30 de maio de 2010

Dicionário do Rafael


Resolvemos deixar registrado algumas das expressões do nosso falante Rafael. E como fala!!! Cada dia é uma palavra nova, uma careta nova, um sorriso novo, cada dia uma descoberta, uma invenção. Vamos ao vocabulário, único:
(Um parêntese: filho, isso foi iniciativa do seu pai, que escreveu também a maior parte do dicionário! E a mamãe ajudou!)


Alô –- Uma das primeiras palavras que aprendeu, com perfeição. Começou falando alô sem parar, nem precisa enxergar um telefone ou celular. Servia também para controle remoto, que ele adora jogar no chão, molho de chave, escova de cabelo, para tudo, ele dizia "alô"… Hoje continua falando alô à vontade, mas está mais seletivo. Agora é só para telefone!

Dê! -- no imperativo. Rafael usa bastante, para pedir colo, para subir e descer. "Dê, dê!", pode significar "quero descer", "quero subir", "me pega no colo", "me desce do colo". Apesar da insistência da mãe em dizer "Colo; subir, filho!; entre outros termos, esse ainda é único.

Abí -- "Abi, abí" ele usa o tempo todo, sempre quando quer alguma coisa. Abrir uma porta, uma garrafa de água, pegar um brinquedo, ou mesmo quando quer alcançar alguma coisa. Quando quer entrar em cômodo fechado começa a bater na porta com as duas mãozinhas, “abi, abi”... Quando quer fuçar em uma gaveta e jogar tudo pelo chão e não consegue ele tenta: abí, abí...

Dedê -- Quando ele fala bravo é porque está com fome. Chorando, então, é porque está com muita fome. É a mamadeira. Tem mais: quando sai do banho, nem precisa ver a coisa, e já começa: "Dedê, dedê!"

Óh -- Quando quer chamar a atenção, óh, óh, nem sempre para alguma coisa, às vezes é para chamar a atenção para ele mesmo. Às vezes vem acompanhada da cara de surpresa, que é o máximo!

Mhãm-mhãm -- Se ele apontar para a mesa do café-da-manhã e falar mhãm-mhãm, pode saber que se deixar ele traça o queijo minas todo. É filho de mineira, mesmo. A-do-ra o queijo. Mas a expressão é usada para tudo que ele quer comer, tirando pão.

Pão -- é pão mesmo, pronunciado perfeitamente. E também, só é usado para a coisa. Pão é pão e pronto.

Não –- Usa o tempo todo, para qualquer coisa. Rafael, vamos subir? Não. Vamos tomar banho? Não. Muitas vezes ele faz uma carinha de bravo. É só não levar ao pé da letra e logo ele esquece. Papai vai trabalhar: não, não, não...

Áqua – Foi uma das primeiras palavras que ele aprendeu. Dizia até: "Qué água!", mas eliminou o quer. Agora é "Água, água!", que ele repete sempre que está com sede.

Gol! – Adora correr com a bola pela casa, e sempre que chuta grita gol. Às vezes começa a dizer gol, gol quando quer brincar. Ou mesmo para pedir uma das inúmeras bolas espalhadas pela casa.



Mamãe – Esta foi uma das primeiras palavras, que tem várias entonações, dependendo do humor, do horário e da braveza. Se for quase sussurado, mamã, mamã, ele está em estado de graça, brincando. Se for gritado, mamããiiiie, chorando, é porque ele quer mesmo o colo da mamãe. Se for mamãe for pronunciado várias vezes seguidas, mã-mãe, quase soletrado, é porque a mamãe não está em casa, e ele quer chamar atenção para os objetos que lembram a mamãe. O porta-retrato, a caixinha de bijuteria do armário que ele acabou de jogar no chão, as gavetas da mamãe que ele acabou de arrancar as roupas...

Bagun – Ele já aprendeu há algum tempo e faz questão de repetir sempre que apronta alguma. Ele sabe que está aprontando, e aí olha pra gente e diz bagún, bagún. Se ele pronuncia e você não viu nada de errado ou diferente é só procurar, alguma ele aprontou... De tanta insistência da mãe, que acha fofo o 'bagun', mas quer estimular o aprendizado da palavra completa, às vezes ele faz um "bagun-ça", com o ça sibilado. Difícil descrever, mas sai. E é bonitinho.

Papai – Começou dizendo quase sussurado, papá, agora já diz papai, com i, em alto e bom som. Sempre que encontra o crachá ou algum objeto pela casa que lembre o papai ele gosta de dizer sussurado, Pa-pá... Hoje até gritou, como um grito de guerra, papai!

Cocô – Ele sempre fala quando vai fazer cocô. É um aviso, não tem erro, daqui a pouco… lá vem cocô!... Quando a mamãe joga na privada ou embrulha a fralda ele gosta de falar… e de tar tchau pro cocô também. E ainda racha o bico!

Bó –- tudo que é redondo e rola é bó, ele aponta com o dedinho e diz: bó. Chuta a bó e goool! Começou só assim, mas já tem quase um mês que ele tem completado a palavra. É a coisa mais fofa do mundo. Normalmente fica assim: "Bóia! ou Bóilha"
Ah, não podíamos esquecer. Tem o diminutivo também: "Boíiii".

Djô – É assim que ele chama a babá da amiguinha dele, vizinha aqui de casa, a Vitória. É a Jô, que todas as manhãs toca a campainha para passear com o Rafael e a babá dele, a Dorinha. Sempre que ele está no portão de casa e quer andar até o portão da Vitória sai falando, Djô, Djô. Ainda não aprendeu a chamar pela Vitória.

Ôzz – É assim que ele chama a Rose, a empregada aqui de casa, que volta e meia cuida do Rafael. Ele gosta de agarrar nas pernas dela enquanto ela fica pela cozinha, e puxar as mãos dela, dizendo “dá mão…”

Baí – Ele levanta a camisetinha e diz baí, baí, só de farra. Quer mostrar a barriguinha ou ver a nossa.

Cáo – Agora aprendeu a falar cáo e apontar os carros na rua. Aponta com o dedinho para qualquer carro e diz cáo…

Mê – É assim que ele chama as meias. Adora dar trabalho na hora de colocar as meias, esconde os pés, levanta para cima, e ri, dizendo mê, mê… Outras vezes ele puxa e tira, rapidinho.

Bi – É o bicho, qualquer um. Uma aleluia, uma lagartixa, um pernilongo, uma mosca, o que ele encontrar pela frente aponta e diz, bí, bí… e quer pegar o bichinho.




