23 de janeiro de 2011

Natal 2010 na família Nascimento

Tia Gi já pressionou pelo Facebook, ironizando a falta das fotos do Natal na vovó Nair e vô Agripino. Eu disse que ia escrever o texto no fim de semana passado, mas não consegui. Tô atrasada mesmo, ai, ai, ai. Com a mudança de trabalho, fico muito menos com você e à noite, acabo não abrindo o computador em casa, já que chego do expediente às 22h15. Justificado o atraso, vamos ao registro, o que realmente interessa aqui.
Foram três dias e meio, que você curtiu bastante.
Fomos para o interior numa quarta-feira, dia 22 de dezembro, um dia depois de voltar de BH. Saímos tardíssimo, por volta das 15h. Eu achei péssimo o horário, mas não tive muita escolha. Na estrada deu tudo certo - você me deu umas enganadas de que queria fazer xixi ou cocô só para sair da cadeirinha, até eu perceber e aceitar que você ia chorar até cansar. A viagem de carro pra lá é longa pra você, que se entedia e sempre fica chato por pelo menos duas horas do trajeto. A uns 100 km de lá, dormiu. Já era tarde, não tinha dormido de dia... acabou cedendo ao cansaço. Chegamos lá por volta de onze da noite, se não me engano... eu até tentei te tirar da cadeirinha dormindo, mas você percebeu que tinha chegado e ficou ligadaço. Viu a vó Nair, ficou feliz e gritou "Vó!". Foi pro colo dela e já estava acordado para o mundo. Até quase duas da manhã, ficou pegando fogo. Até carne comeu! E, desde o primeiro dia, grudou no tio Du. Tia Rô e tia Gi chegaram com as filhas no dia seguinte. E no outro, tio Lelo com os meninos e a tia Si.

ANIMAÇÃO DIÁRIA
Você estava super bem, brincando, curtindo tudo. Queria entrar na piscina cedo e conseguia até ficar brincando com a mangueira de água gelada. Não sei como o seu avó não reclamou formalmente daquela gastança de água lá, viu?! Mas, se ninguém se queixou, não era eu quem ia fazer, né?! Não na casa da família Nascimento. Você não parou um segundo. Vovô não aguentou esperar a data e te deu, antes da noite de natal, um caminhão lindo, de madeira, feito por ele, cheio de pecinhas - quadrado, retângulo, régua. Embaixo da carroceria escreveu o seu nome: "Rafael 25-12". Achei lindo e você amou. Ficou puxando de um lado por outro. Muito original! Tio Du comprou uma cegonheira com trocentos carrinhos em três andares, que também foram levados para a piscina. Nos quatro dias que ficamos lá, você acordava cedo - antes das 8h - e queria que todo mundo levantasse, principalmente o tio Du, que dormia na sala. Você não deu sossego para ele! "Tio Du, vem bincar", chamava. "Tio Du, quer carninha", pedindo o churrasco. Paciente e disponível como só ele mesmo, ficou à sua disposição. Você não queria nem deixá-lo vender os frangos por telefone: "Tio Du, não fala no telefone não!"
Na piscina, vocês se esbaldaram. De tão relaxado, até levou um caldo um dia. Eu não me animei a entrar, mas também tinha muita gente para cuidar de você nessa hora, que eu aproveitava para descansar, porque, apesar da casa cheia, você não pa-ra-va. E eu, como mãe, não podia sossegar. Mexia em tudo, tirava tomada, pegava telefone, entrava em banheiro, corria pro jardim da frente, fugia para a rua, queria voltar pra piscina quando acabava de se secar, anunciava xixi, desligava a televisão, puxava a peça do som, ligava e desligava os ventiladores e o vídeoame, tirava porta-retrato da prateleira, abria o lixo, queria mexer no bidê, fuçava em bolsa, pegava escova de dente alheia, vixe, vixe! Tudo, o tempo todo, a toda hora. É um ritmo insano!
Voltando a falar em piscina, teve um dia de manhã, em que você estava brincando lá fora, com o tio Lelo e, de repente, caiu de cabeça na piscina. Acho que foi pegar alguma coisa dentro e desequilibrou. Eu, que estava dentro da casa, não vi. O tio te pegou às pressas, mas você ficou com a cabeça toda e parte da roupa ensopadas. A Tia Si, pra aliviar, começou a brincar dizendo: "Rafael, você fez puft?" Pronto, te ganhou. Por causa desse puft, que você repetiu sem parar, você grudou nela. Tudo era: "Tia Si... tia Si!" ou "Puft, puft!". A tia Gi, às vezes ouvia e dizia: "Você tá chamando a tia Gi?" E você: "Não, tiaaa Siiii!", só para provocar. Para completar, quando ela vinha te dar um beijo dizendo: "Rafael, você me ama?", você negava! Ela morria de rir. E tinha a tia Rô também, que virou "Rô do céu", pra lá e pra cá, depois que você me pegou a chamando assim. Como pode repetir tudo, gente?! Tia Rô é doce, se dispunha a ajudar dizendo inclusive que se eu quisesse descansar, ela ficaria com você. Mas você estava colado em mim. Ficava brincando, curtindo, mas tinha que me ver. E eu ainda tive o cansaço de ficar cercando o xixi e cocô já que havia apenas uns 12 dias em que você estava fora da fralda. Pra não perder o que havia sido conquistado, fiz plantão. E você me testou, filho. Virava e mexia anunciava que ia fazer, eu saía correndo e, quando chegava no troninho, nada. Ai, ai, ai... Tive que contar carneirinhos, confesso.
Bom, a parte boa é que a casa estava cheia, como sempre, e você foi super estimulado. A Fê, sua paixão, estava lá. Dos primos, a Kalu - preta igual você. Mais parece irmão do que primo dela; a Júlia, que ajudou no banho e te vigiava; Flávia, com quem fomos na venda de frutas e em quem você se agarrou para encher de beijo e acordar num dos dias; Marcela, de quem você não esqueceu desde a ida anterior e em quem deitava de manhã, no sofá; Duduzinho, "é o filho do tio Du"; além de Luca e Breno, em quem você também grudou. Ficava lá imitando os gestos deles para brincar de videogame e desligando a televisão para atrapalhar. Vou te contar, viu, menino! É da pá virada mesmo! Vô "Gipino", como você o chama, estava impressionado com você. Seu pai dizia que ele falava: "Como pode um menino assim? Em 71 anos, eu nunca vi um menino tão inteligente!" Ele ficou impressionado com a sua falação e com a forma como você reagia às conversas. Você sempre soube que quem deu o caminhão foi ele e, toda vez que ele perguntava quem fez, você respondia: "O tio Du!", só para provocar, de novo. Ele achava engraçado.
A vovó também fica impressionada, te comparando, imitando coisas que você diz, surpresa.
Na ceia, já estava dormindo. Uma pena, mas também foi uma forma da mamãe poder curtir um pouquinho e jantar tranquila. Ficamos lá até o dia 26, de manhã, quando voltamos só os três para SP, porque a Fê já tinha vindo antes.
Ao contrário de BH, estar com a família paterna é sempre uma imersão com todo mundo. Vovó Nair recebe todos os filhos em casa e a gente fica todos os dias dormindo e acordando juntos. Isso faz com que você se aproxime. Sua relação com os tios e primos paternos é muito mais sólida do que com os de BH, por exemplo. Tirando tia Gá e Tia Beth, as outras tias você pouco vê. Mamãe acha esse contato importantíssimo, valiosíssimo, e sente que a gente esteja longe. Mas, se toda vez for assim, será bacana. Com o passar do tempo, você estreita os laços e reforça a memória de cada um. No próximo encontro vai ser ainda mais bacana.

