25 de maio de 2009

Encontro com a família paterna em Fartura


Finalmente mamãe conseguiu um tempinho para deixar registrado a história da sua primeira ida para Fartura, na casa dos avós paternos. Era feriado de Primeiro de Maio, uma sexta-feira. Seu pai botou o "mundo" no porta-malas mais uma vez e a gente saiu de casa pouco depois do meio dia. Chegamos lá rápido porque, de novo, você não deu trabalho nenhum na estrada. Já tinha feito cocô e, como a viagem é mais curta do que para BH, nem precisei trocar sua fralda. Quando chegamos, a casa já estava cheia. Tia Si, tio Lelo e os primos Lucca e Breno estavam na porta. Logo chegou a vó Nair. Você estava mamando desde Taguaí, a cidade vizinha. Ficou mais de três horas sem mamar e eu resolvi te colar no peito para evitar a choradeira na chegada. Deu certo. Quando você largou, estava todo simpático. Vovó não acreditou no tanto que você cresceu. Tia Si teve a oportunidade de te ver rindo nos braços dela. Você passou a tarde acordado, observando tudo... (ela deu de presente um pingente de um menininho, que a mamãe amou). Mais tarde, armamos o seu bercinho, que ficou ótimo graças à solução encontrada pelo tio Du, claro. Ele colocou as portinhas finas de um armarinho da sua vó sustentando o colchãozinho e isso impediu que você ficasse balançando a cada mexida durante a noite. Também foi ele quem preparou a água do seu banho e armou a banheira no quarto, pra você ficar bem quentinho. À noite, quando você já estava mamando deitado com a mamãe, a tia Gi e a Júlia chegaram de surpresa. A vó Nair contou que ela disse: "Júlia, vamos lá ver o Rafael?". Saíram de Maringá à tarde e chegaram na casa da vó e do vô por volta das oito da noite. Por isso, a tia Gi só te viu dormindo na primeira noite que, graças a Deus, foi tranquila. Eu confesso que estava tensa por causa do barulho no quintal. Aqui em casa é tudo tão silencioso depois do seu banho... mas lá, como em todos os encontros da família, os irmãos conversavam, contavam piadas, se divertiam. Para a minha surpresa, você dormiu.
No dia seguinte, saímos para passear na rua.
Lucca e Breno se revezaram na função de empurrar o seu carrinho. Foi gostoso. A cidade é uma delícia e aquele bairro, super tranquilo. O ar, puro, puro, puro. Eu e seu pai estávamos bastante felizes. No almoço teve feijoada e a mamãe devorou. Foi a segunda ou terceira vez que comi feijão desde que você nasceu. Nos primeiros meses fiz de tudo para evitar as suas cólicas. E, como elas já não nos perturbavam mais, abusei. Admito que fiquei com um sentimento de culpa e que, a qualquer chorinho, achava que pudesse ter sido pelo feijão! rs.
O vô 'Gripino' adorou a visita, mas não quis te pegar no colo. Disse que você ainda era muito molinho e que quando ficasse maior te pegaria. Sua vó disse você sorriu para ela várias vezes durante a horinha em que ela cuidou de você, enquanto a mamãe e tia Gi saíram para comprar umas bugigangas.
No domingo, além da Júlia, a Marcela também estava por lá e até te pegou no colo. O feriado passou rápido, mas em breve estaremos de volta para o aniversário do seu avó, que completa 70 anos. Ninguém quis falar abertamente, mas a mamãe sabe que todo mundo te achou o cara do seu pai.

14 de maio de 2009

O primeiro Dia das Mães

Foi uma delícia. De manhã te dei de mamar, brinquei com você e depois da segunda mamada te dei um banhinho para que você pudesse dormir enquanto a gente almoçava. Seu pai levantou para terminar o almoço que começou a preparar na sexta-feira (você vai aprender cedo o quanto ele é dedicado à arte da culinária e o quanto cozinha bem). O presente só aceitei ganhar depois de tomar banho e ficar pronta, afinal, queria não só curtir as surpresas como também registrar com fotos o nosso primeiro Dia das Mães.

Filhote
Passei o dia olhando para você e pensando que foi você quem me colocou nessa posição, que eu tanto amo. Depois de pronta, desci. A mesa estava posta, com um arranjo de rosas vermelhas no centro. O papai perguntou então se já podia dar o presente e trouxe um pacote da Livraria Cultura. Dentro, um livro maravilhoso, que estou louca para ler de cabo a rabo, mas que ainda não consegui ir além do prefácio (estou atrasadíssima até com os registros da sua vida). Então, o livro chama-se "MEU BEBÊ: a incrível capacidade de evoluir tanto em tão pouco tempo", de Desmond Morris. Um 'coisa' de maravilhoso, com tudo sobre o desenvolvimento de um bebê como você. O subtítulo é perfeito para o impacto que a sua evolução me causa. Depois, a segunda surpresa: uma jóia com o pingente de um menininho, que eu tanto queria. É lindo, lindo... e eu tenho achado o máximo sair com ele no pescoço. Parece bobo o que vou registrar aqui, mas é como se eu dissesse para todo mundo do orgulho que sinto em ter você. Depois dos presentes, o almoço: um 'COQ AU VIN' (lê-se KÓK Ô VAN), receita francesa em que o seu pai já está craque. Você estava dormindo e foi super tranquilo. Seu pai já tinha falado com a vó Nair e a mamãe só depois conseguiu ligar para a sua vó Paula, que já tinha ligado aqui várias vezes e não conseguia falar. Contei muitas histórias... todas sobre você, claro. Mais tarde, seu pai ainda escreveu, a meu pedido, a dedicatória no livro. É de emocionar qualquer um e até você vai achar bonito quando estiver entendendo o que é uma declaração de amor. Deixo registrado aqui a reprodução do que ele escreveu, para que esse registro nunca se perca:
"São Paulo, 10 de maio de 2009
Para o meu amor, mãe de nosso querido filho, que chegou para iluminar a nossa vida. Para a mamãe que hoje comemora o primeiro dia das mães, dedicada, incansável, linda, que faz dos nossos momentos em família os mais importantes de nossas vidas. Eu te amo muito. Você e nosso filho Rafael. Você é a razão da minha vida. Ele também!"
Não é lindo? Eu espero que você também se torne um cara romântico e bacana como o seu pai. O exemplo você terá e, como mãe, também tomo como missão te ensinar esses valores. Ser sua mãe tem sido maravilhoso! Que Deus me dê muitos anos de vida...

