21 de julho de 2009

Férias na Bahia: registro só de alegria


Suas primeiras férias foram na Bahia. Saímos de SP agasalhados, você com gorrinho, na manhã do sábado 11 de julho, seu aniversário de cinco meses. Descemos do avião e já sentimos o bafo quente daquela terra maravilhosa. O voo foi ótimo, você mamou na decolagem e no pouso e não sentiu a pressão nos ouvidos. Ou seja, nota 10! Ainda no aeroporto, enquanto seu pai alugava um carro, comecei a te despir. Muquinhos de fora, pronto para encarar a sua primeira semana de dobrinhas à mostra e, basicamente, fralda como vestuário. Foi o melhor de tudo! Mamãe não se cansava de te beijar e de admirar o seu corpinho formoso. Ai, que delícia!
À noite, encontramos a Camila, de BH. Eu já imaginava que ela morasse no mesmo prédio do apartamento da Tuca e do Berni, onde ficamos hospedados. Era lá mesmo e, por isso, nos vimos duas vezes. O Samuel, filho dela, já está com 11 meses e andou pela casa toda. O que a obrigou a seguí-lo o tempo todo sem trégua para sentar. Só fiquei pensando em você daqui uns meses...


No domingo passamos o dia em Ipitanga, a casa de praia da tia Cris, amiga baiana da mamãe há vinte anos. Foi bacana estar com você lá... Imagine, a família dela me via desde a adolescência e agora conheceu você. A casa estava cheia, a família paterna é gigantesca. Parecia uma creche, de tanta criança. Havia quatro bebês entre cinco e seis meses, incluindo você. Tia Júlia, que por causa do neto João se apresenta para todos como "vovó", resolveu olhar todos ao mesmo tempo enquanto as mães almoçavam. Você durou pouco, porque as suas dormidinhas de dia costumam ser de, no máximo, 30 minutos. Mas gostou do clima, do ambiente, e não deu trabalho nenhum. Estava feliz, como sempre, graças a Deus.


No fim de tarde de segunda, a Vivi e o Tadeu foram lá apresentar o Guilherme, que é cinco dias mais novo que você. É incrível como o desenvolvimento é semelhante.
O encontro foi bacana. Você ganhou de presente uma corneta igual a dele, cheia de sons e musiquinhas.

Suas noites lá foram tranquilas, você acordou de madrugada em apenas uma delas. Eu dei de mamar porque o calor era tanto que não sabia se você estava com sede. Fiquei com dó e, por bom senso, quebrei a regra.
Na terça-feira fomos para a Costa do Sauípe. De lá, mamãe quer deixar registrado que você fez várias coisas novas na sua vidinha. O sol estava forte então, te poupei da exposição. O protetor solar foi usado todos os dias, mesmo na sombra. É, mormaço queima! No segundo dia conseguimos colocar você na água... com óculos escuros, todo todo... Engraçado! Pra falar verdade, você só aceitou usá-los naquela horinha, porque sentiu o conforto na claridade extrema. Mas com o tempo eles te incomodaram e você não quis mais. Na sombra não pôs de jeito nenhum. Arrasou... teve mãe que veio perguntar onde foram comprados. Acho que quando estiver maiorzinho vai gostar mais.



A bóia você adorou. Ficamos ali, na piscininha do hotel mesmo, porque a praia é de pedra e, quando a maré baixava, às vezes o sol estava muito forte. Tivemos a sorte de encontrar a praia vazia num fim de tarde. Pensei em entrar com você, mas já estava friozinho. Aproveitamos então pra botar os seus pezinhos e te fiz pular umas ondinhas.



Você não reclamou nada, portanto, entendi que gostou. Mas demostrou sentir a diferença da textura da areia, porque ficava encolhendo os pezinhos quando eu os colocava no chão. Fofo!

Quanto à alimentação, a novidade ficou por conta da água de côco e do mamãozinho, basicamente. Aliás, em Salvador, você comeu a primeira bananinha com laranja lima espremida em cima e tomou água de côco todos os dias. No último, com o maior gosto.
De noite, na hora do jantar, você dava um trabalhinho porque em vez de estar dormindo ou relaxando, como fazemos em casa, te colocávamos no carrinho para ir comer. Aí começava um choro de cansaço que nos obrigava a nos virar pra conseguir jantar até o fim. Muitas vezes, eu comia antes e saía correndo com você pra dar banho e mamar enquanto seu pai terminava. O hotel acabou não instalando o berço no nosso quarto, mas como havia duas camas grandes, eu acabei dormindo com você. Em todas às noites, sem exceção, você acordou. Ai, ai, ai... O barulho daquela descarga no banheiro ao lado da nossa cama interrompia o seu sono e eu ficava a ponto de morrer. Pra não ter escândalo no hotel, dá-lhe peito... Fiquei até com medo de você desaprender a dormir. Mas essa noite, a primeira de volta em casa, foi perfeita. Você chegou tão cansado que dormiu nove horas direto. Das 22h30 até 07h30. Rafael, mamãe só tem uma coisa a dizer: você é tudo de bom! E as fotos das férias ficaram lindas, sem tirar nem por!

10 de julho de 2009

Rafael na virada para o quinto mês



A consulta do quinto mês foi quatro dias antes de você de fato completá-lo. Como sempre, foi uma celebração. Você engordou e cresceu, mas num ritmo menor, como já era esperado. Estava pesando 7.900 kg (apenas 100 gramas acima da média) e medindo 66 cm, na média. Tá grandão! Mas o crescimento já não é mais tão acelerado, senão as crianças se transformariam em gigantes. E o ganho de peso cai, porque vocês se mexem muito e gastam mais energia. A novidade é que neste mês você começa a comer frutas e sopinhas. Ai meu Deus, deu até um aperto no coração... Não vou mentir que é duro ver que você está deixando de ser o nosso bebezinho. Até então, tudo que você era saiu da mamãe. Você nunca tinha comido ou bebido nada que não fosse o leite do peito... agora está crescendo! Seu pai prestou muita atenção nas orientações porque é ele quem vai preparar as suas sopinhas. Tudo com orgânico, porque a gente vai investir nisso. O Dr. Fran disse que faz diferença, neste momento em que os órgãos estão se desenvolvendo. A tia Kika tem um fornecedor e a mamãe vai pedir todos os contatos para ela.
As frutinhas do mês serão as seguintes: banana prata, com laranja lima espremidinha em cima; mamãozinho papaya; caqui (o "MUST", segundo o médico!); perinha macia e/ ou abacate com melzinho natural (vamos usar o que a tia Kika e o Marcus Aurélio estão produzindo no sítio, com geléia real ainda por cima!).
Como vamos para a Bahia neste sábado, a sopinha vai ficar para última semana antes da mamãe voltar a trabalhar. Lá você poderá tomar água de cocô natural! Que delícia! O aleitamento materno fica até o sexto mês, pelo menos. Vou te dar mamar antes do trabalho e à noite. Se você pegar a papinha na hora do almoço, não precisa de peito. Mas se recusar, daí tem de mamar três vezes.
Outras novidades que farão parte das nossas férias: vai poder entrar na piscina (que graça vai ser!), mesmo na sombra vamos passar protetor solar fator 50 e ainda vai poder usar os óculos escuros que a mamãe e o papai compraram (vi no Discovery Home and Health e quis um igual. O pediatra disse que pode usar porque já preserva os olhos desde cedo). Quanto ao desenvolvimento, já está a caminho de sentar sozinho - até o sexto mês terá alcançado isso - e agora começa a fase de encontrar o pezinho. A mamãe já te viu pegando nele umas três vezes quando foi colocado sentadinho nas almofadas.