9 de janeiro de 2011

Natal antecipado em BH

De saída do antigo emprego, mamãe ainda teve de cumprir o aviso prévio. Isso significou trabalhar no Ano Novo, na posse, e folgar no Natal. Sendo assim, viajamos para BH para antecipar as festas com a família materna e depois fomos para Fartura, para ver avó, tios e primos paternos.
Fomos no dia 18 de manhã, um sábado. Chegamos lá na casa da vovó por volta de uma da tarde. Nem passeamos neste dia, porque estávamos cansados. Vovô 'Xande' foi comprar um troninho - para não atrapalhar o processo iniciado havia uma semana de saída da fralda - e ficamos por lá.
Você, feliz da vida, grudado no tio Pedro! Vovô Marcos foi nos ver e te fez dormir. Vovó estava ocupada com a preparação das coisas para o jantar com a família. Mamãe estava feliz da vida com os quatro dias que ficaríamos por lá, sem pressa de fazer as coisas correndo e ter de ir embora.

Natal com a família da vovó Paula

Bom, por volta das oito da noite, a família começou a chegar. Foi gostoso. A casa ficou cheia: Tia Myrthes - ai que saudade da vovó 'Talícia', filho. Pena que você não a conheceu - estava com Luciana, Aloísio e o neto caçula. Dos irmãos da vovó e primos, só faltaram o tio Helder e família. Os outros foram todos. Lilica tá linda, enorme. Foi a minha maior surpresa. Marcinha e família também foram. E, para completar, dona Sarah e todos os irmãos dos vovô. A ida do Bernardo, o mais velho, foi garantia de música certa e boa até 01h da manhã, mas você nem ouviu... Foi o encontro mais gostoso por lá dos últimos tempos. Além do violão ainda tinha o "cajon" do Aloísio, instrumento super bacana, que a mamãe não conhecia. Se você tivesse visto, não ia dar sossego.
Enquanto você estava acordado, ficou de um lado para o outro, mas o astral já não era o mesmo do dia, claro. Sem ter dormido direito à tarde e tendo acordado bem mais cedo para viajar, você estava morto. Ainda assim te acharam falante. Tia Patrícia dizia que você não gostava dela! rs. Até parece, né?! É uma pena estarmos longe, porque os encontros são raros. Enquanto você é pequeno, fica difícil a aproximação, ainda mais em contatos noturnos. Imagine, essas tias você só viu em encontros à noite, quando está sempre cansado. Mas, quando crescer vai entender melhor que todo mundo é família e estará mais aberto a receber o carinho de todos.

Natal com a família do vovô Marcos

Domingo, era dia de encontro com o bisavô Lu. Fomos para casa do vovô Marcos por volta das 11h. Você até dormiu no carro, mas só nos últimos cinco minutos antes de chegar. Deu pena. Tentei te manter dormindo, mas quando descemos e você percebeu, já ficou todo ligado. Vovô foi nos encontrar na rua. Aí é que você se animou mesmo. Chegamos lá e já estavam todos: tia Gá, Matheus, Aline, tia Beth, Letícia, Bruno, Debora e Larissa, de 8 meses. Achei bonitinho uma hora em que você beijou os pezinhos dela, por iniciativa própria. No geral, ficou lá, pegando fogo. De dia, de bom astral, interagiu, falou, brincou, se divertiu. E passou um bom tempo dando trabalho porque insistia em mexer na tomada do ventilador, nos interruptores - todos ao seu alcance - e na TV. Ganhou um carrinho à pilha 'invocado' do vovô e o cabeça de Batata do Toy Story da tia Gá. Eu contei que você fala dela toda vez que usa a tolha de banho que ela deu quando você nasceu. Da tia Beth, a lembrança é sempre da raquete de matar mosquito. hahaha. Que você reviu, claro. Foi uma delícia! Do vô Lu você também nunca esqueceu. Lembra da cana, que a gente sempre chupa no quintal. Desta vez, ele disse que não tinha madura, mas que ia guardar para a nossa próxima ida.
Ficamos lá o dia todo. O almoço foi gostoso, feito pela Nely. Você comeu como nós, mas o que mais pediu foi... PALMITO. A sua mais nova preferência. Agora, quando falo que vou fazer compras você diz: "Comprar palmito..." Aprendeu com o vovô Marcos, por acaso, na nossa ida em novembro para BH. Comendo o que ele te oferecia do prato dele, num restaurante do shopping.
Bem, depois de tanto mexer e brincar, só aceitou dormir no colo do seu avó. A casa já estava vazia e você passou mais de uma hora dormindo no peito dele. Ê delícia, hein, filho?! Tem de curtir mesmo. Eu e seu pai aproveitamos para dormir na cama do vovô. Mais tarde chegou a Ju, de quem você também lembra bem. Só faltou o Pedroca.

APRONTOU
Já no fim da tarde, estávamos na sala assistindo um DVD de samba do vovô e você saiu do ambiente. Eu, sentada, fiquei com preguiça de sair correndo atrás de você de novo. Mas sabia que não devia relaxar e numa hora pensei: "Não dá, daqui a pouco vai ser pior se ele se machucar!" Levantei e saí gritando: "Rafael, cadê você?" Tia Beth veio atrás, feito um furacão. Enquanto eu procurava na área e no banheiro de serviço, ela te achou dentro do banheiro do vovô. Todo ensopado, com a água jorrando do bidê no teto! ahahahhahaah. Foi até engraçado. Sorte que ela é meio vó também, porque morreu de rir e nem ficou brava. Só disse algo do tipo: "Menino, menino, olha a bagunça que você fez!". Te enfiei no banho - coisa que você amou - enquanto ela teve o trabalho de secar o que você aprontou. Ôh menino!
Moral da história: estar em família é sempre maravilhoso. Não estar lá é sempre uma saudade! Já estou esperando o nosso próximo encontro.

obs.: acredite se quiser, não fizemos NENHUMA - NEM UMA - foto. Ah, que pena!!!

Amiguinhos de BH

Só estou postando hoje um texto escrito há duas semanas, porque estou hiper atrasada com as notícias. Ainda falta falar sobre o Natal e sobre as novidades de fralda e cama nova!!!

