16 de agosto de 2009

Dia Dos Pais


Seu pai não tem se dedicado muito a escrever, mas é ele quem cuida da "modernização" do blog, que a mamãe criou para alimentar a família com informações sobre o seu crescimento. Então vamos lá, que eu vou fazer um registrozinho sobre o nosso primeiro dia dos pais com ele.
Fomos para Fartura, a terra dos avós paternos. Você chegou cansado, estranhou o movimento, chorou... Depois se acostumou e mamou. Aí, deu sono... e chorou de novo. Mamãe logo te pôs no carrinho pra passear e te fazer dormir. Não demorou muito e você apagou. Mas, quando acordou, não deve ter reconhecido o ambiente e chorou de novo. Ou seja, você chorou muito filho... foi até triste! Eu, que já estava prevendo isso, já havia dito para a sua avó que foi bom ela ter passado uns dias em casa quando a mamãe voltou a trabalhar. Assim, ela te conheceu como você é, um fofo. Isso ajudou a tirar uma impressão ruim que a família possa ter tido. Afinal, você enfrentou o cansaço da viagem e estranhou a agitação. Normal para um bebê de seis meses.
Por causa desse estresse, até inverti os horários da sua alimentação e você só comeu a papinha no fim da tarde. Vovó Nair fez a comidinha no capricho com legumes que o vô Agripino foi comprar. No fim da tarde te ofereci e você traçou, no jardim da frente.
No domingo, que já era dia de voltar, já tinha se acostumado e estava risonho. As tias até "ousaram" a te pegar no colo sem medo de choros.
O fim de semana foi de casa cheia. Até a tia Rô estava lá com Tio Heitor, Camila e Flávia. Eu achei o máximo quando ela disse: "Gi , ele tem a cara dos nossos bebês", comparando você com a Nat e com o Pedrinho, os netos mais velhos. Mamãe não tem dúvidas de que você se parece mesmo com a família paterna e te acha lindo. Então, ouvir isso da tia é bacana porque significa que você vai ficar bonitão, como eles. Rs.
Esse foi o nosso primeiro dia dos pais em família. Até então, seu pai comemorava a data só por causa da Fê. Agora ele tem dois "filhinhos", como anda dizendo.







Vovó Paula: pra matar a saudade II






11 de agosto de 2009

Rafael : seis meses de vida!


Hoje, mais que nunca desde fevereiro, tive a certeza de que o tempo voa. Filho, você fez seis meses! Meio ano, já! Como assim?! É surpreendente e uma delícia te ver crescer.
Descobri que ainda não tenho saudade de você menorzinho porque a fase atual está maravilhosa. Você tá esperto, ativo, atencioso, curioso, "falante"... A gente até já consegue ouvir um "mamãmã... mamã...:; ou "nenê...nenê!".... além do já conhecido "ai, ai, ai!". Dizem que você vai falar rápido, de tanto que balbucia. Será?! Bem, ao mesmo tempo que é o máximo ver o seu desenvolvimento, eu gostaria de poder diminuir esse ritmo frenético da passagem dos meses. Essa não é uma sensação nova. Me lembro que lá pelo seu terceiro mês, eu não queria mudar de fase. Seu avô Marcos até disse que a melhor ainda estava por vir, com você maiorzinho, interagindo. Não é que ele tinha razão?! Esse último mês parece ter sido o mais bacana. Você cresceu, se desenvolveu de um jeito... de repente está mexendo mais os bracinhos, jogando o corpo em direção ao que te interessa, brincando de procurar a mamãe que vira-e-mexe se esconde atrás das grades do seu berço. Tem mais: está pegando os pezinhos! Gente do céu, é uma delícia ver. No banho, quando vou lavá-los, você fica de olho na espuma e nos dedinhos. Tenho que colocá-los nas suas mãos para você não passar vontade. rs! Sentado então, é uma beleza... joga o corpo pra frente para pegar os pés sozinho. Engraçado, né?! Todo bebê faz isso... será porquê?

Hoje fomos ao pediatra. Você está pesando 8.550 kg e medindo 68 cm, um chumbinho comprido. Seu pai fica admirado com o tanto que você já espichou. No colo dele, a cabecinha já passou do ombro e os pezinhos, da cintura.
Tá comendo de tudo, traçando a papinha e as frutinhas que a gente te oferece. Às vezes até resmunga se a colher demorar a voltar pra boca! Ê beleza. E agora vai começar a comer grãos, cereais e proteína: carninha. Quando ouvi me deu aperto no coração igual na consulta do mês passado, quando o Dr. Fran falou que era para começar a comer a sopinha. Tá crescendo mesmo, não dá para evitar! Apesar de todas essas novidades, o leite do peito ainda é o seu preferido, graças a Deus. Você ama a hora do mamá, mas andou desprezando o leite do peito na mamadeira e eu resolvi começar a doar. Estou tão satisfeita de ter tido essa iniciativa que agora que você começou a pegar leite em pó com outro bico, vou ter de tentar de novo te oferecer o meu. Se gostar, acabam as doações... Vamos ver o que acontece.

Já estamos começando a nos preparar para os seus primeiros arrastões no chão, rumo ao engatinhar. Vamos comprar aquele tapetinho de borracha, das letrinhas, para te deixar rolando em breve. Quanto aos seus brinquedos, sonzinhos, mordedores, o que você mais gosta é o cavalinho. Aquele que seu pai trouxe do MOMA e que estava no quarto da maternidade quando você nasceu. Seu pai quer mudá-lo de lugar, colocá-lo dentro do seu quarto, no teto. Mas eu acho que onde está, na entrada, é melhor. Você racha de rir com ele e adora por a mão, já que ali o teto é mais baixo.

Bem, ao mesmo que eu não quero ver o meu bebê crescer, sei que vou amar te ver engatinhando, andando, falando de verdade. Estamos curtindo você intensamente e aproveitando cada minuto ao seu lado.

Parabéns pra você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida!

FOTOS EM BREVE

6 de agosto de 2009

Bem que me disseram...