O 'BIGODON' E O CORPINHO
Seu pai fica dizendo que você vai para o circo. "Com vocês, o nenem barbado!!!!!", provoca. É triste e engraçado ao mesmo tempo. É que o bigode está realmente muito acentuado e nenhum de nós dois tem muito pêlo (com ou cem o acento, depois da nova regra?). O pediatra disse que os pelinhos da testa e bigode estão ali por causa do remédio que eu estou tomando mesmo. O fato é que eles vão cair se eu parar de tomar. Ou, quando você não estiver mais mamando no peito. A minha preocupação era essa. Até interrompi a medicação uma semana antes da sua vó chegar, com medo de que esses pêlos não caíssem até serem vencidos por um barbeador na adolescência. rs. Mas o Dr. Fran disse que caem. Então, resolvi que vou continuar me medicando, porque a situação está triste. O meu cabelo, que já é pouco, está caindo demais...
O que mais sobre você? Bem, já está empinando o pescocinho há duas semanas e nós devemos continuar incentivando isso, te colocando de costas e fazendo barreira com os nossos braços nos seus pezinhos, pra que você force para tentar se arrastar. Você passou boa parte da consulta prestando atenção no médico. Na hora de tirar a sua roupinha pra te medir e examinar, você arranjou confusão. Chorou forte, tadinho, e até fez xixi sentado lá. Engraçado porque quando você está chatinho em casa, eu perdi a dó de te ver chorar... mas lá deu dó sim. Dá vontade de te catar no colo, te embrulhar e não largar mais. É que você se transforma em motivo de orgulho durante toda a consulta e falar de você faz com que a gente se apaixone ainda mais pelo seu desenvolvimento e pelas novidades que estão por vir. Seu pai passou a consulta com você no colo e nós dois te acariciando o tempo todo. Saímos de lá felizes, como sempre. A próxima consulta é daqui um mês. Viva você!!!

8 de julho de 2009

Semana com vovó e vovôs


Era dia 30 de junho, quando a vó Paula chegou. Ela aproveitou um compromisso do doutorado em SP para ficar conosco quatro dias. Eu quase não cabia em mim de tanta euforia, afinal, a última vez que ela tinha te visto tinha sido quase 40 dias antes, em maio, lá em BH. Ela chegou tão maluca de saudade que errou até o nome da estação de metrô e foi parar em outro lugar. Fui buscá-la na Vila Madalena, onde sempre combinávamos quando ela vinha com mais frequência, entre 2007 e 2008. Saí de casa cedinho e nada dela aparecer. Liguei umas quatro vezes para o celular. Na primeira, ela disse: "Tô no terminal de ônibus...", como se estivesse a caminho do carro. Na segunda, eu: "Mãe, cadê você que ainda não chegou? Eu tô estacionada aqui embaixo, onde sempre te pegava, perto da banca, do ponto de táxi...". Ela: "Tô na rua tal...", dizendo o nome, como se eu conhecesse. Eu estava achando estranho, porque sabia que se estivesse na Vila Madalena ela nunca deixaria de reconhecer o lugar. Cheguei a perguntar se ela tinha certeza de onde estava... disse que sim, mas que ia perguntar. Na quarta vez, liguei pra tentar entender. Se ela dizia que estava na estação, mas não tinha chegado até o carro, alguma coisa estava acontecendo. Doidinha que só ela, disse que tinha acabado de ligar para nossa casa para avisar a empregada que não era para eu buscá-la, porque ela ia se virar e pegar um táxi. Gente, como assim? Eu estava ligando pra ela havia vinte minutos dizendo que já estava na estação a esperando... como então não precisaria sair de casa? Sua vó chega a ser engraçada! Bem, esperei mais um pouco e, convicta de que ela não estava ali, liguei de novo: "Mãe, você tem certeza que você está na Vila Madalena?". Ela olhou pra uma placa lá e leu: "Vila Mariana!". Ave, ela estava do outro lado da cidade, longe demais! Se fosse pegar um táxi para chegar em casa, ia pagar uns 60 reais com aquele trânsito. Acabei voltando para casa. Ela entrou no metrô de novo e chegou aqui uns 40 minutos depois. Ufa! Quando apareceu concluiu: "Eu estava tão louca de vontade de chegar que li Vila... e pensei, é essa mesma!".
Quando chegou aqui, você tinha acabado de acordar. Disse que estava "sedenta" de você. À tarde, fomos juntas ao Posto para você tomar a vacina contra o Rotavírus. Vovó te segurou no colo enquanto você engolia o líquido geladinho. Eu amei estar com ela ali.
No dia seguinte ficou até com dor nos braços de tanto te segurar. Também, logo na primeira noite, a de terça, você deu uma baita canseira... ela ficou com você no colo mais de uma hora e meia pra você acalmar, de tão agitado. Vovó ficou impressionada com o seu crescimento e a sua "boniteza". Repetiu que você é todo lindo, tem um corpinho fofo, perninhas grossas, bumbunzinho formoso...e, sobre o bigode, disse que era pra eu continuar a tomar o remédio para a queda de cabelo porque senão ficaria careca! hahahha. Quanto à você, não teria problema, "porque é menino e o Daniel - nosso primo - também tinha bigode assim".

Na quarta-feira, chegou o 'vô Alexandre', o seu terceiro avô (a vovó está com ele desde que a mamãe tinha 13 anos). Foi bacana ter os dois aqui... só faltou o tio Pedro, que estava na reta final do primeiro semestre na escola e não pode vir. Na sexta-feira de manhã, ele foi embora porque tinha um compromisso do basquete em Alphaville. Nós fomos buscar o vô Marcos - legítimo - no aeroporto. Você foi junto porque ia mamar. Daí, ele voltou dirigindo. Foi engraçado o jeito que você o olhou do banco de trás, já quase pegando o peito. Tipo observando mesmo... Passamos o dia com os dois avós, uma delícia. À tarde, vovô te fez dormir no carrinho, cantando um samba enredo da Portela, que diz assim: "Ah, minha Portela... quero ver você passar...// ...foi um rio que passou em minha vida... e o meu coração se deixou levar...// laiá... laiá...laiá, laiá...// " Linda! Ele cantou nos três dias em que ficou aqui, enquanto embalava o seu carrinho. Você ama. Eu agora tenho tentado cantá-la, mas esqueço vários trechos. Vou enrolando.
No fim de tarde, antes da vovó ir embora, você já estava cansadinho e os dois ficaram por conta para te entreter. Você batia muito as perninhas no kanguru, de tanta euforia. A mamãe descobriu que tê-los em casa é mais gostoso do que estar em BH com você. Aqui temos a nossa vida organizada, o seu quartinho, as suas coisas, a ajuda da babá quando necessária.
No sábado, fomos para Vinhedo com o seu vô, num outlet. Ele ficou por sua conta também. No domingo você acordou cedíssimo e chamei o vovô de novo para ajudar. No fim da manhã, ele foi dar uma voltinha na nossa rua com você para te fazer dormir. À tarde, almoçamos no clube. A semana foi maravilhosa... bem que eles podiam vir pelo menos uma vez por mês, para passar pelo menos um fim de semana aqui. Num vinha a vovó com o tio Pedro e no outro o vô. Ia ser uma delícia, né, filho?!

Vovó "apelou" para o Kanguru para te acalmar. Você amou... não parava de bater as perninhas. E ria, porque o vô Marcos ficava fazendo graça pra te animar

Mamãe, você e os seus avós que serão os seus padrinhos. Estar com eles não tem preço. É uma felicidade indescritível.