O registro agora é sobre o encontro com os amigos de BH, na casa da vovó Paula, nas vésperas do Natal. Felizmente as meninas estavam de férias e conseguiram levar o Gustavo e a Maria Fernanda lá na tarde de segunda-feira, dia 21 de dezembro, durante o nosso 'feriado' antecipado.
Tia Alê e Gustavo foram os primeiros a chegar. Ele logo se sentiu em casa, esticou os pezinhos pedindo para eu tirar o sapato dele e ficou descalço feito você. Ficaram lá brincando e curtindo a sala ainda sem móveis. Ele é um doce! Tranquilo, gentil, calminho, uma coisa. Bom, foi o que eu achei, né?! Você, elétrico desde o início. Ele depois saiu correndo pela casa também, coisa que fez a mãe dele rir e dizer: "Olha a carreira do Gustavo. A gente vê quando o menino tá feliz, né?!" Sinceramente, eu acho que eu estava mais feliz que ele! hahahahaa
Você gostou também, porque emprestou os brinquedos sem chatice. Só teve uma hora que pegou e bateu, mas com o choro dele, foi pedir desculpas. Aceitas, claro! Você tem mesmo um amiguinho em BH.
A tia Renata chegou mais tarde com a Maria Fernanda, de vestidinho e calcinha por cima da fralda, toda fofa, sem sapato. Com aquele calor, dava vontade de andar pelada mesmo. Ela é uma linda, cabelinho chanel com franja, branquinha, perninhas desenhadas, nariz arrebitado e a boquinha, que parece pequenininha se abre larga como a da mãe na hora da risada. Adorei! Quatro dentinhos só! Dois em cima, dois embaixo. Ai, que fofa! Ficou lá, sassaricando também. Mas não desgrudou da mãe um segundo! Normal, né, filho?! Até você é assim em muitos ambientes não familiares. E, muitas vezes, nos familiares também, diga-se de passagem.
Bom, ficamos lá, tentando colocar parte de alguns papos em dia. Alê ainda não sabe se quer outro filho. Renata falou em 2013. Eu, às vezes, queria pra já, mas com a mudança de emprego, vou ter de esperar mais um pouco para pensar sobre isso.
Mais tarde, chegou a tia Érika, pra prestigiar. Foi do trabalho ver os babies e você, principalmente, que não mora na cidade. Elas acharam curioso ver você falar, "frases inteiras", como disse a Alê. E olha que você nem falou muito, hein?! Sério, tá um negócio louco de tanto que dispara.
Ah, por falar em disparar, confesso que agora estou dando como exemplo, pra quem conhece, a tia Larissa, mãe do João. Eles apareceram mais tarde, quando as meninas já tinham ido embora. Foi bacana, mamãe gostou muito. A tia Larissa é, sem dúvida alguma, imbatível. Fala muito, mas muito mais que eu. hahahaha. Você tá ficando igual ela. Começa e dispara. Acho que é pra não perder tempo! hahahahahahahahhahahahahahaha. Adoro!!!!
Bom, voltando um pouquinho, preciso dizer que foi tão gostoso que o Gustavo até chorou na hora de ir embora, gente! Que coisa! Estava tão feliz, curtindo tanto, que queria ficar. Pena que já tinha passado das 19h, estava ficando tarde... A gente combinou assim: toda vez que formos para BH vamos fazer um encontro. Assim a amizade se mantém. Eu acho ótimo, quero mesmo que você tenha amigos em BH. Quem sabe não vira uma amizade como a da mamãe e a da tia Cris de Salvador: apesar da distância de sempre, o carinho e o gosto pelo reencontro são sempre enormes. Viva os amigos! Obrigada meninas pelo esforço.

(Pra variar, ainda não baixei as fotos e as que a Alê mandou por email não consigo anexar aqui!)

27 de dezembro de 2010

O primeiro picolé, oficial!

Meu Deus do céu filho, parece que perdi a noção o tempo! Há mais de um mês não atualizo as notícias sobre o seu crescimento. Depois acabo me esquecendo dos detalhes. Mais uma vez, vou congelar a notícia do Natal só um pouquinho para falar do seu primeiro picolé. Aliás, o primeiro que eu ofereci, porque sei que você já tinha tido acesso antes. Tudo bem... Pra mim, foi o primeiro da vida. Pela experiência, pela decisão de que tinha chegado a hora - finalmente tempo bom, sem nariz escorrendo e mamãe de folga - e porque tive o prazer de te ver saboreá-lo todo. Foi no clube, no dia em que você completou um ano e 10 meses. Alguns podem achar um absurdo eu não ter oferecido antes, mas para quem pensa assim, volto a repetir que a coincidência entre saúde boa e tempo bom demorou a rolar depois do seu primeiro ano e meio. Eu, como mãe que preocupa com a dieta, com a saúde do filho e que tenta seguir as orientações do pediatra e da dentista, não tive vontade nenhuma de antecipar esse contato. Pra mim, o fato de você comer e amar todas as frutas do planeta é o mais importante. E mais: o prazer do picolé e de outros tantos doces da vida ainda te fará companhia, por muitos anos. Não precisa ser precoce. Eu acredito que estou fazendo um bem danado a você!
Bom, feita a explicação pública da minha decisão, vamos ao que nos interessa.
Você ganhou o picolé de côco, sentado na espreguiçadeira, entre as minhas pernas, em frente à piscina. Pôs na boca e disse, imediatamente: "Hum, delícia!" Que prazer foi ouvir isso! Pena que o papai não tinha nem o celular nem uma máquina na hora para fazer uma foto da sua boca melada!!! Chupou o picolé todo, com a minha ajuda para tentar fazer parar de pingar. Mas a farra foi boa. No dia seguinte, domingo de folga, mais um. Outro prazer. De lá para cá foram uns quatro ou cinco e, agora, você já aprendeu a pedir. Na casa da vovó Nair no Natal foi assim. Não se lembrava do nome, mas conseguiu explicar bem que queria uma coisa pra chupar de côco. Igual ao do dia anterior.
Ah, tem mais. No último dia em BH para o Natal antecipado, fomos na Cia do Boi, restaurante que o seu pai adora. Aí, no fim, três picolés de sobremesa. Um para o tio Pedro, outro pra vovó e o seu, o único que veio premiado! Achei o máximo! Tem sorte! hahahhaha
Este verão será de muitos picolés, se Deus quiser. Bom, se eu aceitei dar o último até com o nariz escorrendo e tratando da tosse, agora vai ser difícil segurar. Só não deixei ainda você saber onde é a fábrica no clube - a cantina - senão estamos ferrados. Do jeito que é insistente, não vai parar de chorar até ganhar sempre! Tomara que eu consiga. Quem puder, que ajude! rs

18 de novembro de 2010

"Papai do céu tá no céu"


Demorou muito menos do que eu imagina para você entender que a gente não o vê. Estava fazendo a oração noturna anteontem, dia 16, e você, ao me ouvir falar de "papai do céu", soltou essa. Eu, feliz da vida, dei corda ao pegueno diálogo, que fluiu assim:
Mamãe: Papai do céu tá no céu perto de onde?
Você: do sol.
-- De onde mais?
-- Da Lua.
-- Isso mesmo, filho! E o que o papai do céu faz pra gente?
-- Cuida!, respondeu, sem pensar duas vezes.
Eu quase morri de felicidade. Que bonitinho, gente!

