24 de fevereiro de 2011

"Eu vou dar uma skatada..."

Onde?, o pai pergunta. "Lá no teto!", responde!
Tudo isso porque há dois dias, desde que chegaram as joelheiras e cotoveleiras - complemento do presente de aniversário das tias Lidi e Laura - ele não fala em outra coisa! "Pai, compra um skate?!", pediu agora há pouco. Ele nem imagina que o skate está em casa há pelo menos uma semana, escondido, porque a mãe não consegue deixar de pensar no perigo. O medo maior das quedas é com os dentinhos!

Essa fascinação por skate começou cedo. Antes de você completar um ano e meio. Ficava no clube, pegando o skate das crianças na pista, subia, como se fosse gente grande. E a gente atrás, fazendo de tudo para evitar tombos. ...

Mamãe vai sair para reunião de trabalho, mas volta a escrever já. Essa história é maravilhosa!

9 de fevereiro de 2011

CONQUISTAS - Adeus às fraldas, olá escolinha!

Tô decepcionada comigo mesma de não ter conseguido escrever mais nesses últimos dois meses, filho. Você está tão esperto! Traçando diálogos incríveis com quem quer que seja. Qualquer conhecido, né?! Porque quando chega em meio a desconhecidos, trava. Como se fosse tímido, até. Bom, hoje é a véspera de um momento muito importante na nossa vida. Na sua, principalmente. A véspera da ida para a escolinha! Você está animadíssimo, sabe falar o nome da escola "Alto d'Pinheiros" - Alto de Pinheiros, conta que lá tem jaboticaba - coisa que eu te contei antes de você entrar para conhecer; e tartaruga, desenhada na fachada e no uniforme. Ah, outro dia também estava contando que tinha um Paulo lá, igual ao da rua, guardinha. Em janeiro, comecei o processo para te fascinar. Passava na porta quase todos os dias de carro, contava histórias, falava da professora e, na hora de te reeprender, ainda aproveito para dizer que "na sua escola, a professora vai te colocar pra pensar", se você continuar a fazer tal coisa. No caso, essa tal coisa é falar "puta merda". Você pegou gosto pela expressão! Fica soltando a frase, vira e mexe. De graça ou oportunamente. Eu, desesperada, prego para que você desista. Seu pai não aguenta e costuma rir. O pior é que você aprendeu a entonação e a aplicação comigo. Acho que foi num dia que bati o pé em algum lugar e soltei um "puta merda!" Não teve jeito. Colou. Bom, espero que na escola se convença a usar o "putis grila", que vem sendo negociado. Senão vou passar vergonha! Ai, ai... e o medo de alguém te perguntar "Quem te ensinou isso?".
Então, amanhã é o grande dia. Você escolheu a mochila do homem-aranha. Eu até pensei em comprar algo do meu interesse, mais chiquezinho, confesso. Mas, consultando seu pai, ouvi: "Compre o que ele quiser, pra ele ter prazer. Mesmo que arrebente logo!". Concordei e, depois da reunião na escola, sexta-feira passada, cheguei a conclusão de que tinha que ser algo do seu interesse mesmo. Entre outras coisas, a dona e diretora pedagógica - que tem cerca de 70 anos, disse: "Coloquem o nome em tudo porque eles não se lembram do que é deles... mochila então, eles pegam a que mais gostam!" hahahaah. Você então não vai confundir a sua nunca, porque ganhou justamente a que escolheu. Eu apurei que na loja do shopping não teria e fui buscar na internet. Te chamei para comprar e ouvi: "Não, quero ir na loja!" Ah, menino. Só que, quando você viu a imagem, amou. Dizia: "Mãe, quero essa. A mala e a bolsinha!", porque tinha a mochila com roda e um estojo do mesmo tema. Resolvido, comprei. Chegou super rápido, em um dia útil. Mas você só a viu hoje de manhã. Como a Gi, babá, mesmo previu, não largou da mochila o dia inteiro. Ela disse que até na hora de jantar você conversou com a bolsa: "Espera aí, viu?! Eu vou comer muito, pra ficar forte...." Que alegria ver que você amou. Melhor foi a sua cara na hora que tirou da caixa. Arregalou um olho, fez uma cara de prazer impagável! Depois saiu correndo de um lado para o outro, a empurrando. Essa ninguém leva embora. Ainda que o nome não tivesse sido escrito, você já se apaixonou e não vai desgrudar, tenho certeza. Na hora de ir embora, vai se lembrar dela.
Amanhã, papai vai fazer fotos com a camiseta do uniforme e mochilinha, todo paramentado para ir à escolhinha. Que delícia, gente! Como o tempo passa rápido. Outro dia sua vó Paula chegou para te conhecer pela primeira vez... E eu e a vó Nair aqui, andando de um lado para o outro, para administrar a sua cólica...
Papai e mamãe acham que você estará no grupo dos que se envolvem rapidamente com a escolhinha. Achamos que vai encarar numa boa, sem traumas. Se bem que, ultimamente, você anda bastante colado em mim, confesso. Para sair para o trabalho, costumo te deixar contrariado. Às vezes até chora. Mas quando ouve que tenho que ir trabalhar para comprar as frutas, o picolé, para gente poder fazer a natação, etc, costuma aceitar.
Tem mais, da turminha da qual você fará parte, será um dos únicos que já chegarão sem fralda! Que bacana, filho. Percebi na reunião que muitas mães esperaram a ajuda da escola. Eu não tive dúvida que era a hora, há dois meses. Antes do Natal, logo que você fez 1 ano e 10 meses. Vamos à esse registro super bacana.