De tudo que tem acontecido nesses dias, desde que a mamãe voltou ao trabalho, duas coisas merecem destaque. A primeira, gostosa, é que você já está tão durinho que consegue ficar sentado sem ajuda por alguns minutinhos. Amo te colocar sentado nas minhas pernas e deixar você se equilibrar. É o máximo. Quando está de costas, quase tenho um troço! Ver seu pescocinho com as costinhas empinadas e sua cabecinha virada pra frente dá uma vontade de te morder! Fico dando beijinhos na nuca, delícia! Pra te pegar no colo também tenho te puxado para estimular você a sentar. Quando está no trocador ou na banheira, mais altos, costuma levantar e já colar a cabecinha no meu peito, procurando mamá. Rs. Daqui uns dias você completa seis meses e acho que daí para sentar sozinho de vez será num piscar de olhos. Impressionante como o tempo passa rápido!
A outra "novidade" é sobre o seu cocô! Hahahah. Outro dia te peguei fazendo força, até com a sombrancelha contraída. Achei graça... e começo a rir só de lembrar. Na hora, suspeitei e não deu outra: era o número 2. Nessas duas últimas semanas, ele se transformou. Também, comendo papinha e fruta além do leite, era isso que ia acontecer mesmo. Prisão de ventre você não tem, graças a Deus, mas, na semana passada, a mudança na alimentação te impediu de fazer cocô todos os dias. Essa semana já está tudo em ordem, ainda bem. O leite industrial, que poderia prejudicar, você não aceitou.
Me lembro que nos primeiros meses, enquanto você só mamava, chegou a fazer até quatro num dia só. Ave! Haja fralda!! Sorte que ganhamos umas 1.500 nos chás - no trabalho do papai e lá em casa - antes de você nascer, então o estoque era grande. Os dois últimos pacotes devem acabar na semana que vem, daí vamos começar a comprá-las. Então, só falta dizer uma coisa, que me faz lembrar, de novo, da Laura: o fedor! Ela deve se perguntar porque me lembrei dela. É que quando você tinha três meses e ela foi com o Lucas, a Lidi e a Sarah lá em casa, eu disse que o cheiro era de lascar. Ela disparou: "Espere ele começar a comer pra você ver o que é fedor!" Bem que me disseram... Vocês se conhecem desde a barriga... No fim da tarde, o Lucas estava morto de sono, tadinho!

2 de agosto de 2009

Primeiros dias desgrudada de você


Uma semana depois e aqui estou eu para falar da nova fase da nossa vida, com a mamãe trabalhando. Felizmente, você foi melhor do que o esperado. Eu também. Cheguei a conclusão que o mais difícil - o que mais dói - é a espera pelo retorno e o primeiro dia fora de casa. Depois cura. Cheguei no trabalho cedo e no primeiro abraço, desabei. Foi terrível saber que eu estava ali por obrigação e tinha te deixado em casa. Não ia te ver acordar sorrindo, não ia te dar mamá sempre, não te daria a papinha... Passei umas duas horas me perguntando como é que as mães conseguem voltar. Confesso que ver a Lidi lá ajudou, afinal, poucos meses antes ela deixou a Sarah em casa com a babá. Na véspera, receber a ligação da Laura também foi confortante, por mais breve que tenha sido, já que eu estava te preparando para dormir. Bem, no meio da manhã de segunda, comecei a me sentir melhor. É curioso porque o sofrimento passa rápido. Ainda bem que é assim, senão acho que desistiria. Depois do retorno, passei todos esses dias pensando que aceitar a volta e conseguir administrar esse tempo sem você é como o seu processo de cicatrização de um ou outro arranhãozinho. Seca e some tão rápido, que é surpreendente. Daí, cheguei a conclusão de que, tanto quanto a natureza, o tempo é sábio. Nada melhor que ele para nos ajudar a levar as coisas numa boa.

Passada a parte mais difícil, eu não poderia deixar de registrar o mais bacana de tudo. Nesses dias, experimentei uma alegria ímpar: a de voltar para casa. Chegar aqui e te ver me dá uma felicidade tão grande que eu fico certa de não existir naquele momento ninguém mais feliz no mundo do que eu. O coração até palpita! O primeiro dia foi atípico, porque você me ignorou. Papai sugeriu que eu fosse de táxi para ele, que ainda estava de férias, me buscar com você. Assim, o tempo longe seria mais curto. Adorei a idéia. Quando chegaram, você estava dormindo. Só acordou perto de casa... e ficou prestando atenção na minha voz. Quando desci do carro na garagem, desesperada para te pegar, você nem tchum. Ficou olhando para todo canto e me ignorou... nem um sorrizinho! Gente, como é que pode?, pensei. Mas já sabia que isso acontece. Logo te dei de mamar e depois você já era o mesmo Rafael de sempre. Da terça em diante, chegar foi uma festa. Você abria o sorriso e eu te agarrava no colo. Sua vó Nair estava conosco e ajudou na transição, que foi fantástica.
A rotina foi e continuará sendo assim: depois de mamar, você volta a dormir. Quando acorda, come a frutinha. O leite do peito que eu tirei todos os dias na TV para você consumir no dia seguinte foi para o lixo, exceto na terça. Nos outros dias você o desprezou. Tô pensando em doá-lo, já que preciso tirar para não dar problema. Em dois dias, você aceitou tomar o Nestogeno 1. Só um pouquinho: 80 e 70 ml, apenas. Por mim, não tomaria nem isso... mas tenho ficado confusa quanto ao que devemos te oferecer antes da papinha do almoço e, enquanto não voltamos no Fran, a Dorinha vai continuar a te oferecer, pela manhã, um leitinho e uma fruta. A papinha de orgânicos é o "must", para usar o termo do pediatra. Depois do segundo dia você já estava traçando. Hoje, domingo, os horários ficaram um pouco invertidos e você a comeu no fim da tarde. Traçou! Fiquei boba e admirada com a boca boa que você fez. Duas conchinhas completas! Que orgulho! Quero até ver quanto você engordou nesse último mês.

O fato de você ter se adaptado bem é uma tranquilidade pra mim. Assim não fico tão pesarosa de estar fora. A grande pena é que o tempo com você realmente ficou curto. Quando chego, por volta das 15h30, ainda tenho que almoçar até te dar o segundo mamá do dia. Daí, faço uma coisa ou outra até voltar a colar em você. Logo logo o dia acaba, porque você tem tomado banho para começar a mamar à noite por volta das 20h. Outra novidade: o peito costuma estar tão cheio que a semana inteira você ficou uma hora a menos mamando. A mamada ainda é longa, dura uma hora. Mas percebi que nesse tempo, graças à quantidade de leite já disponível, você consegue tudo o que precisa e apaga. Estimo que beba uns 350 ml de leite. A barriga fica até estufada! Mas é uma delícia estar com você. Aos poucos vou ter de voltar a fazer outras coisas, mas não tenho querido sair de casa quando chego. Só dá vontade de ficar com você... O primeiro fim de semana foi de folga, graças a Deus. Te curti bastante e, se já o fazia, agora então é que não vou desperdiçar nem um segundo ao seu lado. Você é maravilhoso, meu filhote querido, meu amorzinho maior que tudo!

