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6 de agosto de 2009

Bem que me disseram...

De tudo que tem acontecido nesses dias, desde que a mamãe voltou ao trabalho, duas coisas merecem destaque. A primeira, gostosa, é que você já está tão durinho que consegue ficar sentado sem ajuda por alguns minutinhos. Amo te colocar sentado nas minhas pernas e deixar você se equilibrar. É o máximo. Quando está de costas, quase tenho um troço! Ver seu pescocinho com as costinhas empinadas e sua cabecinha virada pra frente dá uma vontade de te morder! Fico dando beijinhos na nuca, delícia! Pra te pegar no colo também tenho te puxado para estimular você a sentar. Quando está no trocador ou na banheira, mais altos, costuma levantar e já colar a cabecinha no meu peito, procurando mamá. Rs. Daqui uns dias você completa seis meses e acho que daí para sentar sozinho de vez será num piscar de olhos. Impressionante como o tempo passa rápido!
A outra "novidade" é sobre o seu cocô! Hahahah. Outro dia te peguei fazendo força, até com a sombrancelha contraída. Achei graça... e começo a rir só de lembrar. Na hora, suspeitei e não deu outra: era o número 2. Nessas duas últimas semanas, ele se transformou. Também, comendo papinha e fruta além do leite, era isso que ia acontecer mesmo. Prisão de ventre você não tem, graças a Deus, mas, na semana passada, a mudança na alimentação te impediu de fazer cocô todos os dias. Essa semana já está tudo em ordem, ainda bem. O leite industrial, que poderia prejudicar, você não aceitou.
Me lembro que nos primeiros meses, enquanto você só mamava, chegou a fazer até quatro num dia só. Ave! Haja fralda!! Sorte que ganhamos umas 1.500 nos chás - no trabalho do papai e lá em casa - antes de você nascer, então o estoque era grande. Os dois últimos pacotes devem acabar na semana que vem, daí vamos começar a comprá-las. Então, só falta dizer uma coisa, que me faz lembrar, de novo, da Laura: o fedor! Ela deve se perguntar porque me lembrei dela. É que quando você tinha três meses e ela foi com o Lucas, a Lidi e a Sarah lá em casa, eu disse que o cheiro era de lascar. Ela disparou: "Espere ele começar a comer pra você ver o que é fedor!" Bem que me disseram... Vocês se conhecem desde a barriga... No fim da tarde, o Lucas estava morto de sono, tadinho!

2 de agosto de 2009

Primeiros dias desgrudada de você


Uma semana depois e aqui estou eu para falar da nova fase da nossa vida, com a mamãe trabalhando. Felizmente, você foi melhor do que o esperado. Eu também. Cheguei a conclusão que o mais difícil - o que mais dói - é a espera pelo retorno e o primeiro dia fora de casa. Depois cura. Cheguei no trabalho cedo e no primeiro abraço, desabei. Foi terrível saber que eu estava ali por obrigação e tinha te deixado em casa. Não ia te ver acordar sorrindo, não ia te dar mamá sempre, não te daria a papinha... Passei umas duas horas me perguntando como é que as mães conseguem voltar. Confesso que ver a Lidi lá ajudou, afinal, poucos meses antes ela deixou a Sarah em casa com a babá. Na véspera, receber a ligação da Laura também foi confortante, por mais breve que tenha sido, já que eu estava te preparando para dormir. Bem, no meio da manhã de segunda, comecei a me sentir melhor. É curioso porque o sofrimento passa rápido. Ainda bem que é assim, senão acho que desistiria. Depois do retorno, passei todos esses dias pensando que aceitar a volta e conseguir administrar esse tempo sem você é como o seu processo de cicatrização de um ou outro arranhãozinho. Seca e some tão rápido, que é surpreendente. Daí, cheguei a conclusão de que, tanto quanto a natureza, o tempo é sábio. Nada melhor que ele para nos ajudar a levar as coisas numa boa.

