14 de setembro de 2010

Noite agitada!


Dia 14 de setembro, 03h da manhã: a consciência pesa (rs) e a tagarelice dispara:

"Vitólia amiga, tadinha!"
pequena pausa
"Carinho Vitólia,
Abraço Vitólia"
mais uma pausinha
"Cupa"
silêncio, e a explicação:
"Bateu!
Vitólia senta!
Carrinho Fefel."

Nessa hora, eu que já estava há uns 20 minutos deitada na cama auxiliar do quarto fiquei com dó. Levantei, sentei no banquinho do lado do berço, passei a mão na cabecinha, no corpinho deitado e disse, no escuro: "Filho, a Vitória já te desculpou, amor! Dorme tranquilo, relaxa. A Vitória tá dormindo também!"

Essa foi a parte mais marcante da insônia que ele teve em plena madrugada, ôh suplício. Mas depois continuou falando um pouco de tudo. Até enumerou os animais que viu no Hotel Fazenda. Passados outros 40 minutos, saí do quarto impaciente, porque já parecia manha. O pai me rendeu e despertou com o meu secador de cabelo, às 6h30.
Confesso que tive vontade de ligar a internet e escrever a história de madrugada mesmo, para não correr o risco de esquecer. Pra mim, foi impressionante que, depois de três noites, o inconsciente dele (bebê de 1 ano e 7 meses) tenha o feito pensar sobre o que aconteceu na sexta-feira, em que bateu na amiga que havia pegado o carrinho dele, enquanto ele estava na bicicleta. Levou bronca da mãe na hora e depois ouviu um discurso do tipo: "Filho, a Vitória é sua melhor amiga. Você tem de emprestar o carrinho quando ela estiver aqui em casa... não pode brigar e nem bater, de jeito nenhum!"

Deu pena que ele tenha tido dor de consciência de madrugada, atrapalhando o sono... mas agora eu fico pensando no orgulho que me dá ter um filho que assimila as coisas bem e que demostra ser um menino bacana, que pensa sobre os erros. Tem tudo para ser como os pais que põem a cabeça no travesseiro e dormem tranquilos, porque sabem que agem com ética e respeito ao próximo. Esse é nosso! Te amo, de novo, Rafael.

11 de setembro de 2010

2 de setembro de 2010

Fefel

Já tem mais de dois meses que a mamãe ensaia para escrever e gravar o jeito que você mesmo pronuncia o seu nome. É a coisa mais fofa do mundo: 'Fefel...", assim mesmo e cheio de charme. E foi por conta própria que inventou esse apelido, porque mamãe e papai mesmo te chamam de Rafael.
De um mês pra cá tá todo todo com o Máco - Marco, do papai - e Piscilla, da mamãe. Fala Pi, às vezes... Mas adora completar a palavra. A gente acha engraçado, porque você começou a nos chamar pelos nossos nomes por você mesmo também, já que a gente só incentiva e se direciona a você como papai e mamãe. Antenado que só, fica ouvindo e repetindo. O engraçado é que tem a voz grave, então chama e grita forte!
A tagarelice também está cada dia mais intensa. Fala e aplica nos momentos oportunos termos como: "Voltei!", "Calçar" - sapato, "Tirar", Pô (por) e pus, "Saco", "Putis grila"...
Ontem, a 10 dias de fazer 1 ano e 7 meses estávamos conversando (O TERMO É ESSE!) e você disse: "A Cacá...embora!" Eu fiz: " Pra onde, filho?" E você: "Pá casa dela!", com TO-DAS essas letras. Fala sério, como pode falar tudo isso já, gente?! Eu fico bo-ba!
Você, do seu jeito, já anda contando histórias. Começou no início do mês, logo que voltamos das férias. A primeira foi assim: Mamãe chegou em casa, te perguntou como tinha sido o dia, a pracinha... E você respondeu: "Vitória... Bateu! Eu fiz: "filho, vc bateu na Vitória, sua amiga? Não pode!" E vc completou: "Tadinha!" Ou seja, você contou que bateu e que doeu. Hahahahahha
A gente fica cheio de orgulho, sem acreditar. É uma surpresa atrás da outra. Rafael, você é uma fonte diária de renovação, de energia e de alegria, tanto pra mamãe quanto para o papai. Obrigada por existir e por ser como é. Te amamos!

1 de agosto de 2010

Férias com a família

Filho, nossas primeiras férias de verdade estão chegando ao fim. Voltamos hoje de BH, já com a babá nova, Gisele. Foi uma semana de muita agitação na casa da vovó Paula. Você, depois de seis dias, está ainda mais falante. Todos te chamam de papagaio, porque repete tudo. E aperfeiçou algumas palavras antigas do vocabulário como suco, que deixou de ser cuco. E chabe, que deixou de ser chage. Mas tá falando coisas do tipo: "Maluco, Caduco, doidão, múquina (música), liga, desce, subi, céu, chega! (determinando que alguém pare alguma coisa!), 'moa noite', etc. E pequenas frases, no estilo: moto... parada!; moço...dirigindo!; moço barulho suco (sinalizando que o moço está fazendo barulho ao preparar o suco, na padaria). Uma coisa! Chama as pessoas de moço ou moça e tem memória de elefante! hahahah.
Bom, nesses dias por lá ficamos muito tempo em casa, mas conseguimos ir dois dias no Minas I - no sábado, na piscina infantil nova, que vc gostou bastante, especialmente do jato d'água que saia do piso. Na quinta, na brinquedoteca gigantesca. Foi impressionante. Você ficou tão enlouquecido que brincava num brinquedo olhando para o outro. Nos dois dias teve tapas e semi-bofetões em outras crianças. Ô fase! Deus me livre, tô de cabelo em pé. Tá batendo em todo mundo. Bateu com o molho de chaves no rosto do vô Marcos, raquetada de pernilongo na minha cabeça, nova mordida forte no tio Pedro, desta vez perto do queixo... vários tapas na vovó e outros tantos na Gi. Puxou o cabelo de meio mundo. Até da Bianca, filha da Elaine, de dois anos que saiu de lá com medo de você. Teve uma hora em que ela disse: "Eu vou puxar o seu cabelo também", com todas essas palavras. Eu fiz: "Puxe!", e ainda segurei para ela conseguir. Não tem condições! Vai precisar levar uns safanões de outras crianças para ver se melhora, gente! Que horror!!!!!!!!!! De todo mundo ouviu que não pode, viu cara feia, conversa cabeça, levou castigo, mas ainda não surtiu um efeito sequer. Bom, anda pedindo desculpa: "Cupa!", mas não fica nem um minuto inteiro com a consciência pesada. Não demora muito e você já está no ataque. Tá duro. Pro castigo, parei de contar até dez, porque você de uns dias para cá está tirando onda. Quando aviso que é castigo e te sento, você começa a contar: "Dois!", desafia. Ah, fala sério!
Eu fico até com medo do futuro, mas tem a sua vó para dizer que passa... uma hora, ninguém sabe quando. Que Deus nos ajude!
Não conseguimos encontrar nenhum dos bebês Gustavo, Maria Fernanda ou João, já maiorzinho. Uma pena. Mas visitamos a Larissa, de 4 meses, filhinha do Bruno, primo. É a cara da mãe e você do pai, como eles também repararam.
Fomos à praça JK, vimos o vô Lu rapidamente - pena não termos voltado no quintal para chupar cana como na primeira semana do mês, quando passamos cinco dias em BH. O mais gostoso foi que você passou muito tempo com os avós. Sua vó quase não conseguia estudar para o doutorado com a gente em casa. Você atravessava a sala até o quarto gritando: "Vovóóóóóóóó!", ia lá, pegava na mão e queria que ela te desse atenção para alguma coisa. O Alexandre nos levou para passear e ouvia vovô ou 'Xane', muitas vezes. Invenção sua. Já o vô Marcos esteve todos os dias conosco. Na sexta, passou umas quatro horas por sua conta enquanto a mamãe fez várias coisas na rua. Brincando de bola e de fazer gol com você, observou que chuta com a perna esquerda. Cheguei em casa e ele disparou: "Ele é canhoto!". Seu pai diz que já tinha reparado... vamos ver como fica. Segundo o vovô, "canhoto é difícil de marcar!". rs.
A volta foi tranquila. Mamãe ficou bastante feliz com esses dias por lá e teve o prazer de rever algumas amigas antigas, numa noite em que vovó ficou por conta de te fazer dormir. Foi a primeira vez na sua vida que não estive com você para o banho e mamadeira. Você sentiu, ficou chamando por mim, deu uma canseirinha. Mas na casa de vó, nem pensei duas vezes. Fui para uma das noites mais gostosas dos últimos tempos. Que delícia é estar entre amigas antigas! Você ainda vai conquistar os seus.
A saudade de BH é enorme, mas pelo menos pudemos passar parte dessas férias por lá.