Pêxe -- Adora sair em disparada até a fonte de casa para ver e alimentar os peixinhos. Já são mais de dez, cinco grandes e cinco pequenos. Agora deu de colocar os pés no beiral da fonte, se bobear…


Dente -- na virada para 1 ano e 3 meses começou a falar isso, só de ver a escova de dentes. E adora escovar. Que maravilha!

Mamão – Tem palavras que ele fala direitinho, como mamão, mão…

A mão – Quase toda hora ele aponta a mãozinha em direção à sua mão e diz, “A mão”, e puxa você para algum lugar. Tem dia que sai andando com você pela casa, apenas passeando, sem parar em lugar algum… Não é fofo? Dá a mão, gente!

Potó -- Adora brincar de pocotó com a irmã Fernanda. É só a Fê aparecer em casa para ele dizer potó e esticar a mãozinha. Quer correr pela casa no colo da irmã brincando de cavalinho.

Tau ou tichau -- Tem dia que sai um tiau, acompanhado de um tchauzinho com a mãozinha. Ele não gosta muito de dizer tchau, não gosta que a gente vá embora de casa e deixe ele para trás... Ele sempre protesta e fica bravo, com a cara amarrada, não, não. Agora parou de chorar e já diz tau de vez em quando.

Banana -- assim, mesmo. Perfeitinho. Também reconhece a maçã. Além de repetir melão, úv (uva) e caquí.

E as novas:

Baiá -- papai foi baiá, mamãe foi baiá .... Trabalhar!

Minini -- para menino ou menina! Ele sabe diferenciar um "nenem", de um ou uma "minini!".

Tô -- toca, de cabelo para banho.

Póta -- serve para porta e pra tampa do shampoo, por exemplo. "A póta!", diz, apontando. Rs.

Patá -- pasta, de dente!

Tá demais!!! Dá vontade de comer! (aqui sua mãe, viu, filho!?)

19 de maio de 2010

Dancinha do Rafael




Rafael adora apertar os botõezinhos até conseguir ligar. Aí ele fuça, muda de música, aumenta o volume, desliga, liga de novo. E fica feliz da vida quando a música começa a tocar..

9 de maio de 2010

Primeira consulta no dentista


Hoje é dia das mães, mas como eu ainda não curti o filhote, já que estou no plantão, vou contar da consulta na odontopediatra.
Fomos no dia 29 de abril, cinco depois do acidente. Foi a tia Cris, mãe do Vini, que indicou. Leu no blog e ligou urgente, super preocupada, atenciosa, indicando a dele. Pra resumir o currículo, trata-se da odontopediatra e dentista da família toda, super paciente, competente. Ela mesma ligou pedindo para secretária fazer um encaixe para nos atender. Quando liguei, já tínhamos horário garantido no dia seguinte, uma quinta-feira. Apesar da tristeza de te levar ao dentista por causa de um quebradinho no dente, estava toda feliz. Mamãe não fez foto porque não achou a máquina grande em casa! Uma pena, você foi de camisa, todo lindo, um menino! E eu, toda orgulhosa levando você, crescidinho, ao dentista, com 1 ano e dois meses.
Chegando, você logo se apaixonou pela assistente, a Sarah, uma estudante, que trabalha com a Dra. Mila. Enquanto isso, mamãe falava sobre seus hábitos, que também foram registrados na sua ficha:
nunca chupou bico, mamou no peito até 1 ano e 1 mês (aos críticos, vale reforçar o meu orgulho!), não chupa dedo, reduziu o número de mamadeiras para duas ao dia - quando acorda e antes de dormir - e tem o hábito de ter a gengiva e língua limpas desde o segundo mês, com gaze. Nós últimos dois meses, mamãe e babá estavam usando a dedeira (para limpar). Além disso, não come bala, doce, ou porcarias infantis. Aliás, não come nada com açúcar. Até então tinha dado uma única chupadinha num Chicabom e não gostou. Também comeu um pouco de brigadeiro de colher, que o pai tacou na sua boca sem nem me perguntar. Mas nem deu bola e não pediu mais! Ê beleza!
Enquanto a mamãe conversava, você andava de um canto ao outro, brincava com a escova de dente gigante, com o elefante de pelúcia que tem dente e boca grande.
Bem, depois de tudo isso e de muita conversa, fomos para a avaliação do dentinho quebrado. Ela avisou que você ia chorar, mas eu confesso que estava muito tranquila. Não me preocupei enquanto te segurava e sussurava coisas do tipo: "Filho, isso é pra você ficar ainda mais saudável, mais forte... Olha que chique, você no dentista!" A babá, que ficou dentro da sala, fez o contrário: "Tadinho, tão novinho e já está nessa!", dizia.
Ela conseguiu fazer o raio-x e constatou que o único prejuízo tinha sido no esmalte do dente, a camada mais superficial. Ufa, que felicidade! Mas ela disse que como os dentes eram muito recentes - os de cima nasceram com 11 meses - e o episódio tinha acontecido há menos de uma semana, tínhamos que observar e tomar alguns cuidados para evitar que a situação se agravasse, caso tivesse havido algum outro dano ainda não aparente.
Bem, saímos de lá com a seguinte recomendação: nada de dormir depois da última mamadeira, sem escovar os dentes. Coisa que eu fazia e meio mundo das mães também. Tirar a mamadeira e trocar para copinhos com bico rígido, tipo de suco. Mais: passamos a usar a escova, que deveria estar sendo usada desde que os dentes nasceram.
A pasta estava ok, sem flúor(A PASTA É A DA WELEDA, IGUAL À DA FOTO). E durante um mês, passar com cotonete água oxigenada 10 volumes e água na gengivinha do dente que quebrou. Coisa que há 10 dias eu esqueço de fazer! Ai, ai, ai... Mas o dente tá bonitinho, não mudou a cor, não aconteceu nada. Daqui a três meses voltamos e ela vai dar uma lixadinha no quebrado.
Desde então, você mama no recipiente que até então era só para suco, mamãe escova os dentinhos e te coloca no bercinho acordado. Você tá tão fofo, aceitou tão bem, que me deixa orgulhosa. Tá de parabéns!
obs.: Sua vó Paula disse que você é um menino "bonitinho demais" e corajoso. Eu também acho.

27 de abril de 2010

Quebrou o dente!


