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27 de dezembro de 2010

O primeiro picolé, oficial!

Meu Deus do céu filho, parece que perdi a noção o tempo! Há mais de um mês não atualizo as notícias sobre o seu crescimento. Depois acabo me esquecendo dos detalhes. Mais uma vez, vou congelar a notícia do Natal só um pouquinho para falar do seu primeiro picolé. Aliás, o primeiro que eu ofereci, porque sei que você já tinha tido acesso antes. Tudo bem... Pra mim, foi o primeiro da vida. Pela experiência, pela decisão de que tinha chegado a hora - finalmente tempo bom, sem nariz escorrendo e mamãe de folga - e porque tive o prazer de te ver saboreá-lo todo. Foi no clube, no dia em que você completou um ano e 10 meses. Alguns podem achar um absurdo eu não ter oferecido antes, mas para quem pensa assim, volto a repetir que a coincidência entre saúde boa e tempo bom demorou a rolar depois do seu primeiro ano e meio. Eu, como mãe que preocupa com a dieta, com a saúde do filho e que tenta seguir as orientações do pediatra e da dentista, não tive vontade nenhuma de antecipar esse contato. Pra mim, o fato de você comer e amar todas as frutas do planeta é o mais importante. E mais: o prazer do picolé e de outros tantos doces da vida ainda te fará companhia, por muitos anos. Não precisa ser precoce. Eu acredito que estou fazendo um bem danado a você!
Bom, feita a explicação pública da minha decisão, vamos ao que nos interessa.
Você ganhou o picolé de côco, sentado na espreguiçadeira, entre as minhas pernas, em frente à piscina. Pôs na boca e disse, imediatamente: "Hum, delícia!" Que prazer foi ouvir isso! Pena que o papai não tinha nem o celular nem uma máquina na hora para fazer uma foto da sua boca melada!!! Chupou o picolé todo, com a minha ajuda para tentar fazer parar de pingar. Mas a farra foi boa. No dia seguinte, domingo de folga, mais um. Outro prazer. De lá para cá foram uns quatro ou cinco e, agora, você já aprendeu a pedir. Na casa da vovó Nair no Natal foi assim. Não se lembrava do nome, mas conseguiu explicar bem que queria uma coisa pra chupar de côco. Igual ao do dia anterior.
Ah, tem mais. No último dia em BH para o Natal antecipado, fomos na Cia do Boi, restaurante que o seu pai adora. Aí, no fim, três picolés de sobremesa. Um para o tio Pedro, outro pra vovó e o seu, o único que veio premiado! Achei o máximo! Tem sorte! hahahhaha
Este verão será de muitos picolés, se Deus quiser. Bom, se eu aceitei dar o último até com o nariz escorrendo e tratando da tosse, agora vai ser difícil segurar. Só não deixei ainda você saber onde é a fábrica no clube - a cantina - senão estamos ferrados. Do jeito que é insistente, não vai parar de chorar até ganhar sempre! Tomara que eu consiga. Quem puder, que ajude! rs

18 de novembro de 2010

"Papai do céu tá no céu"


Demorou muito menos do que eu imagina para você entender que a gente não o vê. Estava fazendo a oração noturna anteontem, dia 16, e você, ao me ouvir falar de "papai do céu", soltou essa. Eu, feliz da vida, dei corda ao pegueno diálogo, que fluiu assim:
Mamãe: Papai do céu tá no céu perto de onde?
Você: do sol.
-- De onde mais?
-- Da Lua.
-- Isso mesmo, filho! E o que o papai do céu faz pra gente?
-- Cuida!, respondeu, sem pensar duas vezes.
Eu quase morri de felicidade. Que bonitinho, gente!