10 de maio de 2009

Sábado de sorrisos


Mamãe estava certa: você ainda não precisa do Nan. O choro intenso foi causado por um fator externo à amamentação: a adaptação com a novidade de ter uma babá ajudando a cuidar de você. Fiz o teste ontem, sábado, depois dos episódios de pânico na quinta e sexta-feiras. Você praticamente não chorou durante todo o dia, filho! Pelo contrário, estava de ótimo humor desde a hora que acordou. Fiquei brincando com você na cama do escritório enquanto o papai tirava fotos. Até gravamos as suas risadas e conversas. É, você deu pra falar de um jeito, que é uma coisa. Ontem, depois de te amamentar no finzinho da tarde, até liguei para a vó Paula para ela te ouvir. Ela dizia: "Gente, isso é ele?! Falando com essa voz forte assim?!". Você só não pode perceber que tem celular perto, senão para tudo para observar.
Pois então é isso... estou aliviada de saber que você ainda não chora por motivos ligados à quantidade de leite do peito, que ainda é suficiente para você. Ao mesmo tempo, não sei o que fazer para você se adaptar numa boa sem estresse à babá, de quem a mamãe precisa, já que avós e família estão longe de casa. O jeito é esperar o tempo mesmo.
Hoje é dia das mãe e, mais tarde, a mamãe vai escrever sobre isso... o dia está lindo, mas está só começando. São 11h10, você mamou há pouco e voltou a dormir.

Ter você feliz assim não tem preço. É uma felicidade que toma o peito.

9 de maio de 2009

O choro enlouquecedor... Dr. Fran e Super Nanny!

Mamãe passou a madrugada pensando no Nan. Até desci para a cozinha para preparar a água potável fervida, mas descobri que ainda não quero te dar. Logo logo será possível entender porque o leite é a "chave" desse registro aqui.
Bem, ontem vivi momentos de desespero. Você urrou duas vezes à tarde no carro com a babá. A primeira voltando do shopping. Faltavam pouco menos de 30 minutos para você mamar de novo e você não deu trégua. Jesus, é uma coisa de enlouquecer! Você chora como se estivesse sendo crucificado inclusive, de tão forte. Eu dizia para ela passar o paninho no seu rosto porque poderia ser sono, já que você tinha dormido menos de uma hora. Não adiantava. Outra tentativa foi usar o chocalinho barulhento... não adiantou. No fim, eu já estava tão desesperada, sem entender que dizia: "Então deixe chorar!". A gente fica brava, mas ao mesmo tempo, querendo te ajudar. Só sei que eu ficava dando sugestões para cada hora ela fazer uma coisa nos menos de 4 quilômetros, que pareciam uma imensidão. Ah, detalhe: logo no começo, a cancela que a mamãe escolheu para sair do shopping enguiçou... e você no carro chorando. Ai, que desespero gente! No carro ainda pensei que eu tinha que comprar uma sirene e botar em cima para abrir passagem... parece que quando a gente está com pressa, tudo demora mais. Se em vez de botar a sirene eu botasse um alto falante com o seu choro, teria a mesma eficácia. É um negócio de doido... de tão alto! Chegamos em casa, finalmente, te peguei no colo e consegui te acalmar. UUUUFFFFAAAAAAA! Quer dizer, bem mais ou menos, porque tive que me virar nos 30 para conseguir botar parte da roupa de ginástica. Eram 15h já e às 16h eu tinha aula marcada no clube com a Paula. Colei você no peito e a paz reinou! Te amei de novo e, enquanto te amamentava, ficava pensando o que teria provocado aquele surto. Só Deus sabe o que passou na minha cabeça... a ponto de eu achar que podia ter sido até o seu nome! É, desde que a mamãe escolheu Rafael, ouvi de várias pessoas: "Prepare-se, porque eles dão muito trabalho!". O seu avó Marcos disse: "Todo Rafael é da pá virada!". Mas eu amo o seu nome, você foi planejado, não tem nenhuma dorzinha, recebe amor constante... então o que poderia ser?, eu pensava. Talvez, a fome. Você mamou quase quarenta minutos, como se nada tivesse acontecido. Ficava me olhando com uma cara de levado, me observando, esboçando até sorrisos no peito! Quando você terminou, zunei. Te botei no carro com a babá e fomos para o clube. Quanta saideira... mas filho, eu não podia te deixar aqui em casa só com ela de jeito nenhum.

SURTOS
Na véspera, tive que sair às pressas da drenagem, porque você surtou também. Seu pai me ligou no meio da sessão. Eu quase desliguei dizendo: "Tô na massagem!". Ele gritou do outro lado: "Ou, ou... o nenem tá chorando em casa!!!". Pulei da maca, deixei a Maria Paula de cabelo em pé e vim para casa... de novo, faltou só a sirene, porque eu estava maluca. Por isso, não ia arriscar deixar você no dia seguinte sozinho de novo. Eu e seu pai pensamos muito e achamos que você chorou daquele jeito porque ainda não se acostumou com a babá. Era o quarto dia dela e, a mamãe ainda quer fazer tudo. Se posso, te pego em vez de deixá-la. Mamãe ficou colada em você quase três meses. Você teve as suas duas avós nos primeiros 40 dias, mas depois fui só eu... agora vai para outro colo, com outro cheiro... demora mesmo para se acostumar. Deve assustar até.
Pois bem, no clube você dormiu! Realmente você adora aquele lugar. Também, vai lá desde que tinha 10, 12 dias de vida...Quando saí da aula (perdi 15 minutos, porque não consegui chegar na hora), você estava dormindo. Deu até medo de mexer no seu carrinho... e não deu outra: você acabou acordando. Tive que passar na farmácia para comprar uma neosaldina - a sinusite atacou - e te deixei no carro. Quando voltei, de repente, você surtou. Foi um choro instântaneo, daqueles de susto. O que será que aconteceu? A batida da porta? Não dá para saber! Desci, peguei você no colo, mas não adiantou. Acabei te devolvendo para o colo da babá para conseguir chegar em casa. Você chorava, chorava, chorava de um jeito que eu não sabia o que fazer. Era a segunda crise do dia. Meu Deus, fiquei sem rumo. Chegando em casa, se acalmou um pouco. Te meti no banho para dar de mamar depois. Antes consegui tomar uma ducha, mais rápida do que aquelas que a gente toma de água fria quando vai entrar na sauna. Eu estava tão preocupada com os episódios incomuns de choro intenso antes da hora de mamar, misturado com a dor de cabeça e o remédio, que achei que não ia ter leite para a sua mamada noturna. É impressionante como essas coisas deixam a mãe desorientada, insegura. Eu fiquei assim. Pior, você pegou o primeiro peito e, vinte minutos depois, começou a reclamar. Também não sei porquê, mas te mudei de peito e você ficou quietinho. Liguei para o seu pai às pressas pedindo para ele voltar para casa antes porque eu achava que você precisaria do Nan, pela primeira vez. Ele ficou de ligar para o Dr. Fran. No fim, quando ele conseguiu superar o trânsito cão, você já estava a 1 hora e 40 no peito, calminho, cochilando e sugando. O Dr. Fran ligou logo em seguida. Resumi um pouco do problema, mas disse que você tinha tido dois ataques de choro intenso meia hora e 50 minutos antes de mamar e que eu não sabia se podia ser fome... Eu também só lembrava da história da Laura. Ela dizia que teve uma época que o Lucas chorava muito. Depois de várias tentativas, a pediatra sugeriu dar o Nan. Apesar do ganho de peso constante, ele poderia estar querendo mais do que recebia no peito. Dito e feito: o bebê ficou bonzinho de novo. No seu caso, era diferente, porque você não chorava muito de dia se não fosse na hora de mamar. Contei um pouco do caso para o nosso pediatra e o Fran sugeriu tentar dar o Nan, então. Disse para dar de madrugada, quando você acordasse de novo. Tudo beleza... só que faltou perguntar se podia deixar preparado já. Na lata não tem orientação e eu não tive coragem de ligar de novo... foi quando o seu pai falou: Então liga para a Laura!". Boa! Foi o que fiz.