Foi uma lasca do dentinho incisivo esquerdo, no sábado, dia 24. Pequena, mas perceptível. Uma pena! Nem terminaram de crescer ainda, são lindos, grandes, retinhos, com as pontas arredondadas, e já aconteceu. Até hoje não me perdoou por não ter tirado da sua mão o objeto que provocou o acidente.
Bem, foi assim: mamãe estava no escritório com a vó Paula e você conosco, mexendo, brincando. De repente pegou o bumbo do papai, ficou tocando, super bonitinho. Aí resolveu carregar. Tá com essa mania agora, fica testando os tríceps, bíceps e 'trapézinhos'... quer carregar tudo. Eu vi na hora e disse que não podia. Sempre tive medo do bumbo porque não é nada infantil, tem umas pontas com uns parafusos perigosos, o fundo tem um ferro meio arriscado, etc. Mas parado, no chão, com alguém vigiando, é uma festa.
Consegui evitar uma vez. Mas, em seguida, não sei se olhei para outro canto, ou o que foi e só ouvi você chorar e o bumbo cair. Pela primeira vez me desesperei com um acidente. Você já caiu de bater a cabeça, já saiu sangue na boca, apertou os dedinhos em porta (esse também me desesperou, confesso!), furou o lábio inferior num tombo bobo (ai, pensando bem esse também foi tenso pela quantidade de sangue), entre outras ocorrências. Mas, desta vez, quando vi o bumbo envolvido, saí desesperada em direção ao banheiro, com medo da boca ter machucado muito. Sua avó gritou: "Calma, filha, calma!". Quando cheguei lá, vi um sanguinho, lavei, mas você parou de chorar e isso me fez pensar que tinha sido mais um susto do que um machucado. Só fui ver o dentinho quebrado no dia seguinte, domingo. Ai meu Deus, que desespero! Um dentinho, que será seu pelo menos até os seis anos de idade! Que triste. Toda vez que olho para boquinha sinto culpa. De novo: por que não sumi com o bumbo depois da primeira vez que te vi carregá-lo? Talvez porque quisesse evitar o choro, a frustração, já que estava do lado, vigiando. Ele caiu e quicou no chão, voltando na sua boca. É impressionante como esses acidentes acontecem com a gente por perto, hein?! Deve ser porque mãe cuida, mas conversa, fala ao telefone, pega coisas, conta histórias para outras pessoas, faz de tudo enquanto olha o bebê. Babá não, concentra mais, é serviço sério. Bem, pelo menos foi comigo, né? Prefiro a culpa do que ter que aceitar uma coisa dessas acontecer na mão de outra pessoa. Será que eu ia saber perdoar? Acho que não, filho.
Moral da história: a odontopediatra que eu já queria marcar foi antecipada. Liguei logo. Pedi indicações para Laura e pra Mariana, mas acabei escolhendo a mais perto de casa. Vamos ver se seu pai consegue te levar na segunda-feira, dia 03 de maio, pela manhã. Tomara que não seja nada, mas o seu tio Pedro contou, por telefone, que sentia dores no dente de tanto que mordia forte coisas duras. Recomendou que a gente fosse logo porque você poderia ter dor pra morder. Ai, que triste seria. Já estou torcendo para que a gente consiga resolver e para que ela diga que não houve prejuízo funcional, nem de sensibilidade. Você, por enquanto, está comendo igual. Comendo e mordendo, diga-se de passagem.
Hoje mesmo, mordeu o bumbum de uma coleguinha, no clube. Que vergonha!!! A menina urrou, tadinha! De novo, eu imaginei que isso pudesse acontecer, porque vocês estavam brincando num túnel e ela parou. Mas antes de chegar para impedir, aconteceu. Acho que tenho que melhorar!!! Vou me esforçar, prometo.

22 de abril de 2010

1 ano e 2 meses. É assim?


Gente do céu, fala sério, Rafael aprendeu a dar beijo, com estralinho e tudo, sem melecar. Nossa, que delícia! Começou antes de ontem, dia 20 de abril. Eu não acreditei quando ganhei o primeiro.
Até então, sabia mandar beijo, com a mãozinha, fazia o barulhinho e tudo, mas na hora de chegar numa ou outra bochecha, só encostava a boquinha. Nos últimos três dias começou a dar o estalinho. Nem acredito! Como é que pode? Um ano e dois meses, só!!!

Mais: fez o primeiro dodói nas mãozinhas no domingo, dia 18. Que dó!

Agora é para você mesmo filho: Também, não para um segundo, mexe em tudo, sem trégua, sem piedade. A gente tem de ficar em cima, repetindo que não pode, tirando você de perto. Ficar em casa chega a ser ruim em muitas situações, porque é quase tudo "Não!". Por isso a mamãe ama o clube, onde você anda e mexe com muito menos restrições. O problema maior aqui é a cozinha aberta, diga-se de passagem! Quem imagina o quanto é difícil controlar tudo num lugar que não tem porta?
Pois bem, não bastasse isso, ainda tem de vigiar a fonte, a lavanderia, as luzes do jardim, entre outras coisas. Apesar do serviço, é melhor do que você passar o dia cercado, na sala, com as portas de tudo fechadas.
Até outro dia, tinha que ficar correndo atrás e te tirando repetidas vezes das luzes do jardim, porque você insistia em desmontar os cogumelozinhos onde ficam as lâmpadas. Mas seu pai parafusou e as coisas melhoraram. Tudo estaria resolvido, não fosse o refletor. Eu vivia dizendo que não podia, que fazia dodói, com medo do vidro quebrar e você cortar as mãozinhas. Mas neste domingo, à noite, deixei você um segundo a mais no jardim da frente e foi o tempo suficiente para ouvir o choro. Botou a mão e machucou, claro. Estava quente! Mamãe sofreu, foi te socorrer, e achou que fosse só um mal estar e o susto. Mas na terça-feira, achou quatro (4!) bolhas nos seus dedinhos da mão direita. Só sobrou o dedão. Tadinho! Bolhas enormes, transparentes. Queimou filho! Sem saber o que fazer e, percebendo que você não deixa um segundo de mexer nas coisas, não fizemos nada. Tá curando por si só. Duas já estouraram. Mas deve ter doído mesmo.
Se é que há vantagem nisso, podemos dizer que não foi muito grave e que, agora, você já olha pro refletor e diz: "Dodó!" Acho que aprendeu e não volta a mexer lá! rs.

Mais palavrinhas:
Além do 'dodó' (dodói) que a mamãe acabou de falar, já aumentou o vocabulário.
Agora, também está falando Cacá (pra amiguinha) e cáca (que as vezes sai com outra entonação também, para sujeira! - coisa de SP), batatal (com o ba), 'balulo' (barulho), bagunça (já com o ça, algumas vezes), tá bom (repetindo igualzinho!), e mais alguns que eu agora não me lembro. Mamãe fica boba e toda orgulhosa. Dá vontade de sair ligando pra todo mundo para contar.