26 de julho de 2009

Véspera da volta... coração apertado

Filho, filho, filho... mamãe está sem acreditar que chegou a hora de voltar ao trabalho! Cinco meses e meio voaram! Ao contrário da maioria das mães, que se dizem divididas entre querer ficar e voltar, eu só quero ficar com você. Desde sexta-feira tô biruta com isso... já choraminguei, tive dor de barriga, estou com dor no pescoço e nas costas. Não consigo nem pensar que vou passar cerca de oito horas fora de casa todos os dias e ainda por cima dar plantões. Meu coração está partido.
Você passou o dia fofo, dorminhoco e agora está sorridente. Mamãe te deixou com o papai enquanto arruma algumas coisas para estar pronta amanhã cedinho. Saio de casa às 7h e, por isso, vou ser obrigada a te acordar mais cedo. Você tem dormido nove horas direto até umas 7h30 da manhã. Mas vou precisar te amamentar às 6h30... Vamos ver se hoje consigo fazer você dormir mais cedo.
Também estou triste de ser obrigada a introduzir leite industrial na sua alimentação. Coisa que você não gostou de jeito nenhum. Eu que temi tanto o Nan agora torcia para você aceitá-lo. Mas não quis saber... nem esse nem o APTAMIL, que o Fran indicou... amanhã vai ser punk, porque só tem uns 120 ml de leite materno congelados... Vou levar a bombinha que a Manu mandou pelo correio para a TV e trazer o leitinho para casa. Se Deus quiser vai dar pra fazer isso todos os dias. Assim, pelo menos você terá leite materno enquanto eu estiver no trabalho. Se não, o jeito vai ser tentar o Nestogeno 1, que é mais docinho, mas prende o intenstino. Aí é sacanagem. Por que a licença maternidade só dura quatro meses, gente?! É pouco demais! Deus me abençoe, porque essa hora, tão temida, chegou. Queria poder congelar o tempo!

21 de julho de 2009

Férias na Bahia: registro só de alegria


Suas primeiras férias foram na Bahia. Saímos de SP agasalhados, você com gorrinho, na manhã do sábado 11 de julho, seu aniversário de cinco meses. Descemos do avião e já sentimos o bafo quente daquela terra maravilhosa. O voo foi ótimo, você mamou na decolagem e no pouso e não sentiu a pressão nos ouvidos. Ou seja, nota 10! Ainda no aeroporto, enquanto seu pai alugava um carro, comecei a te despir. Muquinhos de fora, pronto para encarar a sua primeira semana de dobrinhas à mostra e, basicamente, fralda como vestuário. Foi o melhor de tudo! Mamãe não se cansava de te beijar e de admirar o seu corpinho formoso. Ai, que delícia!
À noite, encontramos a Camila, de BH. Eu já imaginava que ela morasse no mesmo prédio do apartamento da Tuca e do Berni, onde ficamos hospedados. Era lá mesmo e, por isso, nos vimos duas vezes. O Samuel, filho dela, já está com 11 meses e andou pela casa toda. O que a obrigou a seguí-lo o tempo todo sem trégua para sentar. Só fiquei pensando em você daqui uns meses...


No domingo passamos o dia em Ipitanga, a casa de praia da tia Cris, amiga baiana da mamãe há vinte anos. Foi bacana estar com você lá... Imagine, a família dela me via desde a adolescência e agora conheceu você. A casa estava cheia, a família paterna é gigantesca. Parecia uma creche, de tanta criança. Havia quatro bebês entre cinco e seis meses, incluindo você. Tia Júlia, que por causa do neto João se apresenta para todos como "vovó", resolveu olhar todos ao mesmo tempo enquanto as mães almoçavam. Você durou pouco, porque as suas dormidinhas de dia costumam ser de, no máximo, 30 minutos. Mas gostou do clima, do ambiente, e não deu trabalho nenhum. Estava feliz, como sempre, graças a Deus.


No fim de tarde de segunda, a Vivi e o Tadeu foram lá apresentar o Guilherme, que é cinco dias mais novo que você. É incrível como o desenvolvimento é semelhante.
O encontro foi bacana. Você ganhou de presente uma corneta igual a dele, cheia de sons e musiquinhas.

Suas noites lá foram tranquilas, você acordou de madrugada em apenas uma delas. Eu dei de mamar porque o calor era tanto que não sabia se você estava com sede. Fiquei com dó e, por bom senso, quebrei a regra.
Na terça-feira fomos para a Costa do Sauípe. De lá, mamãe quer deixar registrado que você fez várias coisas novas na sua vidinha. O sol estava forte então, te poupei da exposição. O protetor solar foi usado todos os dias, mesmo na sombra. É, mormaço queima! No segundo dia conseguimos colocar você na água... com óculos escuros, todo todo... Engraçado! Pra falar verdade, você só aceitou usá-los naquela horinha, porque sentiu o conforto na claridade extrema. Mas com o tempo eles te incomodaram e você não quis mais. Na sombra não pôs de jeito nenhum. Arrasou... teve mãe que veio perguntar onde foram comprados. Acho que quando estiver maiorzinho vai gostar mais.



A bóia você adorou. Ficamos ali, na piscininha do hotel mesmo, porque a praia é de pedra e, quando a maré baixava, às vezes o sol estava muito forte. Tivemos a sorte de encontrar a praia vazia num fim de tarde. Pensei em entrar com você, mas já estava friozinho. Aproveitamos então pra botar os seus pezinhos e te fiz pular umas ondinhas.



Você não reclamou nada, portanto, entendi que gostou. Mas demostrou sentir a diferença da textura da areia, porque ficava encolhendo os pezinhos quando eu os colocava no chão. Fofo!