FARTURA, na casa dos avós paternos.

Fomos para lá no segundo fim de semana do mês, antes de Pernambuco. Foi super gostoso. Só faltou a tia Rô com as meninas. O resto da família estava por lá. De novo, você não deu sossego para o tio Du, Breno e Kalu, especialmente, mas brincou com todo mundo. Vovô Agripino fez uma mesinha com duas cadeirinhas lindas para você desenhar, brincar. Você adorou e, vira-e-mexa, fala: "Esenho!", e tenta sentar sozinho.
Chegamos num sábado e só voltamos na segunda pela manhã. Lá você comeu bastante. Só não provou do pudim da vó ainda, mas não vai faltar tempo para conhecer esse néctar dos deuses. Vovó Nair ficou orgulhosa da sua inteligência, ficava repetindo palavras que você falava e várias vezes declarou amor por você. "Eu te amo!", dizia.
Fã de churrasco como pai, você ficou comendo as carninhas que saiam. E vivia querendo pegar mexerica com o tio da árvore no quintal. Outra que você amou foi encher as garrafas pets com pedrinha brita, pra fazer barulho. Ficou rodando de um lado por outro e desde que chegou chamava pela cachorrinha do tio Du, que morreu há pouco mais de um mês. Você lembrou que ela ficava no quartinho, entrava lá e dizia: "O uau uau", procurando. Depois de ouvir que não tinha mais, que o uau uau tinha ido embora, repetia: "Bora", decepcionado. O tio disse que ia arranjar outra pra você. Rs. Será?!
Foi uma delícia. Família é bom demais!

24 de julho de 2010

Férias em Porto de Galinhas





Nossa, estou atrasadíssima com as notícias e, por isso, vou disparar quase tudo aqui mesmo, num mesmo registro. A maior motivação agora é falar das nossas férias na praia, em Porto de Galinhas, Pernambuco. Chegamos anteontem, com você preto e curando de uma provável infecção na garganta, que te levou aos 40 graus de febre no quarto dia por lá. Também, você não queria perder um segundo e entrava na piscina logo cedo. Pode parecer absurdo, mas era uma guerra tão grande para tentar evitar e você ficava tão feliz e radiante dentro, que a gente acabou cedendo. Foram três dias de alegria constante, até a gripe, que fez com que você perdesse o interesse.
Lá clareia cedo e você madrugava, praticamente. Seis da manhã, quase todos os dias, já estava de pé, do lado da nossa cama (te colocamos numa caminha infantil no pé da nossa cama, foi uma delícia!). Antes das oito, você já queria entrar na água. Gritava: "Piscina, piscina!!!" Com o tio Pedro lá, também animado a enfrentar a água gelada, aí é que você insistia mesmo. Mas foi maravilhoso. Você entrava tão animado, de bóia, com água até o peito sem reclamar. De um dia para o outro já estava se equilibrando sozinho e atravessando a piscina com "badinho"- baldinho - e "gador"- regador - na mão, jogando água pra todo canto. O melhor, que acabamos não conseguindo gravar, foi a arguição diária do tio Pedro: "Rafael, o que é isso?", perguntava apontando cada hora para uma parte do corpo. Contei 15 que você respondeu sem pestanejar, assim: "Abeça - cabeça; abelo - cabelo; olho; naíz - nariz; olêa - orelha, claro; boca; dente; baí - barriga; bigo - umbigo; baço - braço; mão; dedo; péna - perna; pé e dedo, do pé também". Gente, foi incrível. O tio Pedro gostava tanto que ficava repetindo a dose. Na piscina era o máximo. Uma dó não termos gravado. Quando a gente tentou, no terceiro dia, você percebeu e não quis mais brincar.
Íamos para a praia um pouco mais tarde, por causa da maré. Como tem os arrecifes, quando abaixa fica calminho, dá para brincar melhor. Você adorou ficar na beirada da água, com o baldinho, fazendo bagunça com os castelos que o tio fazia. Não deixou um de pé durante toda a viagem. Seu prazer era destruí-los! Passou a maior parte do tempo de protetor solar constantemente renovado, chapeuzinho e camiseta que protege do sol, apesar de ser inverno. Também não dava para bobear. A chuva que arrasou várias cidades do estado no início do mês quase não deu sinal na nossa estadia. Chovia raramente à noite. O sol tava de quarar. Deu para aproveitar à beça.
Um destaque: feito o cocô, era hora de colocar a sunguinha azul e branca! Meu Deus, dava vontade de morder o corpinho formoso! Que delícia, filho!