ADEUS ÀS FRALDAS DIURNAS
Era um sábado, 11 de novembro. Você tinha completado meses no dia anterior. Eu estava de folga, fim de semana de sol, íamos para o clube. Pensei: "Vai ser hoje mesmo! Não dá para esperar mais!" Uns 15 dias antes, já tinha te levado para comprar o troninho, que ficou no banheiro enquanto a mamãe falava que era nele que você faria cocô e xixi. Depois, as cuecas. Comprei algumas do Ben 10 para você se animar, já que adora o personagem. No tal sábado, decidi. No clube foi mais fácil. Teve uns xixis na sunga, na beirada da piscina e outros em casa, nas cuecas ou no chão. Até precisei comprar mais algumas, porque as três primeiras molharam num mesmo turno. Alguns você avisou.
Passamos o sábado e o domingo neste esquema. No segundo dia já estava bem melhor. Na segunda, foi tarefa da Gi, porque eu tinha que trabalhar cedo. Com ela deu super certo. Até o cocô você avisava, que bonitinho. Eu só fiquei com a função durante às tardes, quando chegava do expediente. Sempre com a tática: "Segura, segura!!!!" e corrida em disparada ao banheiro. Ainda hoje é assim. Mas tenho percebido que o seu controle já está bem melhor.
No sábado seguinte, uma semana depois da saída da fralda, fomos para BH, para o Natal antecipado. Vovô Xande e vovó Paula até compraram um troninho que eu levei para todo canto, inclusive para casa do vô Marcos. Imagine, início do processo, tudo indo bem... a gente não podia correr o risco de regredir. De lá, fomos para a vó Nair, levando o piniquinho também. Foi engraçado até, na estrada. Você pediu para fazer xixi só para sair da cadeirinha, porque não queria viajar sentado lá. Ô menino! Na vovó você também me testou viu!?! Anunciava que queria fazer xixi ou cocô, me via correndo, e quando chegava lá, nada. Tinha horas que eu tinha vontade de te tacar uma fralda e deixar, de tão cansativo que foi. Mas, disciplinada como sou, não consegui. A decisão estava tomada e eu, como mãe, aceitei a dificuldade. Passada a viagem, as coisas melhoraram. Você ainda faz umas maladragens - hoje mesmo ouvi a Gi dizer que você estava fazendo hora com a cara dela - mas, de uma forma geral, tá mandando super bem. Tá usando só as fraldas noturnas - da "Môquina!" porque esta etapa, segundo li, só deve ser iniciada depois de seis meses. Sem pressa! Estamos indo muito bem. Eu morro de orgulho.
Os banheiros estão adaptados, com degraus que eu comprei para você subir e fazer xixi de pé. O troninho, depois de dois meses, já foi deixado de lado. Agora é redutor e degrauzinho. Hoje, por incrível que pareça, você viu o troninho no aparador da banheira grande e disse: "Piniquinho, que saudade!" Do nada! Eu ri! Ai, que delícia, filho! Você é demais, como diz o seu pai.

23 de janeiro de 2011

Natal 2010 na família Nascimento

Tia Gi já pressionou pelo Facebook, ironizando a falta das fotos do Natal na vovó Nair e vô Agripino. Eu disse que ia escrever o texto no fim de semana passado, mas não consegui. Tô atrasada mesmo, ai, ai, ai. Com a mudança de trabalho, fico muito menos com você e à noite, acabo não abrindo o computador em casa, já que chego do expediente às 22h15. Justificado o atraso, vamos ao registro, o que realmente interessa aqui.
Foram três dias e meio, que você curtiu bastante.
Fomos para o interior numa quarta-feira, dia 22 de dezembro, um dia depois de voltar de BH. Saímos tardíssimo, por volta das 15h. Eu achei péssimo o horário, mas não tive muita escolha. Na estrada deu tudo certo - você me deu umas enganadas de que queria fazer xixi ou cocô só para sair da cadeirinha, até eu perceber e aceitar que você ia chorar até cansar. A viagem de carro pra lá é longa pra você, que se entedia e sempre fica chato por pelo menos duas horas do trajeto. A uns 100 km de lá, dormiu. Já era tarde, não tinha dormido de dia... acabou cedendo ao cansaço. Chegamos lá por volta de onze da noite, se não me engano... eu até tentei te tirar da cadeirinha dormindo, mas você percebeu que tinha chegado e ficou ligadaço. Viu a vó Nair, ficou feliz e gritou "Vó!". Foi pro colo dela e já estava acordado para o mundo. Até quase duas da manhã, ficou pegando fogo. Até carne comeu! E, desde o primeiro dia, grudou no tio Du. Tia Rô e tia Gi chegaram com as filhas no dia seguinte. E no outro, tio Lelo com os meninos e a tia Si.