Mas o que me motivou agora a vir aqui foi a última:
-- "Tô discubido pai!, cóbe!", pedindo seu pai que chegou há pouco do trabalho para te cobrir com o lençol. É lindo demais! A gente não cabe em si. Seu pai ficou repetindo: "Tá discubido, filho?" e dizendo: "Filho, você é lindo!". A mamãe insistiu no descoberto, pra não perder o hábito! Mas foi só um pouquinho, porque achei lindo você tirar da cachola mais uma conjugação.
Parece com os "ele fezeu!"; "trazeu"... que você sabiamente tenta acertar, já que não conhece verbos irregulares. hahahaha. Daqui a pouco fixa na memória e começa a falar sozinho as formas corretas, como as de outros tantos verbos que já aprendeu no imperativo, gerundio e passado. Quem conhece sabe que não minto.
Quer um exemplo?
-- Mãe, abre! (a tampa de algum vidrinho, por exemplo)
-- Tô abrindo! (uma pomada ou o potinho do shampoo)
-- Abri! (qualquer coisa, que possa ou não possa. Desde a pomada, passando pelo vidrinho, até chegar a uma porta de um armário que não pode mexer, de jeito nenhum!)
Mais uma versão:
-- Mãe, sobe!; Tô subindo; Subi!
Viva você! Que papai do céu te abençõe, SEMPRE. Amém.

10 de novembro de 2010

Domingo na Fazendinha

5 de novembro de 2010

Tiradas 2


Depois do último registro sobre a sua falação, tinha achado que não destacaria mais nenhuma das suas tiradas, porque já consideramos que você fala tudo. Mas tem dias que é demais. Não dá para esconder que você continua a nos surpreender. De novo, tenho uma colinha aqui com algumas frases e expressões, para nunca esquecer:

"Sumiu a parte!", disse ao constatar que faltava uma pecinha do quebra-cabeça de bichinhos que o papai deu. Tá certo que isso é brinquedo para criança mais velha mas, como ele não se contém nas lojas, comprou. Eu, que pensei em esconder até você crescer um pouquinho mais, agora me surpreendo com o fato de você identificar as partes de cada bicho e de tentar montar sozinho. Fofo!

"Tá na hora de 'bincar' de carrinho!" - Fala sério! Essa foi demais!
Eu fico lá inventando circuito, fazendo barulho e curvas radicais com as miniaturas que seu pai resolveu comprar. Você morre de rir! E eu me divirto. Detalhe: você ganhou cinco, mas ele queria levar 10. Como controlar esse exagero, gente?! Tomara que você ainda não tenha percebido que é mimado a esse ponto por ele.


"Rabisquei, ontem!", mostrando na parede o colorido de marrom, no meio da sala. Tá um perigo! Sai por todo canto com giz de cera na mão rabiscando sofá, tapete, parede, lateral da porta de entrada, armário, cadeira, a mesinha que o vovô Agripino fez e até o carrinho que se parece com velotrol. De vez em quando fala, por conta própria: "Não pode!", de tanto me ouvir repetir. Mas na hora do discuido, lá vai o "Picasso " - palavra que vc já aprendeu a repetir - pela casa a fora, fazendo obras. Chega a ser engraçado.

"Mamãe 'tabalha' muito'" e "Papai 'tabalha' muito!", já virou um clássico.
Outro dia ouvi, por telefone: "Mamãe tabalha muito, pá compá futa!" hahahahahaha
Na véspera tinha feito sacolão e você ajudou a guardar todas as frutas. Foi uma fartura, uns 10 tipos que você ama e sabe falar o nome: ameixa, laranja, banana, uva, melão, melancia ('cia), pera, maça, pêssego e mexerica (acho que essa você fala é 'xerica', mas tenho que conferir).

"Tô bavo!" (bravo), disparou enquanto ouvia a babá contar que você estava difícil no tal dia. Que desde cedo estava nervoso, irritado. Hahahahah

"O damático!", numa autodefinição. Na verdade, você reproduziu o adjetivo que usei quando gritou "Ai, ai!", logo que prendi o capacete na sua cabeça. De vez em quando dá uma dessas. Finge que tá doendo só para impressionar. Mas na verdade, você é valente. Quando cai e leva um tombo feio, só chora mesmo quando machuca. É só investigar que a gente acha um sanguinho se tiver choro.

Nesse ponto, também agradeço a Deus todas as noites por te proteger e te livrar do perigo, porque você é da pá virada! Ô saúde maravilhosa!

Lembrei da última: "Cadê papai do céu?", perguntou depois que eu resolvi dizer que o papai do céu da oração diária não é o papai. Expliquei que não dá para ver, mas que é ele quem cuida da gente, quem guarda a nossa saúde, quem faz com que o Fefel brinque muito, quem nos protege, etc. No dia seguinte, de novo: "Cadê papai do céu?". Do jeito que é esperto, daqui a pouco entende.

14 de outubro de 2010

Tiradas



São 22h30, do dia 14 de outubro. Seu pai acaba de sair para encontrar um amigo e você já está dormindo. Podia aproveitar pra pular na cama cedo, mas não aguentei. A sua falação me trouxe para cá. Mamãe já disse outras vezes que se impressiona com você. Mas o mais surpreendente é que uma surpresa supera a outra. Você está esperto de um jeito que só quem vê entende o que a gente diz. Agora há pouco, logo depois que lavei a sua boca, depois de escovar os dentes, te pedi um abraço para te trazer para o seu quarto. Você, espontaneamente, soltou um: "Te amo! Te amo!" Que delícia isso, filho!

A motivação do registro agora são algumas frases recentes, que não quero que sejam esquecidas, nunca.
Aliás, este é o primeiro registro da virada de mês. Agora você está com 1 e 8, recém completos. Pausa para outra reflexão: COMO PASSA RÁPIDO! Hoje foi dia de mais um ensaio do coral na casa pertinho daqui... toda quinta, quando eles cantam, me lembro de começar a ouví-los quando você nasceu. Parece que foi ontem!


Bom, então aqui seguem as tiradas:

Hoje, durante o banho:
- "Assim, assim... lavando a 'olela' (orelha)! Falou dentro da banheira, enquanto mexia na água e jogava um pouco na orelha. Uns minutos depois te perguntei o que estava fazendo, porque estava molhando a nuca e parte da cabeça. Você respondeu: "Limpando a olela". É demais, viu!
- "Tá cheio... de água", disse depois de encher o potinho do sabão Jonhson que a mamãe deixa para você brincar.

Ontem, na hora do jantar:
Mamãe estava te dando o papá e falou para a Gi subir e usar a internet. Você completou com maestria: "Aproveita!" hahahahahahahahhahaa. Caímos na gargalhada, claro!

Mais cedo eu quis aproveitar uma hora em que você estava assistindo TV para aparar o seu cabelinho na nuca e perto da orelha. Sacanagem! Fui fazer justo na hora do seu vídeo preferido, o das formas do Mister Maker, que você espera ansioso para dizer junto: "círculo, triângulo, quadrado, retângulo" (Vovô Marcos é prova de que não estou mentindo!). Pois bem, daí fui cortar e você, concentrado, disparou, sem olhar pra trás: "Pála mãe!" Como pode? Fiquei com dó e esperei acabar para arriscar um corte rápido durante um desenho menos importante. Deu certo.

Outras tiradas desses últimos dias do feriadão, em que a mamãe e papai trabalharam, mas o vovô estava em casa:
- Cadê vô... a chave da mamãe?" Adora chave. Costuma pegar para enfiar no buraquinho do guidom da bicicleta e sai andando, como se fosse a chave do veículo.
Ah, lembrei. Na bicicleta tem de ter chave. No carrinho, cachá (crachá). "Cadê o cachá?", costuma pedir.