Mas o que me motivou agora a vir aqui foi a última:
-- "Tô discubido pai!, cóbe!", pedindo seu pai que chegou há pouco do trabalho para te cobrir com o lençol. É lindo demais! A gente não cabe em si. Seu pai ficou repetindo: "Tá discubido, filho?" e dizendo: "Filho, você é lindo!". A mamãe insistiu no descoberto, pra não perder o hábito! Mas foi só um pouquinho, porque achei lindo você tirar da cachola mais uma conjugação.
Parece com os "ele fezeu!"; "trazeu"... que você sabiamente tenta acertar, já que não conhece verbos irregulares. hahahaha. Daqui a pouco fixa na memória e começa a falar sozinho as formas corretas, como as de outros tantos verbos que já aprendeu no imperativo, gerundio e passado. Quem conhece sabe que não minto.
Quer um exemplo?
-- Mãe, abre! (a tampa de algum vidrinho, por exemplo)
-- Tô abrindo! (uma pomada ou o potinho do shampoo)
-- Abri! (qualquer coisa, que possa ou não possa. Desde a pomada, passando pelo vidrinho, até chegar a uma porta de um armário que não pode mexer, de jeito nenhum!)
Mais uma versão:
-- Mãe, sobe!; Tô subindo; Subi!
Viva você! Que papai do céu te abençõe, SEMPRE. Amém.

5 de novembro de 2010

Tiradas 2


Depois do último registro sobre a sua falação, tinha achado que não destacaria mais nenhuma das suas tiradas, porque já consideramos que você fala tudo. Mas tem dias que é demais. Não dá para esconder que você continua a nos surpreender. De novo, tenho uma colinha aqui com algumas frases e expressões, para nunca esquecer:

"Sumiu a parte!", disse ao constatar que faltava uma pecinha do quebra-cabeça de bichinhos que o papai deu. Tá certo que isso é brinquedo para criança mais velha mas, como ele não se contém nas lojas, comprou. Eu, que pensei em esconder até você crescer um pouquinho mais, agora me surpreendo com o fato de você identificar as partes de cada bicho e de tentar montar sozinho. Fofo!

"Tá na hora de 'bincar' de carrinho!" - Fala sério! Essa foi demais!
Eu fico lá inventando circuito, fazendo barulho e curvas radicais com as miniaturas que seu pai resolveu comprar. Você morre de rir! E eu me divirto. Detalhe: você ganhou cinco, mas ele queria levar 10. Como controlar esse exagero, gente?! Tomara que você ainda não tenha percebido que é mimado a esse ponto por ele.


"Rabisquei, ontem!", mostrando na parede o colorido de marrom, no meio da sala. Tá um perigo! Sai por todo canto com giz de cera na mão rabiscando sofá, tapete, parede, lateral da porta de entrada, armário, cadeira, a mesinha que o vovô Agripino fez e até o carrinho que se parece com velotrol. De vez em quando fala, por conta própria: "Não pode!", de tanto me ouvir repetir. Mas na hora do discuido, lá vai o "Picasso " - palavra que vc já aprendeu a repetir - pela casa a fora, fazendo obras. Chega a ser engraçado.

"Mamãe 'tabalha' muito'" e "Papai 'tabalha' muito!", já virou um clássico.
Outro dia ouvi, por telefone: "Mamãe tabalha muito, pá compá futa!" hahahahahaha
Na véspera tinha feito sacolão e você ajudou a guardar todas as frutas. Foi uma fartura, uns 10 tipos que você ama e sabe falar o nome: ameixa, laranja, banana, uva, melão, melancia ('cia), pera, maça, pêssego e mexerica (acho que essa você fala é 'xerica', mas tenho que conferir).

"Tô bavo!" (bravo), disparou enquanto ouvia a babá contar que você estava difícil no tal dia. Que desde cedo estava nervoso, irritado. Hahahahah

"O damático!", numa autodefinição. Na verdade, você reproduziu o adjetivo que usei quando gritou "Ai, ai!", logo que prendi o capacete na sua cabeça. De vez em quando dá uma dessas. Finge que tá doendo só para impressionar. Mas na verdade, você é valente. Quando cai e leva um tombo feio, só chora mesmo quando machuca. É só investigar que a gente acha um sanguinho se tiver choro.