A SUPER NANNY
Liguei no celular dela... era pouco antes das 21h. Achei péssimo, mas pensei que no celular seria menos mal. Ela estava em casa e disse que me ligaria. Quando eu falei com ligava, ela fez: "Não, não!!! O Lucas acabou de dormir!". Só quem é mãe de bebê entende o desespero que é ter o telefone tocando à noite em casa, quando a gente está fazendo o bebê dormir ou está dormindo. Logo que eu disse: "Olá, Super Nanny!", ela riu e disse: "O quê, é alguma dúvida?!". Claro, né?! A essa hora! Conversamos um tempo, falei de toda a história para dizer: "Afinal, posso preparar o Nan agora para dar de madrugada?". Não! Ela me ensinou até o truque que usa para não ter que ir para cozinha esquentar a água enquanto o nenem chora: deixa o pó na mamadeira e usa a água da garrafa térmica para prepará-lo. Fast-food! Falamos bastante (ela também disse que chegou a achar que o nome que escolheu era o motivo do trabalho que o bebê dava. A gente pensa cada coisa!) e ouvi o choro do Lucas no fundo. Desliguei na hora... Daí, fui conversar com o seu pai, que estava ouvindo ADRIANA PARTIMPIM, um presente que ele trouxe antecipado de dia das mães. Você vai amar as músicas, Rafael. Bem, comecei a analisar e descobrir que não posso te dar o nan de madrugada, afinal, o peito fica cheio demais. Há noites em que eu torço para você despertar para mamar. Então, a solução seria te dar na mamada da noite. Em vez de te deixar duas horas no peito, você mamaria uns 40 minutos e depois, se ainda quisesse, pegaria o Nan. Teoricamente, né?!, porque a gente nem sabe se você aceitaria. De qualquer forma, eu fui dormir pensando que tentaria só no dia seguinte (hoje). E depois de pensar, pensar, pensar, descobri que não quero te dar o Nan! O fim de semana vai servir para entender se o choro foi a mudança na sua vida - a babá - ou se é fome. Se você chorar hoje com o seu pai e a sua mãe, daí não vai ter jeito... vou tentar o complemento. Mas se não chorar, aí vou ver o que faço. Eu amo ver que tudo que você é saiu de mim. Por isso quero evitar ao máximo te dar outro leite que não seja o do peito! É isso... se Deus quiser, o motivo do choro há de ser a mudança... e você há de se acostumar com ela, logo, logo.

6 de maio de 2009

Rafael maravilha: 60 centímetros e 6.4 kg.


Para tudo! Antes de registrar as histórias sobre a sua ida para Fartura e sobre a sua babá (tomara que dê certo), mamãe tem de adiantar as notícias sobre o seu crescimento. Filho, você é só motivo de orgulho e de comemoração! Ontem fomos ao Dr. Fran para a sua consulta dos três meses que, atenção, só serão completos no dia 11. Mamãe falou do seu desenvolvimento, das inúmeras tardes e manhãs sem dormir (só para queimar a língua - ê beleza! - hoje você ainda não acordou! Mamou uma única vez de madrugada, depois de 6h30 dormindo, e agora já está há quase 5 horas dormindo de novo! Que benção.); falei também dos seus sustinhos, que te fazem ficar com as maõzinhas tensas (vamos passar ólinho e fazer massagem shantala para ver se melhora!); e também do tanto que você ainda mama (Dr. Fran disse que Nan é só se eu quiser um descanso, porque não precisa! Mamãe vai passar a tomar um chazinho para estimular a produção de leite - pra não correr o risco de diminuir, principalmente para a mamada das duas horas, já que você está crescendo e vai querer mamar mais). Você ficou muito gracinha na consulta. Não parava de olhar os penduricalhos, bichinhos e tudo mais lá que tem para chamar a atenção. No colo do pai, porque já tinha chegado a hora de mamar e a gente queria te enrolar um pouquinho. Bem, as novidades são que agora o pescocinho já está bem mais durinho e você já pode começar a ser colocado de barriga para baixo, deitado, para estimular o movimento de arrastar (você já empurra com os pezinhos há mais de um mês); já mostrou que fica com a cabecinha empinada, apoiado sobre os cotovelos, também de barriguinha para baixo... O pediatra colocou você sentadinho (segurando as costinhas e barriguinha), para analisar o seu desenvolvimento. Mamãe ficou até com o coração apertado! Gente, outro dia você nasceu e agora já tá assim... como cresce! Não precisa ser tão rápido também... é duro o sentimento de ver que você está deixando de ser um bebezinho. Então, depois de tudo isso, que eu e seu pai observamos com olhos fixos, chega a hora que a gente tanto espera para conferir: o seu tamanho e o seu peso. Você chegou aos 60 centímetros (já cresceu 13, desde que nasceu!) e está pesando 6.4 kg, cinco dias antes de completar três meses. Subiu na curva do crescimento e atingiu o percentil médio. Ou seja, está super bem. A gente nunca esquece que você nasceu antes da hora... você é uma benção. Mamãe agradece a Deus todos os dias pela sua vida, saúde e desenvolvimento. Você é nota mil!
obs: todos os dias que a mamãe consegue escrever aqui no blog são especiais... você parece que hibernou hoje! Mamãe estava praticamente pronta para te levar no clube enquanto o papai joga tênis, mas você não acordou.
"bãezinho" depois da consulta