16 de abril de 2010

Domingo de sol

9 de abril de 2010

'Bagun'...ça!




Tá falando pelos cotovelos, é uma coisa. Conversa sem parar, em casa, no carro, em todo lugar. E se tornou um repetidor de palavras! A gente fica até surpreso e, às vezes, pede para repetir: "Como é que é, Rafael? O que vc falou?".
Um dia, durante a semana que a vovó Nair ficou em casa, soltou um 'A Bagun' a imitando, que disse que você tinha feito uma bagunça com os briquedos. Morremos de rir! E agora não para. É só a gente perguntar: "Rafael, o que foi que você fez?" e a resposta vem de bate-pronto: "bagun!"
No dia seguinte em que vovó chegou vc já tinha reproduzido um 'leão' quando ela te deu um peça de um brinquedinho novo que a mamãe comprou. Agora pega os bichinhos no tapete e fala leão, seja pra girafa ou pro urso. Mas eles já deixaram de ser apenas 'uau uau'. Um progresso! rs.
No fim de semana que estivemos em Minas, você já tinha copiado um 'babador'. Vovô e vovó testemunharam! E continua. Outro dia tava imitando o 'guardar'. Saía algo como guaguá, mas foi.
No vocabulário já tem umas 20 palavrinhas ou sonzinhos compreensíveis. Vamos ver se a mamãe se lembra da maioria:
"Alô, água, dedera, abre (Abri!), mamãe, papai (no estilo sussurrado), uau uau, leão, dê (de descer!), pato (de sapato! e pato mesmo, o animal), hãmi hãmi hãmi (para comer!), barco, bó (bola), bilão (balão - fofo!), pêx (pesce), 'hum!'(balançando a mãozinha para sinalizar fedor de cocô) são alguns. Não podia me esquecer do seu 'Potó!', pedindo o pocotó que a irmã fala quando sai cavalgando com você pela casa! E tem a líder das paradas do mês: 'Não', que agora está sendo repetida pra tudo. Exemplo: "Rafael, dá um beijo!" Não!" hahhaha.
Ou: "Rafael, não pode!" e você: "Não, não, não!!!", com dedinho em riste!
Fala algumas coisas, mas entende TU-DO! É impressionante. Se a gente fala chão, joga alguma coisa. Falou banho, vc já vai em direção à escada para subir. Se dissermos "Olha o passarinho", já olha direto pro quintal. 'Avião', olhos e dedinho para o céu. 'Peixe', vai pra fonte e por aí vai. Falou que é pra passear, sai correndo em direção ao portão da rua. Tá tão acostumado em sair para a pracinha de carrinho que associa o passeio ao portão. A palavra "mamadeira" eu não posso pronunciar porque, onde quer que esteja, ouve e começa a repetir sem trégua, até ganhar! "Dedê, dedê, dedê!
Vovó Paula disse que isso é sinal de inteligência! A gente não tem dúvida.
Na rua e no clube as pessoas se impressionam com a sua esperteza e agilidade.
Além de ser um falador, anda e corre com destreza. Tá um furacão.
Que orgulho, Rafael!

Amamentação - o fim de um processo delicioso

Mamãe está aqui, um pouco catando milho por causa do polegar direito quebrado numa porta de aço contra incêndio da TV, porque não dá mais para adiar esse registro. Já faz quase um mês que você deixou de mamar (com 1 ano e 1 mês de vida) e o fim desse processo é, para mim, um grande marco na sua vida. Aliás, na nossa!
Eu confesso que foi difícil decidir reduzir algumas mamadas, o que provocou a diminuição do leite, até a secagem completa. A principal dificuldade se deveu ao fato da Sociedade Brasileira de Pediatria recomendar a amamentação até 2 anos. Eu nem pensava ir tão longe, sinceramente. Mas achava que, já que tem essa orientação, deveria pelo menos passar pelo próximo inverno te amamentando. Até largar, você NUN-CA tinha tido um nariz escorrendo sequer!
Mas, o problema é a sociedade! Um horror filho! As pessoas ironizam, pressionam, criticam, perturbam quem amamenta até um pouco mais tarde. E olha que hoje, depois de ter você, que eu nem acho um ano tarde assim. Pelo menos quem tem filho deveria entender o que digo.
Foi a coisa mais maravilhosa do mundo, um prazer inigualável! Até o quinto mês, me orgulhava de saber que tudo que você era tinha saído de mim, afinal, você só mamou no peito até ali. Depois, fomos com leite materno até o oitavo! E, aos poucos, fui introduzindo leite industrial ( uma mamadeira por dia). Até o Ano Novo, ainda mamava três vezes ao dia (antes da mamãe sair para o trabalho, quando ela chegava - uma delícia para matar a saudade - e à noite, antes de dormir. Foi quando tirei a da tarde e comecei a complementar a da noite.
Queria mesmo diminuir pelo menos uma, já que você completaria um ano dali a pouco mais de um mês. O pediatra sugeriu que eu diminuísse a frequência a caminho do fim dessa fase. Isso foi tranquilo e me deu liberdade para não ter de voltar correndo, apesar de sempre ter feito no maior gosto.
Quando você fez um ano, confesso que eu não estava decidida, mas acabei deixando de pegar você no berço pela manhã antes de ir trabalhar. Era um momento muito gostoso pra mim e importante pra você também. Mas, em alguns dias, você já não voltava mais a dormir, como fez durante meses. Coloquei na cabeça que isso poderia estimular ainda mais o seu sono matutino e que isso me beneficiaria nos fins de semana de folga, sem babá. Coisa que não aconteceu muitas vezes, já que nas nossas folgas você costuma acordar mais cedo do que o normal. Pra aproveitar, né?! Se bem que já são quase 9h da manhã e ainda está dormindo.
Bom, voltando à decisão de não te pegar, eu já sabia que isso ia provocar o secamento total do leite e estava insegura. Não estava certa de que era uma decisão correta. Me sentia cedendo à pressão social e isso me incomodava profundamente. Sem ir à análise, ouvi seus avós maternos durante o primeiro fim de semana de março, numa visita à BH. Seu avô mamou até 1 ano e 1/2 e ainda hoje quase não adoece, graças a Deus. Mas eles disseram que o argumento de estimular mais o sono era uma boa decisão, que você já tinha recebido a imunidade suficiente... e que a história da SBP era para mães que não tem condições para comprar leite de qualidade, etc. Acabei tomando a decisão. Acho que ouví-los era o que faltava para ter segurança.
No dia que seu pai viajou para a Medelín, a trabalho, 14 de março (nosso aniversário de casamento, de 7 anos!) um domingo, não dei mais. Até ofereci, mas você sugou muito forte e doeu! Era o sinal!
Na segunda-feira, não ofereci e pensei na terça: "Vou tirar a prova hoje!". Não deu outra, não tinha mais nada. Doeu de novo e, desde então, não te ofereci mais.
Para a minha surpresa e também alívio emocional, você não teve problema algum. Já estava super bem adaptado ao leite de mamadeira e nem procurou mais o peito. Isso foi até bonitinho! Cresceu e superou super bem o fim desse processo, que nos uniu, nos fortaleceu e nos fez amar ainda mais um ao outro. Eu acredito nisso! Foi delicioso, filho! Obrigada por ter me ajudado a ser uma mãe que amamentou. Isso não tem preço!