Quanto à alimentação, a novidade ficou por conta da água de côco e do mamãozinho, basicamente. Aliás, em Salvador, você comeu a primeira bananinha com laranja lima espremida em cima e tomou água de côco todos os dias. No último, com o maior gosto.
De noite, na hora do jantar, você dava um trabalhinho porque em vez de estar dormindo ou relaxando, como fazemos em casa, te colocávamos no carrinho para ir comer. Aí começava um choro de cansaço que nos obrigava a nos virar pra conseguir jantar até o fim. Muitas vezes, eu comia antes e saía correndo com você pra dar banho e mamar enquanto seu pai terminava. O hotel acabou não instalando o berço no nosso quarto, mas como havia duas camas grandes, eu acabei dormindo com você. Em todas às noites, sem exceção, você acordou. Ai, ai, ai... O barulho daquela descarga no banheiro ao lado da nossa cama interrompia o seu sono e eu ficava a ponto de morrer. Pra não ter escândalo no hotel, dá-lhe peito... Fiquei até com medo de você desaprender a dormir. Mas essa noite, a primeira de volta em casa, foi perfeita. Você chegou tão cansado que dormiu nove horas direto. Das 22h30 até 07h30. Rafael, mamãe só tem uma coisa a dizer: você é tudo de bom! E as fotos das férias ficaram lindas, sem tirar nem por!

10 de julho de 2009

Rafael na virada para o quinto mês



A consulta do quinto mês foi quatro dias antes de você de fato completá-lo. Como sempre, foi uma celebração. Você engordou e cresceu, mas num ritmo menor, como já era esperado. Estava pesando 7.900 kg (apenas 100 gramas acima da média) e medindo 66 cm, na média. Tá grandão! Mas o crescimento já não é mais tão acelerado, senão as crianças se transformariam em gigantes. E o ganho de peso cai, porque vocês se mexem muito e gastam mais energia. A novidade é que neste mês você começa a comer frutas e sopinhas. Ai meu Deus, deu até um aperto no coração... Não vou mentir que é duro ver que você está deixando de ser o nosso bebezinho. Até então, tudo que você era saiu da mamãe. Você nunca tinha comido ou bebido nada que não fosse o leite do peito... agora está crescendo! Seu pai prestou muita atenção nas orientações porque é ele quem vai preparar as suas sopinhas. Tudo com orgânico, porque a gente vai investir nisso. O Dr. Fran disse que faz diferença, neste momento em que os órgãos estão se desenvolvendo. A tia Kika tem um fornecedor e a mamãe vai pedir todos os contatos para ela.
As frutinhas do mês serão as seguintes: banana prata, com laranja lima espremidinha em cima; mamãozinho papaya; caqui (o "MUST", segundo o médico!); perinha macia e/ ou abacate com melzinho natural (vamos usar o que a tia Kika e o Marcus Aurélio estão produzindo no sítio, com geléia real ainda por cima!).
Como vamos para a Bahia neste sábado, a sopinha vai ficar para última semana antes da mamãe voltar a trabalhar. Lá você poderá tomar água de cocô natural! Que delícia! O aleitamento materno fica até o sexto mês, pelo menos. Vou te dar mamar antes do trabalho e à noite. Se você pegar a papinha na hora do almoço, não precisa de peito. Mas se recusar, daí tem de mamar três vezes.
Outras novidades que farão parte das nossas férias: vai poder entrar na piscina (que graça vai ser!), mesmo na sombra vamos passar protetor solar fator 50 e ainda vai poder usar os óculos escuros que a mamãe e o papai compraram (vi no Discovery Home and Health e quis um igual. O pediatra disse que pode usar porque já preserva os olhos desde cedo). Quanto ao desenvolvimento, já está a caminho de sentar sozinho - até o sexto mês terá alcançado isso - e agora começa a fase de encontrar o pezinho. A mamãe já te viu pegando nele umas três vezes quando foi colocado sentadinho nas almofadas.

O 'BIGODON' E O CORPINHO
Seu pai fica dizendo que você vai para o circo. "Com vocês, o nenem barbado!!!!!", provoca. É triste e engraçado ao mesmo tempo. É que o bigode está realmente muito acentuado e nenhum de nós dois tem muito pêlo (com ou cem o acento, depois da nova regra?). O pediatra disse que os pelinhos da testa e bigode estão ali por causa do remédio que eu estou tomando mesmo. O fato é que eles vão cair se eu parar de tomar. Ou, quando você não estiver mais mamando no peito. A minha preocupação era essa. Até interrompi a medicação uma semana antes da sua vó chegar, com medo de que esses pêlos não caíssem até serem vencidos por um barbeador na adolescência. rs. Mas o Dr. Fran disse que caem. Então, resolvi que vou continuar me medicando, porque a situação está triste. O meu cabelo, que já é pouco, está caindo demais...
O que mais sobre você? Bem, já está empinando o pescocinho há duas semanas e nós devemos continuar incentivando isso, te colocando de costas e fazendo barreira com os nossos braços nos seus pezinhos, pra que você force para tentar se arrastar. Você passou boa parte da consulta prestando atenção no médico. Na hora de tirar a sua roupinha pra te medir e examinar, você arranjou confusão. Chorou forte, tadinho, e até fez xixi sentado lá. Engraçado porque quando você está chatinho em casa, eu perdi a dó de te ver chorar... mas lá deu dó sim. Dá vontade de te catar no colo, te embrulhar e não largar mais. É que você se transforma em motivo de orgulho durante toda a consulta e falar de você faz com que a gente se apaixone ainda mais pelo seu desenvolvimento e pelas novidades que estão por vir. Seu pai passou a consulta com você no colo e nós dois te acariciando o tempo todo. Saímos de lá felizes, como sempre. A próxima consulta é daqui um mês. Viva você!!!