22 de abril de 2009

Novidades do segundo mês

Há quase duas semanas mamãe não consegue sair do lugar com os relatos sobre sua vida. Não gosto muito disso porque tenho certeza que, se não forem registrados com palavras, a gente esquece com o tempo. E eu não quero me esquecer de nada sobre o seu desenvolvimento, sobre seus aprendizados. Você fez 70 dias hoje! Vamos às novidades então, para quem ainda não sabe...
Você anda com um olhar fixo. Começou com um mês e meio, portanto, há 3 semanas, quase um mês. Um belo dia você começou a me olhar, como se estivesse prestando atenção. A coisa mais fofa! O surpreendente é que acontece como se fosse de um dia para o outro. De repente começa a fixar o olhar e a gente nem acredita. Você já foi para BH assim, o que foi maravilhoso, porque todo mundo que te pegou no colo sentia que estava sendo visto e observado. Outra novidade, essa começou a aparecer em BH, que ficou mais evidente no fim da semana passada, ou seja, quando você estava com dois meses e quatro ou cinco dias: o sorriso. Lá na casa da vovó, você abriu vários ... me lembro bem de quando a mamãe ficou fazendo boca de peixinho para você. A vó Paula disse até que você estava começando a perceber e a responder aos estímulos. Ou seja, as carinhas de riso estavam deixando de ser apenas um espasmo para começar a se transformarem em sorrisos de verdade. Agora você não para mais... ontem, dia 21, no feriado, mamãe inventou de encher as bochechas e dar soquinhos com as suas mãos nelas enquanto sopra o ar, como se fosse você quem as estivesse esvaziando. Você ri que é uma beleza! Uma delícia! Adora também receber umas fungadinhas e beijinhos nas mãos, quando está sentado nas pernas, de frente para a mamãe. Foi assim que o papai conseguiu flagrar esse sorriso lindo daqui.
Para o papai você também tem sorrido, claro. Ele gosta de te pegar de frente e encostar o seu rostinho no dele, nariz com nariz (mamãe se esqueceu do nome desse tipo de beijinho: de foca, será?). Você adora! Hoje quando a mamãe foi te pegar no berço depois da dormidinha das 13h (você hoje tá um dorminhoco!), você era só sorrisos... Achava graça do móbile do sapinho que está pendurado no berço, achou graça da mamãe te fazer dar um abraço no pierrô de pelúcia que o vô Marcos te deu para ficar com o cheiro da mamãe... Esse alto astral é uma comédia. Mamãe aaaaammma, porque você me faz acreditar que será um menino de muito bom humor. Quer dizer, só não pode querer o peito... senão a casa cai. Aliás, isso não é novidade, já virou o seu vício. Ave, como gosta de mamar!!!!! Tá um chumbinho. Desde que voltamos de Minas, tenho te dado de mamar à noite deitada. É, ficar duas horas com você nos braços era de matar. Então tem sido assim: depois do seu banhinho, mamãe deita com você enquanto você mama... é uma maravilha! Hoje tem mais... daqui a pouco.

Bisavô Lu...



Ele é seu único bisavô, é o pai do vô Marcos, que ainda está na Bélgica e só vai poder te conhecer no fim de maio (mamãe não vê a hora dele te pegar nos braços). O vô Lu foi o primeiro a chegar no churrasco. Não estávamos prontos ainda, mas a mamãe logo te colocou no colo dele que, por enquanto, só tem você como bisneto. Não demorou muito e você fez um baita cocô. Ele logo falou: "Opa!!!" E em seguida disparou: "Não vaza não, né?!". Foi engraçado demais... Sorte a dele que não vazou. Rs. Tiramos várias fotos para registrar o encontro que a mamãe avalia como um privilégio, afinal, nem todo mundo tem a chance de conhecer um bisavô. O único pesar, que é sempre o mesmo, é o de não morarmos mais perto para você ter um contato maior.
Para a mamãe, o vô Lu teve um papel fundamental. A sua vó Paula nunca deixa de relembrar o tanto que ele fez por mim (por nós) na infância. A mamãe se lembra até hoje das idas para o sítio em Mateus Leme... dos boizinhos (um deles era branco e se chamava Príncipe), do paiol, do tanque de peixes e, principalmente, das jaboticabeiras e das galinhas. Até hoje o Vô se lembra da minha relação com elas e voltou a falar disso quando fomos te levar na casa dele. Ele conta que, como a vó Letícia me ensinou a chamar as galinhas falando 'Priiiiii....priiiiii, pri.....', eu dizia que todas eram minhas. Ele acha graça ao relembrar. Parece impossível, mas a mamãe não se esquece de chamá-las jogando milho do alpendre da cozinha do sítio (quanto ao que eu dizia ao tentar fazer com que elas se aproximassem, só sei por causa dos relatos dele). E as jabuticabeiras? Nossa, essas são inesquecíveis! Nunca mais vi esse tipo de árvore frutífera com aquele porte. Eram enormes! A vó Paula fazia os seus bisavós paternos passarem aperto porque subia grávida de mim nos pés (eram seis) para chupar as jaboticabas. Quando a mamãe tinha uns 6 anos, por aí, em época de safra, a gente enchia os balaios no fim de semana, botava no porta-malas e levava para o Pitágoras da Pampulha, para que todos os coleguinhas pudessem comer um pouco. Eu me lembro bem da cena: balaios cheios, com cada bitela de dar gosto, colocados lá na frente, em baixo do quadro, e os coleguinhas com copinhos para encher. Depois, cada um comia sentadinho na sua mesa. Nem parece que foi há tantos anos - há mais de 20 - porque a imagem é muito clara na minha memória. Pena que não há fotos de tudo isso! O certo é que, se esse sítio ainda existisse, você ia adorar Rafael. Ah, tem mais: a mamãe não se esquece de viajar para lá na Caravam cor de caramelo do Vô. Eu ia atrás, entre os dois bancos, conversando com ele e com a vó Letícia. Adorava... Quando dava vontade de fazer xixi na estrada, a vovó pedia para o Vô encostar no acostamento mesmo. Foi assim que a mamãe aprendeu a não passar aperto quando não tem posto de gasolina por perto. Ela, que sempre usava saia, me ensinou a arredá-la, sem precisar abaixá-la. Até hoje faço isso em casos de extrema necessidade! hahhahaha.
Ao falar de tudo isso, mamãe só fica pensando em quais serão as histórias que você vai guardar dos seus avós. Tomara que sejam muitas porque as boas lembranças da infância a gente carrega por toda a vida. Mamãe acredita que elas fazem parte da construção da nossa essência, dos nossos valores e até das paixões.