"Ô vô... pega... Fefel!", pedia para ele te tirar da cadeirinha do almoço ou jantar. Me lembro das histórias que a tia Gá conta que eu, pequena, gritava para o vô Lu do corredor que levava ao barracão: "Vô, pega a Piscilinha!"

Preparem-se para esta: "Marco Tonho (Antônio - o pai) deixa... Fefel fazer bagunça!" Essa eu anotei no meu papelzinho surrado que tá aqui do lado, para não esquecer. Incrível, você tem uma percepção muito precisa. Papai sempre foi mais gentil, tolerante. Mamãe não... se não o mundo acaba, gente!

Ah, num outro dia - não vou lembrar o que te pedíamos - você respondeu: "Sei lá... sumiu!" rs.

Outra hora, mais frio, mamãe trocou sua blusa e você pediu: "Ô vô... põe... o capuz!" Inacreditável.
Sobre as blusas também adora dizer: "Mamãe de busa (blusa), vovô de busa, Gi de busa... Fefel de busa!", reproduzindo o meu discurso insistente das horas em que tento fazer você não baixar o ziper sozinho para tirar a blusa. Pode estar até friozinho que teima: "Calor!", só para tirar.
Já é outono mas o frio em SP continua nojento! Por causa disso estamos dormindo com aquecedor todo dia e, mesmo assim, você pegou uma gripe. A mais forte da vida talvez, porque chegou a ter até tosse com ânsia de vômito. Desde ontem tá tomando um xarope mais fortinho do que só o redoxon e fazendo inalação. Por falar nisso, está levando super bem. Senta lá e fica quietinho, quase sempre. A primeira, na terça do feriado, subimos eu e o vovô juntos. Tive a idéia de fazê-lo segurar o equipamento para inalação de adultos e você embarcou no seu sem se queixar. Eu fiquei lá te segurando, fazendo a inalação e rindo do efeito psicológico da coisa, que funcionou super bem.
Moral da história: está uma delícia essa fase. Papai antes de sair disse: "Pri, o nosso nenezinho cresceu! Tá falando tudo, direitinho!" Tá mesmo filho... e a gente é puro orgulho! Graças a Deus você é nosso. Graças a Deus você existe! Que Deus te abençõe, sempre! Deixo isso registrado aqui, mas com você ou sozinha, deitada, no banho, no carro, no clube, em casa, onde quer que esteja, agradeço pela sua vida. Você é tudo que a gente podia querer.

9 de outubro de 2010

"Pagaio de pilata!"

Eu já perdi inúmeras frases porque não tinha um papel na hora, porque não dava para sair de perto para anotar ou porque, simplesmente, acreditava que conseguiria me lembrar de todas ou, pelo menos, das mais impactantes.
As palavras foram se unindo aos poucos, mas neste último mês - 1 ano e 7 meses de idade - as coisas realmente se consolidaram. Você está falando tudo! Mais: está REPETINDO TUDO. Hoje, de tanto ouvir o seu avô dizer que você é um papagaio de pirata, soltou um "PAGAIO DE PILATA!" rs. Gostou do som e ainda ficou repetindo a expressão depois.
As frases que começaram com uma junção de verbos e pronomes agora já tem preposição.
Aí vão alguns exemplos - a primeira foi a que me fez ir atrás de um lápis para escrever, de tão impressionada que fiquei:

1 - " CADÊ A VELA ... DO BOLO DA GI?" Como assim, filho!? Não é porque sou a mãe não, mas você esta acima da média. Me surpreende o tempo todo. "Cadê a vela do bolo da Gi?", foi demais! Isso porque só faltava a vela mesmo na mesa que já havia sido decorada por ela com os seus bichinhos e girafas, o animal preferido da babá. A propósito, foi super bacana. Mamãe não sabe quem ficou mais feliz, você ou ela. Não dava mesmo pra passar em branco. A gente gosta tanto dela, né?! Veio de BH, mora conosco, fez 25 anos, estava longe de casa... Merecia um bolinho. Cantamos parabéns e foi super bacana. De todos os aniversários que você foi, até hoje, esse em que estávamos só os três foi o que você mais bateu palmas. (risos)

2 - "Mamãe tomou... O suco dela!"
Dois dias depois da festinha, ao me ver beber o suco todo, soltou essa. Com um ano e meio começou a dizer "dela" numa conversa em que te perguntei onde estava a Vitória, sua amiga. "Foi embora!", respondeu. "Pra onde?", completei. E você: "Pra casa dela!". Hahahaha. Nesse dia ainda, estávamos só os dois juntos e eu te coloquei na cadeira da mesa para sentar do meu lado. Aí você falou: "Pertinho da mamãe". Ai, que fofo!

3 - "Vovô acabou... De tomar banho."
Sempre tem pausinha, mas a frase é completa. Disparou essa logo que o barulho do chuveiro parou. Você sabia que ele tinha ido tomar banho, porque perguntou antes.

Enfim, é um tagarela imbatível. Seu avô tá que ri de você desde ontem, sexta-feira, quando chegou para passar o feriadão de 12 de outubro te curtindo. Mamãe e papai vão trabalhar, mas a folguinha do domingo vai dar pra aproveitar. E você, que ficou na expectativa durante quase dez dias, está se esbaldando. Tudo é: "Cadê o vovô?" Também adora tirar uma onda. Quando me ouve chamá-lo de pai, reproduz. "Pai... Pai!", se divertindo. Tenho que chamá-lo só de vovô.

Ah, tem uma de hoje cedo que a mamãe não pode esquecer. Já era quase meio dia e meia, seu almoço quase pronto e o vovô te levou na mesa para te dar mais um pão de queijo, "porque você pediu", segundo ele. Bobeou, né?! Aí eu fui dar um jeito pra sumir com a coisa e provoquei uma contrariedade enorme. Daí, o vovô tentando ajudar te pegou no colo e embarcou na minha história, de que a lagartixa tinha comido e fugido. Rs. Você não pensou duas vezes e fez: 4 - " Pegar o carro... Passear... Comprar queijo!" Fala sério?! Como diz o vovô: "Ah, menino! Vai ser esperto assim!"

6 de outubro de 2010

"Mamãe voltou"

Foi a primeira coisa que você disse depois de sentir meu cheiro quando te tirei do berço, já quase dormindo, para matar a saudade de ter ficado uma noite fora de casa e dois dias inteiros sem te ver. Achei que não fosse dar conta, porque na véspera o sofrimento estava intenso. Até chorei um pouquinho ao contar que estava indo trabalhar no interior de SP e, por isso, não voltaria pra casa naquela sexta-feira, só no sábado à noite. Mas, graças a Deus passou rápido. Talvez o cansaço e o trabalho sem trégua tenha ajudado a mamãe a superar a distância.