Vovó se virando nos 30". hahahaha.... botou você no ombro pra tentar fazer você parar de chorar. Você gostou... ficou olhando para os objetos na estante e de olho na foto!

Vovó fazendo balancinho com você, no dia em que chegou em casa.

"Vô"Alexandre conseguiu fazer você sorrir depois da vovó tentar, tentar e desistir. Foi engraçado, ela fez de tudo, mas você ficou prestando atenção sem sorrir. Chegou a tomar uns sustinhos com os gritinhos que ela dava. Na foto, você está com o macacãozinho que ele trouxe de viagem para você.

Vovô Marcos com você todo encapuzado no clube, no almoço do domingo. Ele não gosta nem de ouvir a gente dizer que você dá um trabalhinho. Diz sempre que você é uma "benção"... é verdade. Nos momentos de alguma dificuldade, na hora dos seus sonos diurnos, ele pegou no batente.

Mamãe coruja! Você é uma coisa, filho!

2 de julho de 2009

Fê, a irmã

Há muito tempo a mamãe quer deixar um registro sobre o carinho que a sua irmã tem por você. Para a nossa surpresa, ela curtiu a idéia desde que recebeu a notícia da gravidez, lá pelo segundo mês de gestação. Seu pai contou assim, meio por alto num churrasco aqui no quintal. Eu não acreditei, porque foi de supetão, mas indiretamente. Ela pareceu meio confusa, mas pescou a mensagem rapidamente. Me olhou com uma cara que eu não vou esquecer nunca e comemorou. No início, ela queria que fosse uma menina, pra enfeitar e tudo mais. Mas essa preferência não durou muito. Logo que seu pai chegou de viagem com o seu enxoval, ela já amou tudo. Diz sempre que você é muito chique! Sobre o nome, gostou de cara da escolha.
Em outubro, no aniversário de 20 anos dela, você virou um assunto. Eu estava no quinto mês de gestação e a cada amiga que aparecia na sala ela repetia: "Você já viu o meu irmão?!" rs. Tinha gente que ficava procurando, sem entender. Foi engraçado! Quando a barriga cresceu mais, ela se surpreendia a cada encontro. "Pri, tem certeza que só tem um?", dizia. Ou, com mais frequência: "Você sabe que não vai caber, né?". Com razão, porque você nasceu no fim do oitavo mês.

O CARINHO POR VOCÊ, O IRMÃOZINHO
Ela tinha afeto pela barriga e até conversava com você. Desde então já dizia: "Já que você não tem família em SP Rafael, vai sobrar tudo pra mim!", com um tom de felicidade por não ter que te dividir sempre com os avós.


Bem, quando você nasceu, ela foi logo à maternidade. Te achou lindo logo de cara... e celebrou o fato de você parecer com o pai, o que também te deixa parecido com ela. As mãozinhas e pezinhos, por exemplo, são iguais. Numa visita aqui em casa ainda nos primeiros dias, a mãe dela, Bizuca, disse que a Fê já escrevia sobre você como o "mais novo grande amor" da vida dela. Com a sua chegada, as vindas dela em casa se tornaram mais frequentes (motivo de alegria constante principalmente para o seu pai). Quando não vem sozinha, traz alguém da família - a mãe, o irmão João, a vó Mariah e o namorado Frica. Até ele já entrou na roda para cuidar de você e embalar o seu carrinho num almoço em família. Quando você era bem pequenininho e as duas avós já não estavam mais por aqui ela ajudava. Sempre passava uma tarde ou outra em casa te entretendo ou me acompanhando no clube (lugar onde ela costuma nos encontrar num fim de semana ou outro para almoço com o seu pai também). Ainda hoje, vem sempre que pode e ainda ajuda. Adora participar dos seus banhos, observa o seu corpinho e comenta cada mudança. Até os cílios ela reparou quando começaram a encher.

Ela te chama constantemente de fofo, palavra que nunca falta nos encontros e diz que agora você está ainda "mais fofo que antes". Você reage com sorrisos ao vê-la. Já a reconhece, claro. E não deve demorar muito para saber que é a sua irmã.
Semana passada ela veio jantar em casa. Apareceu no quarto para te ver mamar, mas como você estava agitado, você a viu e ainda ficou sorrindo. Ela amou, né?! Ainda mais porque achou que ia te ver só dormindo e teve a chance de te pegar no colo. Eu logo desisti de tentar te acalmar. Reforcei a sua roupinha para o frio e deixei a Fê descer para a cozinha com você, para o que chamamos de "a sua primeira balada", enquanto seu pai cozinhava. Menos de uma hora depois você já estava cansado e ela passou todo o tempo com você no colo resmungando, enquanto eu descongelava uma mamadeira que você desprezou mais tarde. Antes do estresse, a alegria para a foto. Papai orgulhoso com os dois filhos.

HIGH TECH
Graças a ela, que está no segundo ano de Jornalismo, estamos começando a passar o que temos de vídeo seu para o computador. Seu pai incentivou que ela fizesse um curso de edição e agora está aproveitando para aprender algumas coisas. Não vejo a hora de colocar aqui tudo o que temos de bacana. Seu primeiro vídeo editado foi ela quem fez. Eu e seu pai achamos lindo! Ela é de uma geração que domina a tecnologia, gosta e tem jeito pra coisa... Então você pode imaginar como é, né?!

VINTE ANOS DEPOIS
O fato de você ser 20 anos mais novo que ela fará com que vocês tenham uma relação parecida com a minha e do Pedro, seu tio de 12 anos. É um amor que a gente não consegue explicar. Ciúmes e companheirismo podem aparecer de outras formas, menos comuns do que há entre irmãos da mesma idade. Uma coisa é certa: você vai aprender a amá-la e a admirá-la. E ela, vai sempre se encantar com o seu crescimento, com a sua esperteza e a sua beleza. Com a gente morando por aqui, vocês podem sim até se tornar companheiros para muitas coisas. Vai ser bacana.

22 de junho de 2009

A primeira mamadeira

Foi hoje, dia 22 de junho, agora há pouco... pouco antes das 15h. Mas com leite do peito, pelo menos isso. Pra mim foi marcante porque a primeira mamadeira era como um 'mito' na minha vida. Seria a primeira vez desde o nascimento que você se alimentaria de algo que não fosse o meu peito. Por isso, eu criei uma fantasia em torno dela. Na minha cabeça filho, deveria ser dada por mim ou pelo seu pai. Mas não teve jeito, foi a Dorinha mesmo (logo, logo explico o porquê). Para a minha felicidade, nem foi tão duro assim aceitar que fosse a babá a primeira. No fundo, acho que só fiquei tranquila porque eu estava do lado acompanhando.