Se Deus quiser o vô Lu, que faz 80 anos em agosto, vai viver muito ainda para te contar muitas histórias e para você ter tempo de criar uma memória dele também. Mamãe ama esse Vô e você também vai aprender a amá-lo.

17 de abril de 2009

A apresentação à família mineira

Foi um encontro e tanto. Lá estavam quase todos das duas famílias, a materna e a paterna, e a do vô Alexandre. Todo mundo foi para te conhecer. Imagine a curiosidade... naquele dia já fazia quase dois meses do seu nascimento. A vovó Paula que teve a idéia. Ligou um dia aqui para casa dizendo que ia fazer um churrasco em que também seria comemorado o meu aniversário de 31 anos. Trinta e um, já! A mamãe achou que ela não devia gastar com isso, mas ela fez questão. Disse que era um presente e que seria uma forma de todos te verem... seu pai me "proibiu" de tentar fazer com que ela mudasse de idéia. Pois foi uma delícia e não deu outra: quase todo mundo só te viu naquele dia mesmo. Com a família do vô Marcos - só faltou ele!

Era cinco de abril e fazia um calor danado. Você estranhou aquela barulheira. Passou quase a tarde toda no peito, mamando. Conversando com a vovó Paula no dia seguinte, eu disse que sabia que você mamou daquele jeito para se acalmar. É como quando a gente come mais num ano de intercâmbio, não só para conhecer novos sabores mas, principalmente, para se fortalecer para as novas situações. Para você, a agitação dali foi muito diferente de tudo que você vive em São Paulo e o peito é a sua fortaleza. Mamãe só está trabalhando para que ele não se transforme no seu único querer.
Bem, todo mundo te achou lindo, claro. E a CA-RA do pai. Depois de umas horas em que você estava colado no meu peito, suando as costinhas, mamãe te levou lá para cima com a tia Gá. Você logo se acalmou. Ela fez uma oração linda por você, pedindo saúde e uma vida de bençãos, marcada pelo amor. Depois te pegou no colo pra te ninar, para que a mamãe pudesse descer e ficar com a família e amigas - estavam lá a Bia e a Renata, que naquele dia estava grávida de seis semanas.
Lá em cima, a tia Bete ficou tentando te fazer aprender a chupar o bico. Enquanto você mamava, ela ficou perguntando se você não o chupava e disse que tinha que pegar para dar um descanso no peito. A vó Paula desceu dizendo que ela estava comemorando que você tinha pegado mas, infelizmente, durou pouco. Você não gosta de jeito nenhum. Mamãe falou um pouco de você nas rodinhas e logo elas te trouxeram de volta, bem calminho. Foi bom porque só aí a gente conseguiu registrar o encontro com fotos. Mamãe adorou o presente.



Matheus, nós, tio Pedro, tia Eliane, André e Lilica

Que loucura: não fizemos fotos com os tios De Paula, nem com a vovó, vô Alexandre e a família dele nesse dia!
Aqui uma outra, do nosso último domingo lá:

14 de abril de 2009

A primeira viagem: 600 km até BH


Que aventura, pegar estrada com você tão pequenininho. Mamãe confessa que passou vários dias preocupada com a sua segurança... deu medo! Para tranquilizar, fiz muitas orações porque queria muito ir para BH com você e, desde o Carnaval, a contagem foi regressiva para a viagem da Semana Santa. O pediatra disse que você podia pegar estrada numa boa, nós só precisávamos ir no seu ritmo (isso não precisaria nem falar, né?!). O avião me parecia a melhor opção no início, mas seu pai insistiu que não dava para levar a sua mudança no voo e que seria melhor ficar de carro em BH. Realmente. Foi bem melhor, sem contar que não enfrentamos o problema da pressão nos ouvidos nas decolagens e pousos.
Mamãe começou a fazer as malas na véspera e resolveu levar praticamente todas as suas roupinhas, pra não faltar opção. Além disso, eu já previa que você voltaria de lá sem caber em muitas delas. Na manhã do sábado, papai começou a arrumar o porta-malas. Tinha coisa demais, filho: seu carrinho, o bercinho portátil, banheirinha inflável, mantinhas, roupinhas, as nossas coisas, as lembrancinhas da maternidade que eu também levei e até a garrafa térmica para deixar a água pronta na hora de limpar o seu cocô. Estava tudo lá. No banco de trás, um mundo de travesseiros e a almofada para te amamentar no carro e na casa da vovó. Ainda em SP, passamos na Eco Baby para comprar as cortininhas para barrar o sol no carro e pegamos a estrada por volta das 13h. Estávamos só esperando para ver como você se comportaria. Bem, você já saiu mamando de casa... mas no início da estrada já tinha terminado. Depois de arrotar, como em todo o trajeto, mamãe te colocou no seu bebê conforto. Foi uma coisa! Você estava de babador, mas nem regorgitou. Chorar, só horas depois para mamar de novo. Dormiu o caminho inteiro, todo lindo... apaixonante. Paramos duas vezes. Uma para comer e trocar o seu cocô... cocozeira! rs. A outra, já à noite, quase chegando, para trocar o xixi que vazou da Pampers, claro! Mas foi tudo rapidinho. E o papai, acima dos 100 km/hr, nos fez chegar em BH às oito da noite. Você não deu trabalho algum e Deus nos abençoou. Chegamos bem, com você em segurança.

2 de abril de 2009

Rafael: 56 centímetros e 5 quilos!