ANIMAÇÃO DIÁRIA
Você estava super bem, brincando, curtindo tudo. Queria entrar na piscina cedo e conseguia até ficar brincando com a mangueira de água gelada. Não sei como o seu avó não reclamou formalmente daquela gastança de água lá, viu?! Mas, se ninguém se queixou, não era eu quem ia fazer, né?! Não na casa da família Nascimento. Você não parou um segundo. Vovô não aguentou esperar a data e te deu, antes da noite de natal, um caminhão lindo, de madeira, feito por ele, cheio de pecinhas - quadrado, retângulo, régua. Embaixo da carroceria escreveu o seu nome: "Rafael 25-12". Achei lindo e você amou. Ficou puxando de um lado por outro. Muito original! Tio Du comprou uma cegonheira com trocentos carrinhos em três andares, que também foram levados para a piscina. Nos quatro dias que ficamos lá, você acordava cedo - antes das 8h - e queria que todo mundo levantasse, principalmente o tio Du, que dormia na sala. Você não deu sossego para ele! "Tio Du, vem bincar", chamava. "Tio Du, quer carninha", pedindo o churrasco. Paciente e disponível como só ele mesmo, ficou à sua disposição. Você não queria nem deixá-lo vender os frangos por telefone: "Tio Du, não fala no telefone não!"
Na piscina, vocês se esbaldaram. De tão relaxado, até levou um caldo um dia. Eu não me animei a entrar, mas também tinha muita gente para cuidar de você nessa hora, que eu aproveitava para descansar, porque, apesar da casa cheia, você não pa-ra-va. E eu, como mãe, não podia sossegar. Mexia em tudo, tirava tomada, pegava telefone, entrava em banheiro, corria pro jardim da frente, fugia para a rua, queria voltar pra piscina quando acabava de se secar, anunciava xixi, desligava a televisão, puxava a peça do som, ligava e desligava os ventiladores e o vídeoame, tirava porta-retrato da prateleira, abria o lixo, queria mexer no bidê, fuçava em bolsa, pegava escova de dente alheia, vixe, vixe! Tudo, o tempo todo, a toda hora. É um ritmo insano!
Voltando a falar em piscina, teve um dia de manhã, em que você estava brincando lá fora, com o tio Lelo e, de repente, caiu de cabeça na piscina. Acho que foi pegar alguma coisa dentro e desequilibrou. Eu, que estava dentro da casa, não vi. O tio te pegou às pressas, mas você ficou com a cabeça toda e parte da roupa ensopadas. A Tia Si, pra aliviar, começou a brincar dizendo: "Rafael, você fez puft?" Pronto, te ganhou. Por causa desse puft, que você repetiu sem parar, você grudou nela. Tudo era: "Tia Si... tia Si!" ou "Puft, puft!". A tia Gi, às vezes ouvia e dizia: "Você tá chamando a tia Gi?" E você: "Não, tiaaa Siiii!", só para provocar. Para completar, quando ela vinha te dar um beijo dizendo: "Rafael, você me ama?", você negava! Ela morria de rir. E tinha a tia Rô também, que virou "Rô do céu", pra lá e pra cá, depois que você me pegou a chamando assim. Como pode repetir tudo, gente?! Tia Rô é doce, se dispunha a ajudar dizendo inclusive que se eu quisesse descansar, ela ficaria com você. Mas você estava colado em mim. Ficava brincando, curtindo, mas tinha que me ver. E eu ainda tive o cansaço de ficar cercando o xixi e cocô já que havia apenas uns 12 dias em que você estava fora da fralda. Pra não perder o que havia sido conquistado, fiz plantão. E você me testou, filho. Virava e mexia anunciava que ia fazer, eu saía correndo e, quando chegava no troninho, nada. Ai, ai, ai... Tive que contar carneirinhos, confesso.
Bom, a parte boa é que a casa estava cheia, como sempre, e você foi super estimulado. A Fê, sua paixão, estava lá. Dos primos, a Kalu - preta igual você. Mais parece irmão do que primo dela; a Júlia, que ajudou no banho e te vigiava; Flávia, com quem fomos na venda de frutas e em quem você se agarrou para encher de beijo e acordar num dos dias; Marcela, de quem você não esqueceu desde a ida anterior e em quem deitava de manhã, no sofá; Duduzinho, "é o filho do tio Du"; além de Luca e Breno, em quem você também grudou. Ficava lá imitando os gestos deles para brincar de videogame e desligando a televisão para atrapalhar. Vou te contar, viu, menino! É da pá virada mesmo! Vô "Gipino", como você o chama, estava impressionado com você. Seu pai dizia que ele falava: "Como pode um menino assim? Em 71 anos, eu nunca vi um menino tão inteligente!" Ele ficou impressionado com a sua falação e com a forma como você reagia às conversas. Você sempre soube que quem deu o caminhão foi ele e, toda vez que ele perguntava quem fez, você respondia: "O tio Du!", só para provocar, de novo. Ele achava engraçado.
A vovó também fica impressionada, te comparando, imitando coisas que você diz, surpresa.
Na ceia, já estava dormindo. Uma pena, mas também foi uma forma da mamãe poder curtir um pouquinho e jantar tranquila. Ficamos lá até o dia 26, de manhã, quando voltamos só os três para SP, porque a Fê já tinha vindo antes.
Ao contrário de BH, estar com a família paterna é sempre uma imersão com todo mundo. Vovó Nair recebe todos os filhos em casa e a gente fica todos os dias dormindo e acordando juntos. Isso faz com que você se aproxime. Sua relação com os tios e primos paternos é muito mais sólida do que com os de BH, por exemplo. Tirando tia Gá e Tia Beth, as outras tias você pouco vê. Mamãe acha esse contato importantíssimo, valiosíssimo, e sente que a gente esteja longe. Mas, se toda vez for assim, será bacana. Com o passar do tempo, você estreita os laços e reforça a memória de cada um. No próximo encontro vai ser ainda mais bacana.

9 de janeiro de 2011

Natal antecipado em BH

De saída do antigo emprego, mamãe ainda teve de cumprir o aviso prévio. Isso significou trabalhar no Ano Novo, na posse, e folgar no Natal. Sendo assim, viajamos para BH para antecipar as festas com a família materna e depois fomos para Fartura, para ver avó, tios e primos paternos.
Fomos no dia 18 de manhã, um sábado. Chegamos lá na casa da vovó por volta de uma da tarde. Nem passeamos neste dia, porque estávamos cansados. Vovô 'Xande' foi comprar um troninho - para não atrapalhar o processo iniciado havia uma semana de saída da fralda - e ficamos por lá.
Você, feliz da vida, grudado no tio Pedro! Vovô Marcos foi nos ver e te fez dormir. Vovó estava ocupada com a preparação das coisas para o jantar com a família. Mamãe estava feliz da vida com os quatro dias que ficaríamos por lá, sem pressa de fazer as coisas correndo e ter de ir embora.

Natal com a família da vovó Paula

Bom, por volta das oito da noite, a família começou a chegar. Foi gostoso. A casa ficou cheia: Tia Myrthes - ai que saudade da vovó 'Talícia', filho. Pena que você não a conheceu - estava com Luciana, Aloísio e o neto caçula. Dos irmãos da vovó e primos, só faltaram o tio Helder e família. Os outros foram todos. Lilica tá linda, enorme. Foi a minha maior surpresa. Marcinha e família também foram. E, para completar, dona Sarah e todos os irmãos dos vovô. A ida do Bernardo, o mais velho, foi garantia de música certa e boa até 01h da manhã, mas você nem ouviu... Foi o encontro mais gostoso por lá dos últimos tempos. Além do violão ainda tinha o "cajon" do Aloísio, instrumento super bacana, que a mamãe não conhecia. Se você tivesse visto, não ia dar sossego.
Enquanto você estava acordado, ficou de um lado para o outro, mas o astral já não era o mesmo do dia, claro. Sem ter dormido direito à tarde e tendo acordado bem mais cedo para viajar, você estava morto. Ainda assim te acharam falante. Tia Patrícia dizia que você não gostava dela! rs. Até parece, né?! É uma pena estarmos longe, porque os encontros são raros. Enquanto você é pequeno, fica difícil a aproximação, ainda mais em contatos noturnos. Imagine, essas tias você só viu em encontros à noite, quando está sempre cansado. Mas, quando crescer vai entender melhor que todo mundo é família e estará mais aberto a receber o carinho de todos.