POR QUE A BABÁ?
Bem, você tinha mamado até 12h10, mas foi uma daquelas vezes em que só pegou um pouquinho: sete minutos apenas. Eu fui para ginástica às 13h30. Ia te levar para o clube, mas você dormiu. Daí, resolvi deixar o telefone da Paula - a professora - em casa para a babá ligar se necessário. Já estava nos abdominais, terminando a aula quando o telefone tocou. Era a Rose, a empregada, dizendo que você estava chorando muito. Vim zunando... sabia que era fome! Já eram 14h30. Quando cheguei, você estava calminho já, no colo da Dorinha, vendo a fonte e os peixinhos. Um lugar maravilhoso pra te acalmar, por sinal. (acabo de descer pra te levar para lá de novo, porque você voltou a chorar enquanto eu escrevia...). Pois então, assim que cheguei do clube te peguei e fui te amamentar. Você mamou uns três minutos e começou a esguelar! Meu Deus... lembrei na hora da história de que não se deve amamentar logo depois de fazer ginástica! Pedi ajuda para a Dorinha, que te pegou no colo. Enquanto isso, fui tomar um banho, pra ver se ajudava em alguma coisa. Nada... lembrei da mamadeira com uns 50 ml de leite que estava na geladeira. Leite que eu tirei ontem (pena que me esqueci de tirar mais antes de sair para a ginástica, para aliviar o peito... assim você teria mais leite disponível). Até tinham outros 150 ml de leite congelado, mas na última vez que tentei esquentá-lo ficou com gosto de plástico e achei que tenho que pensar em outra forma de descongelá-lo. Senão, vai pro lixo de novo. Então, botei esse leitinho (50 ml) na mamadeira que usei para tentar te dar chá na época do calor, em março. Você tinha gostado do bico, mas só não aceitou porque odiou o gosto. Imaginei que funcionaria, mas eu estava tão nervosa com a sua choradeira, tensa por saber que era fome e que o meu leite podia ter ácido lático em excesso, que fui tomar um chá de camomila e deixei a Dorinha te dar a mamadeira. Pra te fazer pegar, ela ficou em pé te mostrando o cavalinho... só depois se sentou. Pra não arriscar, coloquei o Pinocchio na sua frente... mas o leite estava acabando. E eu já estava prevendo o próximo choro.
Te coloquei no peito em seguida, mas você recusou. Pensei então que você estivesse bravo comigo. Dorinha e Rose acharam graça: "Como um bebê desse tamanho vai ter raiva da mãe!?" Sei lá, na hora do estresse a gente pensa em cada coisa! Resolvi então tirar o leite com a bombinha... pensando que se você o pegasse depois, era birra comigo mesmo. Tirei 60 ml e você já estava relativamente tranquilo de novo com a Dorinha... Pois bem, tirado o leite, fui eu mesma te amamentar com a mamadeira... e você não quis nada! Portanto, a minha conclusão é de que a ginástica realmente interferiu no gosto. Como você ainda não está calmo, estou aqui tensa pensando que ainda possa estar com fome. Enquanto isso, o tempo da ginástica está passando... a Encantadora de Bebês diz que é bom amamentar apenas uma hora depois da atividade física. Então, se eu conseguir relaxar, pode ser que o leite melhore em breve e você consiga matar a sua fome totalmente....

MAMÁ DE VERDADE
Pouco antes de eu reler esse registro, resolvi tentar te oferecer o peito de novo, porque você estava choroso ainda. Só que antes, achei que precisava de um chocolate, de algo doce pra sentir um prazer e a cabeça ajudar. Peguei uma colher cheia de leite condensado, molhei uns morangos e tracei. Que delícia! Mesmo assim, mais tranquila, você não quis... fui então para o banheiro brincar com a bola que o seu pai comprou para o seu tio Pedro há mais de um ano. Você, que chegou a dar gargalhadas com ela outro dia, até que curtiu. Eu já tinha desencanado de te amamentar, mas quando saí de lá, você começou a juntar a cabecinha no meu peito, entre um e outro. Achei que fosse vontade de mamar e te ofereci em pé. Você pegou na hora. Já eram 16h22. Saí andando pela casa e deitei com você na cama, como fazemos nas mamadas noturnas. Você mamou 30 minutos. Nossa, que maravilha filho. Só fiquei agradecendo a Deus. Finalmente você conseguiu matar a sua fome e relaxar. Você até dormiu. Tá lá, deitadinho no berço. Ufa! Que perrengue viu! Eu realmente fiquei tensa, estressada, preocupada, me sentindo culpada. Mas como tudo tem dois lados, o bom de tudo isso é que você pegou a mamadeira. Isso significa que, em breve, quando eu voltar a trabalhar (nem gosto de pensar nisso), não será tão difícil assim. Tomara. Tem mais: ginástica antes do peito, never again! Tá maluco!?!

21 de junho de 2009

O primeiro vídeo do Rafael


Finalmente o primeiro vídeo editado pela Fê, a irmã high tech. Assista aqui

12 de junho de 2009

"Tem fermento nesse leite"

Foi o que o pediatra disse quando constatou que você cresceu cinco centímetros em um mês! É uma maravilha ouvir isso e ele certamente sabe, principalmente porque tudo é só do leite materno ainda. Ai que orgulho, de novo! Você agora chegou aos 65 cm. Dezoito a mais do que nasceu e um centímetro mais alto que a média. Já no peso, está como a maioria: 7,360 kg (a balança alterna e a foto daqui não registrou a marca final - dá vontade de te morder!!! Que coisa mais linda... olha os pezinhos!). Quanto ao seu desenvolvimento, está tudo indo super bem. Você está espertíssimo, com uma agilidade incrível. As pernas se mexem a cada semana com mais rigor. As maõzinhas, como previsto, já se encontraram.



Começou na quarta-feira, véspera do seu aniversário de quatro meses. É lindo ver. Já os olhos não deixam nada passar despercebido. Você repara tudo e tem um gosto especial por estampas. rs. Acho engraçado quando encontra os pezinhos do macacão que está vestindo hoje - o de listrinha bege e marrom, que o papai trouxe. Você fica observando o tecido, olhando fixamente para os pés. É o máximo! Ah, tem mais novidade... o cuspe! Quanta bolha você anda fazendo. Diz a Dorinha que são as bolhinhas de sabão. Boa! Segundo o médico, isso acontece porque as enzimas aumentam e provocam uma salivação maior. Haja babador! (acabei de te flagrar, enquanto escrevo, com tudo isso na boca!) A gente acha engraçado, porque as bolhinhas sempre veem acompanhadas de um barulhinho. Você está esperto demais e, como diz o seu pai, esbanjando saúde! Graças a Deus.

Faltou dizer o que mais aqui? Gente, como assim ?? Mamãe estava se esquecendo de deixar registrado o tanto que o seu sono progrediu! Tenho certeza que foi graças aos princípios do livro "Nana Nenê", de de Garry Ezzo e Robert Buckman (Esse livro é perfeito! Como a Larissa mesmo dizia, toda mãe tem de ler. O problema é que tem um homônimo, com uma vírgula de diferença que é uma porcaria. Eu, por exemplo, li o ruim primeiro). Filho, só nesta semana você dormiu quatro noites entre nove e nove horas e cinquenta minutos direto. No dia da consulta do Dr. Fran tinham sido três noites consecutivas. Lá, aproveitei para começar a falar das boas notícias e ele logo disse: "Então Priscilla, agora acabou a história de amamentar de madrugada! Se acordar, dê uma chupeta* mas não dê de mamar porque depois, com dois anos, é muito mais difícil cortar esse hábito. Aí é na base do não, do estresse... e há criança até que vomita!". Eu já tinha lido tudo isso no livro, que até o pediatra indicou nesse dia de tão bom que é. Bem, na noite da consulta, é claro, você acordou... eu já previa que isso ia acontecer só para gente ter que colocar em prática o "te enrolar". Ave, você acordou menos de quatro horas depois de ter ficado uma hora e 20 min no peito. Seu pai enlouqueceu!
Queria porque queria que eu te amamentasse, desrespeitando tudo o que o pediatra sugeriu na consulta. Ele achava que eu estava judiando de você. Dizia que não amamentar era coisa da pré-história, que ia queimar os livros, que você só tinha quatro meses... entre outras coisas.



Hoje dá até pra rir, mas foi duro, filho! Ele me chamou até de 'mutante'. Vê se pode!!!!! Eu não sei como suportei te ouvir chorar e ouvir tudo o que ele dizia... mas quando estava sendo vencida pelo cansaço e ia te oferecer o peito (seria um erro), você dormiu! Ai, que benção. Obrigada!

