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9 de maio de 2010

Primeira consulta no dentista


Hoje é dia das mães, mas como eu ainda não curti o filhote, já que estou no plantão, vou contar da consulta na odontopediatra.
Fomos no dia 29 de abril, cinco depois do acidente. Foi a tia Cris, mãe do Vini, que indicou. Leu no blog e ligou urgente, super preocupada, atenciosa, indicando a dele. Pra resumir o currículo, trata-se da odontopediatra e dentista da família toda, super paciente, competente. Ela mesma ligou pedindo para secretária fazer um encaixe para nos atender. Quando liguei, já tínhamos horário garantido no dia seguinte, uma quinta-feira. Apesar da tristeza de te levar ao dentista por causa de um quebradinho no dente, estava toda feliz. Mamãe não fez foto porque não achou a máquina grande em casa! Uma pena, você foi de camisa, todo lindo, um menino! E eu, toda orgulhosa levando você, crescidinho, ao dentista, com 1 ano e dois meses.
Chegando, você logo se apaixonou pela assistente, a Sarah, uma estudante, que trabalha com a Dra. Mila. Enquanto isso, mamãe falava sobre seus hábitos, que também foram registrados na sua ficha:
nunca chupou bico, mamou no peito até 1 ano e 1 mês (aos críticos, vale reforçar o meu orgulho!), não chupa dedo, reduziu o número de mamadeiras para duas ao dia - quando acorda e antes de dormir - e tem o hábito de ter a gengiva e língua limpas desde o segundo mês, com gaze. Nós últimos dois meses, mamãe e babá estavam usando a dedeira (para limpar). Além disso, não come bala, doce, ou porcarias infantis. Aliás, não come nada com açúcar. Até então tinha dado uma única chupadinha num Chicabom e não gostou. Também comeu um pouco de brigadeiro de colher, que o pai tacou na sua boca sem nem me perguntar. Mas nem deu bola e não pediu mais! Ê beleza!
Enquanto a mamãe conversava, você andava de um canto ao outro, brincava com a escova de dente gigante, com o elefante de pelúcia que tem dente e boca grande.
Bem, depois de tudo isso e de muita conversa, fomos para a avaliação do dentinho quebrado. Ela avisou que você ia chorar, mas eu confesso que estava muito tranquila. Não me preocupei enquanto te segurava e sussurava coisas do tipo: "Filho, isso é pra você ficar ainda mais saudável, mais forte... Olha que chique, você no dentista!" A babá, que ficou dentro da sala, fez o contrário: "Tadinho, tão novinho e já está nessa!", dizia.
Ela conseguiu fazer o raio-x e constatou que o único prejuízo tinha sido no esmalte do dente, a camada mais superficial. Ufa, que felicidade! Mas ela disse que como os dentes eram muito recentes - os de cima nasceram com 11 meses - e o episódio tinha acontecido há menos de uma semana, tínhamos que observar e tomar alguns cuidados para evitar que a situação se agravasse, caso tivesse havido algum outro dano ainda não aparente.
Bem, saímos de lá com a seguinte recomendação: nada de dormir depois da última mamadeira, sem escovar os dentes. Coisa que eu fazia e meio mundo das mães também. Tirar a mamadeira e trocar para copinhos com bico rígido, tipo de suco. Mais: passamos a usar a escova, que deveria estar sendo usada desde que os dentes nasceram.
A pasta estava ok, sem flúor(A PASTA É A DA WELEDA, IGUAL À DA FOTO). E durante um mês, passar com cotonete água oxigenada 10 volumes e água na gengivinha do dente que quebrou. Coisa que há 10 dias eu esqueço de fazer! Ai, ai, ai... Mas o dente tá bonitinho, não mudou a cor, não aconteceu nada. Daqui a três meses voltamos e ela vai dar uma lixadinha no quebrado.
Desde então, você mama no recipiente que até então era só para suco, mamãe escova os dentinhos e te coloca no bercinho acordado. Você tá tão fofo, aceitou tão bem, que me deixa orgulhosa. Tá de parabéns!
obs.: Sua vó Paula disse que você é um menino "bonitinho demais" e corajoso. Eu também acho.