Com esse peso você alcançou o tamanho de bebês que nasceram no mesmo dia que você - 11/02 - de 40 semanas. Ou seja, é como se não tivesse sido prematuro. Também, mamando como você está, não podia dar outra. O Dr. Fran disse que você ganhou 70 gramas por dia quando, em média, os bebês ganham entre 25 e 50 (mamãe já falou disso aqui). Mamãe nem acreditou! A gente já vinha improvisando na balança de casa para estimar o seu peso (mamãe subia sozinha e depois com você; a diferença era o seu peso), mas eu duvidava que você já tivesse alcançado os cinco quilos, filho. O médico ficou bobo com a história das duas horas de peito todas as noites. Ele dizia: "É... o que é que a gente vai fazer, hein?!"... e pensava, pensava, mas nada de solução. Se bem que quando eu disse que você mama esse tempo todo à noite e não de madrugada, ele ficou mais tranquilo. Disse só que os intervalos das madrugadas têm de ser bons, para eu não ficar muito cansada. E deu, como opção para não te amamentar sempre que você acorda, as seguintes alternativas: 1 - bico/chupeta (que você não gosta, não adianta! Em BH todo mundo tentou e não adiantou. Você cospe depois de uns minutinhos! A vó Paula disse até que vai apresentar o seu caso nas aulas de psicologia: muitas vezes, você sequer abre a boca atendendo aos estímulos. Coisa que com 2 meses todo bebê deveria fazer! "É voluntarioso mesmo", reforçava a vovó.); 2 - cházinho (ixi, piorou!); 3 - leite da mamãe na mamadeira, para alguém dar (Isso significa que o seu pai teria de acordar de madrugada para te dar o leitinho. Até parece que a mamãe vai querer... se você cismar de não pegar, serão dois trabalhos - um para colher e outro de levantar para te acalmar. Sem contar que o pai ficaria bem mais cansado e talvez até incomodado se tivesse que acordar todas as noites de madrugada!). A última opção e, atenção, só abordada porque o SEU PAI entrou no assunto foi o Nan. O pediatra disse que com esse ganho de peso não pode dizer que o leite é insuficiente e que, então, Nan era a última hipótese. Mais: só deve ser uma alternativa caso a mamãe queira um descanso, depois de não conseguir executar nenhuma das outras opções. Ou seja, você vai continuar no peito... vai continuar esse "mamão" que não pára de crescer. Cansar cansa... Às vezes mamãe é pega cochilando com você no peito (ave!), mas por enquanto vamos ficar assim... Já tô doida para saber quando você vai ganhar até a próxima consulta, em maio. Só não pode virar vício e você ficar gordo demais! rs.

29 de março de 2009

Tributo à vó Nair




Há mais de uma semana mamãe gostaria de ter deixado registrado aqui, para a posteridade, o tanto que amoooouuuu a ajuda da sua vó Nair. Demorou, mas chegou a hora de prestar o agradecimento pela ajuda ímpar de alguém que é, para a mamãe, uma sogra de ouro!

"A gente acabou de encontrar neste mês mais uma pepita", ela dizia para você. Te pegava no colo, te ninava, vigiava o seu soninho de manhã e à tarde para a mamãe dormir um pouquinho, não media esforços para cuidar de você. Emagreceu quatro quilos, se é que a balança daqui não tem diferença com a da "farmácia das moças", lá de Fartura. No fim da terceira semana - é, ela ficou conosco 21 dias! - me confessou que teve dor na batata da perna nos primeiros dias. De tanto subir escada! Era um sobe-e-desce danado. A sua chegada fez a mamãe conhecer não só o lado avó, mas também uma sogra que não conhecia. Os encontros da família nos fins de ano ou em feriados são sempre bem gostosos, mas é tanta gente que nunca deu tempo de conhecê-la como agora. Desde a sexta-feira depois do Carnaval, passávamos o dia inteiro juntas, cuidando de você. Ela inventou algumas coisas também. Até hoje ainda aproveito a idéia do "banho de caneca", antes do seu banhozinho. Foi uma forma que a vó Nair encontrou para limpar o seu cocô mais facilmente antes de te colocar na banheira. Pena que a gente não fez uma foto para registrar... Ultimamente, confesso que também tenho feito o "varalzinho". rs. É, quando uma roupinha sua que acabou de ser tirada da gaveta molha um pouquinho, mas não suja, ela colocava no trocador para secar. Depois aperfeiçoei e comecei a usar um espaço na cama auxiliar. Segundo a sua vó, ficou igual à lojinha que a Kalu fazia no sofá quando era criança. Das peregrinações e expressões que surgiam nos dias de cólica - ou que achávamos que era cólica - a mamãe já falou por aqui. Mas tinha uma coisa que ela sempre dizia e a mamãe não quer esquecer: às vezes, quando você estava mamando e fazia um baita cocô, daqueles de fazer barulho (hahha), a vovó dizia: "Olha, tá azedo... então era dor de barriga. Quanto mais azedo, mais dor de barriga dá!". Mais: quando você estava naquele sofrimento dos inícios de noite, por causa da barriguinha, ela dizia: "Só quem tem sabe o que é isso!", numa demonstração verdadeira de compreensão. Era muito bonitinho. Ah, uma vez, quando estávamos mexendo em você dormindo, no desespero de não te acordar, ela disse: "é igual àqueles copos de cristal!"

Otimista
Foi a vó Paula que me fez prestar atenção nisso. Sua vó Nair é mesmo otimista. Todas as noites ela dizia: "talvez hoje não tenha não", sobre o seu mal estar. Vira e mexe falava: "Isso passa logo... daqui a pouco ele está com um ano!". Agora que já encontramos a receita do sucesso, pelo menos por enquanto, mamãe nem torce para o tempo passar rápido mais, já que está tão gostoso assim.

"Cada um no seu quadrado"
Ela é mais moderna do que eu podia imaginar e tem expressões atualíssimas. Discreta que só ela mesmo, não dava opinião sobre a nossa vida. Aliás, até quando ela era provocada a falar ou fazer alguma coisa, ficava na dela. Mamãe não acreditou! Seu pai deu a entender lá pela segunda semana que ela não saberia se ficaria mais tempo, porque não queria ser invasiva. Pois quando ela foi embora, mamãe ainda gostaria que tivesse ficado mais um tempão por aqui...a presença dela foi uma delícia. Para você ela fazia de tudo também. Tinha a "cadeirinha" - posição que em que te segurava nos braços deixando você inclinado; a "caminha", com você encostado nas pernas dela... Quando ela te mudava de posição e você reclamava ou em qualquer outra situação em que ela estivesse batendo um papo com você e você desse uma resmungada, ela dizia: "Não enche, vó!", como se você estivesse falando para ela. Era engraçado. De vez em quando, soltava um: "Como diz a Kalu, cada um no seu quadrado vó!". Mamãe adorava. (aos outros netos, é preciso deixar registrado que ela se lembra de várias coisas de cada um deles, mas essas duas citações sobre a Kalu, afilhada do seu pai, fizeram mais sentido no registro aqui).
Nesses 21 dias, até a Rose, nossa empregada, teve a vida melhor. Sua vó Nair só se metia a trabalhar. Ajudava a cozinhar e ajeitava as louças para ela. A mesa nunca foi tão colorida - tinha todo tipo de vegetal, um mais gostoso que o outro. Desde que ela se foi já não é mais assim.
Além disso, para atender os desejos do seu pai, que também teve uma oportunidade única de curtir a mãe durante tanto tempo depois de anos, ela fez várias receitas gostosas na cozinha. Pão de casa foram umas três ou quatro fornadas. Bolo de fubá duas vezes. Bolo de banana mais uma e um pudim de leite condensado de despedida. Um néctar dos deuses, de tão bom.