A ESCOLHA DO LUGAR

Seu pai e eu ficávamos celebrando as férias, a casa, a praia, o lugar. Foi um esquema per-fei-to. Pura sorte. Aliás, sorte e gentileza ímpar da Mari, Marianne, amiga do seu pai do trabalho, filha de um ícone da TV. Acho que o pai dela, Chico José, é o repórter mais aventureiro do Brasil. Numa conversa no nosso quarto dia lá, o seu primeiro de gripe, ele contou algumas das histórias vividas. É impressionante. Já esteve com gorilas na África, mergulhou nos sete mares, fez 82 Globo Repórteres, pegando e desafiando cobras, inclusive. O jornalista com o maior número de programas desse tipo na emissora. E, aos 65 anos, pulou de buggy jump na Nova Zelândia. Eu fiquei admirada!
Bom, seu pai pediu uma indicação para ela, porque estávamos mesmo querendo ir para o Nordeste, para fugir do frio. Pensamos na Barra de São Miguel/ Alagoas, mas não tínhamos conseguido definir nada. Foi quando ela disse que tinha o lugar ideal para o que procurávamos: lugar bacana, tranquilo, estrutura de serviços para bebê - empregada, babá, com acesso a atendimento médico de qualidade caso precisássemos. E ofereceu a casa da família, a menos de 500 metros da praia. Topamos na hora. Teríamos empregada e babá in loco, mas acabamos levando a Gisele, sua nova babá, que estamos trazendo da casa da vovó Paula para cuidar de você. E abrimos mão da Simone, que tem um tino para criança raro de se ver. Uma pena não poder ter as duas! rs. A mãe dela, 'Maía' ficou conosco todos os dias. Êita mulher eficiente! Que sonho. Como ela mesmo diz: "Não é atoa que trabalha na casa há 11 anos!". Tomávamos café, esperávamos a hora da maré e íamos para a praia quando quiséssemos. Foi maravilhoso. Você pegou e aprendeu a falar conchinha, bebeu água do mar (quando isso acontecia, anunciava por conta própria: "bebeu!"), fez bolo na areia, tomou água de côco, viu 'angada' - jangada; 'pôba' - pomba - voar, correu pela areia, se divertiu. Nós amamos. E pensar que a nossa lua-de-mel foi ali do lado, sem que a gente pudesse imaginar que, sete anos depois, estaríamos vivendo a nossa primeira experiência com você na praia, de verdade.

SALVOS PELO EDVALDO

Na madrugada da febre, a de sábado, seu pai saiu pela vila atrás de uma farmácia. Às 04h da manhã, não tinha mesmo nada aberto. Ele deu uma sorte danada de achar, numa barraquinha de cachorro-quente uma alma boa, Edvaldo. "Ô homi!", nos salvou da angústia. Se ofereceu para pegar você em casa com seu pai, levar-nos ao postinho médico, esperar e nos trazer de volta, já que não tem nem táxi disponível a essa hora. O salvador da pátria tem 11 filhos, "três no casamento e oito fora", como ele mesmo definiu. Além disso, só consegui saber o nome dele e que mora no Recife e vai para Porto quase todo fim de semana. Nunca mais o veremos na vida, provavelmente. Fiquei pensando filho, em como são as coisas... um homem desconhecido, do bem, aparecer assim para nos ajudar na sua primeira ida à um 'hospital' desde que nasceu. Disse para o seu pai que ele conseguiu encontrá-lo porque ele também é uma pessoa do bem. Você há de aprender isso: Quem planta o bem colhe o bem!, eu confio!

'GALÍNA'

Depois de 'pocotó' esse foi o nome de bicho que você mais falou. Também, era uma a cada passo dado. Tinha galinha para todo lado. Lá, você aperfeiçou a pronúncia de várias palavras e se viciou no programa do Iphone com os animais. Mas, infelizmente, ele só ajudou você a abrir a boca pra comer no primeiro dia e olhe lá. Seu pai aceitava te entregar o aparelho na mão, para tentar te fazer comer. Mas foi tudo em vão. Uma luta infeliz. Pra mim, você fez greve de fome. Seu pai não concorda, diz que perdeu o apetite por causa da doença. Mas nada me tira da cabeça que a sua peraltice ainda continua fazendo você controlar a vontade e ficar a secas, sem comer. Depois de 10 dias, hoje, sábado, foi melhorzinho. Ainda assim, foi-se o tempo de prato cheio, com legumes, arrozinho integral, macarrão, barriguinha cheia.

COM A MÃO

Chegamos da praia e fomos para o pediatra já no dia seguinte. Queríamos falar da gripe e da medicação - você está tomando antibiótico, pela primeira vez na vida, desde o quarto dia de febre. Mas a minha maior angústia era com a alimentação. Eu não aceitava de jeito nenhum que você comesse com as mãos, fazendo uma zona, jogando comida para todo lado. Confesso que preferia te deixar com fome do que aceitar isso, que eu achava absurdo. Imagine, um menino de 17 meses achar que pode comer como quer... eu pensava. Seu pai, mais tolerante, não se importava e sempre te deixou fazer a festa. Até discutimos por isso. Não é que ele, sem saber, estava fazendo a coisa certa?! Filho do céu, você é muito precoce! O pediatra tinha dito que isso era lá pelos dois anos - recusar comida e ficar mais seletivo. Você já entrou na fase. Agora não topa mais as mesmas coisas e quer tudo com a mão. Quer saber mais? PO-DE! O Dr. Fran disse que pode e que devemos deixar você pegar em tudo num prato que seja só seu. A expectativa é de que você aceite as nossa colheradas entre uma mãozada e outra... Ai, ai, ai. É duro pensar que vai ser essa zona, mas foi um alívio imediato no meu desespero de estar criando um filho sem limites. Tirou com a mão! Se pode e faz parte da tal "fase anal", eu já estou aceitando. Vamos ver como se comporta amanhã, no último dia de férias do papai. Nós ainda voltaremos para BH.
(ÀS FAMÍLIAS MATERNA E PATERNA, UM RECADO: logo logo faço um registro sobre as visitas a BH e a Fartura, na casa da vó Nair e vô Agripino!)

17 de junho de 2010

Chupando cana e comendo "manana"


Foi um fim de semana delicioso, graças a Deus. Papai e mamãe foram com você para o sítio do Marcos Aurélio, lá em Torre de Pedra, a 175 km de SP. Estrada boa, viagem rápida. Só saímos de casa tarde porque você tinha passado a madrugada acordando, com diarréia. Foi horrível, mamãe dormiu super mal e estava ressabiada quanto a viajar, sair da rotina, no frio, com você não muito bem. Mas durante a manhã ficamos observando, o quadro já tinha melhorado e você estava a mil por hora. O pediatra deu umas orientações para a dieta e só. Tomamos coragem, terminamos de juntar a 'mudança' e fomos. Tia Kika não foi, como prevíamos. Uma pena.
Chegamos umas cinco da tarde. Ainda estava claro, céu aberto e, por incrível que pareça, menos frio do que aqui em casa. Fomos direto ver as galinhas, patos e o cavalo! Você adorou. Naquela noite, ficamos dentro da casa, você mexendo em tudo e enlouquecido pelas coisas da cozinha, que ficam todas à sua altura e sem porta. Que perdição, hein, filho?! Foi uma loucura.
Eu tinha pensado em não te dar mais um banho, já que vc já tinha tomado um em SP e o frio estava intenso, mas não resisti. Estávamos só os dois na casa, já que seu pai e o tio foram ao vizinho. O mais difícil foi fazer a mamadeira, com vc preso entre as minhas pernas, porque não queria deixar de pegar nas louças, nos produtos de limpeza e no resto. Vencida essa etapa, direto pra cama, às 22h. Torci pra noite ser boa, por nós e pelo anfitrião, que estava no quarto em frente. Te enchi de agasalhos, botei três cobertores de lã quentinhos e você apagou. Foi ótimo. Deu uma ou outra mexidinha e resmungada de noite, mas nada de acordar. Gatorade, banana (agora falada com m: 'manana') e papinha com arroz e batatinha foram mesmo suficientes para ajudar a conter a diarréia.