As duas noites consecutivas também foram de provação, mas bem mais brandas. E depois, seu pai resolveu aceitar o que o pediatra sugeriu e o que eu resolvi colocar em prática. Ele acabou ajudando a te ninar duas noites depois, sem falar nada. Como estávamos confiantes de que tínhamos que fazer aquilo, você até foi fácil. Em 45 minutos dormiu... (Essa história da confiança dos pais na medida a ser adotada está no 'Nana, nenê', com a vírgula no título. Talvez seja a única coisa realmente bacana desse outro livro). Só pra terminar esse assunto, essa noite - três depois da consulta, você voltou a dormir nove horas direto. A gente saiu para jantar ontem no dia dos namorados e, graças ao seu sono, a mamãe conseguiu dormir o suficiente até a hora que você acordou para mamar hoje cedo. Que lindo!


* A CHUPETA - O 'BU'
Pois é, o pediatra só sugeriu te enrolar usando a chupeta porque eu disse que você pegou uma da Chicco. A Mariana também só conseguiu que o Bernardo pegasse essa e me falou da bendita num almoço lá no Museu da Casa Brasileira, há uma semana. Eu pirei! Resolvi que tinha que comprar para te dar, já que os benefícios, segundo ela, tinham sido inúmeros. Mas no sábado seu pai estava mal de gripe - que eu acabei pegando dele, de novo - e voltamos direto para casa. No domingo à noite, sua irmã foi com o seu primo Pedrinho lá no Vila Lobos comprar depois do churrasco que seu pai fez em casa. Eu implorei e a Fê atendeu prontamente o pedido. Parecia um milagre. Você estava chatinho e ainda não tinha dado a hora do seu banho. Eu tinha que te enrolar... Daí, eu a esterelizei e colei na sua boca prendendo-a entre o meu peito e o seu rostinho - foi a Alê que disse que fazia isso com o Gustavo, um mês mais novo que você. Deu tão certo que eu nem acreditei... você ficou tão quieto que até cochilou. Fala sério! Que chupeta é essa gente? Tem o que na borracha? ( a Larissa disse que de látex faz mal, tem de ser de silicone... mas eu tinha que tentar a milagrosa!) Ah, também foi só naquele dia... depois você deixou de amá-la. Mas é preciso reconhecer que ela já me ajudou outras vezes nesses últimos dias, inclusive nas madrugadas de provação. Antes dela, você não quis nenhuma outra. Então, vamos continuar com a milagrosa ou, como diríamos em Minas, com o milagroso. Lá é bico, não é chupeta. E o apelido carinhoso é Bu.

9 de junho de 2009

Dorinha, a babá


Ela começou a ajudar a cuidar de você no dia cinco de maio, menos de uma semana para você completar três meses. Foi indicação da Mariana, mulher do Wagner e mãe da Maria e do Bernardo. Peguei o contato dela ainda quando a sua vó Nair estava aqui, mas acabei combinando com a Roberta e não liguei. No fim, a Roberta, que a mamãe tanto queria, só veio dois dias. No terceiro, avisou que o filho estava com catapora e disse que não lembrava se ela mesma já tinha tido. Por causa disso, combinamos que ela só voltaria depois de um tempo. Um mês se passou e, nesse período, cheguei à conclusão de que, apesar de não amar a idéia, ia precisar de alguém para dormir. A nossa família mora longe e a mamãe não pode depender de favor quando tiver algum compromisso à noite. Resolvi então ligar para essa indicação. Confesso que, logo de cara, simpatizei com o nome: Dorinha. Sonoro para uma babá,né?! Tem 50 anos, três filhos, dois netos... veio até com o mais novo, que tem 1 ano e 11 meses em casa, no dia em que conversamos. Causou boa impressão. Enquanto o quartinho da edícula não fica pronto, ela vai e volta... depois vai passar a ficar direto. De lá para cá, dormiu uma noite em casa, mas você ficou tão bonzinho que nem precisou da mamadeira com leite materno que deixei. Ê maravilha!

AOS POUCOS

Na primeira semana você abriu o berreiro dois dias, mas aos poucos se acostumou. Na segunda semana ela já conseguiu te fazer dormir no colo... eu tô colocando fé no jeitinho dela. Acho que vai ser alguém que vai tratar de você com carinho, não teria coragem de judiar. Uma pessoa que tem filhos e netos deve se colocar no lugar do outro na hora de lidar com um bebê.
Nos primeiros dias, ela falou uma coisa tão engraçada, que toda vez que acontece, mamãe se lembra. Quando eu te suspendo para arrotar, você se curva todo, com o bumbum pra trás, empinado. Quando viu isso, ela falou: "Parece aqueles tatuzinhos.. que a gente põe o dedo e eles encolhem!". É o tatu bola! Ela ficou sem jeito depois, mas eu concordei e adorei. Você é o meu tatuzinho! rs.

Que cara boa, filho!

7 de junho de 2009

Rafael na casa da irmã


Assista aqui o primeiro vídeo do Rafael no Youtube

27 de maio de 2009

Vô Marcos


Ele chegou da Bélgica em São Paulo no dia 18 de maio, três meses e uma semana certinho depois que você nasceu. Seu pai foi buscá-lo no aeroporto e a mamãe ficou com você, que mamou e voltou a dormir. Quando eles chegaram em casa, você tinha acabado de acordar. Mamãe confessa que ficou até com um pouco de taquicardia só de ouvir a voz dele. Gente, que delícia ver seu avô te conhecer. Quando ele te pegou no colo, mamãe quis logo registrar com foto... mas a máquina estava sem bateria. Fala sério! Tiramos outras depois.
Bem, ele também achou que você está grandão... quando te viu no banho logo falou das celulites no bumbum!!! rs. É, você tem algumas, mas a mamãe acha o máximo. É tudo de leite do peito! Ele brincou com você e te fez dar gargalhadas cantando o que a mamãe já chama de 'Samba do Vovô': "tundun que te kidun dundum... que te kidun dundun... ", imitando som de batuque. Você se derrete! Era um domingo e seu pai quis fazer um almoço para recebê-lo. A casa encheu. Além do vovô, também estavam aqui a namorada dele, Ju, o filho, Pedro, e a mãe dela, Márcia. Vieram de BH para reencontrá-lo. Todos muito 'gracinha'. Sua irmã e o namorado também vieram. Éramos nove, dez com você. Foi gostoso... o dia estava lindo e, apesar de ser outono, conseguimos passar um bom tempo na mesinha do quintal. Depois do almoço, ficamos por aqui. Seu avô e a Fê, que ficaria uma semana sem te ver, se revezavam na corujice. Um momento curioso foi quando o vovô estava com você no colo e o Pedroca quis sentar na outra perna. Mamãe achou bonitinho o ciúme que ele teve... (seu pai não perdeu a oportunidade e fotografou).
Passamos o dia juntos. Tê-lo de volta é uma maravilha. Quando ele ligou na semana anterior dizendo que voltaria de vez, mamãe comemorou. Mesmo não morando em BH, com ele no Brasil, estamos bem mais perto. Eu quero muito que ele acompanhe o seu crescimento e que você conviva com ele, que leva o maior jeito com criança e que agora vai poder curtir o neto.

BH: Too far!