FOI ASSIM:
Coloquei você para dormir na quinta-feira, véspera da minha viagem e saÍ para o trabalho na manhã seguinte de mala e cuia, sem entrar no seu quarto. Nesse dia eu sabia que se você acordasse seria pior pra mim, que ficaria com o coração na boca de te ouvir chorar sabendo que não voltaria mais tarde, como todos os dias. Parece besteira, mas aquela foi a primeira noite da sua vida (1 ano e 7 meses) em que eu não dormi em casa. Nunca tive vontade de estar sem você. Recusei outros trabalhos por isso e mem nas férias conseguimos nos separar. Seu pai e eu, dois manteigas derretidas, preferimos ficar 10 dias viajando em família do que uns só os dois e outros com você.
Então, saí de mansinho para o trabalho e de lá fui direto para São Carlos, no interior de SP. A manhã foi xoxa que só eu sei... não achei graça de nada, estava no maior baixo astral.
Só melhorei um pouquinho à tarde, já na estrada. Peguei carona com a Ju do trabalho que é da cidade onde seria realizado o rali. Fomos conversando e no meio do caminho ainda paramos num outlet para o qual eu vivo querendo voltar. Mas desta vez só serviu para distrair - o mais importante mesmo na ocasião. Cheguei no hotel podre de cansada, com dor nas costas. Desmaiei. No dia seguinte, sábado, acordei 05h30 e já fui para a fazenda do circuito trabalhar. Sem sinal de celular, passei o dia sem conseguir falar com você. Mas, como tinha combinado com a Fê, sua irmã, dela passar o dia com você, fiquei mais tranquila. Com algum contato familiar fica mais fácil não estar por perto.

A prova terminou lá pelas cinco. Eu já estava maluca para voltar... sorte que seria no sábado mesmo. Me apressei, tomei banho e vim no carro contando os segundos na expectativa de conseguir chegar a tempo do seu banho ou de te ver acordado. Mas já no meio do caminho percebi que não daria tempo.... "Tudo bem", pensei. Eu estava voltando e já tinha planejado te pegar para sentir o seu cheiro. Não deu outra, pisei em casa com o coração na boca de tanta vontade de chegar logo no seu quartinho. A Gi, babá, estava lá terminando de te fazer dormir. Eu disse que ficaria a partir de então e não resisti. Não precisei falar nada e você me surpreendeu com a frase de reconhecimento. Ai, que PRA-ZER indescritível. Pensei em ficar com você um pouquinho no colo e te devolver para o bercinho, para não atrapalhar o seu sono... mas você se animou e ficou falando a beça, para a minha diversão:
"Deita mãe... cama lado!"... eu ria.
"Tá frio lá fora, chovendo!" Gente, como assim!? Dei boas risadas apesar de tentar me controlar para não te excitar muito... passei uns minutos com você, te cheirando, beijando, encostando o meu rosto no seu sem cessar e te coloquei de volta no berço, feliz da vida... Ôh meu Deus, obrigada por você existir!

14 de setembro de 2010

Noite agitada!


Dia 14 de setembro, 03h da manhã: a consciência pesa (rs) e a tagarelice dispara:

"Vitólia amiga, tadinha!"
pequena pausa
"Carinho Vitólia,
Abraço Vitólia"
mais uma pausinha
"Cupa"
silêncio, e a explicação:
"Bateu!
Vitólia senta!
Carrinho Fefel."

Nessa hora, eu que já estava há uns 20 minutos deitada na cama auxiliar do quarto fiquei com dó. Levantei, sentei no banquinho do lado do berço, passei a mão na cabecinha, no corpinho deitado e disse, no escuro: "Filho, a Vitória já te desculpou, amor! Dorme tranquilo, relaxa. A Vitória tá dormindo também!"

Essa foi a parte mais marcante da insônia que ele teve em plena madrugada, ôh suplício. Mas depois continuou falando um pouco de tudo. Até enumerou os animais que viu no Hotel Fazenda. Passados outros 40 minutos, saí do quarto impaciente, porque já parecia manha. O pai me rendeu e despertou com o meu secador de cabelo, às 6h30.
Confesso que tive vontade de ligar a internet e escrever a história de madrugada mesmo, para não correr o risco de esquecer. Pra mim, foi impressionante que, depois de três noites, o inconsciente dele (bebê de 1 ano e 7 meses) tenha o feito pensar sobre o que aconteceu na sexta-feira, em que bateu na amiga que havia pegado o carrinho dele, enquanto ele estava na bicicleta. Levou bronca da mãe na hora e depois ouviu um discurso do tipo: "Filho, a Vitória é sua melhor amiga. Você tem de emprestar o carrinho quando ela estiver aqui em casa... não pode brigar e nem bater, de jeito nenhum!"

Deu pena que ele tenha tido dor de consciência de madrugada, atrapalhando o sono... mas agora eu fico pensando no orgulho que me dá ter um filho que assimila as coisas bem e que demostra ser um menino bacana, que pensa sobre os erros. Tem tudo para ser como os pais que põem a cabeça no travesseiro e dormem tranquilos, porque sabem que agem com ética e respeito ao próximo. Esse é nosso! Te amo, de novo, Rafael.

11 de setembro de 2010

2 de setembro de 2010

Fefel

Já tem mais de dois meses que a mamãe ensaia para escrever e gravar o jeito que você mesmo pronuncia o seu nome. É a coisa mais fofa do mundo: 'Fefel...", assim mesmo e cheio de charme. E foi por conta própria que inventou esse apelido, porque mamãe e papai mesmo te chamam de Rafael.
De um mês pra cá tá todo todo com o Máco - Marco, do papai - e Piscilla, da mamãe. Fala Pi, às vezes... Mas adora completar a palavra. A gente acha engraçado, porque você começou a nos chamar pelos nossos nomes por você mesmo também, já que a gente só incentiva e se direciona a você como papai e mamãe. Antenado que só, fica ouvindo e repetindo. O engraçado é que tem a voz grave, então chama e grita forte!
A tagarelice também está cada dia mais intensa. Fala e aplica nos momentos oportunos termos como: "Voltei!", "Calçar" - sapato, "Tirar", Pô (por) e pus, "Saco", "Putis grila"...
Ontem, a 10 dias de fazer 1 ano e 7 meses estávamos conversando (O TERMO É ESSE!) e você disse: "A Cacá...embora!" Eu fiz: " Pra onde, filho?" E você: "Pá casa dela!", com TO-DAS essas letras. Fala sério, como pode falar tudo isso já, gente?! Eu fico bo-ba!
Você, do seu jeito, já anda contando histórias. Começou no início do mês, logo que voltamos das férias. A primeira foi assim: Mamãe chegou em casa, te perguntou como tinha sido o dia, a pracinha... E você respondeu: "Vitória... Bateu! Eu fiz: "filho, vc bateu na Vitória, sua amiga? Não pode!" E vc completou: "Tadinha!" Ou seja, você contou que bateu e que doeu. Hahahahahha
A gente fica cheio de orgulho, sem acreditar. É uma surpresa atrás da outra. Rafael, você é uma fonte diária de renovação, de energia e de alegria, tanto pra mamãe quanto para o papai. Obrigada por existir e por ser como é. Te amamos!