Nesse ponto, também agradeço a Deus todas as noites por te proteger e te livrar do perigo, porque você é da pá virada! Ô saúde maravilhosa!

Lembrei da última: "Cadê papai do céu?", perguntou depois que eu resolvi dizer que o papai do céu da oração diária não é o papai. Expliquei que não dá para ver, mas que é ele quem cuida da gente, quem guarda a nossa saúde, quem faz com que o Fefel brinque muito, quem nos protege, etc. No dia seguinte, de novo: "Cadê papai do céu?". Do jeito que é esperto, daqui a pouco entende.

14 de outubro de 2010

Tiradas



São 22h30, do dia 14 de outubro. Seu pai acaba de sair para encontrar um amigo e você já está dormindo. Podia aproveitar pra pular na cama cedo, mas não aguentei. A sua falação me trouxe para cá. Mamãe já disse outras vezes que se impressiona com você. Mas o mais surpreendente é que uma surpresa supera a outra. Você está esperto de um jeito que só quem vê entende o que a gente diz. Agora há pouco, logo depois que lavei a sua boca, depois de escovar os dentes, te pedi um abraço para te trazer para o seu quarto. Você, espontaneamente, soltou um: "Te amo! Te amo!" Que delícia isso, filho!

A motivação do registro agora são algumas frases recentes, que não quero que sejam esquecidas, nunca.
Aliás, este é o primeiro registro da virada de mês. Agora você está com 1 e 8, recém completos. Pausa para outra reflexão: COMO PASSA RÁPIDO! Hoje foi dia de mais um ensaio do coral na casa pertinho daqui... toda quinta, quando eles cantam, me lembro de começar a ouví-los quando você nasceu. Parece que foi ontem!


Bom, então aqui seguem as tiradas:

Hoje, durante o banho:
- "Assim, assim... lavando a 'olela' (orelha)! Falou dentro da banheira, enquanto mexia na água e jogava um pouco na orelha. Uns minutos depois te perguntei o que estava fazendo, porque estava molhando a nuca e parte da cabeça. Você respondeu: "Limpando a olela". É demais, viu!
- "Tá cheio... de água", disse depois de encher o potinho do sabão Jonhson que a mamãe deixa para você brincar.

Ontem, na hora do jantar:
Mamãe estava te dando o papá e falou para a Gi subir e usar a internet. Você completou com maestria: "Aproveita!" hahahahahahahahhahaa. Caímos na gargalhada, claro!

Mais cedo eu quis aproveitar uma hora em que você estava assistindo TV para aparar o seu cabelinho na nuca e perto da orelha. Sacanagem! Fui fazer justo na hora do seu vídeo preferido, o das formas do Mister Maker, que você espera ansioso para dizer junto: "círculo, triângulo, quadrado, retângulo" (Vovô Marcos é prova de que não estou mentindo!). Pois bem, daí fui cortar e você, concentrado, disparou, sem olhar pra trás: "Pála mãe!" Como pode? Fiquei com dó e esperei acabar para arriscar um corte rápido durante um desenho menos importante. Deu certo.

Outras tiradas desses últimos dias do feriadão, em que a mamãe e papai trabalharam, mas o vovô estava em casa:
- Cadê vô... a chave da mamãe?" Adora chave. Costuma pegar para enfiar no buraquinho do guidom da bicicleta e sai andando, como se fosse a chave do veículo.
Ah, lembrei. Na bicicleta tem de ter chave. No carrinho, cachá (crachá). "Cadê o cachá?", costuma pedir.

"Ô vô... pega... Fefel!", pedia para ele te tirar da cadeirinha do almoço ou jantar. Me lembro das histórias que a tia Gá conta que eu, pequena, gritava para o vô Lu do corredor que levava ao barracão: "Vô, pega a Piscilinha!"