Na terça-feira seguinte, botamos tudo no carro e fomos para BH com ele. Seu pai ficou para trabalhar e nos encontrou no sábado seguinte. Saímos por volta das 11h30 e lá pelas 19h já estávamos bem perto. Você já demonstrava sinais do cansaço. Ao contrário da primeira ida, quando você ainda não tinha nem completado dois meses, dessa vez foi duro o finzinho. Você começou a choramingar, não aceitava nenhuma posição... eu logo percebi que não dá mais para fazer essa viagem de 600 km com você num só dia. Tadinho, é muito longe... Quando chegamos na casa da vovó Paula, foi uma operação à jato para te dar banho para você relaxar logo. Mas pouco depois, já fresquinho, você caiu no choro! Foi daqueles fortes, que dura uns vinte minutos. Seu avô ficou assustado, mas fez questão de te pegar no colo. Até te tirou dos braços da sua avó... queria ser ele a pessoa a te acalmar. Depois me disse que com filho, depois de muitas tentativas, o pensamento é: "Quer chorar, então chora!". Mas que com neto é diferente: "Eu tenho que conseguir fazê-lo para de chorar!", explicou.

Primeiro neto
Ele anda todo orgulhoso...no primeiro encontro com a sua avó disse: "É Paula, o nosso DNA tá fraco, porque ele não puxou em nada a gente!". Realmente, você é a cópia autenticada do seu pai. Aliás, pra não dizer que ele também não procurou, viu que o seu lábio têm os traços do dele: um vinco entre o nariz e a boca e lábio carnudo em formato de triângulo na pontinha. Só o lábio, porque o formato da boca é do pai.
No primeiro dia lá, você estava chatinho, queria dormir, mas não conseguia... ficava observando tudo, percebendo que não estava em casa e resmungando. E eu com você no colo mais de uma hora e meia, morrendo de saudade de casa, da ajuda da babá. A única coisa que eu pensava era: "O que eu vim fazer aqui em BH num dia de semana, com todo mundo trabalhando?!". Liguei para o seu avô e disse que ele tinha me deixado "no vinagre", para usar uma expressão dele. Não demorou meia hora e ele apareceu lá na casa da vovó. Deixou o que ele estava fazendo para trás e foi nos ver. Bacana demais!
À tarde nos levou na Dona Esmeralda. Eu queria mesmo que ela te conhecesse. Nós passamos umas horinhas na casa dela, você mamou e, antes de irmos embora, ainda fez uma oração pela sua vida. Que maravilha... se a vovó (que será a sua madrinha) e o papai estivessem lá, nem precisava de batizado.
Na sexta, ele levou o seu bisavô Lu em casa. Estávamos em quatro gerações da mesma família.
Dias depois, a tia Eliane contou que quando encontrou com o vô na Prefeitura, ele só falava de você. Durante os dias que ficamos lá, ele queria te carregar, te fazer dormir... Te tirou até do colo do seu pai, que ficou quatro dias sem te ver. O argumento? "Vocês vão embora e eu vou ficar um tempão sem vê-lo", ele disse. Mamãe confessa que ficou super feliz. Ele será o seu padrinho.

25 de maio de 2009

Encontro com a família paterna em Fartura


Finalmente mamãe conseguiu um tempinho para deixar registrado a história da sua primeira ida para Fartura, na casa dos avós paternos. Era feriado de Primeiro de Maio, uma sexta-feira. Seu pai botou o "mundo" no porta-malas mais uma vez e a gente saiu de casa pouco depois do meio dia. Chegamos lá rápido porque, de novo, você não deu trabalho nenhum na estrada. Já tinha feito cocô e, como a viagem é mais curta do que para BH, nem precisei trocar sua fralda. Quando chegamos, a casa já estava cheia. Tia Si, tio Lelo e os primos Lucca e Breno estavam na porta. Logo chegou a vó Nair. Você estava mamando desde Taguaí, a cidade vizinha. Ficou mais de três horas sem mamar e eu resolvi te colar no peito para evitar a choradeira na chegada. Deu certo. Quando você largou, estava todo simpático. Vovó não acreditou no tanto que você cresceu. Tia Si teve a oportunidade de te ver rindo nos braços dela. Você passou a tarde acordado, observando tudo... (ela deu de presente um pingente de um menininho, que a mamãe amou). Mais tarde, armamos o seu bercinho, que ficou ótimo graças à solução encontrada pelo tio Du, claro. Ele colocou as portinhas finas de um armarinho da sua vó sustentando o colchãozinho e isso impediu que você ficasse balançando a cada mexida durante a noite. Também foi ele quem preparou a água do seu banho e armou a banheira no quarto, pra você ficar bem quentinho. À noite, quando você já estava mamando deitado com a mamãe, a tia Gi e a Júlia chegaram de surpresa. A vó Nair contou que ela disse: "Júlia, vamos lá ver o Rafael?". Saíram de Maringá à tarde e chegaram na casa da vó e do vô por volta das oito da noite. Por isso, a tia Gi só te viu dormindo na primeira noite que, graças a Deus, foi tranquila. Eu confesso que estava tensa por causa do barulho no quintal. Aqui em casa é tudo tão silencioso depois do seu banho... mas lá, como em todos os encontros da família, os irmãos conversavam, contavam piadas, se divertiam. Para a minha surpresa, você dormiu.
No dia seguinte, saímos para passear na rua.
Lucca e Breno se revezaram na função de empurrar o seu carrinho. Foi gostoso. A cidade é uma delícia e aquele bairro, super tranquilo. O ar, puro, puro, puro. Eu e seu pai estávamos bastante felizes. No almoço teve feijoada e a mamãe devorou. Foi a segunda ou terceira vez que comi feijão desde que você nasceu. Nos primeiros meses fiz de tudo para evitar as suas cólicas. E, como elas já não nos perturbavam mais, abusei. Admito que fiquei com um sentimento de culpa e que, a qualquer chorinho, achava que pudesse ter sido pelo feijão! rs.
O vô 'Gripino' adorou a visita, mas não quis te pegar no colo. Disse que você ainda era muito molinho e que quando ficasse maior te pegaria. Sua vó disse você sorriu para ela várias vezes durante a horinha em que ela cuidou de você, enquanto a mamãe e tia Gi saíram para comprar umas bugigangas.
No domingo, além da Júlia, a Marcela também estava por lá e até te pegou no colo. O feriado passou rápido, mas em breve estaremos de volta para o aniversário do seu avó, que completa 70 anos. Ninguém quis falar abertamente, mas a mamãe sabe que todo mundo te achou o cara do seu pai.

14 de maio de 2009

O primeiro Dia das Mães

Foi uma delícia. De manhã te dei de mamar, brinquei com você e depois da segunda mamada te dei um banhinho para que você pudesse dormir enquanto a gente almoçava. Seu pai levantou para terminar o almoço que começou a preparar na sexta-feira (você vai aprender cedo o quanto ele é dedicado à arte da culinária e o quanto cozinha bem). O presente só aceitei ganhar depois de tomar banho e ficar pronta, afinal, queria não só curtir as surpresas como também registrar com fotos o nosso primeiro Dia das Mães.