1 de agosto de 2010

Férias com a família

Filho, nossas primeiras férias de verdade estão chegando ao fim. Voltamos hoje de BH, já com a babá nova, Gisele. Foi uma semana de muita agitação na casa da vovó Paula. Você, depois de seis dias, está ainda mais falante. Todos te chamam de papagaio, porque repete tudo. E aperfeiçou algumas palavras antigas do vocabulário como suco, que deixou de ser cuco. E chabe, que deixou de ser chage. Mas tá falando coisas do tipo: "Maluco, Caduco, doidão, múquina (música), liga, desce, subi, céu, chega! (determinando que alguém pare alguma coisa!), 'moa noite', etc. E pequenas frases, no estilo: moto... parada!; moço...dirigindo!; moço barulho suco (sinalizando que o moço está fazendo barulho ao preparar o suco, na padaria). Uma coisa! Chama as pessoas de moço ou moça e tem memória de elefante! hahahah.
Bom, nesses dias por lá ficamos muito tempo em casa, mas conseguimos ir dois dias no Minas I - no sábado, na piscina infantil nova, que vc gostou bastante, especialmente do jato d'água que saia do piso. Na quinta, na brinquedoteca gigantesca. Foi impressionante. Você ficou tão enlouquecido que brincava num brinquedo olhando para o outro. Nos dois dias teve tapas e semi-bofetões em outras crianças. Ô fase! Deus me livre, tô de cabelo em pé. Tá batendo em todo mundo. Bateu com o molho de chaves no rosto do vô Marcos, raquetada de pernilongo na minha cabeça, nova mordida forte no tio Pedro, desta vez perto do queixo... vários tapas na vovó e outros tantos na Gi. Puxou o cabelo de meio mundo. Até da Bianca, filha da Elaine, de dois anos que saiu de lá com medo de você. Teve uma hora em que ela disse: "Eu vou puxar o seu cabelo também", com todas essas palavras. Eu fiz: "Puxe!", e ainda segurei para ela conseguir. Não tem condições! Vai precisar levar uns safanões de outras crianças para ver se melhora, gente! Que horror!!!!!!!!!! De todo mundo ouviu que não pode, viu cara feia, conversa cabeça, levou castigo, mas ainda não surtiu um efeito sequer. Bom, anda pedindo desculpa: "Cupa!", mas não fica nem um minuto inteiro com a consciência pesada. Não demora muito e você já está no ataque. Tá duro. Pro castigo, parei de contar até dez, porque você de uns dias para cá está tirando onda. Quando aviso que é castigo e te sento, você começa a contar: "Dois!", desafia. Ah, fala sério!
Eu fico até com medo do futuro, mas tem a sua vó para dizer que passa... uma hora, ninguém sabe quando. Que Deus nos ajude!
Não conseguimos encontrar nenhum dos bebês Gustavo, Maria Fernanda ou João, já maiorzinho. Uma pena. Mas visitamos a Larissa, de 4 meses, filhinha do Bruno, primo. É a cara da mãe e você do pai, como eles também repararam.
Fomos à praça JK, vimos o vô Lu rapidamente - pena não termos voltado no quintal para chupar cana como na primeira semana do mês, quando passamos cinco dias em BH. O mais gostoso foi que você passou muito tempo com os avós. Sua vó quase não conseguia estudar para o doutorado com a gente em casa. Você atravessava a sala até o quarto gritando: "Vovóóóóóóóó!", ia lá, pegava na mão e queria que ela te desse atenção para alguma coisa. O Alexandre nos levou para passear e ouvia vovô ou 'Xane', muitas vezes. Invenção sua. Já o vô Marcos esteve todos os dias conosco. Na sexta, passou umas quatro horas por sua conta enquanto a mamãe fez várias coisas na rua. Brincando de bola e de fazer gol com você, observou que chuta com a perna esquerda. Cheguei em casa e ele disparou: "Ele é canhoto!". Seu pai diz que já tinha reparado... vamos ver como fica. Segundo o vovô, "canhoto é difícil de marcar!". rs.
A volta foi tranquila. Mamãe ficou bastante feliz com esses dias por lá e teve o prazer de rever algumas amigas antigas, numa noite em que vovó ficou por conta de te fazer dormir. Foi a primeira vez na sua vida que não estive com você para o banho e mamadeira. Você sentiu, ficou chamando por mim, deu uma canseirinha. Mas na casa de vó, nem pensei duas vezes. Fui para uma das noites mais gostosas dos últimos tempos. Que delícia é estar entre amigas antigas! Você ainda vai conquistar os seus.
A saudade de BH é enorme, mas pelo menos pudemos passar parte dessas férias por lá.


FARTURA, na casa dos avós paternos.

Fomos para lá no segundo fim de semana do mês, antes de Pernambuco. Foi super gostoso. Só faltou a tia Rô com as meninas. O resto da família estava por lá. De novo, você não deu sossego para o tio Du, Breno e Kalu, especialmente, mas brincou com todo mundo. Vovô Agripino fez uma mesinha com duas cadeirinhas lindas para você desenhar, brincar. Você adorou e, vira-e-mexa, fala: "Esenho!", e tenta sentar sozinho.
Chegamos num sábado e só voltamos na segunda pela manhã. Lá você comeu bastante. Só não provou do pudim da vó ainda, mas não vai faltar tempo para conhecer esse néctar dos deuses. Vovó Nair ficou orgulhosa da sua inteligência, ficava repetindo palavras que você falava e várias vezes declarou amor por você. "Eu te amo!", dizia.
Fã de churrasco como pai, você ficou comendo as carninhas que saiam. E vivia querendo pegar mexerica com o tio da árvore no quintal. Outra que você amou foi encher as garrafas pets com pedrinha brita, pra fazer barulho. Ficou rodando de um lado por outro e desde que chegou chamava pela cachorrinha do tio Du, que morreu há pouco mais de um mês. Você lembrou que ela ficava no quartinho, entrava lá e dizia: "O uau uau", procurando. Depois de ouvir que não tinha mais, que o uau uau tinha ido embora, repetia: "Bora", decepcionado. O tio disse que ia arranjar outra pra você. Rs. Será?!
Foi uma delícia. Família é bom demais!

24 de julho de 2010

Férias em Porto de Galinhas





Nossa, estou atrasadíssima com as notícias e, por isso, vou disparar quase tudo aqui mesmo, num mesmo registro. A maior motivação agora é falar das nossas férias na praia, em Porto de Galinhas, Pernambuco. Chegamos anteontem, com você preto e curando de uma provável infecção na garganta, que te levou aos 40 graus de febre no quarto dia por lá. Também, você não queria perder um segundo e entrava na piscina logo cedo. Pode parecer absurdo, mas era uma guerra tão grande para tentar evitar e você ficava tão feliz e radiante dentro, que a gente acabou cedendo. Foram três dias de alegria constante, até a gripe, que fez com que você perdesse o interesse.
Lá clareia cedo e você madrugava, praticamente. Seis da manhã, quase todos os dias, já estava de pé, do lado da nossa cama (te colocamos numa caminha infantil no pé da nossa cama, foi uma delícia!). Antes das oito, você já queria entrar na água. Gritava: "Piscina, piscina!!!" Com o tio Pedro lá, também animado a enfrentar a água gelada, aí é que você insistia mesmo. Mas foi maravilhoso. Você entrava tão animado, de bóia, com água até o peito sem reclamar. De um dia para o outro já estava se equilibrando sozinho e atravessando a piscina com "badinho"- baldinho - e "gador"- regador - na mão, jogando água pra todo canto. O melhor, que acabamos não conseguindo gravar, foi a arguição diária do tio Pedro: "Rafael, o que é isso?", perguntava apontando cada hora para uma parte do corpo. Contei 15 que você respondeu sem pestanejar, assim: "Abeça - cabeça; abelo - cabelo; olho; naíz - nariz; olêa - orelha, claro; boca; dente; baí - barriga; bigo - umbigo; baço - braço; mão; dedo; péna - perna; pé e dedo, do pé também". Gente, foi incrível. O tio Pedro gostava tanto que ficava repetindo a dose. Na piscina era o máximo. Uma dó não termos gravado. Quando a gente tentou, no terceiro dia, você percebeu e não quis mais brincar.
Íamos para a praia um pouco mais tarde, por causa da maré. Como tem os arrecifes, quando abaixa fica calminho, dá para brincar melhor. Você adorou ficar na beirada da água, com o baldinho, fazendo bagunça com os castelos que o tio fazia. Não deixou um de pé durante toda a viagem. Seu prazer era destruí-los! Passou a maior parte do tempo de protetor solar constantemente renovado, chapeuzinho e camiseta que protege do sol, apesar de ser inverno. Também não dava para bobear. A chuva que arrasou várias cidades do estado no início do mês quase não deu sinal na nossa estadia. Chovia raramente à noite. O sol tava de quarar. Deu para aproveitar à beça.
Um destaque: feito o cocô, era hora de colocar a sunguinha azul e branca! Meu Deus, dava vontade de morder o corpinho formoso! Que delícia, filho!