Natal com a família do vovô Marcos

Domingo, era dia de encontro com o bisavô Lu. Fomos para casa do vovô Marcos por volta das 11h. Você até dormiu no carro, mas só nos últimos cinco minutos antes de chegar. Deu pena. Tentei te manter dormindo, mas quando descemos e você percebeu, já ficou todo ligado. Vovô foi nos encontrar na rua. Aí é que você se animou mesmo. Chegamos lá e já estavam todos: tia Gá, Matheus, Aline, tia Beth, Letícia, Bruno, Debora e Larissa, de 8 meses. Achei bonitinho uma hora em que você beijou os pezinhos dela, por iniciativa própria. No geral, ficou lá, pegando fogo. De dia, de bom astral, interagiu, falou, brincou, se divertiu. E passou um bom tempo dando trabalho porque insistia em mexer na tomada do ventilador, nos interruptores - todos ao seu alcance - e na TV. Ganhou um carrinho à pilha 'invocado' do vovô e o cabeça de Batata do Toy Story da tia Gá. Eu contei que você fala dela toda vez que usa a tolha de banho que ela deu quando você nasceu. Da tia Beth, a lembrança é sempre da raquete de matar mosquito. hahaha. Que você reviu, claro. Foi uma delícia! Do vô Lu você também nunca esqueceu. Lembra da cana, que a gente sempre chupa no quintal. Desta vez, ele disse que não tinha madura, mas que ia guardar para a nossa próxima ida.
Ficamos lá o dia todo. O almoço foi gostoso, feito pela Nely. Você comeu como nós, mas o que mais pediu foi... PALMITO. A sua mais nova preferência. Agora, quando falo que vou fazer compras você diz: "Comprar palmito..." Aprendeu com o vovô Marcos, por acaso, na nossa ida em novembro para BH. Comendo o que ele te oferecia do prato dele, num restaurante do shopping.
Bem, depois de tanto mexer e brincar, só aceitou dormir no colo do seu avó. A casa já estava vazia e você passou mais de uma hora dormindo no peito dele. Ê delícia, hein, filho?! Tem de curtir mesmo. Eu e seu pai aproveitamos para dormir na cama do vovô. Mais tarde chegou a Ju, de quem você também lembra bem. Só faltou o Pedroca.

APRONTOU
Já no fim da tarde, estávamos na sala assistindo um DVD de samba do vovô e você saiu do ambiente. Eu, sentada, fiquei com preguiça de sair correndo atrás de você de novo. Mas sabia que não devia relaxar e numa hora pensei: "Não dá, daqui a pouco vai ser pior se ele se machucar!" Levantei e saí gritando: "Rafael, cadê você?" Tia Beth veio atrás, feito um furacão. Enquanto eu procurava na área e no banheiro de serviço, ela te achou dentro do banheiro do vovô. Todo ensopado, com a água jorrando do bidê no teto! ahahahhahaah. Foi até engraçado. Sorte que ela é meio vó também, porque morreu de rir e nem ficou brava. Só disse algo do tipo: "Menino, menino, olha a bagunça que você fez!". Te enfiei no banho - coisa que você amou - enquanto ela teve o trabalho de secar o que você aprontou. Ôh menino!
Moral da história: estar em família é sempre maravilhoso. Não estar lá é sempre uma saudade! Já estou esperando o nosso próximo encontro.

obs.: acredite se quiser, não fizemos NENHUMA - NEM UMA - foto. Ah, que pena!!!

Amiguinhos de BH

Só estou postando hoje um texto escrito há duas semanas, porque estou hiper atrasada com as notícias. Ainda falta falar sobre o Natal e sobre as novidades de fralda e cama nova!!!

O registro agora é sobre o encontro com os amigos de BH, na casa da vovó Paula, nas vésperas do Natal. Felizmente as meninas estavam de férias e conseguiram levar o Gustavo e a Maria Fernanda lá na tarde de segunda-feira, dia 21 de dezembro, durante o nosso 'feriado' antecipado.
Tia Alê e Gustavo foram os primeiros a chegar. Ele logo se sentiu em casa, esticou os pezinhos pedindo para eu tirar o sapato dele e ficou descalço feito você. Ficaram lá brincando e curtindo a sala ainda sem móveis. Ele é um doce! Tranquilo, gentil, calminho, uma coisa. Bom, foi o que eu achei, né?! Você, elétrico desde o início. Ele depois saiu correndo pela casa também, coisa que fez a mãe dele rir e dizer: "Olha a carreira do Gustavo. A gente vê quando o menino tá feliz, né?!" Sinceramente, eu acho que eu estava mais feliz que ele! hahahahaa
Você gostou também, porque emprestou os brinquedos sem chatice. Só teve uma hora que pegou e bateu, mas com o choro dele, foi pedir desculpas. Aceitas, claro! Você tem mesmo um amiguinho em BH.
A tia Renata chegou mais tarde com a Maria Fernanda, de vestidinho e calcinha por cima da fralda, toda fofa, sem sapato. Com aquele calor, dava vontade de andar pelada mesmo. Ela é uma linda, cabelinho chanel com franja, branquinha, perninhas desenhadas, nariz arrebitado e a boquinha, que parece pequenininha se abre larga como a da mãe na hora da risada. Adorei! Quatro dentinhos só! Dois em cima, dois embaixo. Ai, que fofa! Ficou lá, sassaricando também. Mas não desgrudou da mãe um segundo! Normal, né, filho?! Até você é assim em muitos ambientes não familiares. E, muitas vezes, nos familiares também, diga-se de passagem.
Bom, ficamos lá, tentando colocar parte de alguns papos em dia. Alê ainda não sabe se quer outro filho. Renata falou em 2013. Eu, às vezes, queria pra já, mas com a mudança de emprego, vou ter de esperar mais um pouco para pensar sobre isso.
Mais tarde, chegou a tia Érika, pra prestigiar. Foi do trabalho ver os babies e você, principalmente, que não mora na cidade. Elas acharam curioso ver você falar, "frases inteiras", como disse a Alê. E olha que você nem falou muito, hein?! Sério, tá um negócio louco de tanto que dispara.
Ah, por falar em disparar, confesso que agora estou dando como exemplo, pra quem conhece, a tia Larissa, mãe do João. Eles apareceram mais tarde, quando as meninas já tinham ido embora. Foi bacana, mamãe gostou muito. A tia Larissa é, sem dúvida alguma, imbatível. Fala muito, mas muito mais que eu. hahahaha. Você tá ficando igual ela. Começa e dispara. Acho que é pra não perder tempo! hahahahahahahahhahahahahahaha. Adoro!!!!
Bom, voltando um pouquinho, preciso dizer que foi tão gostoso que o Gustavo até chorou na hora de ir embora, gente! Que coisa! Estava tão feliz, curtindo tanto, que queria ficar. Pena que já tinha passado das 19h, estava ficando tarde... A gente combinou assim: toda vez que formos para BH vamos fazer um encontro. Assim a amizade se mantém. Eu acho ótimo, quero mesmo que você tenha amigos em BH. Quem sabe não vira uma amizade como a da mamãe e a da tia Cris de Salvador: apesar da distância de sempre, o carinho e o gosto pelo reencontro são sempre enormes. Viva os amigos! Obrigada meninas pelo esforço.