O MELHOR ESTAVA POR VIR

No domingo, madrugou... às 06h55 já estava acordadíssimo. Pra quem acorda por volta das 8h quase todos dias, uma hora a menos é bastante. Ainda mais na folga da mamãe e do papai, né?! Mas a gente já conhece essa história...

Não deu pra enrolar nada na cama. Pulei, nos agasalhei e fui com você ver as galinhas e os patos. A grama estava branca, com geada, do frio da madrugada. Ficamos lá na beirada do lago, observando os animais e as árvores. Só tivemos que sair porque você começou a pegar uns galhinhos no chão (por sugestão minha, até) e cismou de ficar enfiando dentro d'água. Só que queria botar o corpo junto. Não dava para arriscar! Para acabar com a reclamação, voltamos em direção à casa. E você, nada de querer andar! Só colo... ai, ai, ai... já imaginou?! Quando estávamos chegando, seu pai já estava de pé, na porta, nos esperando. Foi uma delícia. O sol apareceu, começou a esquentar um pouquinho e a gente curtiu o dia. Enquanto o papai fazia churrasco, vc ficava tirando os maracujás do cestinho e jogando pra fora. Jogava, buscava, catava... um vai-e-volta sem fim. Haja energia! Corria pra todo lado e ficou obcecado por uma coisa: a torneira de água com mangueira no meio do gramado!


Eu passei horas correndo atrás de você e insistindo que não podia. Imagine, no frio, todo agasalhado, ficar mexendo com água. Além de gastar, corria o risco de se ensopar... Fiz até não aguentar mais. Já estava podre, porque a sua energia é impressionante. Tudo pega, tudo quer, vai pra lá, vai pra cá... não pára um segundo sequer! Passei metade do dia agachada, para não sacrificar a coluna.


Você só sossegou num momento: chupando cana. Eu tinha visto plantada e fiquei com água na boca. Era cana cayana, da melhor possível. O Marcos foi lá, colheu e começou a nos abastecer. Gente do céu, que saudade da minha infância! Larguei o churrasco e comecei a chupar sem trégua. Seu pai dizia: "Pri do céu, não vai acabar não!" Lembrei do seu bisavô Lu, que a vida inteira descascou cana para gente chupar no sítio. Depois, plantou até no quintal de casa em BH para não perdermos o hábito. Mas, a última vez, acho que foi bem antes da gravidez. Que delícia! Resolvi te oferecer e não tive dúvida de que você adoraria. Não deu outra. Passou um tempão chupando cana, sentado no velotrol que o Marcos guarda há 20 anos, desde a infância do sobrinho de sangue.


Eu não cabia em mim de tanta satisfação. Seu bisavô e avós tinham de ter visto isso! (foto para a posteridade, cara de década de 80!)
Ainda demos uma super volta no sítio para ver as árvores, as plantas, toda a dedicação do Marcos naquele lugar delicioso e você ainda encontrou outros pontos de água. Não bastasse a calça que já havia sido molhada graças ao seu p-a-i!
Por falar nisso, advinhe o que aconteceu pouco depois?! Você conseguiu o que queria. Seu pai saiu da churrasqueira e foi te acompanhar. Encostou na grama ao seu lado e te deixou fazer a festa. Você amou. Eu, enlouqueci! E aqui, uma confissão: ele só saiu de lá correndo com você no colo quando eu fui atrás, brava como qualquer outra mãe teria ficado. Filho, filho... esse seu pai e você ainda vão me aprontar cada uma! Te enfiou no banho com ele e você passou o tempo todo com um bagaço de cana na boca. rs!
De banho tomado, sequinho, quentinho, voltamos para a churrasqueira. Você ainda ficou tocando um gato: "Xô!"..."Sai!", dizia imitando o Marcos, que aliás, começou a chamar de vovô. Acho que foi pela barba grisalha.


Foi super gostoso, o domingo rendeu, valeu muito a pena. A gente vai voltar, se Deus quiser.
Saímos de lá por volta das 5h30, com você falante no carro... um tagarela! Uma delícia. O choro na estrada não podia faltar, mas você veio o caminho todo na cadeirinha. Em casa, vestiu o pijaminha e dormiu, bonitinho...a noite toda! Fim de semana nota 10, chupando cana e comendo "manana". hahahha

7 de junho de 2010

O repetidor, o falador!

Nunca na história deste país a segunda edição de um dicionário foi publicada tão rapidamente. Mas aqui, não tivemos muito tempo. Em menos de uma semana, várias palavras começaram a ser pronunciadas com perfeição. Como pode ser assim, tão rápido? Vou começar como uma história de ontem à noite. Ao ser perguntado: "Cadê a mamãe?", respondeu sem titubear: "Tá aqui!", meio com o sonzinho de Tá tchi!
Vovô, tio Pedro e tia Aline passaram quase quatro dias em casa. Foi uma maravilha! Vieram para o feriado e você foi estimulado o tempo todo, de forma diferente. Saiu falando umas palavrinhas.

Vamos às novidades e mudanças no vocabulário:

Minininho -- assim, mesmo! Falava "minini" tanto para menino quanto para menina. Começou a pronunciar sem cessar por causa do tio Pedro, de 13 anos. Ele é um menino mesmo e apesar de você até ter dito "tio ou titio" algumas vezes, era de "menini" que você o chamava. A questão é que a família achou que você falava o diminutivo. Em Minas, um "mininim" já é diminutivo. Daí, começaram a rir e a repetir todas as vezes: "minininho!" Três dias depois você já estava falando a palavra por completo!

Apacou -- apagou! Bota a mão no interruptor e fala quando escurece.

Atchim -- fala reproduzindo o som do espirro.

Catão -- cartão - adora pegar os meus na carteira, mas o preferido é o de alimentação, um amarelo vibrante.

Pepel -- papel! Sempre para o papel higiênico, que não pode ver e sai puxando... baguceiro!

Lolojo -- relógio. Até aponta para mostrar! rs.

Pôtão -- portão, de casa. Quando abre, já anuncia: "Mamãe!" ou "Papai!"

Quente -- toda vez que vê o aquecedor e passa perto, fala. E quando o paõzinho, queijo ou papá estão mais quentinhos mesmo.

Lhé -- colher. Adora, costuma ter sempre uma na mão enquanto a gente dá o papá para ele. Comigo fica querendo meter dentro do prato! Tem umas de plástico, da época em que era bebezinho, que adora. Fica andando pra lá e pra cá com elas. Leva até pra o banho.

