com 1 e 8, recém completos. Pausa para outra reflexão: COMO PASSA RÁPIDO! Hoje foi dia de mais um ensaio do coral na casa pertinho daqui... toda quinta, quando eles cantam, me lembro de começar a ouví-los quando você nasceu. Parece que foi ontem!


Bom, então aqui seguem as tiradas:

Hoje, durante o banho:
- "Assim, assim... lavando a 'olela' (orelha)! Falou dentro da banheira, enquanto mexia na água e jogava um pouco na orelha. Uns minutos depois te perguntei o que estava fazendo, porque estava molhando a nuca e parte da cabeça. Você respondeu: "Limpando a olela". É demais, viu!
- "Tá cheio... de água", disse depois de encher o potinho do sabão Jonhson que a mamãe deixa para você brincar.

Ontem, na hora do jantar:
Mamãe estava te dando o papá e falou para a Gi subir e usar a internet. Você completou com maestria: "Aproveita!" hahahahahahahahhahaa. Caímos na gargalhada, claro!

Mais cedo eu quis aproveitar uma hora em que você estava assistindo TV para aparar o seu cabelinho na nuca e perto da orelha. Sacanagem! Fui fazer justo na hora do seu vídeo preferido, o das formas do Mister Maker, que você espera ansioso para dizer junto: "círculo, triângulo, quadrado, retângulo" (Vovô Marcos é prova de que não estou mentindo!). Pois bem, daí fui cortar e você, concentrado, disparou, sem olhar pra trás: "Pála mãe!" Como pode? Fiquei com dó e esperei acabar para arriscar um corte rápido durante um desenho menos importante. Deu certo.

Outras tiradas desses últimos dias do feriadão, em que a mamãe e papai trabalharam, mas o vovô estava em casa:
- Cadê vô... a chave da mamãe?" Adora chave. Costuma pegar para enfiar no buraquinho do guidom da bicicleta e sai andando, como se fosse a chave do veículo.
Ah, lembrei. Na bicicleta tem de ter chave. No carrinho, cachá (crachá). "Cadê o cachá?", costuma pedir.

"Ô vô... pega... Fefel!", pedia para ele te tirar da cadeirinha do almoço ou jantar. Me lembro das histórias que a tia Gá conta que eu, pequena, gritava para o vô Lu do corredor que levava ao barracão: "Vô, pega a Piscilinha!"

Preparem-se para esta: "Marco Tonho (Antônio - o pai) deixa... Fefel fazer bagunça!" Essa eu anotei no meu papelzinho surrado que tá aqui do lado, para não esquecer. Incrível, você tem uma percepção muito precisa. Papai sempre foi mais gentil, tolerante. Mamãe não... se não o mundo acaba, gente!

Ah, num outro dia - não vou lembrar o que te pedíamos - você respondeu: "Sei lá... sumiu!" rs.

Outra hora, mais frio, mamãe trocou sua blusa e você pediu: "Ô vô... põe... o capuz!" Inacreditável.
Sobre as blusas também adora dizer: "Mamãe de busa (blusa), vovô de busa, Gi de busa... Fefel de busa!", reproduzindo o meu discurso insistente das horas em que tento fazer você não baixar o ziper sozinho para tirar a blusa. Pode estar até friozinho que teima: "Calor!", só para tirar.
Já é outono mas o frio em SP continua nojento! Por causa disso estamos dormindo com aquecedor todo dia e, mesmo assim, você pegou uma gripe. A mais forte da vida talvez, porque chegou a ter até tosse com ânsia de vômito. Desde ontem tá tomando um xarope mais fortinho do que só o redoxon e fazendo inalação. Por falar nisso, está levando super bem. Senta lá e fica quietinho, quase sempre. A primeira, na terça do feriado, subimos eu e o vovô juntos. Tive a idéia de fazê-lo segurar o equipamento para inalação de adultos e você embarcou no seu sem se queixar. Eu fiquei lá te segurando, fazendo a inalação e rindo do efeito psicológico da coisa, que funcionou super bem.
Moral da história: está uma delícia essa fase. Papai antes de sair disse: "Pri, o nosso nenezinho cresceu! Tá falando tudo, direitinho!" Tá mesmo filho... e a gente é puro orgulho! Graças a Deus você é nosso. Graças a Deus você existe! Que Deus te abençõe, sempre! Deixo isso registrado aqui, mas com você ou sozinha, deitada, no banho, no carro, no clube, em casa, onde quer que esteja, agradeço pela sua vida. Você é tudo que a gente podia querer.