(Pra variar, ainda não baixei as fotos e as que a Alê mandou por email não consigo anexar aqui!)

27 de dezembro de 2010

O primeiro picolé, oficial!

Meu Deus do céu filho, parece que perdi a noção o tempo! Há mais de um mês não atualizo as notícias sobre o seu crescimento. Depois acabo me esquecendo dos detalhes. Mais uma vez, vou congelar a notícia do Natal só um pouquinho para falar do seu primeiro picolé. Aliás, o primeiro que eu ofereci, porque sei que você já tinha tido acesso antes. Tudo bem... Pra mim, foi o primeiro da vida. Pela experiência, pela decisão de que tinha chegado a hora - finalmente tempo bom, sem nariz escorrendo e mamãe de folga - e porque tive o prazer de te ver saboreá-lo todo. Foi no clube, no dia em que você completou um ano e 10 meses. Alguns podem achar um absurdo eu não ter oferecido antes, mas para quem pensa assim, volto a repetir que a coincidência entre saúde boa e tempo bom demorou a rolar depois do seu primeiro ano e meio. Eu, como mãe que preocupa com a dieta, com a saúde do filho e que tenta seguir as orientações do pediatra e da dentista, não tive vontade nenhuma de antecipar esse contato. Pra mim, o fato de você comer e amar todas as frutas do planeta é o mais importante. E mais: o prazer do picolé e de outros tantos doces da vida ainda te fará companhia, por muitos anos. Não precisa ser precoce. Eu acredito que estou fazendo um bem danado a você!
Bom, feita a explicação pública da minha decisão, vamos ao que nos interessa.
Você ganhou o picolé de côco, sentado na espreguiçadeira, entre as minhas pernas, em frente à piscina. Pôs na boca e disse, imediatamente: "Hum, delícia!" Que prazer foi ouvir isso! Pena que o papai não tinha nem o celular nem uma máquina na hora para fazer uma foto da sua boca melada!!! Chupou o picolé todo, com a minha ajuda para tentar fazer parar de pingar. Mas a farra foi boa. No dia seguinte, domingo de folga, mais um. Outro prazer. De lá para cá foram uns quatro ou cinco e, agora, você já aprendeu a pedir. Na casa da vovó Nair no Natal foi assim. Não se lembrava do nome, mas conseguiu explicar bem que queria uma coisa pra chupar de côco. Igual ao do dia anterior.
Ah, tem mais. No último dia em BH para o Natal antecipado, fomos na Cia do Boi, restaurante que o seu pai adora. Aí, no fim, três picolés de sobremesa. Um para o tio Pedro, outro pra vovó e o seu, o único que veio premiado! Achei o máximo! Tem sorte! hahahhaha
Este verão será de muitos picolés, se Deus quiser. Bom, se eu aceitei dar o último até com o nariz escorrendo e tratando da tosse, agora vai ser difícil segurar. Só não deixei ainda você saber onde é a fábrica no clube - a cantina - senão estamos ferrados. Do jeito que é insistente, não vai parar de chorar até ganhar sempre! Tomara que eu consiga. Quem puder, que ajude! rs

18 de novembro de 2010

"Papai do céu tá no céu"


Demorou muito menos do que eu imagina para você entender que a gente não o vê. Estava fazendo a oração noturna anteontem, dia 16, e você, ao me ouvir falar de "papai do céu", soltou essa. Eu, feliz da vida, dei corda ao pegueno diálogo, que fluiu assim:
Mamãe: Papai do céu tá no céu perto de onde?
Você: do sol.
-- De onde mais?
-- Da Lua.
-- Isso mesmo, filho! E o que o papai do céu faz pra gente?
-- Cuida!, respondeu, sem pensar duas vezes.
Eu quase morri de felicidade. Que bonitinho, gente!

Mas o que me motivou agora a vir aqui foi a última:
-- "Tô discubido pai!, cóbe!", pedindo seu pai que chegou há pouco do trabalho para te cobrir com o lençol. É lindo demais! A gente não cabe em si. Seu pai ficou repetindo: "Tá discubido, filho?" e dizendo: "Filho, você é lindo!". A mamãe insistiu no descoberto, pra não perder o hábito! Mas foi só um pouquinho, porque achei lindo você tirar da cachola mais uma conjugação.
Parece com os "ele fezeu!"; "trazeu"... que você sabiamente tenta acertar, já que não conhece verbos irregulares. hahahaha. Daqui a pouco fixa na memória e começa a falar sozinho as formas corretas, como as de outros tantos verbos que já aprendeu no imperativo, gerundio e passado. Quem conhece sabe que não minto.
Quer um exemplo?
-- Mãe, abre! (a tampa de algum vidrinho, por exemplo)
-- Tô abrindo! (uma pomada ou o potinho do shampoo)
-- Abri! (qualquer coisa, que possa ou não possa. Desde a pomada, passando pelo vidrinho, até chegar a uma porta de um armário que não pode mexer, de jeito nenhum!)
Mais uma versão:
-- Mãe, sobe!; Tô subindo; Subi!
Viva você! Que papai do céu te abençõe, SEMPRE. Amém.

10 de novembro de 2010

Domingo na Fazendinha

5 de novembro de 2010

Tiradas 2


Depois do último registro sobre a sua falação, tinha achado que não destacaria mais nenhuma das suas tiradas, porque já consideramos que você fala tudo. Mas tem dias que é demais. Não dá para esconder que você continua a nos surpreender. De novo, tenho uma colinha aqui com algumas frases e expressões, para nunca esquecer:

"Sumiu a parte!", disse ao constatar que faltava uma pecinha do quebra-cabeça de bichinhos que o papai deu. Tá certo que isso é brinquedo para criança mais velha mas, como ele não se contém nas lojas, comprou. Eu, que pensei em esconder até você crescer um pouquinho mais, agora me surpreendo com o fato de você identificar as partes de cada bicho e de tentar montar sozinho. Fofo!

"Tá na hora de 'bincar' de carrinho!" - Fala sério! Essa foi demais!
Eu fico lá inventando circuito, fazendo barulho e curvas radicais com as miniaturas que seu pai resolveu comprar. Você morre de rir! E eu me divirto. Detalhe: você ganhou cinco, mas ele queria levar 10. Como controlar esse exagero, gente?! Tomara que você ainda não tenha percebido que é mimado a esse ponto por ele.