Basílllllll!!! -- torcedor, aprendeu a gritar com o vovô Marcos. Agora com esse tanto de propaganda da Copa do Mundo então, é "basílll" pra lá, "basílll" pra cá. Grita "gooooooooooool" também!

Djá -- Um, dois, três e..."djá!" Adora falar isso quando vou ligar o secador para enxugar o cabelinho depois do banho.

Sxisxi -- xixi, claro! É fofo demais.

E repete tudo. Para três, vale o resgistro:

Quando falo "saco!", brava, por alguma coisa, faz: Caco!, na maioria das vezes. E ri! Às vezes sai saco.

Céu -- copia a última quando digo: "Ai, meu DEUS do céu!"

e já reproduziu DEUS também, quando essa é a última.

Agora, algumas que faltaram na primeira edição, mas que não são novas:

Abadju -- abajur (também faltou, mas é relativamente recente. Tem umas duas semanas.)

Pum -- hahahahha!

Apé - aperta - pra todos os brinquedos que fazem barulho apertando.

Lú -- luz

Dodói

Bô - bolsa

1 de junho de 2010

11,200 kg - Tá que cresce!

Filho, você está de parabéns, mais uma vez. Voltamos ao pediatra neste 31 de maio, depois de quatro meses sem ir. Depois que faz um ano, as consultas vão ficando menos frequentes. E, como a sua saúde é boa, a gente não tinha precisado ir até agora. A marcação foi motivada, principalmente, pelas assaduras. O mês foi um horror! Você passou maus bocados, com o bumbum super assado. Chegava a chorar quando íamos limpar o bumbum, que dó.
Durante uma semana, menos crítica, tentamos resolver na base de pomada e maisena. Na segunda, usei Nistatina por indicação da minha fisioterapeuta, que também tem uma bebê. Mas nada resolveu. Acabei ligando para o Fran e dizendo que tentei evitar, mas foi impossível. Ele passou, por telefone, a solução:
- Limpar o côco com óleo Dersani Bebê, em vez de algodão com água;
- Pomada - Dermodex tratamento, em vez da Nistatina genérica;
- E, por último, o que realmente curou: imersão do bumbum em água com um comprimidinho de permanganato de potássio diluído em quatro litros de água. Só quando fui à farmacinha de bairro comprar o negócio sarou de vez. Foram três dias de banho e cicatrizou por completo. Que coisa, né?! Como diz a sua vó Nair: "Coisa das antigas... a gente nem sugere porque acha que não usa mais!". Usa sim, vó, e foi isso que sarou. Agora mamãe vai passar a receita pra frente.
Como na consulta de ontem você já estava bom, de medicação só pegamos orientações para casos de gripe, já que o frio tá bravo. Hoje, menos de 15 graus, credo!

E, para resolver a "cocozeira" seu pediatra deu duas orientações.
Primeiro sugeriu um leite com lactose reduzida e depois perguntou: "Ele come pedrinha? Sapato?" Parecia até que a pergunta foi personalizada. Você adora uma pedrinha, um tênis ou um sapato. Vai gostar de pedrinha e sola de chinelo assim lá ... lá em casa. É um troço de outro mundo! Ele disse que se tivéssemos animais já teria recomendado, mas que esse quadro pode ser verme. Bingo! Eu tenho certeza que é. Como é que pode, fazer de quatro a cinco cocôs ácidos por dia? Tadinho!
Então, começamos hoje mesmo com o vermífugo. São duas doses, durante três dias. Vamos ver no que dá. Se sarar, era isso mesmo. Se não, trocamos o leite.
Acho que já na primeira dose melhorou. Nem fez cocô à tarde e agora à noite.
(Enquanto escrevo você tá no seu bercinho, balbuciando, mordendo o Doudou - bonequinho da Bélgica - que o vovô deu. Agora está assim. Deita acordado e dorme sozinho a maior parte dos dias. Dá um orgulho! )

Foi só eu escrever isso e você acaba de choramingar. Se não parar, vou dar uns tapinhas no bumbum, só para pegar no sono...
Peraí, tô indo, filho! Tô indo. Você começou a chamar: "Mamaiiii... mamaiiii!!!"

Quatro minutos de relógio... e estou de volta. Dei uns tapinhas no bumbum e só.
Então é isso. Os registros dos seus quase 16 meses completos são:
Tá pesando 11,200 kg (400 gramas acima da média) e medindo 80 centímetros, na média. Cresceu 4 centímetros de fevereiro para cá. Tá gordinho, fofo, grandão. Tudo indo super bem, graças a Deus!
Ter você feliz, saudável, ativo, inteligente, falante, curioso, lindo, amoroso NÃO TEM PREÇO. Como eu disse na consulta, nós temos orgulho do bebê que você é. Agradeço a Deus todos os dias, sem descanso, pela sua vida! Você faz de mim uma pessoa melhor, uma mulher mais feliz, uma mãe plena. Que Deus nos dê muita saúde e sabedoria para te ensinar a ser correto, justo, ético e feliz!

30 de maio de 2010

Dicionário do Rafael


Resolvemos deixar registrado algumas das expressões do nosso falante Rafael. E como fala!!! Cada dia é uma palavra nova, uma careta nova, um sorriso novo, cada dia uma descoberta, uma invenção. Vamos ao vocabulário, único:
(Um parêntese: filho, isso foi iniciativa do seu pai, que escreveu também a maior parte do dicionário! E a mamãe ajudou!)


Alô –- Uma das primeiras palavras que aprendeu, com perfeição. Começou falando alô sem parar, nem precisa enxergar um telefone ou celular. Servia também para controle remoto, que ele adora jogar no chão, molho de chave, escova de cabelo, para tudo, ele dizia "alô"… Hoje continua falando alô à vontade, mas está mais seletivo. Agora é só para telefone!

Dê! -- no imperativo. Rafael usa bastante, para pedir colo, para subir e descer. "Dê, dê!", pode significar "quero descer", "quero subir", "me pega no colo", "me desce do colo". Apesar da insistência da mãe em dizer "Colo; subir, filho!; entre outros termos, esse ainda é único.

Abí -- "Abi, abí" ele usa o tempo todo, sempre quando quer alguma coisa. Abrir uma porta, uma garrafa de água, pegar um brinquedo, ou mesmo quando quer alcançar alguma coisa. Quando quer entrar em cômodo fechado começa a bater na porta com as duas mãozinhas, “abi, abi”... Quando quer fuçar em uma gaveta e jogar tudo pelo chão e não consegue ele tenta: abí, abí...

Dedê -- Quando ele fala bravo é porque está com fome. Chorando, então, é porque está com muita fome. É a mamadeira. Tem mais: quando sai do banho, nem precisa ver a coisa, e já começa: "Dedê, dedê!"