Escrito em 05/04

5 de março de 2010

Rafael Papa-Tudo

4 de março de 2010

O PODER DOS NOMES: Para meu neto e para seus pais

Sabemos que o ser humano tem muita dificuldade de aceitar a privação que lhe é imposta pela vida e resiste de maneira tenaz à qualquer frustração. Cada um reage singularmente a este aspecto da vida e toda criança expressa esta dificuldade chorando, esperneando, se debatendo e às vezes agredindo aquele que a frustra. O paradoxo é que não há educação sem frustração, pois para educar os pais precisam ser firmes e estarem preparados para um trabalho braçal! A condição para nos tornarmos seres humanos bons, alguém que não tenha a pretensão de estar sempre certo e de posse de toda a verdade, aceitando e respeitando o limite do outro é o de aceitarmos nossa própria limitação e nossas falhas.

Ter um neto significa ver a arte de educar acontecer novamente pelas mãos dos filhos, que sendo de primeira viagem ainda estão aprendendo a desempenharem este difícil papel de serem pais e a difícil tarefa de educar...

Fico sempre pensando em como posso contribuir para que a educação de um neto não seja mais dolorosa do que realmente é! Afinal penso sempre no que eu própria gostaria de ter sabido quando estava na condição de mãe de primeira viagem e assim escolho o que de minha experiência poderia ser aproveitado para facilitar as coisas.

Sabemos que é preciso coragem para não fazer repetir no filho os problemas que a gente mesmo quer esconder, pois afinal nos tornamos o que somos desconhecendo a verdade que moveu nossos pais a nos educarem tal como o fizeram. Cada um de nos estivemos na condição de alienados ao desejo de nossos pais que nem sempre conheciam também o que de fato desejavam para eles, esperando que nos pudéssemos recompensá-los de alguma forma. Sabemos que os pais fazem tudo em nome do amor e sempre desejam o nosso bem, mas isso não garante que sejam bem sucedidos em sua empreitada. Não sabiam fazer diferente e nem sabiam porque assim faziam e é por isso que devem ser perdoados.

Espero poder ajudar os pais de meu neto a não repetirem o que lhes foi pesado viver na tentativa de corresponder a expectativa de seus próprios pais e quero me colocar a disposição para ajudá-los (se assim desejarem), pois só assim posso fazer sentido como avó.

Estive pensando nas palavras que empregamos para designar esta dificuldade humana em lidar com as frustrações impostas pela civilização e temo dizer que não é possível viver civilizadamente sem aprender a lidar com elas, ou seja esta é uma dificuldade de todos nós. Escutamos e dizemos que uma criança é teimosa, birrenta, brava, pirracenta e outros tantos adjetivos quando ela resiste em aceitar as privações em sua primeira infancia.

A psicologia nos ensina que nascemos carecendo de "ser" e que vamos nos tornando algo ao longo da vida a partir do que nos disseram que somos desde muito cedo. Temos um nome próprio e esse é inegociável, mas os outros nomes que recebemos não nos definem a não ser pela metade!

Os pais devem fazer um grande esforço para não dar nomes às crianças pois isso dará um sentido às suas vidas, fixando-as aos comportamentos correspondentes aos tais nomes, determinando a maneira como elas vão lidar ao longo da vida diante das dificuldades e das frustrações. Todos os nomes têm um duplo sentido, podendo condenar as crianças a atitudes que lhe sejam prejudiciais quando adultas. Explico-me: Se dizemos que uma criança é brava, podemos querer marcar o fato dela não abrir mão de seu desejo, buscando de toda a maneira conquistar o que quer. Isso é uma qualidade dos heróis e a bravura pode ser vista também como coragem. Como isso não é para muitos, a criança pode se vangloriar de ser nomeada assim. Mas por outro lado, se uma criança aprende que é brava porque se manifestava raivosamente diante de uma contrariedade , ela terá muitas dificuldades de ser tolerante com as frustrações que são peculiares a vida humana, podendo ser tornar intransigente e despótica para com os outros. Poderá sofrer esta condição sem saber como ser diferente, até porque aprendeu a ver sua braveza ou bravura como aspectos que lhe conferiam identidade. As vezes as pessoas naturalizam características da personalidade que foram adquiridas na relação com o Outro, desconsiderando que estas não vieram nos genes e por isso não vêem como mudar ou como serem melhores do que são, exigindo das pessoas que amam a aceitação do seu temperamento. Apenas se quiserem não fazer quem amam infelizes e desejarem ser diferentes das palavras que as constituem, terão que sofrer no processo analítico para construir novas formas de se relacionarem com o outro.

É por isso que penso que devíamos chamar Rafael de nomes que sejam eminentemente bons tais como amoroso, inteligente, perspicaz, forte e determinado, corajoso, mesmo sabendo que se ele for até o limite da significação dos três últimos nomes, pode chegar no seus opostos, tomando seus objetivos como mais importantes do que qualquer outro, desconsiderando o coletivo e o respeito à alteridade. Para que os nomes considerados bons não se transformem em seu oposto é preciso mediação e regulação amorosa dos pais.

Espero poder dividir com este menino, que um dia será um grande homem momentos de carinho e de amor exigente, ou seja, momentos em que ele terá que abrir mão do que quer em função de um valor moral maior que seu interesse, para assim também poder se ver no futuro como um grande homem.

Com o tempo ele aprenderá que tudo nesta vida tem um preço: não há como pagar pouco quando se quer ser alguém admirável e respeitado pelo outro. O pagamento é sempre a exigência dialética de aceitar o limite para paradoxalmente ser capaz de ir mais longe do que a maioria. É preciso coragem para ser um ser humano bom e fazer este mundo melhor com a nossa estadia aqui e eu vejo no Rafael disposição para lutar pelo que quer como todo ser humano. Ele depende então da sabedoria dos pais para dar-lhe noção do limite de maneira a ensiná-lo quais lutas deve travar para não sofrer e não fazer o outro sofrer desnecessariamente.