"Rabisquei, ontem!", mostrando na parede o colorido de marrom, no meio da sala. Tá um perigo! Sai por todo canto com giz de cera na mão rabiscando sofá, tapete, parede, lateral da porta de entrada, armário, cadeira, a mesinha que o vovô Agripino fez e até o carrinho que se parece com velotrol. De vez em quando fala, por conta própria: "Não pode!", de tanto me ouvir repetir. Mas na hora do discuido, lá vai o "Picasso " - palavra que vc já aprendeu a repetir - pela casa a fora, fazendo obras. Chega a ser engraçado.

"Mamãe 'tabalha' muito'" e "Papai 'tabalha' muito!", já virou um clássico.
Outro dia ouvi, por telefone: "Mamãe tabalha muito, pá compá futa!" hahahahahaha
Na véspera tinha feito sacolão e você ajudou a guardar todas as frutas. Foi uma fartura, uns 10 tipos que você ama e sabe falar o nome: ameixa, laranja, banana, uva, melão, melancia ('cia), pera, maça, pêssego e mexerica (acho que essa você fala é 'xerica', mas tenho que conferir).

"Tô bavo!" (bravo), disparou enquanto ouvia a babá contar que você estava difícil no tal dia. Que desde cedo estava nervoso, irritado. Hahahahah

"O damático!", numa autodefinição. Na verdade, você reproduziu o adjetivo que usei quando gritou "Ai, ai!", logo que prendi o capacete na sua cabeça. De vez em quando dá uma dessas. Finge que tá doendo só para impressionar. Mas na verdade, você é valente. Quando cai e leva um tombo feio, só chora mesmo quando machuca. É só investigar que a gente acha um sanguinho se tiver choro.

Nesse ponto, também agradeço a Deus todas as noites por te proteger e te livrar do perigo, porque você é da pá virada! Ô saúde maravilhosa!

Lembrei da última: "Cadê papai do céu?", perguntou depois que eu resolvi dizer que o papai do céu da oração diária não é o papai. Expliquei que não dá para ver, mas que é ele quem cuida da gente, quem guarda a nossa saúde, quem faz com que o Fefel brinque muito, quem nos protege, etc. No dia seguinte, de novo: "Cadê papai do céu?". Do jeito que é esperto, daqui a pouco entende.

14 de outubro de 2010

Tiradas



São 22h30, do dia 14 de outubro. Seu pai acaba de sair para encontrar um amigo e você já está dormindo. Podia aproveitar pra pular na cama cedo, mas não aguentei. A sua falação me trouxe para cá. Mamãe já disse outras vezes que se impressiona com você. Mas o mais surpreendente é que uma surpresa supera a outra. Você está esperto de um jeito que só quem vê entende o que a gente diz. Agora há pouco, logo depois que lavei a sua boca, depois de escovar os dentes, te pedi um abraço para te trazer para o seu quarto. Você, espontaneamente, soltou um: "Te amo! Te amo!" Que delícia isso, filho!

A motivação do registro agora são algumas frases recentes, que não quero que sejam esquecidas, nunca.
Aliás, este é o primeiro registro da virada de mês. Agora você está com 1 e 8, recém completos. Pausa para outra reflexão: COMO PASSA RÁPIDO! Hoje foi dia de mais um ensaio do coral na casa pertinho daqui... toda quinta, quando eles cantam, me lembro de começar a ouví-los quando você nasceu. Parece que foi ontem!


Bom, então aqui seguem as tiradas:

Hoje, durante o banho:
- "Assim, assim... lavando a 'olela' (orelha)! Falou dentro da banheira, enquanto mexia na água e jogava um pouco na orelha. Uns minutos depois te perguntei o que estava fazendo, porque estava molhando a nuca e parte da cabeça. Você respondeu: "Limpando a olela". É demais, viu!
- "Tá cheio... de água", disse depois de encher o potinho do sabão Jonhson que a mamãe deixa para você brincar.

Ontem, na hora do jantar:
Mamãe estava te dando o papá e falou para a Gi subir e usar a internet. Você completou com maestria: "Aproveita!" hahahahahahahahhahaa. Caímos na gargalhada, claro!

Mais cedo eu quis aproveitar uma hora em que você estava assistindo TV para aparar o seu cabelinho na nuca e perto da orelha. Sacanagem! Fui fazer justo na hora do seu vídeo preferido, o das formas do Mister Maker, que você espera ansioso para dizer junto: "círculo, triângulo, quadrado, retângulo" (Vovô Marcos é prova de que não estou mentindo!). Pois bem, daí fui cortar e você, concentrado, disparou, sem olhar pra trás: "Pála mãe!" Como pode? Fiquei com dó e esperei acabar para arriscar um corte rápido durante um desenho menos importante. Deu certo.

Outras tiradas desses últimos dias do feriadão, em que a mamãe e papai trabalharam, mas o vovô estava em casa:
- Cadê vô... a chave da mamãe?" Adora chave. Costuma pegar para enfiar no buraquinho do guidom da bicicleta e sai andando, como se fosse a chave do veículo.
Ah, lembrei. Na bicicleta tem de ter chave. No carrinho, cachá (crachá). "Cadê o cachá?", costuma pedir.

"Ô vô... pega... Fefel!", pedia para ele te tirar da cadeirinha do almoço ou jantar. Me lembro das histórias que a tia Gá conta que eu, pequena, gritava para o vô Lu do corredor que levava ao barracão: "Vô, pega a Piscilinha!"

Preparem-se para esta: "Marco Tonho (Antônio - o pai) deixa... Fefel fazer bagunça!" Essa eu anotei no meu papelzinho surrado que tá aqui do lado, para não esquecer. Incrível, você tem uma percepção muito precisa. Papai sempre foi mais gentil, tolerante. Mamãe não... se não o mundo acaba, gente!

Ah, num outro dia - não vou lembrar o que te pedíamos - você respondeu: "Sei lá... sumiu!" rs.