8 de julho de 2009

Semana com vovó e vovôs


Era dia 30 de junho, quando a vó Paula chegou. Ela aproveitou um compromisso do doutorado em SP para ficar conosco quatro dias. Eu quase não cabia em mim de tanta euforia, afinal, a última vez que ela tinha te visto tinha sido quase 40 dias antes, em maio, lá em BH. Ela chegou tão maluca de saudade que errou até o nome da estação de metrô e foi parar em outro lugar. Fui buscá-la na Vila Madalena, onde sempre combinávamos quando ela vinha com mais frequência, entre 2007 e 2008. Saí de casa cedinho e nada dela aparecer. Liguei umas quatro vezes para o celular. Na primeira, ela disse: "Tô no terminal de ônibus...", como se estivesse a caminho do carro. Na segunda, eu: "Mãe, cadê você que ainda não chegou? Eu tô estacionada aqui embaixo, onde sempre te pegava, perto da banca, do ponto de táxi...". Ela: "Tô na rua tal...", dizendo o nome, como se eu conhecesse. Eu estava achando estranho, porque sabia que se estivesse na Vila Madalena ela nunca deixaria de reconhecer o lugar. Cheguei a perguntar se ela tinha certeza de onde estava... disse que sim, mas que ia perguntar. Na quarta vez, liguei pra tentar entender. Se ela dizia que estava na estação, mas não tinha chegado até o carro, alguma coisa estava acontecendo. Doidinha que só ela, disse que tinha acabado de ligar para nossa casa para avisar a empregada que não era para eu buscá-la, porque ela ia se virar e pegar um táxi. Gente, como assim? Eu estava ligando pra ela havia vinte minutos dizendo que já estava na estação a esperando... como então não precisaria sair de casa? Sua vó chega a ser engraçada! Bem, esperei mais um pouco e, convicta de que ela não estava ali, liguei de novo: "Mãe, você tem certeza que você está na Vila Madalena?". Ela olhou pra uma placa lá e leu: "Vila Mariana!". Ave, ela estava do outro lado da cidade, longe demais! Se fosse pegar um táxi para chegar em casa, ia pagar uns 60 reais com aquele trânsito. Acabei voltando para casa. Ela entrou no metrô de novo e chegou aqui uns 40 minutos depois. Ufa! Quando apareceu concluiu: "Eu estava tão louca de vontade de chegar que li Vila... e pensei, é essa mesma!".
Quando chegou aqui, você tinha acabado de acordar. Disse que estava "sedenta" de você. À tarde, fomos juntas ao Posto para você tomar a vacina contra o Rotavírus. Vovó te segurou no colo enquanto você engolia o líquido geladinho. Eu amei estar com ela ali.
No dia seguinte ficou até com dor nos braços de tanto te segurar. Também, logo na primeira noite, a de terça, você deu uma baita canseira... ela ficou com você no colo mais de uma hora e meia pra você acalmar, de tão agitado. Vovó ficou impressionada com o seu crescimento e a sua "boniteza". Repetiu que você é todo lindo, tem um corpinho fofo, perninhas grossas, bumbunzinho formoso...e, sobre o bigode, disse que era pra eu continuar a tomar o remédio para a queda de cabelo porque senão ficaria careca! hahahha. Quanto à você, não teria problema, "porque é menino e o Daniel - nosso primo - também tinha bigode assim".

Na quarta-feira, chegou o 'vô Alexandre', o seu terceiro avô (a vovó está com ele desde que a mamãe tinha 13 anos). Foi bacana ter os dois aqui... só faltou o tio Pedro, que estava na reta final do primeiro semestre na escola e não pode vir. Na sexta-feira de manhã, ele foi embora porque tinha um compromisso do basquete em Alphaville. Nós fomos buscar o vô Marcos - legítimo - no aeroporto. Você foi junto porque ia mamar. Daí, ele voltou dirigindo. Foi engraçado o jeito que você o olhou do banco de trás, já quase pegando o peito. Tipo observando mesmo... Passamos o dia com os dois avós, uma delícia. À tarde, vovô te fez dormir no carrinho, cantando um samba enredo da Portela, que diz assim: "Ah, minha Portela... quero ver você passar...// ...foi um rio que passou em minha vida... e o meu coração se deixou levar...// laiá... laiá...laiá, laiá...// " Linda! Ele cantou nos três dias em que ficou aqui, enquanto embalava o seu carrinho. Você ama. Eu agora tenho tentado cantá-la, mas esqueço vários trechos. Vou enrolando.
No fim de tarde, antes da vovó ir embora, você já estava cansadinho e os dois ficaram por conta para te entreter. Você batia muito as perninhas no kanguru, de tanta euforia. A mamãe descobriu que tê-los em casa é mais gostoso do que estar em BH com você. Aqui temos a nossa vida organizada, o seu quartinho, as suas coisas, a ajuda da babá quando necessária.
No sábado, fomos para Vinhedo com o seu vô, num outlet. Ele ficou por sua conta também. No domingo você acordou cedíssimo e chamei o vovô de novo para ajudar. No fim da manhã, ele foi dar uma voltinha na nossa rua com você para te fazer dormir. À tarde, almoçamos no clube. A semana foi maravilhosa... bem que eles podiam vir pelo menos uma vez por mês, para passar pelo menos um fim de semana aqui. Num vinha a vovó com o tio Pedro e no outro o vô. Ia ser uma delícia, né, filho?!

Vovó "apelou" para o Kanguru para te acalmar. Você amou... não parava de bater as perninhas. E ria, porque o vô Marcos ficava fazendo graça pra te animar

Mamãe, você e os seus avós que serão os seus padrinhos. Estar com eles não tem preço. É uma felicidade indescritível.

Vovó se virando nos 30". hahahaha.... botou você no ombro pra tentar fazer você parar de chorar. Você gostou... ficou olhando para os objetos na estante e de olho na foto!

Vovó fazendo balancinho com você, no dia em que chegou em casa.

"Vô"Alexandre conseguiu fazer você sorrir depois da vovó tentar, tentar e desistir. Foi engraçado, ela fez de tudo, mas você ficou prestando atenção sem sorrir. Chegou a tomar uns sustinhos com os gritinhos que ela dava. Na foto, você está com o macacãozinho que ele trouxe de viagem para você.

Vovô Marcos com você todo encapuzado no clube, no almoço do domingo. Ele não gosta nem de ouvir a gente dizer que você dá um trabalhinho. Diz sempre que você é uma "benção"... é verdade. Nos momentos de alguma dificuldade, na hora dos seus sonos diurnos, ele pegou no batente.

Mamãe coruja! Você é uma coisa, filho!