A despedida
Eu disse para ela que, ao chegar em casa ela diria: "Viajar é bom, mas voltar para casa é melhor ainda!". Ela se dedicou por inteiro, mas mamãe já sentia que ela precisava voltar. Descobri que ela tem uma preocupação enorme com o seu vó Agripino. Além disso, estando lá ela faz companhia para ele - dá saudade também, né?! Afinal, eles estão juntos há 50 anos! - e cuida da medicação que ele precisa. No mais, a nossa casa é sempre a nossa casa. Então, ela devia estar louca para voltar mesmo, mas não demonstrava. E teve a preocupação de dizer que só ia embora quando eu arranjasse alguém para me ajudar com você, Rafael. Quando a mamãe encontrou, ela comprou a passagem. Mas avisou: "Qualquer coisa é só ligar que a vó volta, quando for!" A gente espera não precisar. Queremos que ela volte sim, mas para matar a saudade, que já é grande. Seu pai e eu sentimos bastante. Mamãe agradeceu durante a estadia e na despedida, mas talvez nunca seja capaz de demonstrar a gratidão pelo carinho que ela dedicou não só a você, o neto, e ao seu pai, o filho... mas também à mim, a nora. Sua vó vale ouro!


Vó Nair, papai e a irmã, Fê

Das cólicas ao peito, muito peito!





De um dia para o outro, tudo mudou. Mamãe até se pergunta se todo aquele choro do início de noite de dias passados era mesmo cólica. Mas, como diz a vó Paula, a gente vai aprendendo na prática, não tem receita. Neste início, é no empirismo mesmo, filho. Bem, mamãe vai contar como a vida se transformou desde o domingo 22 de março, quando você estava com 39 dias. No sábado anterior não chorou, não teve mal estar... nada. Seu pai e eu nem acreditamos. Mais uma folga num sábado, depois de três semanas difíceis... um presentão. Daí, no domingo, fomos para o aniversário do Vinícius, filho da Cris. Como você costuma passar super bem depois de uma saídinha, mamãe até torceu para a noite ser tranquila, mas achava que era pedir muito. Imagine, mais um início de noite sem a peregrinação pelos quartos?! Você mamou cerca de 40 minutos e largou o peito, como sempre faz. Daí, te coloquei para arrotar. Arrotou. De repente, um choro intenso... Ave! Seu pai correu, voltou com a bolsinha de água quente pronta, mamãe sacou o Mylicon e pingou as três gotinhas na sua boca aberta e já estava se preparando para umas duas horas de caminhada e um pouco de dor nas costas. Por um milagre, quando olhei para você já no colo do seu pai com o calorzinho entre vocês, achei que o movimento da sua boca parecia de fome. Fome? Como assim? Você mamou muito, largou o peito sozinho. Como poderia querer mais? Resolvi te oferecer... não deu outra! Você abocanhou o peito e parou de chorar imediatamente. Nem acreditamos. Mamou mais meia hora talvez e já largou dormindo, desmaiado! De novo, nós dois não acreditamos. Gente... então era fome! Depois disso, mamãe agora acha que na semana anterior, em que você chorava muito, era fome ainda. Só podia ser, afinal, desde que a gente se deu conta de que mamar 40 minutos e largar o peito para arrotar não é o sinal definitivo de satisfação, você tem mamado mais. É, desde aquele domingo, toda vez que você chora forte, no início da noite depois de mamar, mamãe oferece mais e você pega na hora. Pega e segue até mais uma hora mamando. É uma coisa de louco, de impressionar. O primeiro dia da ajuda da Roberta foi assim: te demos um banhinho e depois ela passou duas horas praticamente assistindo a mamãe te dar de mamar. Na terça foi a mesma história. Eu e seu pai ficamos tão chocados que queríamos antecipar a sua consulta com o pediatra, pra saber se pode alguém tão pequeninho querer mamar tanto. Só para deixar claro aqui: leite tem! Enquanto você mama em um, o outro peito produz leite... e você não chora ao mamar, sinal de que está bem e de que está conseguindo o que quer. Não conseguimos marcar a consulta para essa primeira semana da mudança, em que você mamou até duas horas e meia - sugando e parando - de domingo até hoje, domingo, dia 29. (Você está uma graça deitado na cama atrás da mamãe aqui no escritório! Já fez seus barulhinhos e voltou a dormir! Hoje tá uma coisa! Você deu intervalos enormes de madrugada, deixou a mamãe dormir de manhã também... uma benção!) Então, a gente não conseguiu horário na semana passada, mas depois de conversar com a Laura - a super Nanny - na última sexta, cheguei à conclusão de que pode ser normal você querer tanto leitinho. Ela disse que o Lucas chorava muito, dia e noite, durante um período e que, apesar de estar ganhando peso, a pediatra sugeriu que talvez fosse fome e passou um complemento de Nan para a noite, o que fez ele voltar a ser um bebê tranquilo. Ou seja, talvez, para resolver a questão do cansaço que é ter você no peito por até 2 horas e meia, o pediatra sugira o Nan. Mas a mamãe vai avaliar os benefícios e prejuízos disso... se for fazer você abandonar o peito antes, mamãe vai continuar a te amamentar por horas a fio até quando for possível. Cansa, mas é uma delícia saber que você está passando bem, sem dor, sem sofrimento... e, principalmente, que a mamãe é capaz de resolver o seu choro! Isso não tem preço. Viva você! Viva a gente! Viva o aprendizado! Viva!!!! Tá tudo uma delícia, filho! Você está cada dia mais gostoso... gordo que só. E mais: não tem uma pessoa que te veja e não comente o tanto que você é "corado", "moreninho", "bronzeado"... fruto do solzinho matutino de dez minutos quase todos os dias, pra fixar o cálcio de todo esse leite que você está tomando.

20 de março de 2009

Mãe


Do dicionário:

mãe

sf (lat matre) 1 Mulher, ou fêmea de animal que teve um ou mais filhos. 2 Dir Ascendente feminino em primeiro grau. 3 Causa ou origem de alguma coisa. 4 Lugar onde uma coisa teve origem. 5 Mulher generosa, que dispensa cuidados maternais. 6 Pessoa que protege muito a outra.

Da vida, ainda que a prática seja recente:
alguém que conhece a cria; alguém que tem uma sensibilidade que transcende o que está nos livros; alguém que ama ama ama mais que tudo; alguém que só quer o bem; alguém que não mede esforços; alguém que amamenta, que acalenta.

Rafael, sou sua mãe.