De uma avó que ama o neto porque ama irrevogavelmente sua filha e de tabela seu marido que, juntos, são pais de primeira viagem.

24 de fevereiro de 2010

O primeiro aniversário





fotos: Renata Angerami


Foi uma festa super bacana, a gente achou. Recebemos os amigos em casa e você se divertiu. A gente resolveu fazer por aqui mesmo porque achávamos desnecessário ir para um buffet na festinha de um ano. Além do mais, a gente sempre gostou de receber em casa e nunca tivemos problema com a bagunça que faz. Com alguém para arrumar, dá tudo certo depois.
Chamei as amigas mães mais próximas e apenas três ainda sem filhos. Era uma festa infantil, por isso a lista tinha de ser objetiva. Mas como seria em casa, tínhamos que restringir. Seu pai chamou alguns amigos do trabalho e eu fui mais cautelosa, com medo de virar uma insanidade aqui. Foi bom, porque estava cheia a casa, mas foi tudo na medida, graças a Deus.
Bem, na ante-véspera tive um contratempo, quando o buffet ligou para acertar tudo. Na primeira frase o: " então, sua festa vai ser no dia 21, domingo!" Eu quase pirei! como assim no dia 21? Você está enganado! 'E no dia 20, sábado!", esbravejei com o dono do buffet. Ele me assegurou que eu tinha mandado por email com essa data. Por email, filho? Batom na cueca, como diz o seu pai! Fui checar e tinha sido isso mesmo, me confundi 'big time' ! E agora, José? Acho que o cara percebeu o meu desespero. Eu dizia: " Mas Ademar, meus convidados virão no sábado, meus pais estão vindo de Minas, não vão estar aqui no domingo! Como eu faço? Tem que ser no sábado, me ajude!!!!!!!", já quase morrendo. Putis grila, já pensou no que ia acontecer?! Logo liguei pro seu avô, que tinha ligado momentos antes para falar da viagem. Pedi para ele fazer uma oração por lá para que o cara conseguisse prestar o serviço já que ele teria 9 (NOVE!) festas no sábado e não tinha gente para fazer a nossa! Que desespero! Eu só teria a resposta no dia seguinte, sexta-feira, pela manhã. Quase não contei pro seu pai, com medo da reação dele. Mas não resisti e confessei. Ele foi super compreensível, não falou nada quase. Só disse que não dava para gente esperar o cara dizer não, que era pra ligar logo cedo para uma conhecida bunqueteira para resolver, ainda que fosse custar uma fortuna! Mas o vovô já tinha anunciado: "Nesses casos é sim ou não, filha. Não existe meio termo. Se ele disse que ia ver, é porque vai dar para fazer!" E assim foi! Conseguimos manter a data sem muitos transtornos. O único porém, que eu também já previa, era a decoração. A Tia Laura tinha ajudado a gente a fazer o convitinho no tema Madagascar e mandamos emails com você pegando no pé da Zebra para os amigos. De repente, o dono do buffet disse que para o sábado não tinha mais o tema. Mas tinha uma decoradora para indicar! Era a solução, né?! Pagamos um pouco a mais e a moça já veio na sexta no início da tarde montar. Confesso que me assustei com o tamanho. O negócio parecia um Titanic na nossa sala, gigante. Ate coube, mas tivemos que mudar o sofá de lugar e ocupou muito mais espaço do que eu previa inicialmente. Queria deixar o centro da sala mais livre pra vocês brincarem, mas não teve jeito. Tudo bem... pelo menos veio. E era mais bonita também que a outra.

FAMÍLIA EM CASA
À noite, chegaram sua avó e avô. Tio Pedro e vô Alexandre acabaram ficando pra trás porque o tio esqueceu o documento e teve que voltar em casa, para pegar um voo só mais tarde. Os padrinhos chegaram cedo aqui, por volta das 17h30. Perdi a foto da chegada! Quando abri a porta e você estava de pé, do meu lado, vovó foi à loucura! Ajoelhou no passeio e abriu os braços para você! Foi lindo! Vovô ficou do lado, orgulhoso. Eles passaram todo o fim de tarde te curtindo, vendo você andar. Pena que a gente não mora na mesma cidade! Quando você já estava pra mamar e dormir, tio Pedro chegou com Alexandre secos de vontade de te ver. Mas foi coisa rápida.

O DIA DA FESTA

Você estava muito excitado e, como diz a vovó, o mundo ficou tão interessante que não conseguia dormir como faz normalmente. De noite ainda foi, mas acordou às 6h30 para mamar. Justo na semana em que eu não te amamentei quase dia nenhum para não te acordar, no dia de folga você levanta! É seeeeeeempre assim, filho! Você adivinha!
Então, mamou e percebeu que o vovô estava no quarto. Pergunta se dormiu de novo? Claro que não, né?! Acordou para vida. Ficamos com você os dois até umas 7h30, quando a vovó nos rendeu. Você passou a manhã super ligado. Foi dormir lá pelas 10h30 até 12h40, uma maravilha. Assim ia ter energia suficiente para o aniversário.

A FESTA

Começava às 16h, mas a mamãe se enrolou um pouco e, quando desceu, já tinha gente. Logo logo foi chegando mais... e você, várias vezes, ao ver os presentes dizia: " Abre, abre!" Como assim, filho? " Abre, abre!", com um ano! Parece até que sabia que eram para você. Essas teorias da psicologia infantil estão mesmo defasadas porque a vovó apontou umas coisas que você já faz e que os livros dizem que só bebês de 2 anos fazem.
A casa encheu. Foi muito bacana. Nós estávamos bem felizes com quem veio te prestigiar. Renata, amiga da Rê, foi chamada para fazer as fotos. Foi ótimo, porque nos despreocupamos com isso. Você no início estava meio chatinho, chorou um pouco quando eu te pegava para bater alguma, mas acho que é porque queria ficar no chão, porque não deu trabalho ao longo do tia. Não se ouviu um pio de reclamação. Você logo agarrou no brinquedinho que a Letícia e o Lúcio deram e ficou andando pela casa, que pegava fogo com as crianças mais velhas. Vieram várias: os dois deles, os três da Fê, o Vini da Tia Cris, os netos da Dorinha, a filha da Rose (gente, que agitação é aquela, Deus me acuda!), e outros mais velhos: Marina (só uma passadinha!); Davi (enteado da Pri); três Fraguinhas e depois o enteado do Cosme. Bebês tinham alguns também: seus amigos Sarinha e Lucas, o Bernardo, a Michelle da Vanessa e o Marco, da Tati. Todos lindos.
Faltou o Kauã que depois a mamãe descobriu que veio, no domingo, mas não bateu porque a Ju ficou com vergonha de incomodar! Que pena, filho! A gente passou o dia seguinte todo no quintal, na piscininha, e ele todo frustrado porque não comeu do bolo. Ah, nem! Eles tinham que ter batido, até porque a sua própria mãe confundiu as datas, então entende muito bem o caso! (Culpa daquela escala de Carnaval que nunca saia e eu não sabia se a gente ia ou não trabalhar neste fim de semana. Fiquei fazendo tantas especulações de datas em que o papai e eu estaríamos juntos à tarde que deu no que deu!)