Filhote
Passei o dia olhando para você e pensando que foi você quem me colocou nessa posição, que eu tanto amo. Depois de pronta, desci. A mesa estava posta, com um arranjo de rosas vermelhas no centro. O papai perguntou então se já podia dar o presente e trouxe um pacote da Livraria Cultura. Dentro, um livro maravilhoso, que estou louca para ler de cabo a rabo, mas que ainda não consegui ir além do prefácio (estou atrasadíssima até com os registros da sua vida). Então, o livro chama-se "MEU BEBÊ: a incrível capacidade de evoluir tanto em tão pouco tempo", de Desmond Morris. Um 'coisa' de maravilhoso, com tudo sobre o desenvolvimento de um bebê como você. O subtítulo é perfeito para o impacto que a sua evolução me causa. Depois, a segunda surpresa: uma jóia com o pingente de um menininho, que eu tanto queria. É lindo, lindo... e eu tenho achado o máximo sair com ele no pescoço. Parece bobo o que vou registrar aqui, mas é como se eu dissesse para todo mundo do orgulho que sinto em ter você. Depois dos presentes, o almoço: um 'COQ AU VIN' (lê-se KÓK Ô VAN), receita francesa em que o seu pai já está craque. Você estava dormindo e foi super tranquilo. Seu pai já tinha falado com a vó Nair e a mamãe só depois conseguiu ligar para a sua vó Paula, que já tinha ligado aqui várias vezes e não conseguia falar. Contei muitas histórias... todas sobre você, claro. Mais tarde, seu pai ainda escreveu, a meu pedido, a dedicatória no livro. É de emocionar qualquer um e até você vai achar bonito quando estiver entendendo o que é uma declaração de amor. Deixo registrado aqui a reprodução do que ele escreveu, para que esse registro nunca se perca:
"São Paulo, 10 de maio de 2009
Para o meu amor, mãe de nosso querido filho, que chegou para iluminar a nossa vida. Para a mamãe que hoje comemora o primeiro dia das mães, dedicada, incansável, linda, que faz dos nossos momentos em família os mais importantes de nossas vidas. Eu te amo muito. Você e nosso filho Rafael. Você é a razão da minha vida. Ele também!"
Não é lindo? Eu espero que você também se torne um cara romântico e bacana como o seu pai. O exemplo você terá e, como mãe, também tomo como missão te ensinar esses valores. Ser sua mãe tem sido maravilhoso! Que Deus me dê muitos anos de vida...

10 de maio de 2009

Sábado de sorrisos


Mamãe estava certa: você ainda não precisa do Nan. O choro intenso foi causado por um fator externo à amamentação: a adaptação com a novidade de ter uma babá ajudando a cuidar de você. Fiz o teste ontem, sábado, depois dos episódios de pânico na quinta e sexta-feiras. Você praticamente não chorou durante todo o dia, filho! Pelo contrário, estava de ótimo humor desde a hora que acordou. Fiquei brincando com você na cama do escritório enquanto o papai tirava fotos. Até gravamos as suas risadas e conversas. É, você deu pra falar de um jeito, que é uma coisa. Ontem, depois de te amamentar no finzinho da tarde, até liguei para a vó Paula para ela te ouvir. Ela dizia: "Gente, isso é ele?! Falando com essa voz forte assim?!". Você só não pode perceber que tem celular perto, senão para tudo para observar.
Pois então é isso... estou aliviada de saber que você ainda não chora por motivos ligados à quantidade de leite do peito, que ainda é suficiente para você. Ao mesmo tempo, não sei o que fazer para você se adaptar numa boa sem estresse à babá, de quem a mamãe precisa, já que avós e família estão longe de casa. O jeito é esperar o tempo mesmo.
Hoje é dia das mãe e, mais tarde, a mamãe vai escrever sobre isso... o dia está lindo, mas está só começando. São 11h10, você mamou há pouco e voltou a dormir.

Ter você feliz assim não tem preço. É uma felicidade que toma o peito.

9 de maio de 2009

O choro enlouquecedor... Dr. Fran e Super Nanny!

Mamãe passou a madrugada pensando no Nan. Até desci para a cozinha para preparar a água potável fervida, mas descobri que ainda não quero te dar. Logo logo será possível entender porque o leite é a "chave" desse registro aqui.
Bem, ontem vivi momentos de desespero. Você urrou duas vezes à tarde no carro com a babá. A primeira voltando do shopping. Faltavam pouco menos de 30 minutos para você mamar de novo e você não deu trégua. Jesus, é uma coisa de enlouquecer! Você chora como se estivesse sendo crucificado inclusive, de tão forte. Eu dizia para ela passar o paninho no seu rosto porque poderia ser sono, já que você tinha dormido menos de uma hora. Não adiantava. Outra tentativa foi usar o chocalinho barulhento... não adiantou. No fim, eu já estava tão desesperada, sem entender que dizia: "Então deixe chorar!". A gente fica brava, mas ao mesmo tempo, querendo te ajudar. Só sei que eu ficava dando sugestões para cada hora ela fazer uma coisa nos menos de 4 quilômetros, que pareciam uma imensidão. Ah, detalhe: logo no começo, a cancela que a mamãe escolheu para sair do shopping enguiçou... e você no carro chorando. Ai, que desespero gente! No carro ainda pensei que eu tinha que comprar uma sirene e botar em cima para abrir passagem... parece que quando a gente está com pressa, tudo demora mais. Se em vez de botar a sirene eu botasse um alto falante com o seu choro, teria a mesma eficácia. É um negócio de doido... de tão alto! Chegamos em casa, finalmente, te peguei no colo e consegui te acalmar. UUUUFFFFAAAAAAA! Quer dizer, bem mais ou menos, porque tive que me virar nos 30 para conseguir botar parte da roupa de ginástica. Eram 15h já e às 16h eu tinha aula marcada no clube com a Paula. Colei você no peito e a paz reinou! Te amei de novo e, enquanto te amamentava, ficava pensando o que teria provocado aquele surto. Só Deus sabe o que passou na minha cabeça... a ponto de eu achar que podia ter sido até o seu nome! É, desde que a mamãe escolheu Rafael, ouvi de várias pessoas: "Prepare-se, porque eles dão muito trabalho!". O seu avó Marcos disse: "Todo Rafael é da pá virada!". Mas eu amo o seu nome, você foi planejado, não tem nenhuma dorzinha, recebe amor constante... então o que poderia ser?, eu pensava. Talvez, a fome. Você mamou quase quarenta minutos, como se nada tivesse acontecido. Ficava me olhando com uma cara de levado, me observando, esboçando até sorrisos no peito! Quando você terminou, zunei. Te botei no carro com a babá e fomos para o clube. Quanta saideira... mas filho, eu não podia te deixar aqui em casa só com ela de jeito nenhum.