Outra hora, mais frio, mamãe trocou sua blusa e você pediu: "Ô vô... põe... o capuz!" Inacreditável.
Sobre as blusas também adora dizer: "Mamãe de busa (blusa), vovô de busa, Gi de busa... Fefel de busa!", reproduzindo o meu discurso insistente das horas em que tento fazer você não baixar o ziper sozinho para tirar a blusa. Pode estar até friozinho que teima: "Calor!", só para tirar.
Já é outono mas o frio em SP continua nojento! Por causa disso estamos dormindo com aquecedor todo dia e, mesmo assim, você pegou uma gripe. A mais forte da vida talvez, porque chegou a ter até tosse com ânsia de vômito. Desde ontem tá tomando um xarope mais fortinho do que só o redoxon e fazendo inalação. Por falar nisso, está levando super bem. Senta lá e fica quietinho, quase sempre. A primeira, na terça do feriado, subimos eu e o vovô juntos. Tive a idéia de fazê-lo segurar o equipamento para inalação de adultos e você embarcou no seu sem se queixar. Eu fiquei lá te segurando, fazendo a inalação e rindo do efeito psicológico da coisa, que funcionou super bem.
Moral da história: está uma delícia essa fase. Papai antes de sair disse: "Pri, o nosso nenezinho cresceu! Tá falando tudo, direitinho!" Tá mesmo filho... e a gente é puro orgulho! Graças a Deus você é nosso. Graças a Deus você existe! Que Deus te abençõe, sempre! Deixo isso registrado aqui, mas com você ou sozinha, deitada, no banho, no carro, no clube, em casa, onde quer que esteja, agradeço pela sua vida. Você é tudo que a gente podia querer.

9 de outubro de 2010

"Pagaio de pilata!"

Eu já perdi inúmeras frases porque não tinha um papel na hora, porque não dava para sair de perto para anotar ou porque, simplesmente, acreditava que conseguiria me lembrar de todas ou, pelo menos, das mais impactantes.
As palavras foram se unindo aos poucos, mas neste último mês - 1 ano e 7 meses de idade - as coisas realmente se consolidaram. Você está falando tudo! Mais: está REPETINDO TUDO. Hoje, de tanto ouvir o seu avô dizer que você é um papagaio de pirata, soltou um "PAGAIO DE PILATA!" rs. Gostou do som e ainda ficou repetindo a expressão depois.
As frases que começaram com uma junção de verbos e pronomes agora já tem preposição.
Aí vão alguns exemplos - a primeira foi a que me fez ir atrás de um lápis para escrever, de tão impressionada que fiquei:

1 - " CADÊ A VELA ... DO BOLO DA GI?" Como assim, filho!? Não é porque sou a mãe não, mas você esta acima da média. Me surpreende o tempo todo. "Cadê a vela do bolo da Gi?", foi demais! Isso porque só faltava a vela mesmo na mesa que já havia sido decorada por ela com os seus bichinhos e girafas, o animal preferido da babá. A propósito, foi super bacana. Mamãe não sabe quem ficou mais feliz, você ou ela. Não dava mesmo pra passar em branco. A gente gosta tanto dela, né?! Veio de BH, mora conosco, fez 25 anos, estava longe de casa... Merecia um bolinho. Cantamos parabéns e foi super bacana. De todos os aniversários que você foi, até hoje, esse em que estávamos só os três foi o que você mais bateu palmas. (risos)

2 - "Mamãe tomou... O suco dela!"
Dois dias depois da festinha, ao me ver beber o suco todo, soltou essa. Com um ano e meio começou a dizer "dela" numa conversa em que te perguntei onde estava a Vitória, sua amiga. "Foi embora!", respondeu. "Pra onde?", completei. E você: "Pra casa dela!". Hahahaha. Nesse dia ainda, estávamos só os dois juntos e eu te coloquei na cadeira da mesa para sentar do meu lado. Aí você falou: "Pertinho da mamãe". Ai, que fofo!

3 - "Vovô acabou... De tomar banho."
Sempre tem pausinha, mas a frase é completa. Disparou essa logo que o barulho do chuveiro parou. Você sabia que ele tinha ido tomar banho, porque perguntou antes.

Enfim, é um tagarela imbatível. Seu avô tá que ri de você desde ontem, sexta-feira, quando chegou para passar o feriadão de 12 de outubro te curtindo. Mamãe e papai vão trabalhar, mas a folguinha do domingo vai dar pra aproveitar. E você, que ficou na expectativa durante quase dez dias, está se esbaldando. Tudo é: "Cadê o vovô?" Também adora tirar uma onda. Quando me ouve chamá-lo de pai, reproduz. "Pai... Pai!", se divertindo. Tenho que chamá-lo só de vovô.

Ah, tem uma de hoje cedo que a mamãe não pode esquecer. Já era quase meio dia e meia, seu almoço quase pronto e o vovô te levou na mesa para te dar mais um pão de queijo, "porque você pediu", segundo ele. Bobeou, né?! Aí eu fui dar um jeito pra sumir com a coisa e provoquei uma contrariedade enorme. Daí, o vovô tentando ajudar te pegou no colo e embarcou na minha história, de que a lagartixa tinha comido e fugido. Rs. Você não pensou duas vezes e fez: 4 - " Pegar o carro... Passear... Comprar queijo!" Fala sério?! Como diz o vovô: "Ah, menino! Vai ser esperto assim!"

6 de outubro de 2010

"Mamãe voltou"

Foi a primeira coisa que você disse depois de sentir meu cheiro quando te tirei do berço, já quase dormindo, para matar a saudade de ter ficado uma noite fora de casa e dois dias inteiros sem te ver. Achei que não fosse dar conta, porque na véspera o sofrimento estava intenso. Até chorei um pouquinho ao contar que estava indo trabalhar no interior de SP e, por isso, não voltaria pra casa naquela sexta-feira, só no sábado à noite. Mas, graças a Deus passou rápido. Talvez o cansaço e o trabalho sem trégua tenha ajudado a mamãe a superar a distância.