A VELA E O SONINHO


Ainda durante a sua festinha, deu umas 7h da noite e eu me dei conta que tinha que cantar os parabéns. Seu pai já tinha distribuído as surpresinhas (bolinhas de sabão) de tanto que as crianças insistiram. Aí, o menino do buffet me pergunta, exatamente assim: " A senhora vai usar a sua vela ou a nossa?" [sic]. Eu fiz: "A de vocês, porque não comprei!" Claro que eu não comprei, uai! Se eles trazem, porque eu ia me preocupar com isso?! Daí ele fez: "É que a que a gente trouxe é de 3 anos!". Fala sério! Então por que perguntou e não me avisou antes, infeliz?! Imagine, filho: você fazendo um ano e a vela de 3 nas fotos? Mãe altista você não tem, então a chance era zero! Não deu outra, sua vó e vô foram comprar uma na padaria. E o seu vô Marcos te levou junto, sem eu saber. Comecei a te procurar e nada de você pela casa toda... o dono da festa saiu! rs.

OS PARABÉNS

Quando voltou, estava apagado! Vixe!!! Fui obrigada a decidir te acordar. Se deixássemos você dormir, só acordaria lá pelas 20h30, quando a festa e os amigos já teriam ido embora. A Fê, sua irmã, ficou por conta. Nem vi direito como foi que ela fez, mas quando você acordou estava todo simpático, todo sorriso... como se tivesse dormido um tempão! Eu achei ótimo, né?! Cantamos os parabéns e você estava super feliz.
Tiramos as fotos 'oficiais' e você ainda curtiu um tantão. Achávamos que você estava com sono por volta das 9h e fomos te dar um banho, mas você não quis nem saber de dormir depois de mamar. Estava agitadíssimo. Eu desisti e desci de novo com você, que ainda brincou e passeou com a tia Kika, vovô e só cedeu às 23h30, no colo, numa caminhada na rua. Ô agitação, hein?! Bom, pelo menos você curtiu. E nós adoramos! Viva!!!!!!!

22 de fevereiro de 2010

Maus hábitos de berço

Reportagem da Folha de São Paulo de hoje, 22 de fevereiro, 2010.
Ainda vou falar da sua festinha, mas mamãe resolveu publicar esse texto hoje para que quem não leu no jornal tenha a oportunidade de aprender ou, pelo menos, de entender porque eu sou tão disciplinada com a sua alimentação.

Pesquisa revela má qualidade da dieta dos bebês brasileiros; especialistas esclarecem as 20 principais dúvidas sobre o cardápio infantil

Uma das grandes certezas da vida é a de que os pais desejam dar aos filhos tudo do bom e do melhor. Poderiam, então, começar pelo básico: oferecer comida de boa qualidade quando os herdeiros ainda são bebês, algo que não ocorre de acordo com um estudo inédito da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).
O documento, que será publicado no "Jornal de Pediatria", mostra que a família brasileira está oferecendo alimentos cheios de gordura, açúcar, sal, corante e outros aditivos alimentares para bebês com quatro meses de idade.
Participaram do estudo 179 crianças, entre quatro e 12 meses, de famílias das classes A, B e C de São Paulo, Curitiba e Recife. O objetivo era saber o que elas comiam durante sete dias. As mães foram orientadas a anotar tudo em uma planilha.
No meio da papelada, apareceram lasanha pré-pronta congelada, macarrão instantâneo, refrigerante, salgadinho tipo batata chips, chocolate, suco artificial e muita bolacha recheada. Os bebês também bebem muito leite de vaca.
Nenhum dos alimentos citados acima deve entrar na alimentação dos bebês de até um ano de idade por terem baixo valor nutricional (engordam, mas não nutrem), serem ricos em gordura (inclusive trans), açúcar e sal. No caso do leite de vaca, por ser inadequado.

Maus hábitos
Outra constatação do estudo: os maus hábitos alimentares são generalizados. "Bebês dos três extratos socioeconômicos das cidades pesquisadas comem muito mal", diz Roseli Sarni, presidente do Departamento Científico de Nutrologia da SBP e uma das autoras.
"A alimentação da criança é reflexo da alimentação da família. Se a família tem hábitos não saudáveis, como o alto consumo de sódio (do macarrão instantâneo), de carboidratos simples (balas, doces) e de gorduras, a criança também terá."
Sarni suspeita que os pais careçam de informações sobre alimentação saudável, tanto para o bebê quanto para a família. "A falta de educação alimentar e nutricional aliada às práticas de marketing faz com que os pais se percam na hora da escolha alimentar."
A pediatra defende a adoção de políticas de educação nutricional e uma rigorosa legislação sobre a produção de alimentos para a mudança do panorama.

Self-service
Além de falta de educação alimentar, de ler e não entender os rótulos, Sarni suspeita que outro fator contribui para a má qualidade da comida infantil: os pais não sabem cozinhar. Fernanda Oening, 30, é adepta assumida do self-service.
"Nem sei como será quando a Clara começar nas papinhas, pois não tenho a menor intimidade com fogão e panelas", diz ela, que busca informações em sites ou com a mãe para não oferecer comida cheia de gorduras, sal ou açúcar à filha de cinco meses e meio.
Em breve, Clara entrará no mundo das papas de carne e legumes e é nessa etapa que moram todas as dúvidas de Fernanda. "Será que poderei usar sal, carne? Quantos legumes eu terei de colocar?", questiona.
Especialistas entrevistados pela Folha responderam a essas questões. E também às dúvidas sobre as mudanças que vêm sendo recomendadas desde 2008 pela SBP sobre as primeiras papinhas infantis, como a liberação do peixe e do ovo já aos seis meses de vida.
O peixe e o ovo só entravam no cardápio infantil entre oito e dez meses, pois contêm proteínas alergênicas. "Analisando trabalhos científicos, verificamos que não haveria limitação na introdução desses alimentos na dieta das crianças a partir dessa idade", explica Sarni.
Para Mauro Toporovski, pediatra da Santa Casa de São Paulo, as mães não precisam restringir a oferta por medo de uma reação alérgica.
Como toda mudança, essa também vem sendo adotada com cautela pelos pediatras. "Eles ainda têm muitas dúvidas sobre se podem, para quem pode e a partir de quando podem indicar", diz Sarni.