Óh -- Quando quer chamar a atenção, óh, óh, nem sempre para alguma coisa, às vezes é para chamar a atenção para ele mesmo. Às vezes vem acompanhada da cara de surpresa, que é o máximo!

Mhãm-mhãm -- Se ele apontar para a mesa do café-da-manhã e falar mhãm-mhãm, pode saber que se deixar ele traça o queijo minas todo. É filho de mineira, mesmo. A-do-ra o queijo. Mas a expressão é usada para tudo que ele quer comer, tirando pão.

Pão -- é pão mesmo, pronunciado perfeitamente. E também, só é usado para a coisa. Pão é pão e pronto.

Não –- Usa o tempo todo, para qualquer coisa. Rafael, vamos subir? Não. Vamos tomar banho? Não. Muitas vezes ele faz uma carinha de bravo. É só não levar ao pé da letra e logo ele esquece. Papai vai trabalhar: não, não, não...

Áqua – Foi uma das primeiras palavras que ele aprendeu. Dizia até: "Qué água!", mas eliminou o quer. Agora é "Água, água!", que ele repete sempre que está com sede.

Gol! – Adora correr com a bola pela casa, e sempre que chuta grita gol. Às vezes começa a dizer gol, gol quando quer brincar. Ou mesmo para pedir uma das inúmeras bolas espalhadas pela casa.



Mamãe – Esta foi uma das primeiras palavras, que tem várias entonações, dependendo do humor, do horário e da braveza. Se for quase sussurado, mamã, mamã, ele está em estado de graça, brincando. Se for gritado, mamããiiiie, chorando, é porque ele quer mesmo o colo da mamãe. Se for mamãe for pronunciado várias vezes seguidas, mã-mãe, quase soletrado, é porque a mamãe não está em casa, e ele quer chamar atenção para os objetos que lembram a mamãe. O porta-retrato, a caixinha de bijuteria do armário que ele acabou de jogar no chão, as gavetas da mamãe que ele acabou de arrancar as roupas...

Bagun – Ele já aprendeu há algum tempo e faz questão de repetir sempre que apronta alguma. Ele sabe que está aprontando, e aí olha pra gente e diz bagún, bagún. Se ele pronuncia e você não viu nada de errado ou diferente é só procurar, alguma ele aprontou... De tanta insistência da mãe, que acha fofo o 'bagun', mas quer estimular o aprendizado da palavra completa, às vezes ele faz um "bagun-ça", com o ça sibilado. Difícil descrever, mas sai. E é bonitinho.

Papai – Começou dizendo quase sussurado, papá, agora já diz papai, com i, em alto e bom som. Sempre que encontra o crachá ou algum objeto pela casa que lembre o papai ele gosta de dizer sussurado, Pa-pá... Hoje até gritou, como um grito de guerra, papai!

Cocô – Ele sempre fala quando vai fazer cocô. É um aviso, não tem erro, daqui a pouco… lá vem cocô!... Quando a mamãe joga na privada ou embrulha a fralda ele gosta de falar… e de tar tchau pro cocô também. E ainda racha o bico!

Bó –- tudo que é redondo e rola é bó, ele aponta com o dedinho e diz: bó. Chuta a bó e goool! Começou só assim, mas já tem quase um mês que ele tem completado a palavra. É a coisa mais fofa do mundo. Normalmente fica assim: "Bóia! ou Bóilha"
Ah, não podíamos esquecer. Tem o diminutivo também: "Boíiii".

Djô – É assim que ele chama a babá da amiguinha dele, vizinha aqui de casa, a Vitória. É a Jô, que todas as manhãs toca a campainha para passear com o Rafael e a babá dele, a Dorinha. Sempre que ele está no portão de casa e quer andar até o portão da Vitória sai falando, Djô, Djô. Ainda não aprendeu a chamar pela Vitória.

Ôzz – É assim que ele chama a Rose, a empregada aqui de casa, que volta e meia cuida do Rafael. Ele gosta de agarrar nas pernas dela enquanto ela fica pela cozinha, e puxar as mãos dela, dizendo “dá mão…”

Baí – Ele levanta a camisetinha e diz baí, baí, só de farra. Quer mostrar a barriguinha ou ver a nossa.

Cáo – Agora aprendeu a falar cáo e apontar os carros na rua. Aponta com o dedinho para qualquer carro e diz cáo…

Mê – É assim que ele chama as meias. Adora dar trabalho na hora de colocar as meias, esconde os pés, levanta para cima, e ri, dizendo mê, mê… Outras vezes ele puxa e tira, rapidinho.

Bi – É o bicho, qualquer um. Uma aleluia, uma lagartixa, um pernilongo, uma mosca, o que ele encontrar pela frente aponta e diz, bí, bí… e quer pegar o bichinho.




Pêxe -- Adora sair em disparada até a fonte de casa para ver e alimentar os peixinhos. Já são mais de dez, cinco grandes e cinco pequenos. Agora deu de colocar os pés no beiral da fonte, se bobear…


Dente -- na virada para 1 ano e 3 meses começou a falar isso, só de ver a escova de dentes. E adora escovar. Que maravilha!

Mamão – Tem palavras que ele fala direitinho, como mamão, mão…

A mão – Quase toda hora ele aponta a mãozinha em direção à sua mão e diz, “A mão”, e puxa você para algum lugar. Tem dia que sai andando com você pela casa, apenas passeando, sem parar em lugar algum… Não é fofo? Dá a mão, gente!

Potó -- Adora brincar de pocotó com a irmã Fernanda. É só a Fê aparecer em casa para ele dizer potó e esticar a mãozinha. Quer correr pela casa no colo da irmã brincando de cavalinho.

Tau ou tichau -- Tem dia que sai um tiau, acompanhado de um tchauzinho com a mãozinha. Ele não gosta muito de dizer tchau, não gosta que a gente vá embora de casa e deixe ele para trás... Ele sempre protesta e fica bravo, com a cara amarrada, não, não. Agora parou de chorar e já diz tau de vez em quando.

Banana -- assim, mesmo. Perfeitinho. Também reconhece a maçã. Além de repetir melão, úv (uva) e caquí.

E as novas:

Baiá -- papai foi baiá, mamãe foi baiá .... Trabalhar!

Minini -- para menino ou menina! Ele sabe diferenciar um "nenem", de um ou uma "minini!".

Tô -- toca, de cabelo para banho.

Póta -- serve para porta e pra tampa do shampoo, por exemplo. "A póta!", diz, apontando. Rs.

Patá -- pasta, de dente!

Tá demais!!! Dá vontade de comer! (aqui sua mãe, viu, filho!?)

19 de maio de 2010

Dancinha do Rafael




Rafael adora apertar os botõezinhos até conseguir ligar. Aí ele fuça, muda de música, aumenta o volume, desliga, liga de novo. E fica feliz da vida quando a música começa a tocar..