SURTOS
Na véspera, tive que sair às pressas da drenagem, porque você surtou também. Seu pai me ligou no meio da sessão. Eu quase desliguei dizendo: "Tô na massagem!". Ele gritou do outro lado: "Ou, ou... o nenem tá chorando em casa!!!". Pulei da maca, deixei a Maria Paula de cabelo em pé e vim para casa... de novo, faltou só a sirene, porque eu estava maluca. Por isso, não ia arriscar deixar você no dia seguinte sozinho de novo. Eu e seu pai pensamos muito e achamos que você chorou daquele jeito porque ainda não se acostumou com a babá. Era o quarto dia dela e, a mamãe ainda quer fazer tudo. Se posso, te pego em vez de deixá-la. Mamãe ficou colada em você quase três meses. Você teve as suas duas avós nos primeiros 40 dias, mas depois fui só eu... agora vai para outro colo, com outro cheiro... demora mesmo para se acostumar. Deve assustar até.
Pois bem, no clube você dormiu! Realmente você adora aquele lugar. Também, vai lá desde que tinha 10, 12 dias de vida...Quando saí da aula (perdi 15 minutos, porque não consegui chegar na hora), você estava dormindo. Deu até medo de mexer no seu carrinho... e não deu outra: você acabou acordando. Tive que passar na farmácia para comprar uma neosaldina - a sinusite atacou - e te deixei no carro. Quando voltei, de repente, você surtou. Foi um choro instântaneo, daqueles de susto. O que será que aconteceu? A batida da porta? Não dá para saber! Desci, peguei você no colo, mas não adiantou. Acabei te devolvendo para o colo da babá para conseguir chegar em casa. Você chorava, chorava, chorava de um jeito que eu não sabia o que fazer. Era a segunda crise do dia. Meu Deus, fiquei sem rumo. Chegando em casa, se acalmou um pouco. Te meti no banho para dar de mamar depois. Antes consegui tomar uma ducha, mais rápida do que aquelas que a gente toma de água fria quando vai entrar na sauna. Eu estava tão preocupada com os episódios incomuns de choro intenso antes da hora de mamar, misturado com a dor de cabeça e o remédio, que achei que não ia ter leite para a sua mamada noturna. É impressionante como essas coisas deixam a mãe desorientada, insegura. Eu fiquei assim. Pior, você pegou o primeiro peito e, vinte minutos depois, começou a reclamar. Também não sei porquê, mas te mudei de peito e você ficou quietinho. Liguei para o seu pai às pressas pedindo para ele voltar para casa antes porque eu achava que você precisaria do Nan, pela primeira vez. Ele ficou de ligar para o Dr. Fran. No fim, quando ele conseguiu superar o trânsito cão, você já estava a 1 hora e 40 no peito, calminho, cochilando e sugando. O Dr. Fran ligou logo em seguida. Resumi um pouco do problema, mas disse que você tinha tido dois ataques de choro intenso meia hora e 50 minutos antes de mamar e que eu não sabia se podia ser fome... Eu também só lembrava da história da Laura. Ela dizia que teve uma época que o Lucas chorava muito. Depois de várias tentativas, a pediatra sugeriu dar o Nan. Apesar do ganho de peso constante, ele poderia estar querendo mais do que recebia no peito. Dito e feito: o bebê ficou bonzinho de novo. No seu caso, era diferente, porque você não chorava muito de dia se não fosse na hora de mamar. Contei um pouco do caso para o nosso pediatra e o Fran sugeriu tentar dar o Nan, então. Disse para dar de madrugada, quando você acordasse de novo. Tudo beleza... só que faltou perguntar se podia deixar preparado já. Na lata não tem orientação e eu não tive coragem de ligar de novo... foi quando o seu pai falou: Então liga para a Laura!". Boa! Foi o que fiz.

A SUPER NANNY
Liguei no celular dela... era pouco antes das 21h. Achei péssimo, mas pensei que no celular seria menos mal. Ela estava em casa e disse que me ligaria. Quando eu falei com ligava, ela fez: "Não, não!!! O Lucas acabou de dormir!". Só quem é mãe de bebê entende o desespero que é ter o telefone tocando à noite em casa, quando a gente está fazendo o bebê dormir ou está dormindo. Logo que eu disse: "Olá, Super Nanny!", ela riu e disse: "O quê, é alguma dúvida?!". Claro, né?! A essa hora! Conversamos um tempo, falei de toda a história para dizer: "Afinal, posso preparar o Nan agora para dar de madrugada?". Não! Ela me ensinou até o truque que usa para não ter que ir para cozinha esquentar a água enquanto o nenem chora: deixa o pó na mamadeira e usa a água da garrafa térmica para prepará-lo. Fast-food! Falamos bastante (ela também disse que chegou a achar que o nome que escolheu era o motivo do trabalho que o bebê dava. A gente pensa cada coisa!) e ouvi o choro do Lucas no fundo. Desliguei na hora... Daí, fui conversar com o seu pai, que estava ouvindo ADRIANA PARTIMPIM, um presente que ele trouxe antecipado de dia das mães. Você vai amar as músicas, Rafael. Bem, comecei a analisar e descobrir que não posso te dar o nan de madrugada, afinal, o peito fica cheio demais. Há noites em que eu torço para você despertar para mamar. Então, a solução seria te dar na mamada da noite. Em vez de te deixar duas horas no peito, você mamaria uns 40 minutos e depois, se ainda quisesse, pegaria o Nan. Teoricamente, né?!, porque a gente nem sabe se você aceitaria. De qualquer forma, eu fui dormir pensando que tentaria só no dia seguinte (hoje). E depois de pensar, pensar, pensar, descobri que não quero te dar o Nan! O fim de semana vai servir para entender se o choro foi a mudança na sua vida - a babá - ou se é fome. Se você chorar hoje com o seu pai e a sua mãe, daí não vai ter jeito... vou tentar o complemento. Mas se não chorar, aí vou ver o que faço. Eu amo ver que tudo que você é saiu de mim. Por isso quero evitar ao máximo te dar outro leite que não seja o do peito! É isso... se Deus quiser, o motivo do choro há de ser a mudança... e você há de se acostumar com ela, logo, logo.

6 de maio de 2009

Rafael maravilha: 60 centímetros e 6.4 kg.


Para tudo! Antes de registrar as histórias sobre a sua ida para Fartura e sobre a sua babá (tomara que dê certo), mamãe tem de adiantar as notícias sobre o seu crescimento. Filho, você é só motivo de orgulho e de comemoração! Ontem fomos ao Dr. Fran para a sua consulta dos três meses que, atenção, só serão completos no dia 11. Mamãe falou do seu desenvolvimento, das inúmeras tardes e manhãs sem dormir (só para queimar a língua - ê beleza! - hoje você ainda não acordou! Mamou uma única vez de madrugada, depois de 6h30 dormindo, e agora já está há quase 5 horas dormindo de novo! Que benção.); falei também dos seus sustinhos, que te fazem ficar com as maõzinhas tensas (vamos passar ólinho e fazer massagem shantala para ver se melhora!); e também do tanto que você ainda mama (Dr. Fran disse que Nan é só se eu quiser um descanso, porque não precisa! Mamãe vai passar a tomar um chazinho para estimular a produção de leite - pra não correr o risco de diminuir, principalmente para a mamada das duas horas, já que você está crescendo e vai querer mamar mais). Você ficou muito gracinha na consulta. Não parava de olhar os penduricalhos, bichinhos e tudo mais lá que tem para chamar a atenção. No colo do pai, porque já tinha chegado a hora de mamar e a gente queria te enrolar um pouquinho. Bem, as novidades são que agora o pescocinho já está bem mais durinho e você já pode começar a ser colocado de barriga para baixo, deitado, para estimular o movimento de arrastar (você já empurra com os pezinhos há mais de um mês); já mostrou que fica com a cabecinha empinada, apoiado sobre os cotovelos, também de barriguinha para baixo... O pediatra colocou você sentadinho (segurando as costinhas e barriguinha), para analisar o seu desenvolvimento. Mamãe ficou até com o coração apertado! Gente, outro dia você nasceu e agora já tá assim... como cresce! Não precisa ser tão rápido também... é duro o sentimento de ver que você está deixando de ser um bebezinho. Então, depois de tudo isso, que eu e seu pai observamos com olhos fixos, chega a hora que a gente tanto espera para conferir: o seu tamanho e o seu peso. Você chegou aos 60 centímetros (já cresceu 13, desde que nasceu!) e está pesando 6.4 kg, cinco dias antes de completar três meses. Subiu na curva do crescimento e atingiu o percentil médio. Ou seja, está super bem. A gente nunca esquece que você nasceu antes da hora... você é uma benção. Mamãe agradece a Deus todos os dias pela sua vida, saúde e desenvolvimento. Você é nota mil!
obs: todos os dias que a mamãe consegue escrever aqui no blog são especiais... você parece que hibernou hoje! Mamãe estava praticamente pronta para te levar no clube enquanto o papai joga tênis, mas você não acordou.
"bãezinho" depois da consulta