A ESCOLHA DO LUGAR

Seu pai e eu ficávamos celebrando as férias, a casa, a praia, o lugar. Foi um esquema per-fei-to. Pura sorte. Aliás, sorte e gentileza ímpar da Mari, Marianne, amiga do seu pai do trabalho, filha de um ícone da TV. Acho que o pai dela, Chico José, é o repórter mais aventureiro do Brasil. Numa conversa no nosso quarto dia lá, o seu primeiro de gripe, ele contou algumas das histórias vividas. É impressionante. Já esteve com gorilas na África, mergulhou nos sete mares, fez 82 Globo Repórteres, pegando e desafiando cobras, inclusive. O jornalista com o maior número de programas desse tipo na emissora. E, aos 65 anos, pulou de buggy jump na Nova Zelândia. Eu fiquei admirada!
Bom, seu pai pediu uma indicação para ela, porque estávamos mesmo querendo ir para o Nordeste, para fugir do frio. Pensamos na Barra de São Miguel/ Alagoas, mas não tínhamos conseguido definir nada. Foi quando ela disse que tinha o lugar ideal para o que procurávamos: lugar bacana, tranquilo, estrutura de serviços para bebê - empregada, babá, com acesso a atendimento médico de qualidade caso precisássemos. E ofereceu a casa da família, a menos de 500 metros da praia. Topamos na hora. Teríamos empregada e babá in loco, mas acabamos levando a Gisele, sua nova babá, que estamos trazendo da casa da vovó Paula para cuidar de você. E abrimos mão da Simone, que tem um tino para criança raro de se ver. Uma pena não poder ter as duas! rs. A mãe dela, 'Maía' ficou conosco todos os dias. Êita mulher eficiente! Que sonho. Como ela mesmo diz: "Não é atoa que trabalha na casa há 11 anos!". Tomávamos café, esperávamos a hora da maré e íamos para a praia quando quiséssemos. Foi maravilhoso. Você pegou e aprendeu a falar conchinha, bebeu água do mar (quando isso acontecia, anunciava por conta própria: "bebeu!"), fez bolo na areia, tomou água de côco, viu 'angada' - jangada; 'pôba' - pomba - voar, correu pela areia, se divertiu. Nós amamos. E pensar que a nossa lua-de-mel foi ali do lado, sem que a gente pudesse imaginar que, sete anos depois, estaríamos vivendo a nossa primeira experiência com você na praia, de verdade.

SALVOS PELO EDVALDO

Na madrugada da febre, a de sábado, seu pai saiu pela vila atrás de uma farmácia. Às 04h da manhã, não tinha mesmo nada aberto. Ele deu uma sorte danada de achar, numa barraquinha de cachorro-quente uma alma boa, Edvaldo. "Ô homi!", nos salvou da angústia. Se ofereceu para pegar você em casa com seu pai, levar-nos ao postinho médico, esperar e nos trazer de volta, já que não tem nem táxi disponível a essa hora. O salvador da pátria tem 11 filhos, "três no casamento e oito fora", como ele mesmo definiu. Além disso, só consegui saber o nome dele e que mora no Recife e vai para Porto quase todo fim de semana. Nunca mais o veremos na vida, provavelmente. Fiquei pensando filho, em como são as coisas... um homem desconhecido, do bem, aparecer assim para nos ajudar na sua primeira ida à um 'hospital' desde que nasceu. Disse para o seu pai que ele conseguiu encontrá-lo porque ele também é uma pessoa do bem. Você há de aprender isso: Quem planta o bem colhe o bem!, eu confio!

'GALÍNA'

Depois de 'pocotó' esse foi o nome de bicho que você mais falou. Também, era uma a cada passo dado. Tinha galinha para todo lado. Lá, você aperfeiçou a pronúncia de várias palavras e se viciou no programa do Iphone com os animais. Mas, infelizmente, ele só ajudou você a abrir a boca pra comer no primeiro dia e olhe lá. Seu pai aceitava te entregar o aparelho na mão, para tentar te fazer comer. Mas foi tudo em vão. Uma luta infeliz. Pra mim, você fez greve de fome. Seu pai não concorda, diz que perdeu o apetite por causa da doença. Mas nada me tira da cabeça que a sua peraltice ainda continua fazendo você controlar a vontade e ficar a secas, sem comer. Depois de 10 dias, hoje, sábado, foi melhorzinho. Ainda assim, foi-se o tempo de prato cheio, com legumes, arrozinho integral, macarrão, barriguinha cheia.

COM A MÃO

Chegamos da praia e fomos para o pediatra já no dia seguinte. Queríamos falar da gripe e da medicação - você está tomando antibiótico, pela primeira vez na vida, desde o quarto dia de febre. Mas a minha maior angústia era com a alimentação. Eu não aceitava de jeito nenhum que você comesse com as mãos, fazendo uma zona, jogando comida para todo lado. Confesso que preferia te deixar com fome do que aceitar isso, que eu achava absurdo. Imagine, um menino de 17 meses achar que pode comer como quer... eu pensava. Seu pai, mais tolerante, não se importava e sempre te deixou fazer a festa. Até discutimos por isso. Não é que ele, sem saber, estava fazendo a coisa certa?! Filho do céu, você é muito precoce! O pediatra tinha dito que isso era lá pelos dois anos - recusar comida e ficar mais seletivo. Você já entrou na fase. Agora não topa mais as mesmas coisas e quer tudo com a mão. Quer saber mais? PO-DE! O Dr. Fran disse que pode e que devemos deixar você pegar em tudo num prato que seja só seu. A expectativa é de que você aceite as nossa colheradas entre uma mãozada e outra... Ai, ai, ai. É duro pensar que vai ser essa zona, mas foi um alívio imediato no meu desespero de estar criando um filho sem limites. Tirou com a mão! Se pode e faz parte da tal "fase anal", eu já estou aceitando. Vamos ver como se comporta amanhã, no último dia de férias do papai. Nós ainda voltaremos para BH.
(ÀS FAMÍLIAS MATERNA E PATERNA, UM RECADO: logo logo faço um registro sobre as visitas a BH e a Fartura, na casa da vó Nair e vô Agripino!)