9 de maio de 2010

Primeira consulta no dentista


Hoje é dia das mães, mas como eu ainda não curti o filhote, já que estou no plantão, vou contar da consulta na odontopediatra.
Fomos no dia 29 de abril, cinco depois do acidente. Foi a tia Cris, mãe do Vini, que indicou. Leu no blog e ligou urgente, super preocupada, atenciosa, indicando a dele. Pra resumir o currículo, trata-se da odontopediatra e dentista da família toda, super paciente, competente. Ela mesma ligou pedindo para secretária fazer um encaixe para nos atender. Quando liguei, já tínhamos horário garantido no dia seguinte, uma quinta-feira. Apesar da tristeza de te levar ao dentista por causa de um quebradinho no dente, estava toda feliz. Mamãe não fez foto porque não achou a máquina grande em casa! Uma pena, você foi de camisa, todo lindo, um menino! E eu, toda orgulhosa levando você, crescidinho, ao dentista, com 1 ano e dois meses.
Chegando, você logo se apaixonou pela assistente, a Sarah, uma estudante, que trabalha com a Dra. Mila. Enquanto isso, mamãe falava sobre seus hábitos, que também foram registrados na sua ficha:
nunca chupou bico, mamou no peito até 1 ano e 1 mês (aos críticos, vale reforçar o meu orgulho!), não chupa dedo, reduziu o número de mamadeiras para duas ao dia - quando acorda e antes de dormir - e tem o hábito de ter a gengiva e língua limpas desde o segundo mês, com gaze. Nós últimos dois meses, mamãe e babá estavam usando a dedeira (para limpar). Além disso, não come bala, doce, ou porcarias infantis. Aliás, não come nada com açúcar. Até então tinha dado uma única chupadinha num Chicabom e não gostou. Também comeu um pouco de brigadeiro de colher, que o pai tacou na sua boca sem nem me perguntar. Mas nem deu bola e não pediu mais! Ê beleza!
Enquanto a mamãe conversava, você andava de um canto ao outro, brincava com a escova de dente gigante, com o elefante de pelúcia que tem dente e boca grande.
Bem, depois de tudo isso e de muita conversa, fomos para a avaliação do dentinho quebrado. Ela avisou que você ia chorar, mas eu confesso que estava muito tranquila. Não me preocupei enquanto te segurava e sussurava coisas do tipo: "Filho, isso é pra você ficar ainda mais saudável, mais forte... Olha que chique, você no dentista!" A babá, que ficou dentro da sala, fez o contrário: "Tadinho, tão novinho e já está nessa!", dizia.
Ela conseguiu fazer o raio-x e constatou que o único prejuízo tinha sido no esmalte do dente, a camada mais superficial. Ufa, que felicidade! Mas ela disse que como os dentes eram muito recentes - os de cima nasceram com 11 meses - e o episódio tinha acontecido há menos de uma semana, tínhamos que observar e tomar alguns cuidados para evitar que a situação se agravasse, caso tivesse havido algum outro dano ainda não aparente.
Bem, saímos de lá com a seguinte recomendação: nada de dormir depois da última mamadeira, sem escovar os dentes. Coisa que eu fazia e meio mundo das mães também. Tirar a mamadeira e trocar para copinhos com bico rígido, tipo de suco. Mais: passamos a usar a escova, que deveria estar sendo usada desde que os dentes nasceram.
A pasta estava ok, sem flúor(A PASTA É A DA WELEDA, IGUAL À DA FOTO). E durante um mês, passar com cotonete água oxigenada 10 volumes e água na gengivinha do dente que quebrou. Coisa que há 10 dias eu esqueço de fazer! Ai, ai, ai... Mas o dente tá bonitinho, não mudou a cor, não aconteceu nada. Daqui a três meses voltamos e ela vai dar uma lixadinha no quebrado.
Desde então, você mama no recipiente que até então era só para suco, mamãe escova os dentinhos e te coloca no bercinho acordado. Você tá tão fofo, aceitou tão bem, que me deixa orgulhosa. Tá de parabéns!
obs.: Sua vó Paula disse que você é um menino "bonitinho demais" e corajoso. Eu também acho.

27 de abril de 2010

Quebrou o dente!


Foi uma lasca do dentinho incisivo esquerdo, no sábado, dia 24. Pequena, mas perceptível. Uma pena! Nem terminaram de crescer ainda, são lindos, grandes, retinhos, com as pontas arredondadas, e já aconteceu. Até hoje não me perdoou por não ter tirado da sua mão o objeto que provocou o acidente.
Bem, foi assim: mamãe estava no escritório com a vó Paula e você conosco, mexendo, brincando. De repente pegou o bumbo do papai, ficou tocando, super bonitinho. Aí resolveu carregar. Tá com essa mania agora, fica testando os tríceps, bíceps e 'trapézinhos'... quer carregar tudo. Eu vi na hora e disse que não podia. Sempre tive medo do bumbo porque não é nada infantil, tem umas pontas com uns parafusos perigosos, o fundo tem um ferro meio arriscado, etc. Mas parado, no chão, com alguém vigiando, é uma festa.
Consegui evitar uma vez. Mas, em seguida, não sei se olhei para outro canto, ou o que foi e só ouvi você chorar e o bumbo cair. Pela primeira vez me desesperei com um acidente. Você já caiu de bater a cabeça, já saiu sangue na boca, apertou os dedinhos em porta (esse também me desesperou, confesso!), furou o lábio inferior num tombo bobo (ai, pensando bem esse também foi tenso pela quantidade de sangue), entre outras ocorrências. Mas, desta vez, quando vi o bumbo envolvido, saí desesperada em direção ao banheiro, com medo da boca ter machucado muito. Sua avó gritou: "Calma, filha, calma!". Quando cheguei lá, vi um sanguinho, lavei, mas você parou de chorar e isso me fez pensar que tinha sido mais um susto do que um machucado. Só fui ver o dentinho quebrado no dia seguinte, domingo. Ai meu Deus, que desespero! Um dentinho, que será seu pelo menos até os seis anos de idade! Que triste. Toda vez que olho para boquinha sinto culpa. De novo: por que não sumi com o bumbo depois da primeira vez que te vi carregá-lo? Talvez porque quisesse evitar o choro, a frustração, já que estava do lado, vigiando. Ele caiu e quicou no chão, voltando na sua boca. É impressionante como esses acidentes acontecem com a gente por perto, hein?! Deve ser porque mãe cuida, mas conversa, fala ao telefone, pega coisas, conta histórias para outras pessoas, faz de tudo enquanto olha o bebê. Babá não, concentra mais, é serviço sério. Bem, pelo menos foi comigo, né? Prefiro a culpa do que ter que aceitar uma coisa dessas acontecer na mão de outra pessoa. Será que eu ia saber perdoar? Acho que não, filho.
Moral da história: a odontopediatra que eu já queria marcar foi antecipada. Liguei logo. Pedi indicações para Laura e pra Mariana, mas acabei escolhendo a mais perto de casa. Vamos ver se seu pai consegue te levar na segunda-feira, dia 03 de maio, pela manhã. Tomara que não seja nada, mas o seu tio Pedro contou, por telefone, que sentia dores no dente de tanto que mordia forte coisas duras. Recomendou que a gente fosse logo porque você poderia ter dor pra morder. Ai, que triste seria. Já estou torcendo para que a gente consiga resolver e para que ela diga que não houve prejuízo funcional, nem de sensibilidade. Você, por enquanto, está comendo igual. Comendo e mordendo, diga-se de passagem.
Hoje mesmo, mordeu o bumbum de uma coleguinha, no clube. Que vergonha!!! A menina urrou, tadinha! De novo, eu imaginei que isso pudesse acontecer, porque vocês estavam brincando num túnel e ela parou. Mas antes de chegar para impedir, aconteceu. Acho que tenho que melhorar!!! Vou me esforçar, prometo.