2 de julho de 2009

Fê, a irmã

Há muito tempo a mamãe quer deixar um registro sobre o carinho que a sua irmã tem por você. Para a nossa surpresa, ela curtiu a idéia desde que recebeu a notícia da gravidez, lá pelo segundo mês de gestação. Seu pai contou assim, meio por alto num churrasco aqui no quintal. Eu não acreditei, porque foi de supetão, mas indiretamente. Ela pareceu meio confusa, mas pescou a mensagem rapidamente. Me olhou com uma cara que eu não vou esquecer nunca e comemorou. No início, ela queria que fosse uma menina, pra enfeitar e tudo mais. Mas essa preferência não durou muito. Logo que seu pai chegou de viagem com o seu enxoval, ela já amou tudo. Diz sempre que você é muito chique! Sobre o nome, gostou de cara da escolha.
Em outubro, no aniversário de 20 anos dela, você virou um assunto. Eu estava no quinto mês de gestação e a cada amiga que aparecia na sala ela repetia: "Você já viu o meu irmão?!" rs. Tinha gente que ficava procurando, sem entender. Foi engraçado! Quando a barriga cresceu mais, ela se surpreendia a cada encontro. "Pri, tem certeza que só tem um?", dizia. Ou, com mais frequência: "Você sabe que não vai caber, né?". Com razão, porque você nasceu no fim do oitavo mês.

O CARINHO POR VOCÊ, O IRMÃOZINHO
Ela tinha afeto pela barriga e até conversava com você. Desde então já dizia: "Já que você não tem família em SP Rafael, vai sobrar tudo pra mim!", com um tom de felicidade por não ter que te dividir sempre com os avós.


Bem, quando você nasceu, ela foi logo à maternidade. Te achou lindo logo de cara... e celebrou o fato de você parecer com o pai, o que também te deixa parecido com ela. As mãozinhas e pezinhos, por exemplo, são iguais. Numa visita aqui em casa ainda nos primeiros dias, a mãe dela, Bizuca, disse que a Fê já escrevia sobre você como o "mais novo grande amor" da vida dela. Com a sua chegada, as vindas dela em casa se tornaram mais frequentes (motivo de alegria constante principalmente para o seu pai). Quando não vem sozinha, traz alguém da família - a mãe, o irmão João, a vó Mariah e o namorado Frica. Até ele já entrou na roda para cuidar de você e embalar o seu carrinho num almoço em família. Quando você era bem pequenininho e as duas avós já não estavam mais por aqui ela ajudava. Sempre passava uma tarde ou outra em casa te entretendo ou me acompanhando no clube (lugar onde ela costuma nos encontrar num fim de semana ou outro para almoço com o seu pai também). Ainda hoje, vem sempre que pode e ainda ajuda. Adora participar dos seus banhos, observa o seu corpinho e comenta cada mudança. Até os cílios ela reparou quando começaram a encher.

Ela te chama constantemente de fofo, palavra que nunca falta nos encontros e diz que agora você está ainda "mais fofo que antes". Você reage com sorrisos ao vê-la. Já a reconhece, claro. E não deve demorar muito para saber que é a sua irmã.
Semana passada ela veio jantar em casa. Apareceu no quarto para te ver mamar, mas como você estava agitado, você a viu e ainda ficou sorrindo. Ela amou, né?! Ainda mais porque achou que ia te ver só dormindo e teve a chance de te pegar no colo. Eu logo desisti de tentar te acalmar. Reforcei a sua roupinha para o frio e deixei a Fê descer para a cozinha com você, para o que chamamos de "a sua primeira balada", enquanto seu pai cozinhava. Menos de uma hora depois você já estava cansado e ela passou todo o tempo com você no colo resmungando, enquanto eu descongelava uma mamadeira que você desprezou mais tarde. Antes do estresse, a alegria para a foto. Papai orgulhoso com os dois filhos.

HIGH TECH
Graças a ela, que está no segundo ano de Jornalismo, estamos começando a passar o que temos de vídeo seu para o computador. Seu pai incentivou que ela fizesse um curso de edição e agora está aproveitando para aprender algumas coisas. Não vejo a hora de colocar aqui tudo o que temos de bacana. Seu primeiro vídeo editado foi ela quem fez. Eu e seu pai achamos lindo! Ela é de uma geração que domina a tecnologia, gosta e tem jeito pra coisa... Então você pode imaginar como é, né?!

VINTE ANOS DEPOIS
O fato de você ser 20 anos mais novo que ela fará com que vocês tenham uma relação parecida com a minha e do Pedro, seu tio de 12 anos. É um amor que a gente não consegue explicar. Ciúmes e companheirismo podem aparecer de outras formas, menos comuns do que há entre irmãos da mesma idade. Uma coisa é certa: você vai aprender a amá-la e a admirá-la. E ela, vai sempre se encantar com o seu crescimento, com a sua esperteza e a sua beleza. Com a gente morando por aqui, vocês podem sim até se tornar companheiros para muitas coisas. Vai ser bacana.

22 de junho de 2009

A primeira mamadeira

Foi hoje, dia 22 de junho, agora há pouco... pouco antes das 15h. Mas com leite do peito, pelo menos isso. Pra mim foi marcante porque a primeira mamadeira era como um 'mito' na minha vida. Seria a primeira vez desde o nascimento que você se alimentaria de algo que não fosse o meu peito. Por isso, eu criei uma fantasia em torno dela. Na minha cabeça filho, deveria ser dada por mim ou pelo seu pai. Mas não teve jeito, foi a Dorinha mesmo (logo, logo explico o porquê). Para a minha felicidade, nem foi tão duro assim aceitar que fosse a babá a primeira. No fundo, acho que só fiquei tranquila porque eu estava do lado acompanhando.