18 de março de 2009

As famigeradas cólicas

Dizem que elas começam lá pelo décimo quinto dia de vida, mas a gente acha que as suas começaram um pouco antes... bem, o mal estar da barriga começou logo na chegada da maternidade. As dores mais intensas, associadas aos arrotos que demoram a sair e a uns punzinhos e cocôs no meio da noite, começaram lá pelo 14o dia, talvez. É de dar dó, de partir o coração. Você chora como no dia do nascimento. Os olhos se enchem de lágrimas. A boquinha chega a tremer!
Mamãe escrevia esse texto na terça-feira, dia 03 de março, às 20h26, para ser mais precisa... e você chorou. Fui te socorrer. A cólica foi intensa, dessas de te deixar agoniado, com a cabecinha de um lado para o outro. Mas durou pouco: 10 minutos. Um milagre! Se bem que na véspera, segunda-feira, já tinha durado apenas meia hora. Mamãe te segurou forte, com a bolsinha de água quente entre nós dois, já tendo pingado as três gotinhas do Mylicon...

... Mais de sete dias depois, voltei para tentar concluir este registro, já com um novo histórico. Numa semana em que você teve cólicas praticamente todos os dias. Foram danadas, te nocautearam! Nos dois primeiros dias, para aliviar o sofrimento depois de pouco mais de uma hora de perninhas se contorcendo, muito choro e cabecinha inquieta, te colocamos no banho de imersão. Só para relaxar mesmo. A água é quentinha, mas agora bem mais branda do que as das primeiras semanas, em que a mamãe seguia o padrão da maternidade (de pelar o couro, dizem! Mas você passou bem). Ontem, dia 11, você chorou bastante. Como tem sido nas últimas duas semanas, mamãe e a vó Nair se revezam na árdua tarefa de tentar amenizar o seu mal estar. Sua vó diz que a gente está como naquelas provas de revezamento. É verdade! Uma tentando aliviar a dor nas costas da outra. Vixe, quando dura duas horas é de arrebentar. E quando vai além? No meio do transtorno, há muitas situações engraçadas, cômicas até. Outro dia, quando a mamãe te passou para o colo da vó, você se acalmou... daí ela começou a dizer, em tom de canto religioso, com voz grave: " O anjo Rafael é o protetor da saúde... e vai cuidar da sua barriguinha! Essa é a hora que os anjos estão todos rezando!" (hahahahha! Tô rindo só de lembrar. A gente faz de tudo na hora da cólica!). Na do dia 09, ela disse: "Pri, você tá no limite! Lembra daquele programa?!" (mais risos!). E depois, em outro momento, completou: "Como diz o poeta, ser mãe é sofrer no paraíso!" A mamã está rindo aqui... Essa vó é engraçada demais, estou descobrindo isso a cada dia. Para falar dos seus gazes, ela tem expressões maravilhosas, do tipo:"Ó... fez PÓF!", logo depois de você dar um arroto daqueles; Quando você solta vários puns, ela faz: "Que punzera!"; Já quando sai muito cocô de uma vez, ela conclui: "Deu uma trovoada aqui!". Outro dia, numa hora em que você se acalmou exigindo muito esforço físico dela, mamãe sugeriu que ela deixasse de sentar na beirada da nossa cama para ficar numa cadeira com encosto. Ela fez: "Mas nem por um saco de diamante a vovó sai dessa posição agora!" Essa foi boa também! Precisei anotar isso Rafael, para não me esquecer na hora de escrever.

DOS MALES O MENOR

Mesmo com a dureza das noites em que você sofre desse mal comum entre quase todos os recém-nascidos, mamãe se acha privilegiada, afinal, vc passa o dia bem, dorme muito e só acorda de madrugada para mamar, o que normalmente acontece duas vezes por noite. Tá bom demais, né? Não é bom nem "espalhar". No dia 11 de março, depois de passar uma hora na ante-sala da ginecologista, eu e seu pai saímos mais agradecidos ainda. As histórias são de impressionar. Tinha uma mãe lá, que tem um bebê de quatro meses, que sofreu durante dois meses e meio ininterruptos quase. Ela dizia que o nenem chorava e ela chorava junto. Disse que achou que fosse enlouquecer, porque era dia e noite. Coitada! A outra disse que o bebê de um mês tem cólicas diariamente às 03h30 da manhã. Dura pouco, 30 minutos, mas depois ele mama de hora em hora. Às 4h, 5h, 6h... e por aí vai. A verdade é que cada bebê é um... Você já teve cólicas mais breves, mas mais intensas também. Nesta semana inaugurou uma nova modalidade. Elas parece que têm sido menos fortes, mas duram cerca de quatro horas até! É uma maratona, um desafio. Ontem, resolvi calçar um tênis, porque de chinelo não tá dando mais! rs.
A gente também conta com a ajuda da medicina, que ainda não conseguiu acabar com o sofrimento histórico desses três meses para famílias do mundo inteiro. Seu pediatra te prescreveu medicamentos que estamos fazendo uso. As bolinhas homeopáticas três vezes ao dia estavam nos fazendo acreditar que eram milagrosas, quando você passou quatro dias da mesma semana sem cólicas. Mas com a volta delas, o jeito é apostar no alopático também. O Mylicon ainda é nosso amigo. Mas o Luftal, que a mamãe resolveu te dar durante dois dias na semana passada é uma bomba. Devia chamar LUFTAL BOMBA BEBÊ. Entre sete e oito horas depois do uso, você fica mal. Não reclama nada, tadinho. Mas te dá uma espécie de diarréia e te fez regorgitar três vezes o leitinho precioso da madrugada. Pra mim foi suficiente. Não te dou mais! Então é isso... mamãe já abandonou o otimismo de achar que você não vai passar mal hoje, por exemplo. Sabe que vai, mas espera que você não sofra tanto. A ajuda da vovó termina na sexta-feira. Depois de 21 dias aqui, ela vai embora... (ai, ai, ai!) Para as cólicas da semana que vem, vamos contar com a ajuda da Roberta, que a mamãe contratou para ficar conosco das 18h às 22h, até você ficar com o sistema digestivo bem madurinho.

Nocauteado, no colo da avó

14 de março de 2009

Seis anos de casamento!



Rafael, hoje eu e seu pai completamos seis anos de casamento. Seis anos, filho! E, de presente, temos você. Com a sua chegada, deixamos de ser um casal e passamos a ser uma família. Por isso, este aniversário é especial. Estamos muito felizes e não faltam motivos para comemorar. Mamãe só tem a agradecer a Deus pela saúde, amor, harmonia e bençãos, principalmente agora com você cheio de vida nos nossos braços. Você é lindo! Mamãe te ama e ama o seu pai também. Parabéns para gente!