Passada a parte mais difícil, eu não poderia deixar de registrar o mais bacana de tudo. Nesses dias, experimentei uma alegria ímpar: a de voltar para casa. Chegar aqui e te ver me dá uma felicidade tão grande que eu fico certa de não existir naquele momento ninguém mais feliz no mundo do que eu. O coração até palpita! O primeiro dia foi atípico, porque você me ignorou. Papai sugeriu que eu fosse de táxi para ele, que ainda estava de férias, me buscar com você. Assim, o tempo longe seria mais curto. Adorei a idéia. Quando chegaram, você estava dormindo. Só acordou perto de casa... e ficou prestando atenção na minha voz. Quando desci do carro na garagem, desesperada para te pegar, você nem tchum. Ficou olhando para todo canto e me ignorou... nem um sorrizinho! Gente, como é que pode?, pensei. Mas já sabia que isso acontece. Logo te dei de mamar e depois você já era o mesmo Rafael de sempre. Da terça em diante, chegar foi uma festa. Você abria o sorriso e eu te agarrava no colo. Sua vó Nair estava conosco e ajudou na transição, que foi fantástica.
A rotina foi e continuará sendo assim: depois de mamar, você volta a dormir. Quando acorda, come a frutinha. O leite do peito que eu tirei todos os dias na TV para você consumir no dia seguinte foi para o lixo, exceto na terça. Nos outros dias você o desprezou. Tô pensando em doá-lo, já que preciso tirar para não dar problema. Em dois dias, você aceitou tomar o Nestogeno 1. Só um pouquinho: 80 e 70 ml, apenas. Por mim, não tomaria nem isso... mas tenho ficado confusa quanto ao que devemos te oferecer antes da papinha do almoço e, enquanto não voltamos no Fran, a Dorinha vai continuar a te oferecer, pela manhã, um leitinho e uma fruta. A papinha de orgânicos é o "must", para usar o termo do pediatra. Depois do segundo dia você já estava traçando. Hoje, domingo, os horários ficaram um pouco invertidos e você a comeu no fim da tarde. Traçou! Fiquei boba e admirada com a boca boa que você fez. Duas conchinhas completas! Que orgulho! Quero até ver quanto você engordou nesse último mês.

O fato de você ter se adaptado bem é uma tranquilidade pra mim. Assim não fico tão pesarosa de estar fora. A grande pena é que o tempo com você realmente ficou curto. Quando chego, por volta das 15h30, ainda tenho que almoçar até te dar o segundo mamá do dia. Daí, faço uma coisa ou outra até voltar a colar em você. Logo logo o dia acaba, porque você tem tomado banho para começar a mamar à noite por volta das 20h. Outra novidade: o peito costuma estar tão cheio que a semana inteira você ficou uma hora a menos mamando. A mamada ainda é longa, dura uma hora. Mas percebi que nesse tempo, graças à quantidade de leite já disponível, você consegue tudo o que precisa e apaga. Estimo que beba uns 350 ml de leite. A barriga fica até estufada! Mas é uma delícia estar com você. Aos poucos vou ter de voltar a fazer outras coisas, mas não tenho querido sair de casa quando chego. Só dá vontade de ficar com você... O primeiro fim de semana foi de folga, graças a Deus. Te curti bastante e, se já o fazia, agora então é que não vou desperdiçar nem um segundo ao seu lado. Você é maravilhoso, meu filhote querido, meu amorzinho maior que tudo!

26 de julho de 2009

Véspera da volta... coração apertado

Filho, filho, filho... mamãe está sem acreditar que chegou a hora de voltar ao trabalho! Cinco meses e meio voaram! Ao contrário da maioria das mães, que se dizem divididas entre querer ficar e voltar, eu só quero ficar com você. Desde sexta-feira tô biruta com isso... já choraminguei, tive dor de barriga, estou com dor no pescoço e nas costas. Não consigo nem pensar que vou passar cerca de oito horas fora de casa todos os dias e ainda por cima dar plantões. Meu coração está partido.
Você passou o dia fofo, dorminhoco e agora está sorridente. Mamãe te deixou com o papai enquanto arruma algumas coisas para estar pronta amanhã cedinho. Saio de casa às 7h e, por isso, vou ser obrigada a te acordar mais cedo. Você tem dormido nove horas direto até umas 7h30 da manhã. Mas vou precisar te amamentar às 6h30... Vamos ver se hoje consigo fazer você dormir mais cedo.
Também estou triste de ser obrigada a introduzir leite industrial na sua alimentação. Coisa que você não gostou de jeito nenhum. Eu que temi tanto o Nan agora torcia para você aceitá-lo. Mas não quis saber... nem esse nem o APTAMIL, que o Fran indicou... amanhã vai ser punk, porque só tem uns 120 ml de leite materno congelados... Vou levar a bombinha que a Manu mandou pelo correio para a TV e trazer o leitinho para casa. Se Deus quiser vai dar pra fazer isso todos os dias. Assim, pelo menos você terá leite materno enquanto eu estiver no trabalho. Se não, o jeito vai ser tentar o Nestogeno 1, que é mais docinho, mas prende o intenstino. Aí é sacanagem. Por que a licença maternidade só dura quatro meses, gente?! É pouco demais! Deus me abençoe, porque essa hora, tão temida, chegou. Queria poder congelar o tempo!