POR QUE A BABÁ?
Bem, você tinha mamado até 12h10, mas foi uma daquelas vezes em que só pegou um pouquinho: sete minutos apenas. Eu fui para ginástica às 13h30. Ia te levar para o clube, mas você dormiu. Daí, resolvi deixar o telefone da Paula - a professora - em casa para a babá ligar se necessário. Já estava nos abdominais, terminando a aula quando o telefone tocou. Era a Rose, a empregada, dizendo que você estava chorando muito. Vim zunando... sabia que era fome! Já eram 14h30. Quando cheguei, você estava calminho já, no colo da Dorinha, vendo a fonte e os peixinhos. Um lugar maravilhoso pra te acalmar, por sinal. (acabo de descer pra te levar para lá de novo, porque você voltou a chorar enquanto eu escrevia...). Pois então, assim que cheguei do clube te peguei e fui te amamentar. Você mamou uns três minutos e começou a esguelar! Meu Deus... lembrei na hora da história de que não se deve amamentar logo depois de fazer ginástica! Pedi ajuda para a Dorinha, que te pegou no colo. Enquanto isso, fui tomar um banho, pra ver se ajudava em alguma coisa. Nada... lembrei da mamadeira com uns 50 ml de leite que estava na geladeira. Leite que eu tirei ontem (pena que me esqueci de tirar mais antes de sair para a ginástica, para aliviar o peito... assim você teria mais leite disponível). Até tinham outros 150 ml de leite congelado, mas na última vez que tentei esquentá-lo ficou com gosto de plástico e achei que tenho que pensar em outra forma de descongelá-lo. Senão, vai pro lixo de novo. Então, botei esse leitinho (50 ml) na mamadeira que usei para tentar te dar chá na época do calor, em março. Você tinha gostado do bico, mas só não aceitou porque odiou o gosto. Imaginei que funcionaria, mas eu estava tão nervosa com a sua choradeira, tensa por saber que era fome e que o meu leite podia ter ácido lático em excesso, que fui tomar um chá de camomila e deixei a Dorinha te dar a mamadeira. Pra te fazer pegar, ela ficou em pé te mostrando o cavalinho... só depois se sentou. Pra não arriscar, coloquei o Pinocchio na sua frente... mas o leite estava acabando. E eu já estava prevendo o próximo choro.
Te coloquei no peito em seguida, mas você recusou. Pensei então que você estivesse bravo comigo. Dorinha e Rose acharam graça: "Como um bebê desse tamanho vai ter raiva da mãe!?" Sei lá, na hora do estresse a gente pensa em cada coisa! Resolvi então tirar o leite com a bombinha... pensando que se você o pegasse depois, era birra comigo mesmo. Tirei 60 ml e você já estava relativamente tranquilo de novo com a Dorinha... Pois bem, tirado o leite, fui eu mesma te amamentar com a mamadeira... e você não quis nada! Portanto, a minha conclusão é de que a ginástica realmente interferiu no gosto. Como você ainda não está calmo, estou aqui tensa pensando que ainda possa estar com fome. Enquanto isso, o tempo da ginástica está passando... a Encantadora de Bebês diz que é bom amamentar apenas uma hora depois da atividade física. Então, se eu conseguir relaxar, pode ser que o leite melhore em breve e você consiga matar a sua fome totalmente....

MAMÁ DE VERDADE
Pouco antes de eu reler esse registro, resolvi tentar te oferecer o peito de novo, porque você estava choroso ainda. Só que antes, achei que precisava de um chocolate, de algo doce pra sentir um prazer e a cabeça ajudar. Peguei uma colher cheia de leite condensado, molhei uns morangos e tracei. Que delícia! Mesmo assim, mais tranquila, você não quis... fui então para o banheiro brincar com a bola que o seu pai comprou para o seu tio Pedro há mais de um ano. Você, que chegou a dar gargalhadas com ela outro dia, até que curtiu. Eu já tinha desencanado de te amamentar, mas quando saí de lá, você começou a juntar a cabecinha no meu peito, entre um e outro. Achei que fosse vontade de mamar e te ofereci em pé. Você pegou na hora. Já eram 16h22. Saí andando pela casa e deitei com você na cama, como fazemos nas mamadas noturnas. Você mamou 30 minutos. Nossa, que maravilha filho. Só fiquei agradecendo a Deus. Finalmente você conseguiu matar a sua fome e relaxar. Você até dormiu. Tá lá, deitadinho no berço. Ufa! Que perrengue viu! Eu realmente fiquei tensa, estressada, preocupada, me sentindo culpada. Mas como tudo tem dois lados, o bom de tudo isso é que você pegou a mamadeira. Isso significa que, em breve, quando eu voltar a trabalhar (nem gosto de pensar nisso), não será tão difícil assim. Tomara. Tem mais: ginástica antes do peito, never again! Tá maluco!?!

21 de junho de 2009

O primeiro vídeo do Rafael


Finalmente o primeiro vídeo editado pela Fê, a irmã high tech. Assista aqui

12 de junho de 2009

"Tem fermento nesse leite"

Foi o que o pediatra disse quando constatou que você cresceu cinco centímetros em um mês! É uma maravilha ouvir isso e ele certamente sabe, principalmente porque tudo é só do leite materno ainda. Ai que orgulho, de novo! Você agora chegou aos 65 cm. Dezoito a mais do que nasceu e um centímetro mais alto que a média. Já no peso, está como a maioria: 7,360 kg (a balança alterna e a foto daqui não registrou a marca final - dá vontade de te morder!!! Que coisa mais linda... olha os pezinhos!). Quanto ao seu desenvolvimento, está tudo indo super bem. Você está espertíssimo, com uma agilidade incrível. As pernas se mexem a cada semana com mais rigor. As maõzinhas, como previsto, já se encontraram.



Começou na quarta-feira, véspera do seu aniversário de quatro meses. É lindo ver. Já os olhos não deixam nada passar despercebido. Você repara tudo e tem um gosto especial por estampas. rs. Acho engraçado quando encontra os pezinhos do macacão que está vestindo hoje - o de listrinha bege e marrom, que o papai trouxe. Você fica observando o tecido, olhando fixamente para os pés. É o máximo! Ah, tem mais novidade... o cuspe! Quanta bolha você anda fazendo. Diz a Dorinha que são as bolhinhas de sabão. Boa! Segundo o médico, isso acontece porque as enzimas aumentam e provocam uma salivação maior. Haja babador! (acabei de te flagrar, enquanto escrevo, com tudo isso na boca!) A gente acha engraçado, porque as bolhinhas sempre veem acompanhadas de um barulhinho. Você está esperto demais e, como diz o seu pai, esbanjando saúde! Graças a Deus.