Preparem-se para esta: "Marco Tonho (Antônio - o pai) deixa... Fefel fazer bagunça!" Essa eu anotei no meu papelzinho surrado que tá aqui do lado, para não esquecer. Incrível, você tem uma percepção muito precisa. Papai sempre foi mais gentil, tolerante. Mamãe não... se não o mundo acaba, gente!

Ah, num outro dia - não vou lembrar o que te pedíamos - você respondeu: "Sei lá... sumiu!" rs.

Outra hora, mais frio, mamãe trocou sua blusa e você pediu: "Ô vô... põe... o capuz!" Inacreditável.
Sobre as blusas também adora dizer: "Mamãe de busa (blusa), vovô de busa, Gi de busa... Fefel de busa!", reproduzindo o meu discurso insistente das horas em que tento fazer você não baixar o ziper sozinho para tirar a blusa. Pode estar até friozinho que teima: "Calor!", só para tirar.
Já é outono mas o frio em SP continua nojento! Por causa disso estamos dormindo com aquecedor todo dia e, mesmo assim, você pegou uma gripe. A mais forte da vida talvez, porque chegou a ter até tosse com ânsia de vômito. Desde ontem tá tomando um xarope mais fortinho do que só o redoxon e fazendo inalação. Por falar nisso, está levando super bem. Senta lá e fica quietinho, quase sempre. A primeira, na terça do feriado, subimos eu e o vovô juntos. Tive a idéia de fazê-lo segurar o equipamento para inalação de adultos e você embarcou no seu sem se queixar. Eu fiquei lá te segurando, fazendo a inalação e rindo do efeito psicológico da coisa, que funcionou super bem.
Moral da história: está uma delícia essa fase. Papai antes de sair disse: "Pri, o nosso nenezinho cresceu! Tá falando tudo, direitinho!" Tá mesmo filho... e a gente é puro orgulho! Graças a Deus você é nosso. Graças a Deus você existe! Que Deus te abençõe, sempre! Deixo isso registrado aqui, mas com você ou sozinha, deitada, no banho, no carro, no clube, em casa, onde quer que esteja, agradeço pela sua vida. Você é tudo que a gente podia querer.

9 de outubro de 2010

"Pagaio de pilata!"

Eu já perdi inúmeras frases porque não tinha um papel na hora, porque não dava para sair de perto para anotar ou porque, simplesmente, acreditava que conseguiria me lembrar de todas ou, pelo menos, das mais impactantes.
As palavras foram se unindo aos poucos, mas neste último mês - 1 ano e 7 meses de idade - as coisas realmente se consolidaram. Você está falando tudo! Mais: está REPETINDO TUDO. Hoje, de tanto ouvir o seu avô dizer que você é um papagaio de pirata, soltou um "PAGAIO DE PILATA!" rs. Gostou do som e ainda ficou repetindo a expressão depois.
As frases que começaram com uma junção de verbos e pronomes agora já tem preposição.
Aí vão alguns exemplos - a primeira foi a que me fez ir atrás de um lápis para escrever, de tão impressionada que fiquei:

1 - " CADÊ A VELA ... DO BOLO DA GI?" Como assim, filho!? Não é porque sou a mãe não, mas você esta acima da média. Me surpreende o tempo todo. "Cadê a vela do bolo da Gi?", foi demais! Isso porque só faltava a vela mesmo na mesa que já havia sido decorada por ela com os seus bichinhos e girafas, o animal preferido da babá. A propósito, foi super bacana. Mamãe não sabe quem ficou mais feliz, você ou ela. Não dava mesmo pra passar em branco. A gente gosta tanto dela, né?! Veio de BH, mora conosco, fez 25 anos, estava longe de casa... Merecia um bolinho. Cantamos parabéns e foi super bacana. De todos os aniversários que você foi, até hoje, esse em que estávamos só os três foi o que você mais bateu palmas. (risos)

2 - "Mamãe tomou... O suco dela!"
Dois dias depois da festinha, ao me ver beber o suco todo, soltou essa. Com um ano e meio começou a dizer "dela" numa conversa em que te perguntei onde estava a Vitória, sua amiga. "Foi embora!", respondeu. "Pra onde?", completei. E você: "Pra casa dela!". Hahahaha. Nesse dia ainda, estávamos só os dois juntos e eu te coloquei na cadeira da mesa para sentar do meu lado. Aí você falou: "Pertinho da mamãe". Ai, que fofo!