21 de julho de 2009

Férias na Bahia: registro só de alegria


Suas primeiras férias foram na Bahia. Saímos de SP agasalhados, você com gorrinho, na manhã do sábado 11 de julho, seu aniversário de cinco meses. Descemos do avião e já sentimos o bafo quente daquela terra maravilhosa. O voo foi ótimo, você mamou na decolagem e no pouso e não sentiu a pressão nos ouvidos. Ou seja, nota 10! Ainda no aeroporto, enquanto seu pai alugava um carro, comecei a te despir. Muquinhos de fora, pronto para encarar a sua primeira semana de dobrinhas à mostra e, basicamente, fralda como vestuário. Foi o melhor de tudo! Mamãe não se cansava de te beijar e de admirar o seu corpinho formoso. Ai, que delícia!
À noite, encontramos a Camila, de BH. Eu já imaginava que ela morasse no mesmo prédio do apartamento da Tuca e do Berni, onde ficamos hospedados. Era lá mesmo e, por isso, nos vimos duas vezes. O Samuel, filho dela, já está com 11 meses e andou pela casa toda. O que a obrigou a seguí-lo o tempo todo sem trégua para sentar. Só fiquei pensando em você daqui uns meses...


No domingo passamos o dia em Ipitanga, a casa de praia da tia Cris, amiga baiana da mamãe há vinte anos. Foi bacana estar com você lá... Imagine, a família dela me via desde a adolescência e agora conheceu você. A casa estava cheia, a família paterna é gigantesca. Parecia uma creche, de tanta criança. Havia quatro bebês entre cinco e seis meses, incluindo você. Tia Júlia, que por causa do neto João se apresenta para todos como "vovó", resolveu olhar todos ao mesmo tempo enquanto as mães almoçavam. Você durou pouco, porque as suas dormidinhas de dia costumam ser de, no máximo, 30 minutos. Mas gostou do clima, do ambiente, e não deu trabalho nenhum. Estava feliz, como sempre, graças a Deus.


No fim de tarde de segunda, a Vivi e o Tadeu foram lá apresentar o Guilherme, que é cinco dias mais novo que você. É incrível como o desenvolvimento é semelhante.
O encontro foi bacana. Você ganhou de presente uma corneta igual a dele, cheia de sons e musiquinhas.

Suas noites lá foram tranquilas, você acordou de madrugada em apenas uma delas. Eu dei de mamar porque o calor era tanto que não sabia se você estava com sede. Fiquei com dó e, por bom senso, quebrei a regra.
Na terça-feira fomos para a Costa do Sauípe. De lá, mamãe quer deixar registrado que você fez várias coisas novas na sua vidinha. O sol estava forte então, te poupei da exposição. O protetor solar foi usado todos os dias, mesmo na sombra. É, mormaço queima! No segundo dia conseguimos colocar você na água... com óculos escuros, todo todo... Engraçado! Pra falar verdade, você só aceitou usá-los naquela horinha, porque sentiu o conforto na claridade extrema. Mas com o tempo eles te incomodaram e você não quis mais. Na sombra não pôs de jeito nenhum. Arrasou... teve mãe que veio perguntar onde foram comprados. Acho que quando estiver maiorzinho vai gostar mais.



A bóia você adorou. Ficamos ali, na piscininha do hotel mesmo, porque a praia é de pedra e, quando a maré baixava, às vezes o sol estava muito forte. Tivemos a sorte de encontrar a praia vazia num fim de tarde. Pensei em entrar com você, mas já estava friozinho. Aproveitamos então pra botar os seus pezinhos e te fiz pular umas ondinhas.



Você não reclamou nada, portanto, entendi que gostou. Mas demostrou sentir a diferença da textura da areia, porque ficava encolhendo os pezinhos quando eu os colocava no chão. Fofo!

Quanto à alimentação, a novidade ficou por conta da água de côco e do mamãozinho, basicamente. Aliás, em Salvador, você comeu a primeira bananinha com laranja lima espremida em cima e tomou água de côco todos os dias. No último, com o maior gosto.
De noite, na hora do jantar, você dava um trabalhinho porque em vez de estar dormindo ou relaxando, como fazemos em casa, te colocávamos no carrinho para ir comer. Aí começava um choro de cansaço que nos obrigava a nos virar pra conseguir jantar até o fim. Muitas vezes, eu comia antes e saía correndo com você pra dar banho e mamar enquanto seu pai terminava. O hotel acabou não instalando o berço no nosso quarto, mas como havia duas camas grandes, eu acabei dormindo com você. Em todas às noites, sem exceção, você acordou. Ai, ai, ai... O barulho daquela descarga no banheiro ao lado da nossa cama interrompia o seu sono e eu ficava a ponto de morrer. Pra não ter escândalo no hotel, dá-lhe peito... Fiquei até com medo de você desaprender a dormir. Mas essa noite, a primeira de volta em casa, foi perfeita. Você chegou tão cansado que dormiu nove horas direto. Das 22h30 até 07h30. Rafael, mamãe só tem uma coisa a dizer: você é tudo de bom! E as fotos das férias ficaram lindas, sem tirar nem por!