Faltou dizer o que mais aqui? Gente, como assim ?? Mamãe estava se esquecendo de deixar registrado o tanto que o seu sono progrediu! Tenho certeza que foi graças aos princípios do livro "Nana Nenê", de de Garry Ezzo e Robert Buckman (Esse livro é perfeito! Como a Larissa mesmo dizia, toda mãe tem de ler. O problema é que tem um homônimo, com uma vírgula de diferença que é uma porcaria. Eu, por exemplo, li o ruim primeiro). Filho, só nesta semana você dormiu quatro noites entre nove e nove horas e cinquenta minutos direto. No dia da consulta do Dr. Fran tinham sido três noites consecutivas. Lá, aproveitei para começar a falar das boas notícias e ele logo disse: "Então Priscilla, agora acabou a história de amamentar de madrugada! Se acordar, dê uma chupeta* mas não dê de mamar porque depois, com dois anos, é muito mais difícil cortar esse hábito. Aí é na base do não, do estresse... e há criança até que vomita!". Eu já tinha lido tudo isso no livro, que até o pediatra indicou nesse dia de tão bom que é. Bem, na noite da consulta, é claro, você acordou... eu já previa que isso ia acontecer só para gente ter que colocar em prática o "te enrolar". Ave, você acordou menos de quatro horas depois de ter ficado uma hora e 20 min no peito. Seu pai enlouqueceu!
Queria porque queria que eu te amamentasse, desrespeitando tudo o que o pediatra sugeriu na consulta. Ele achava que eu estava judiando de você. Dizia que não amamentar era coisa da pré-história, que ia queimar os livros, que você só tinha quatro meses... entre outras coisas.



Hoje dá até pra rir, mas foi duro, filho! Ele me chamou até de 'mutante'. Vê se pode!!!!! Eu não sei como suportei te ouvir chorar e ouvir tudo o que ele dizia... mas quando estava sendo vencida pelo cansaço e ia te oferecer o peito (seria um erro), você dormiu! Ai, que benção. Obrigada!

As duas noites consecutivas também foram de provação, mas bem mais brandas. E depois, seu pai resolveu aceitar o que o pediatra sugeriu e o que eu resolvi colocar em prática. Ele acabou ajudando a te ninar duas noites depois, sem falar nada. Como estávamos confiantes de que tínhamos que fazer aquilo, você até foi fácil. Em 45 minutos dormiu... (Essa história da confiança dos pais na medida a ser adotada está no 'Nana, nenê', com a vírgula no título. Talvez seja a única coisa realmente bacana desse outro livro). Só pra terminar esse assunto, essa noite - três depois da consulta, você voltou a dormir nove horas direto. A gente saiu para jantar ontem no dia dos namorados e, graças ao seu sono, a mamãe conseguiu dormir o suficiente até a hora que você acordou para mamar hoje cedo. Que lindo!


* A CHUPETA - O 'BU'
Pois é, o pediatra só sugeriu te enrolar usando a chupeta porque eu disse que você pegou uma da Chicco. A Mariana também só conseguiu que o Bernardo pegasse essa e me falou da bendita num almoço lá no Museu da Casa Brasileira, há uma semana. Eu pirei! Resolvi que tinha que comprar para te dar, já que os benefícios, segundo ela, tinham sido inúmeros. Mas no sábado seu pai estava mal de gripe - que eu acabei pegando dele, de novo - e voltamos direto para casa. No domingo à noite, sua irmã foi com o seu primo Pedrinho lá no Vila Lobos comprar depois do churrasco que seu pai fez em casa. Eu implorei e a Fê atendeu prontamente o pedido. Parecia um milagre. Você estava chatinho e ainda não tinha dado a hora do seu banho. Eu tinha que te enrolar... Daí, eu a esterelizei e colei na sua boca prendendo-a entre o meu peito e o seu rostinho - foi a Alê que disse que fazia isso com o Gustavo, um mês mais novo que você. Deu tão certo que eu nem acreditei... você ficou tão quieto que até cochilou. Fala sério! Que chupeta é essa gente? Tem o que na borracha? ( a Larissa disse que de látex faz mal, tem de ser de silicone... mas eu tinha que tentar a milagrosa!) Ah, também foi só naquele dia... depois você deixou de amá-la. Mas é preciso reconhecer que ela já me ajudou outras vezes nesses últimos dias, inclusive nas madrugadas de provação. Antes dela, você não quis nenhuma outra. Então, vamos continuar com a milagrosa ou, como diríamos em Minas, com o milagroso. Lá é bico, não é chupeta. E o apelido carinhoso é Bu.

9 de junho de 2009

Dorinha, a babá


Ela começou a ajudar a cuidar de você no dia cinco de maio, menos de uma semana para você completar três meses. Foi indicação da Mariana, mulher do Wagner e mãe da Maria e do Bernardo. Peguei o contato dela ainda quando a sua vó Nair estava aqui, mas acabei combinando com a Roberta e não liguei. No fim, a Roberta, que a mamãe tanto queria, só veio dois dias. No terceiro, avisou que o filho estava com catapora e disse que não lembrava se ela mesma já tinha tido. Por causa disso, combinamos que ela só voltaria depois de um tempo. Um mês se passou e, nesse período, cheguei à conclusão de que, apesar de não amar a idéia, ia precisar de alguém para dormir. A nossa família mora longe e a mamãe não pode depender de favor quando tiver algum compromisso à noite. Resolvi então ligar para essa indicação. Confesso que, logo de cara, simpatizei com o nome: Dorinha. Sonoro para uma babá,né?! Tem 50 anos, três filhos, dois netos... veio até com o mais novo, que tem 1 ano e 11 meses em casa, no dia em que conversamos. Causou boa impressão. Enquanto o quartinho da edícula não fica pronto, ela vai e volta... depois vai passar a ficar direto. De lá para cá, dormiu uma noite em casa, mas você ficou tão bonzinho que nem precisou da mamadeira com leite materno que deixei. Ê maravilha!

AOS POUCOS

Na primeira semana você abriu o berreiro dois dias, mas aos poucos se acostumou. Na segunda semana ela já conseguiu te fazer dormir no colo... eu tô colocando fé no jeitinho dela. Acho que vai ser alguém que vai tratar de você com carinho, não teria coragem de judiar. Uma pessoa que tem filhos e netos deve se colocar no lugar do outro na hora de lidar com um bebê.
Nos primeiros dias, ela falou uma coisa tão engraçada, que toda vez que acontece, mamãe se lembra. Quando eu te suspendo para arrotar, você se curva todo, com o bumbum pra trás, empinado. Quando viu isso, ela falou: "Parece aqueles tatuzinhos.. que a gente põe o dedo e eles encolhem!". É o tatu bola! Ela ficou sem jeito depois, mas eu concordei e adorei. Você é o meu tatuzinho! rs.

Que cara boa, filho!

7 de junho de 2009

Rafael na casa da irmã


Assista aqui o primeiro vídeo do Rafael no Youtube