3 - "Vovô acabou... De tomar banho."
Sempre tem pausinha, mas a frase é completa. Disparou essa logo que o barulho do chuveiro parou. Você sabia que ele tinha ido tomar banho, porque perguntou antes.

Enfim, é um tagarela imbatível. Seu avô tá que ri de você desde ontem, sexta-feira, quando chegou para passar o feriadão de 12 de outubro te curtindo. Mamãe e papai vão trabalhar, mas a folguinha do domingo vai dar pra aproveitar. E você, que ficou na expectativa durante quase dez dias, está se esbaldando. Tudo é: "Cadê o vovô?" Também adora tirar uma onda. Quando me ouve chamá-lo de pai, reproduz. "Pai... Pai!", se divertindo. Tenho que chamá-lo só de vovô.

Ah, tem uma de hoje cedo que a mamãe não pode esquecer. Já era quase meio dia e meia, seu almoço quase pronto e o vovô te levou na mesa para te dar mais um pão de queijo, "porque você pediu", segundo ele. Bobeou, né?! Aí eu fui dar um jeito pra sumir com a coisa e provoquei uma contrariedade enorme. Daí, o vovô tentando ajudar te pegou no colo e embarcou na minha história, de que a lagartixa tinha comido e fugido. Rs. Você não pensou duas vezes e fez: 4 - " Pegar o carro... Passear... Comprar queijo!" Fala sério?! Como diz o vovô: "Ah, menino! Vai ser esperto assim!"

2 de setembro de 2010

Fefel

Já tem mais de dois meses que a mamãe ensaia para escrever e gravar o jeito que você mesmo pronuncia o seu nome. É a coisa mais fofa do mundo: 'Fefel...", assim mesmo e cheio de charme. E foi por conta própria que inventou esse apelido, porque mamãe e papai mesmo te chamam de Rafael.
De um mês pra cá tá todo todo com o Máco - Marco, do papai - e Piscilla, da mamãe. Fala Pi, às vezes... Mas adora completar a palavra. A gente acha engraçado, porque você começou a nos chamar pelos nossos nomes por você mesmo também, já que a gente só incentiva e se direciona a você como papai e mamãe. Antenado que só, fica ouvindo e repetindo. O engraçado é que tem a voz grave, então chama e grita forte!
A tagarelice também está cada dia mais intensa. Fala e aplica nos momentos oportunos termos como: "Voltei!", "Calçar" - sapato, "Tirar", Pô (por) e pus, "Saco", "Putis grila"...
Ontem, a 10 dias de fazer 1 ano e 7 meses estávamos conversando (O TERMO É ESSE!) e você disse: "A Cacá...embora!" Eu fiz: " Pra onde, filho?" E você: "Pá casa dela!", com TO-DAS essas letras. Fala sério, como pode falar tudo isso já, gente?! Eu fico bo-ba!
Você, do seu jeito, já anda contando histórias. Começou no início do mês, logo que voltamos das férias. A primeira foi assim: Mamãe chegou em casa, te perguntou como tinha sido o dia, a pracinha... E você respondeu: "Vitória... Bateu! Eu fiz: "filho, vc bateu na Vitória, sua amiga? Não pode!" E vc completou: "Tadinha!" Ou seja, você contou que bateu e que doeu. Hahahahahha
A gente fica cheio de orgulho, sem acreditar. É uma surpresa atrás da outra. Rafael, você é uma fonte diária de renovação, de energia e de alegria, tanto pra mamãe quanto para o papai. Obrigada por existir e por ser como é. Te amamos!