9 de outubro de 2010

"Pagaio de pilata!"

Eu já perdi inúmeras frases porque não tinha um papel na hora, porque não dava para sair de perto para anotar ou porque, simplesmente, acreditava que conseguiria me lembrar de todas ou, pelo menos, das mais impactantes.
As palavras foram se unindo aos poucos, mas neste último mês - 1 ano e 7 meses de idade - as coisas realmente se consolidaram. Você está falando tudo! Mais: está REPETINDO TUDO. Hoje, de tanto ouvir o seu avô dizer que você é um papagaio de pirata, soltou um "PAGAIO DE PILATA!" rs. Gostou do som e ainda ficou repetindo a expressão depois.
As frases que começaram com uma junção de verbos e pronomes agora já tem preposição.
Aí vão alguns exemplos - a primeira foi a que me fez ir atrás de um lápis para escrever, de tão impressionada que fiquei:

1 - " CADÊ A VELA ... DO BOLO DA GI?" Como assim, filho!? Não é porque sou a mãe não, mas você esta acima da média. Me surpreende o tempo todo. "Cadê a vela do bolo da Gi?", foi demais! Isso porque só faltava a vela mesmo na mesa que já havia sido decorada por ela com os seus bichinhos e girafas, o animal preferido da babá. A propósito, foi super bacana. Mamãe não sabe quem ficou mais feliz, você ou ela. Não dava mesmo pra passar em branco. A gente gosta tanto dela, né?! Veio de BH, mora conosco, fez 25 anos, estava longe de casa... Merecia um bolinho. Cantamos parabéns e foi super bacana. De todos os aniversários que você foi, até hoje, esse em que estávamos só os três foi o que você mais bateu palmas. (risos)

2 - "Mamãe tomou... O suco dela!"
Dois dias depois da festinha, ao me ver beber o suco todo, soltou essa. Com um ano e meio começou a dizer "dela" numa conversa em que te perguntei onde estava a Vitória, sua amiga. "Foi embora!", respondeu. "Pra onde?", completei. E você: "Pra casa dela!". Hahahaha. Nesse dia ainda, estávamos só os dois juntos e eu te coloquei na cadeira da mesa para sentar do meu lado. Aí você falou: "Pertinho da mamãe". Ai, que fofo!

3 - "Vovô acabou... De tomar banho."
Sempre tem pausinha, mas a frase é completa. Disparou essa logo que o barulho do chuveiro parou. Você sabia que ele tinha ido tomar banho, porque perguntou antes.

Enfim, é um tagarela imbatível. Seu avô tá que ri de você desde ontem, sexta-feira, quando chegou para passar o feriadão de 12 de outubro te curtindo. Mamãe e papai vão trabalhar, mas a folguinha do domingo vai dar pra aproveitar. E você, que ficou na expectativa durante quase dez dias, está se esbaldando. Tudo é: "Cadê o vovô?" Também adora tirar uma onda. Quando me ouve chamá-lo de pai, reproduz. "Pai... Pai!", se divertindo. Tenho que chamá-lo só de vovô.

Ah, tem uma de hoje cedo que a mamãe não pode esquecer. Já era quase meio dia e meia, seu almoço quase pronto e o vovô te levou na mesa para te dar mais um pão de queijo, "porque você pediu", segundo ele. Bobeou, né?! Aí eu fui dar um jeito pra sumir com a coisa e provoquei uma contrariedade enorme. Daí, o vovô tentando ajudar te pegou no colo e embarcou na minha história, de que a lagartixa tinha comido e fugido. Rs. Você não pensou duas vezes e fez: 4 - " Pegar o carro... Passear... Comprar queijo!" Fala sério?! Como diz o vovô: "Ah, menino! Vai ser esperto assim!"