27 de abril de 2010

Quebrou o dente!


Foi uma lasca do dentinho incisivo esquerdo, no sábado, dia 24. Pequena, mas perceptível. Uma pena! Nem terminaram de crescer ainda, são lindos, grandes, retinhos, com as pontas arredondadas, e já aconteceu. Até hoje não me perdoou por não ter tirado da sua mão o objeto que provocou o acidente.
Bem, foi assim: mamãe estava no escritório com a vó Paula e você conosco, mexendo, brincando. De repente pegou o bumbo do papai, ficou tocando, super bonitinho. Aí resolveu carregar. Tá com essa mania agora, fica testando os tríceps, bíceps e 'trapézinhos'... quer carregar tudo. Eu vi na hora e disse que não podia. Sempre tive medo do bumbo porque não é nada infantil, tem umas pontas com uns parafusos perigosos, o fundo tem um ferro meio arriscado, etc. Mas parado, no chão, com alguém vigiando, é uma festa.
Consegui evitar uma vez. Mas, em seguida, não sei se olhei para outro canto, ou o que foi e só ouvi você chorar e o bumbo cair. Pela primeira vez me desesperei com um acidente. Você já caiu de bater a cabeça, já saiu sangue na boca, apertou os dedinhos em porta (esse também me desesperou, confesso!), furou o lábio inferior num tombo bobo (ai, pensando bem esse também foi tenso pela quantidade de sangue), entre outras ocorrências. Mas, desta vez, quando vi o bumbo envolvido, saí desesperada em direção ao banheiro, com medo da boca ter machucado muito. Sua avó gritou: "Calma, filha, calma!". Quando cheguei lá, vi um sanguinho, lavei, mas você parou de chorar e isso me fez pensar que tinha sido mais um susto do que um machucado. Só fui ver o dentinho quebrado no dia seguinte, domingo. Ai meu Deus, que desespero! Um dentinho, que será seu pelo menos até os seis anos de idade! Que triste. Toda vez que olho para boquinha sinto culpa. De novo: por que não sumi com o bumbo depois da primeira vez que te vi carregá-lo? Talvez porque quisesse evitar o choro, a frustração, já que estava do lado, vigiando. Ele caiu e quicou no chão, voltando na sua boca. É impressionante como esses acidentes acontecem com a gente por perto, hein?! Deve ser porque mãe cuida, mas conversa, fala ao telefone, pega coisas, conta histórias para outras pessoas, faz de tudo enquanto olha o bebê. Babá não, concentra mais, é serviço sério. Bem, pelo menos foi comigo, né? Prefiro a culpa do que ter que aceitar uma coisa dessas acontecer na mão de outra pessoa. Será que eu ia saber perdoar? Acho que não, filho.
Moral da história: a odontopediatra que eu já queria marcar foi antecipada. Liguei logo. Pedi indicações para Laura e pra Mariana, mas acabei escolhendo a mais perto de casa. Vamos ver se seu pai consegue te levar na segunda-feira, dia 03 de maio, pela manhã. Tomara que não seja nada, mas o seu tio Pedro contou, por telefone, que sentia dores no dente de tanto que mordia forte coisas duras. Recomendou que a gente fosse logo porque você poderia ter dor pra morder. Ai, que triste seria. Já estou torcendo para que a gente consiga resolver e para que ela diga que não houve prejuízo funcional, nem de sensibilidade. Você, por enquanto, está comendo igual. Comendo e mordendo, diga-se de passagem.
Hoje mesmo, mordeu o bumbum de uma coleguinha, no clube. Que vergonha!!! A menina urrou, tadinha! De novo, eu imaginei que isso pudesse acontecer, porque vocês estavam brincando num túnel e ela parou. Mas antes de chegar para impedir, aconteceu. Acho que tenho que melhorar!!! Vou me esforçar, prometo.