7 de junho de 2010

O repetidor, o falador!

Nunca na história deste país a segunda edição de um dicionário foi publicada tão rapidamente. Mas aqui, não tivemos muito tempo. Em menos de uma semana, várias palavras começaram a ser pronunciadas com perfeição. Como pode ser assim, tão rápido? Vou começar como uma história de ontem à noite. Ao ser perguntado: "Cadê a mamãe?", respondeu sem titubear: "Tá aqui!", meio com o sonzinho de Tá tchi!
Vovô, tio Pedro e tia Aline passaram quase quatro dias em casa. Foi uma maravilha! Vieram para o feriado e você foi estimulado o tempo todo, de forma diferente. Saiu falando umas palavrinhas.

Vamos às novidades e mudanças no vocabulário:

Minininho -- assim, mesmo! Falava "minini" tanto para menino quanto para menina. Começou a pronunciar sem cessar por causa do tio Pedro, de 13 anos. Ele é um menino mesmo e apesar de você até ter dito "tio ou titio" algumas vezes, era de "menini" que você o chamava. A questão é que a família achou que você falava o diminutivo. Em Minas, um "mininim" já é diminutivo. Daí, começaram a rir e a repetir todas as vezes: "minininho!" Três dias depois você já estava falando a palavra por completo!

Apacou -- apagou! Bota a mão no interruptor e fala quando escurece.

Atchim -- fala reproduzindo o som do espirro.

Catão -- cartão - adora pegar os meus na carteira, mas o preferido é o de alimentação, um amarelo vibrante.

Pepel -- papel! Sempre para o papel higiênico, que não pode ver e sai puxando... baguceiro!

Lolojo -- relógio. Até aponta para mostrar! rs.

Pôtão -- portão, de casa. Quando abre, já anuncia: "Mamãe!" ou "Papai!"

Quente -- toda vez que vê o aquecedor e passa perto, fala. E quando o paõzinho, queijo ou papá estão mais quentinhos mesmo.

Lhé -- colher. Adora, costuma ter sempre uma na mão enquanto a gente dá o papá para ele. Comigo fica querendo meter dentro do prato! Tem umas de plástico, da época em que era bebezinho, que adora. Fica andando pra lá e pra cá com elas. Leva até pra o banho.

Basílllllll!!! -- torcedor, aprendeu a gritar com o vovô Marcos. Agora com esse tanto de propaganda da Copa do Mundo então, é "basílll" pra lá, "basílll" pra cá. Grita "gooooooooooool" também!

Djá -- Um, dois, três e..."djá!" Adora falar isso quando vou ligar o secador para enxugar o cabelinho depois do banho.

Sxisxi -- xixi, claro! É fofo demais.

E repete tudo. Para três, vale o resgistro:

Quando falo "saco!", brava, por alguma coisa, faz: Caco!, na maioria das vezes. E ri! Às vezes sai saco.

Céu -- copia a última quando digo: "Ai, meu DEUS do céu!"

e já reproduziu DEUS também, quando essa é a última.

Agora, algumas que faltaram na primeira edição, mas que não são novas:

Abadju -- abajur (também faltou, mas é relativamente recente. Tem umas duas semanas.)

Pum -- hahahahha!

Apé - aperta - pra todos os brinquedos que fazem barulho apertando.

Lú -- luz

Dodói

Bô - bolsa

30 de maio de 2010

Dicionário do Rafael


Resolvemos deixar registrado algumas das expressões do nosso falante Rafael. E como fala!!! Cada dia é uma palavra nova, uma careta nova, um sorriso novo, cada dia uma descoberta, uma invenção. Vamos ao vocabulário, único:
(Um parêntese: filho, isso foi iniciativa do seu pai, que escreveu também a maior parte do dicionário! E a mamãe ajudou!)