Mamãe de novo:
temos sorte em dois aspectos: seu pai é um cozinheiro de mão cheia e a sua babá também manda muito bem. Então você foi privilegiado. Por outro lado, eu nunca estimulei o consumo do que não é indicado. Palmas para todos nós.
Ontem, com vovó e vovô em casa, comeu arroz papa feito pelo papai, salmão e alface! rs. A sua papinha não adianta, quando está só conosco, não quer nem saber. É greve total. Mas, pelo menos já aprendeu a comer coisa saudável. Até rejeitou o biscoito de maizena que eu quase tive um troço ao ver na sua mão mais cedo!!!!hahahha
Tadinho do vô Alexandre, que deu sem saber! hahahahahaha

17 de fevereiro de 2010

Carnaval 2010! Nosso Batman preferido.





Festa de Carnaval no clube, foi o máximo. Em breve, mais fotos e a historinha!

1 ano! Parabéns!!!!!!!!!!!!!


Filho,
você completou um ano, que benção, que lindo! Parabéns, nós te amaaaaaaaaaaaaamos!
O dia do seu primeiro aniversário começou assim: você chorou forte, por volta de 00h55. Eu tinha passado a véspera pensando se isso ia acontecer, porque a Lidi conta que no da Sarah, ela chorou exatamente na hora em que havia nascido no ano anterior. No seu caso, foi um pouquinho mais tarde, afinal, você nasceu às 0h35. Na hora do choro, seu pai foi no quarto e te acalmou. Daí você dormiu até a hora em que te peguei, antes de sair, às 6h50 da manhã. Pensei até em ir trabalhar sem te pegar para não correr o risco de atrapalhar o soninho, mas não aguentei. Aproveitei para fazer uma oração, enquanto você mamava. Pedi que Deus te conserve como sempre esteve neste primeiro ano: um menino saudável, abençoado, feliz, ativo, inteligente, amoroso. Que Deus ilumine o seu caminho, as suas escolhas, a sua vida. Que você seja sábio, que a sua família permaneça unida, com saúde, e seja sempre a sua fortaleza. Fiz declarações de amor por mim, pelo papai, pelos avós... Foi um momento especial. Antes mesmo de sair de casa eu já estava pensando no quanto a data estava sendo importante pra mim. Lembrei das circunstância em que você nasceu - aquela coisa maluca do ultrassom me mandar para o parto - e concluí, mais uma vez, o quanto o tempo passa rápido. Antes de sair, confesso que estava me sentindo forte, orgulhosa e pensei que esta data é mais importante para nós do que pra você. Aliás, o seu aniversário é mais importante pra mim do que o meu próprio. É a data mais importante da minha vida até agora: o dia em que meu filho nasceu! Isso é demais!
Seu pai ligou de manhã dizendo que você estava lindo mas, antes, mandou uma mensagem assim: "Parabéns pelo filhinho!!! 1 ano!" Quanta felicidade a nossa!
Você passou o dia com a roupinha que a tia Bia mandou de BH por sedex. Chegou na véspera e a mamãe não resistiu. Junto veio um cartãozinho lindo em que ela dizia, entre outras coisas, que apesar de estar distante, acompanha o seu crescimento e que você tem tudo para ser um cara bacana. Aqui vai uma reverência da mamãe para ela: "Obrigada pelo carinho com a gente, isso não tem preço!"
Ao longo do dia recebemos várias ligações. A primeira foi do vô Marcos, que também mandou abraço e votos de felicidade pela tia Beth (mamãe não podia esquecer!). Vó Paula e tio Pedro ligaram também, no início da tarde e depois, quando cheguei em casa do trabalho. Até tentei te colocar na linha para falar um "alô", um clássico seu, mas você não estava animado não. Vovó pelo menos te ouviu falando "uhm, uhm..." mastigando, quando pegou um pedacinho do meu bife! hahahha.
Mais tarde, te levei no playbaby, pra sua segunda aula. Chovia muito e só tinha você e mais um. Você curtiu, ganhou parabéns, foi ótimo.

AAAAAAAAAAAAAMIGAS MÃES

Mais tarde, tia Laura e Lucas e tia Lidi e Sarinha foram em casa. Tadinhas, enfrentaram muito trânsito - a tia Lidi então, nem se fala - mas não desistiram! E ainda chegaram com presente! Fala sério, filho! Essas amigas-mães! Te deram uma mega piscinha com cesta de basquete e bolas, que agora ocupa boa parte da nossa sala. Vamos levá-la logo logo para o quintal.
A Vitória, sua amiga vizinha, deu uma passadinha rápida.
Érika, Mariah, Fê, Ju (do vô, que ligou até no seu primeiro mês de vida!), Renata Bastos, Alexandre, tia Gi (da praia), ligaram para dar os parabéns. E a gente sabe que mesmo quem não conseguiu falar pensou em você com carinho!
As meninas e os amigos ficaram em casa até umas nove da noite. Foi o máximo, vocês andaram de um lado pro outro, se divertiram. Depois, cantamos parabéns.
Mamãe amou o fim de tarde! Elas foram demais.

(Tia Laura só apareceu no vídeo!)

11 de fevereiro de 2010

10.275 kg, 75,5 cm

Mamãe ainda vai escrever sobre o seu primeiro aniversário, uma marca importantíssima, mas faltou registrar as medidas oficializadas pelo pediatra na última consulta, dia 05 de fevereiro.

Está pesando 10.275 kg e medindo 75,5 cm. O Dr. Fran ficou em dúvida entre 75 e 76, porque você mexeu bastante... Por isso, acabou levando o 0,5 de quebra, o que te fez ficar esse pouquinho aí acima da média!
De novo, tá de parabéns! Em um ano nunca gripou, não adoeceu, teve só um dia de febre e dois de inapetência por causa da tal estomatite herpética, que talvez nem tenha sido aquilo mesmo.
Sobre ranger os dentes, ele disse que é a fase de reconhecimento da novidade.

Voltamos com as bolinhas contra picada de pernilongo, mudança de leite (agora vamos para o Ninho 1+) e cálcio.
Que orgulho! Viva o leite materno!