22 de abril de 2010

1 ano e 2 meses. É assim?


Gente do céu, fala sério, Rafael aprendeu a dar beijo, com estralinho e tudo, sem melecar. Nossa, que delícia! Começou antes de ontem, dia 20 de abril. Eu não acreditei quando ganhei o primeiro.
Até então, sabia mandar beijo, com a mãozinha, fazia o barulhinho e tudo, mas na hora de chegar numa ou outra bochecha, só encostava a boquinha. Nos últimos três dias começou a dar o estalinho. Nem acredito! Como é que pode? Um ano e dois meses, só!!!

Mais: fez o primeiro dodói nas mãozinhas no domingo, dia 18. Que dó!

Agora é para você mesmo filho: Também, não para um segundo, mexe em tudo, sem trégua, sem piedade. A gente tem de ficar em cima, repetindo que não pode, tirando você de perto. Ficar em casa chega a ser ruim em muitas situações, porque é quase tudo "Não!". Por isso a mamãe ama o clube, onde você anda e mexe com muito menos restrições. O problema maior aqui é a cozinha aberta, diga-se de passagem! Quem imagina o quanto é difícil controlar tudo num lugar que não tem porta?
Pois bem, não bastasse isso, ainda tem de vigiar a fonte, a lavanderia, as luzes do jardim, entre outras coisas. Apesar do serviço, é melhor do que você passar o dia cercado, na sala, com as portas de tudo fechadas.
Até outro dia, tinha que ficar correndo atrás e te tirando repetidas vezes das luzes do jardim, porque você insistia em desmontar os cogumelozinhos onde ficam as lâmpadas. Mas seu pai parafusou e as coisas melhoraram. Tudo estaria resolvido, não fosse o refletor. Eu vivia dizendo que não podia, que fazia dodói, com medo do vidro quebrar e você cortar as mãozinhas. Mas neste domingo, à noite, deixei você um segundo a mais no jardim da frente e foi o tempo suficiente para ouvir o choro. Botou a mão e machucou, claro. Estava quente! Mamãe sofreu, foi te socorrer, e achou que fosse só um mal estar e o susto. Mas na terça-feira, achou quatro (4!) bolhas nos seus dedinhos da mão direita. Só sobrou o dedão. Tadinho! Bolhas enormes, transparentes. Queimou filho! Sem saber o que fazer e, percebendo que você não deixa um segundo de mexer nas coisas, não fizemos nada. Tá curando por si só. Duas já estouraram. Mas deve ter doído mesmo.
Se é que há vantagem nisso, podemos dizer que não foi muito grave e que, agora, você já olha pro refletor e diz: "Dodó!" Acho que aprendeu e não volta a mexer lá! rs.

Mais palavrinhas:
Além do 'dodó' (dodói) que a mamãe acabou de falar, já aumentou o vocabulário.
Agora, também está falando Cacá (pra amiguinha) e cáca (que as vezes sai com outra entonação também, para sujeira! - coisa de SP), batatal (com o ba), 'balulo' (barulho), bagunça (já com o ça, algumas vezes), tá bom (repetindo igualzinho!), e mais alguns que eu agora não me lembro. Mamãe fica boba e toda orgulhosa. Dá vontade de sair ligando pra todo mundo para contar.

16 de abril de 2010

Domingo de sol

9 de abril de 2010

'Bagun'...ça!




Tá falando pelos cotovelos, é uma coisa. Conversa sem parar, em casa, no carro, em todo lugar. E se tornou um repetidor de palavras! A gente fica até surpreso e, às vezes, pede para repetir: "Como é que é, Rafael? O que vc falou?".
Um dia, durante a semana que a vovó Nair ficou em casa, soltou um 'A Bagun' a imitando, que disse que você tinha feito uma bagunça com os briquedos. Morremos de rir! E agora não para. É só a gente perguntar: "Rafael, o que foi que você fez?" e a resposta vem de bate-pronto: "bagun!"
No dia seguinte em que vovó chegou vc já tinha reproduzido um 'leão' quando ela te deu um peça de um brinquedinho novo que a mamãe comprou. Agora pega os bichinhos no tapete e fala leão, seja pra girafa ou pro urso. Mas eles já deixaram de ser apenas 'uau uau'. Um progresso! rs.
No fim de semana que estivemos em Minas, você já tinha copiado um 'babador'. Vovô e vovó testemunharam! E continua. Outro dia tava imitando o 'guardar'. Saía algo como guaguá, mas foi.
No vocabulário já tem umas 20 palavrinhas ou sonzinhos compreensíveis. Vamos ver se a mamãe se lembra da maioria:
"Alô, água, dedera, abre (Abri!), mamãe, papai (no estilo sussurrado), uau uau, leão, dê (de descer!), pato (de sapato! e pato mesmo, o animal), hãmi hãmi hãmi (para comer!), barco, bó (bola), bilão (balão - fofo!), pêx (pesce), 'hum!'(balançando a mãozinha para sinalizar fedor de cocô) são alguns. Não podia me esquecer do seu 'Potó!', pedindo o pocotó que a irmã fala quando sai cavalgando com você pela casa! E tem a líder das paradas do mês: 'Não', que agora está sendo repetida pra tudo. Exemplo: "Rafael, dá um beijo!" Não!" hahhaha.
Ou: "Rafael, não pode!" e você: "Não, não, não!!!", com dedinho em riste!
Fala algumas coisas, mas entende TU-DO! É impressionante. Se a gente fala chão, joga alguma coisa. Falou banho, vc já vai em direção à escada para subir. Se dissermos "Olha o passarinho", já olha direto pro quintal. 'Avião', olhos e dedinho para o céu. 'Peixe', vai pra fonte e por aí vai. Falou que é pra passear, sai correndo em direção ao portão da rua. Tá tão acostumado em sair para a pracinha de carrinho que associa o passeio ao portão. A palavra "mamadeira" eu não posso pronunciar porque, onde quer que esteja, ouve e começa a repetir sem trégua, até ganhar! "Dedê, dedê, dedê!
Vovó Paula disse que isso é sinal de inteligência! A gente não tem dúvida.
Na rua e no clube as pessoas se impressionam com a sua esperteza e agilidade.
Além de ser um falador, anda e corre com destreza. Tá um furacão.
Que orgulho, Rafael!