Alô –- Uma das primeiras palavras que aprendeu, com perfeição. Começou falando alô sem parar, nem precisa enxergar um telefone ou celular. Servia também para controle remoto, que ele adora jogar no chão, molho de chave, escova de cabelo, para tudo, ele dizia "alô"… Hoje continua falando alô à vontade, mas está mais seletivo. Agora é só para telefone!

Dê! -- no imperativo. Rafael usa bastante, para pedir colo, para subir e descer. "Dê, dê!", pode significar "quero descer", "quero subir", "me pega no colo", "me desce do colo". Apesar da insistência da mãe em dizer "Colo; subir, filho!; entre outros termos, esse ainda é único.

Abí -- "Abi, abí" ele usa o tempo todo, sempre quando quer alguma coisa. Abrir uma porta, uma garrafa de água, pegar um brinquedo, ou mesmo quando quer alcançar alguma coisa. Quando quer entrar em cômodo fechado começa a bater na porta com as duas mãozinhas, “abi, abi”... Quando quer fuçar em uma gaveta e jogar tudo pelo chão e não consegue ele tenta: abí, abí...

Dedê -- Quando ele fala bravo é porque está com fome. Chorando, então, é porque está com muita fome. É a mamadeira. Tem mais: quando sai do banho, nem precisa ver a coisa, e já começa: "Dedê, dedê!"

Óh -- Quando quer chamar a atenção, óh, óh, nem sempre para alguma coisa, às vezes é para chamar a atenção para ele mesmo. Às vezes vem acompanhada da cara de surpresa, que é o máximo!

Mhãm-mhãm -- Se ele apontar para a mesa do café-da-manhã e falar mhãm-mhãm, pode saber que se deixar ele traça o queijo minas todo. É filho de mineira, mesmo. A-do-ra o queijo. Mas a expressão é usada para tudo que ele quer comer, tirando pão.

Pão -- é pão mesmo, pronunciado perfeitamente. E também, só é usado para a coisa. Pão é pão e pronto.

Não –- Usa o tempo todo, para qualquer coisa. Rafael, vamos subir? Não. Vamos tomar banho? Não. Muitas vezes ele faz uma carinha de bravo. É só não levar ao pé da letra e logo ele esquece. Papai vai trabalhar: não, não, não...

Áqua – Foi uma das primeiras palavras que ele aprendeu. Dizia até: "Qué água!", mas eliminou o quer. Agora é "Água, água!", que ele repete sempre que está com sede.

Gol! – Adora correr com a bola pela casa, e sempre que chuta grita gol. Às vezes começa a dizer gol, gol quando quer brincar. Ou mesmo para pedir uma das inúmeras bolas espalhadas pela casa.



Mamãe – Esta foi uma das primeiras palavras, que tem várias entonações, dependendo do humor, do horário e da braveza. Se for quase sussurado, mamã, mamã, ele está em estado de graça, brincando. Se for gritado, mamããiiiie, chorando, é porque ele quer mesmo o colo da mamãe. Se for mamãe for pronunciado várias vezes seguidas, mã-mãe, quase soletrado, é porque a mamãe não está em casa, e ele quer chamar atenção para os objetos que lembram a mamãe. O porta-retrato, a caixinha de bijuteria do armário que ele acabou de jogar no chão, as gavetas da mamãe que ele acabou de arrancar as roupas...

Bagun – Ele já aprendeu há algum tempo e faz questão de repetir sempre que apronta alguma. Ele sabe que está aprontando, e aí olha pra gente e diz bagún, bagún. Se ele pronuncia e você não viu nada de errado ou diferente é só procurar, alguma ele aprontou... De tanta insistência da mãe, que acha fofo o 'bagun', mas quer estimular o aprendizado da palavra completa, às vezes ele faz um "bagun-ça", com o ça sibilado. Difícil descrever, mas sai. E é bonitinho.

Papai – Começou dizendo quase sussurado, papá, agora já diz papai, com i, em alto e bom som. Sempre que encontra o crachá ou algum objeto pela casa que lembre o papai ele gosta de dizer sussurado, Pa-pá... Hoje até gritou, como um grito de guerra, papai!