FOI ASSIM:
Coloquei você para dormir na quinta-feira, véspera da minha viagem e saÍ para o trabalho na manhã seguinte de mala e cuia, sem entrar no seu quarto. Nesse dia eu sabia que se você acordasse seria pior pra mim, que ficaria com o coração na boca de te ouvir chorar sabendo que não voltaria mais tarde, como todos os dias. Parece besteira, mas aquela foi a primeira noite da sua vida (1 ano e 7 meses) em que eu não dormi em casa. Nunca tive vontade de estar sem você. Recusei outros trabalhos por isso e mem nas férias conseguimos nos separar. Seu pai e eu, dois manteigas derretidas, preferimos ficar 10 dias viajando em família do que uns só os dois e outros com você.
Então, saí de mansinho para o trabalho e de lá fui direto para São Carlos, no interior de SP. A manhã foi xoxa que só eu sei... não achei graça de nada, estava no maior baixo astral.
Só melhorei um pouquinho à tarde, já na estrada. Peguei carona com a Ju do trabalho que é da cidade onde seria realizado o rali. Fomos conversando e no meio do caminho ainda paramos num outlet para o qual eu vivo querendo voltar. Mas desta vez só serviu para distrair - o mais importante mesmo na ocasião. Cheguei no hotel podre de cansada, com dor nas costas. Desmaiei. No dia seguinte, sábado, acordei 05h30 e já fui para a fazenda do circuito trabalhar. Sem sinal de celular, passei o dia sem conseguir falar com você. Mas, como tinha combinado com a Fê, sua irmã, dela passar o dia com você, fiquei mais tranquila. Com algum contato familiar fica mais fácil não estar por perto.

A prova terminou lá pelas cinco. Eu já estava maluca para voltar... sorte que seria no sábado mesmo. Me apressei, tomei banho e vim no carro contando os segundos na expectativa de conseguir chegar a tempo do seu banho ou de te ver acordado. Mas já no meio do caminho percebi que não daria tempo.... "Tudo bem", pensei. Eu estava voltando e já tinha planejado te pegar para sentir o seu cheiro. Não deu outra, pisei em casa com o coração na boca de tanta vontade de chegar logo no seu quartinho. A Gi, babá, estava lá terminando de te fazer dormir. Eu disse que ficaria a partir de então e não resisti. Não precisei falar nada e você me surpreendeu com a frase de reconhecimento. Ai, que PRA-ZER indescritível. Pensei em ficar com você um pouquinho no colo e te devolver para o bercinho, para não atrapalhar o seu sono... mas você se animou e ficou falando a beça, para a minha diversão:
"Deita mãe... cama lado!"... eu ria.
"Tá frio lá fora, chovendo!" Gente, como assim!? Dei boas risadas apesar de tentar me controlar para não te excitar muito... passei uns minutos com você, te cheirando, beijando, encostando o meu rosto no seu sem cessar e te coloquei de volta no berço, feliz da vida... Ôh meu Deus, obrigada por você existir!

14 de setembro de 2010

Noite agitada!


Dia 14 de setembro, 03h da manhã: a consciência pesa (rs) e a tagarelice dispara:

"Vitólia amiga, tadinha!"
pequena pausa
"Carinho Vitólia,
Abraço Vitólia"
mais uma pausinha
"Cupa"
silêncio, e a explicação:
"Bateu!
Vitólia senta!
Carrinho Fefel."

Nessa hora, eu que já estava há uns 20 minutos deitada na cama auxiliar do quarto fiquei com dó. Levantei, sentei no banquinho do lado do berço, passei a mão na cabecinha, no corpinho deitado e disse, no escuro: "Filho, a Vitória já te desculpou, amor! Dorme tranquilo, relaxa. A Vitória tá dormindo também!"

Essa foi a parte mais marcante da insônia que ele teve em plena madrugada, ôh suplício. Mas depois continuou falando um pouco de tudo. Até enumerou os animais que viu no Hotel Fazenda. Passados outros 40 minutos, saí do quarto impaciente, porque já parecia manha. O pai me rendeu e despertou com o meu secador de cabelo, às 6h30.
Confesso que tive vontade de ligar a internet e escrever a história de madrugada mesmo, para não correr o risco de esquecer. Pra mim, foi impressionante que, depois de três noites, o inconsciente dele (bebê de 1 ano e 7 meses) tenha o feito pensar sobre o que aconteceu na sexta-feira, em que bateu na amiga que havia pegado o carrinho dele, enquanto ele estava na bicicleta. Levou bronca da mãe na hora e depois ouviu um discurso do tipo: "Filho, a Vitória é sua melhor amiga. Você tem de emprestar o carrinho quando ela estiver aqui em casa... não pode brigar e nem bater, de jeito nenhum!"

Deu pena que ele tenha tido dor de consciência de madrugada, atrapalhando o sono... mas agora eu fico pensando no orgulho que me dá ter um filho que assimila as coisas bem e que demostra ser um menino bacana, que pensa sobre os erros. Tem tudo para ser como os pais que põem a cabeça no travesseiro e dormem tranquilos, porque sabem que agem com ética e respeito ao próximo. Esse é nosso! Te amo, de novo, Rafael.

11 de setembro de 2010

2 de setembro de 2010

Fefel

Já tem mais de dois meses que a mamãe ensaia para escrever e gravar o jeito que você mesmo pronuncia o seu nome. É a coisa mais fofa do mundo: 'Fefel...", assim mesmo e cheio de charme. E foi por conta própria que inventou esse apelido, porque mamãe e papai mesmo te chamam de Rafael.
De um mês pra cá tá todo todo com o Máco - Marco, do papai - e Piscilla, da mamãe. Fala Pi, às vezes... Mas adora completar a palavra. A gente acha engraçado, porque você começou a nos chamar pelos nossos nomes por você mesmo também, já que a gente só incentiva e se direciona a você como papai e mamãe. Antenado que só, fica ouvindo e repetindo. O engraçado é que tem a voz grave, então chama e grita forte!
A tagarelice também está cada dia mais intensa. Fala e aplica nos momentos oportunos termos como: "Voltei!", "Calçar" - sapato, "Tirar", Pô (por) e pus, "Saco", "Putis grila"...
Ontem, a 10 dias de fazer 1 ano e 7 meses estávamos conversando (O TERMO É ESSE!) e você disse: "A Cacá...embora!" Eu fiz: " Pra onde, filho?" E você: "Pá casa dela!", com TO-DAS essas letras. Fala sério, como pode falar tudo isso já, gente?! Eu fico bo-ba!
Você, do seu jeito, já anda contando histórias. Começou no início do mês, logo que voltamos das férias. A primeira foi assim: Mamãe chegou em casa, te perguntou como tinha sido o dia, a pracinha... E você respondeu: "Vitória... Bateu! Eu fiz: "filho, vc bateu na Vitória, sua amiga? Não pode!" E vc completou: "Tadinha!" Ou seja, você contou que bateu e que doeu. Hahahahahha
A gente fica cheio de orgulho, sem acreditar. É uma surpresa atrás da outra. Rafael, você é uma fonte diária de renovação, de energia e de alegria, tanto pra mamãe quanto para o papai. Obrigada por existir e por ser como é. Te amamos!