Cocô – Ele sempre fala quando vai fazer cocô. É um aviso, não tem erro, daqui a pouco… lá vem cocô!... Quando a mamãe joga na privada ou embrulha a fralda ele gosta de falar… e de tar tchau pro cocô também. E ainda racha o bico!

Bó –- tudo que é redondo e rola é bó, ele aponta com o dedinho e diz: bó. Chuta a bó e goool! Começou só assim, mas já tem quase um mês que ele tem completado a palavra. É a coisa mais fofa do mundo. Normalmente fica assim: "Bóia! ou Bóilha"
Ah, não podíamos esquecer. Tem o diminutivo também: "Boíiii".

Djô – É assim que ele chama a babá da amiguinha dele, vizinha aqui de casa, a Vitória. É a Jô, que todas as manhãs toca a campainha para passear com o Rafael e a babá dele, a Dorinha. Sempre que ele está no portão de casa e quer andar até o portão da Vitória sai falando, Djô, Djô. Ainda não aprendeu a chamar pela Vitória.

Ôzz – É assim que ele chama a Rose, a empregada aqui de casa, que volta e meia cuida do Rafael. Ele gosta de agarrar nas pernas dela enquanto ela fica pela cozinha, e puxar as mãos dela, dizendo “dá mão…”

Baí – Ele levanta a camisetinha e diz baí, baí, só de farra. Quer mostrar a barriguinha ou ver a nossa.

Cáo – Agora aprendeu a falar cáo e apontar os carros na rua. Aponta com o dedinho para qualquer carro e diz cáo…

Mê – É assim que ele chama as meias. Adora dar trabalho na hora de colocar as meias, esconde os pés, levanta para cima, e ri, dizendo mê, mê… Outras vezes ele puxa e tira, rapidinho.

Bi – É o bicho, qualquer um. Uma aleluia, uma lagartixa, um pernilongo, uma mosca, o que ele encontrar pela frente aponta e diz, bí, bí… e quer pegar o bichinho.




Pêxe -- Adora sair em disparada até a fonte de casa para ver e alimentar os peixinhos. Já são mais de dez, cinco grandes e cinco pequenos. Agora deu de colocar os pés no beiral da fonte, se bobear…


Dente -- na virada para 1 ano e 3 meses começou a falar isso, só de ver a escova de dentes. E adora escovar. Que maravilha!

Mamão – Tem palavras que ele fala direitinho, como mamão, mão…

A mão – Quase toda hora ele aponta a mãozinha em direção à sua mão e diz, “A mão”, e puxa você para algum lugar. Tem dia que sai andando com você pela casa, apenas passeando, sem parar em lugar algum… Não é fofo? Dá a mão, gente!

Potó -- Adora brincar de pocotó com a irmã Fernanda. É só a Fê aparecer em casa para ele dizer potó e esticar a mãozinha. Quer correr pela casa no colo da irmã brincando de cavalinho.

Tau ou tichau -- Tem dia que sai um tiau, acompanhado de um tchauzinho com a mãozinha. Ele não gosta muito de dizer tchau, não gosta que a gente vá embora de casa e deixe ele para trás... Ele sempre protesta e fica bravo, com a cara amarrada, não, não. Agora parou de chorar e já diz tau de vez em quando.

Banana -- assim, mesmo. Perfeitinho. Também reconhece a maçã. Além de repetir melão, úv (uva) e caquí.

E as novas:

Baiá -- papai foi baiá, mamãe foi baiá .... Trabalhar!

Minini -- para menino ou menina! Ele sabe diferenciar um "nenem", de um ou uma "minini!".

Tô -- toca, de cabelo para banho.

Póta -- serve para porta e pra tampa do shampoo, por exemplo. "A póta!", diz, apontando. Rs.

Patá -- pasta, de dente!

Tá demais!!! Dá vontade de comer! (aqui sua mãe, viu, filho!?)