31 de janeiro de 2010

Rafael está um foguete

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23 de janeiro de 2010

O primeiro corte de cabelo




Já tinha quase um mês que seu pai andava dizendo que você estava igual ao Pato Donald, com o cabelo grande e arrepiado atrás. Eu, por outro lado, sempre achei lindo. Grande, arrepiadinho, com as pontinhas viradas pra trás é o meu estilo preferido, descolado. Mas sempre achei que ele faz muito mais questão do que eu sobre o seu corte, então não foi difícil aceitar que iríamos cortar as madeixas.
Semana passada, estava lendo a CRESCER que a Bizuca mandou e li a coluna da Denise Fraga "Mamãe Cabeleireira". É maravilhosa, porque ela conta como foi que começou a cortar o cabelo dos filhos. Que privilégio o dela!
Dei a sorte de ler de voz alta e seu pai ouvir. Ele achou super simpática e eu logo arrisquei um: "Posso cortar o cabelo dele?", pedindo permissão mesmo, porque se fizesse sem o consentimento, ia dar confusão. Ele disse: "Pode!", com simpatia. Filho, fiquei super feliz e pensei que ia deixar exatamente como eu gostaria. Mas, dois dias depois, já na primeira mexa, percebi que o negócio ia desandar. A tesoura é a do kit higiênico e não serve para grandes empreitadas. Já tinha usado para cortar duas vezes o cabelinho que fica em cima da orelha, mas, dessa vez, ela abriu os fios, como se estivesse navalhando, sei lá. Achei melhor não arriscar mais e aceitar a frustração de, pelo menos por enquanto, não ser a sua cabeleireira.
Até pensei em comprar uma profissional, mas não me empenhei nessa busca e o fim de semana chegou. Com nós dois de folga, acabamos indo lá no salão que o seu pai tanto queria. É infantil, mas sem muita parafernália ( o do Pedrinho de BH sim... é um circo, quase!), mas eles têm o carrinho, uma TV na frente, uns brinquedinhos, e o pirulito, que a sua mãe recusou prontamente.
A escolha do papai tem um motivo histórico: era lá que ele levava a Fê, sua irmã, desde pequena. É ali na Vila Madalena, perto de casa.
Bom, seu pai foi estacionar e eu entrei com você. A recepcionista perguntou se eu tinha preferência, mas disse que não. Aí ela gritou: "De quem é a vez?" Apontaram uma tal de Gê que, acredite, quando o seu pai entrou, disse: "Essa era a moça que cortava o cabelo da Fê!" Fala sério, 20 anos depois do primeiro corte, lá está a mesma cabeleireira. Seria possível tamanha coincidência?
Era ela mesma! Quando perguntei há quanto tempo trabalha lá, a resposta: "Há 21 anos!" Eu disse que você era simpático, mas bravo... para prepará-la, claro. Mas você não deu trabalho nenhum, além do que já é comum nos casos de bebês: não parou quieto! Rápida e ágil, em menos de 15 minutos ela já tinha feito tudo. Eu percebi que seu pai ficou emocionado! Até eu estava boba... imagine você lá, cortando o cabelo no salão, aos 11 meses de idade! Tá crescendo mesmo, virando cidadão quase. rs.
No fim, você ficou foi mais parecido com ele. Agora os dois tem o mesmo corte!
Pena que a gente não levou a máquina ou a filmadora. Fomos obrigados a usar o meu celular, mas vai saber se um dia eu vou tirar essas fotos e vídeo de lá, né?!
(Sua mãe tem preguiça de tecnologia!)
O programa em si foi uma delícia e, por tudo, vale o registro.

EM BREVE, A FOTO DO RAFAEL COM CARA DE CRESCIDINHO.

22 de janeiro de 2010

Rafael foi convidado para a primeira festinha.



(Esse relato aqui tem uma narrativa diferente)

Gente, eu estou excitada com a festinha de hoje. Não é incrível que o convite tenha sido feito para o Rafael? Não tem nem um ano ainda e já tem a própria rede de amiguinhos. Que bonitinho isso.
A aniversariante é uma amiga da pracinha, que eu nem conheço. Chama-se Sofia e encontra com ele por lá todo os dias. Ele já deve reconhecê-la claro, apesar de ter como melhores amigas a Vitória, vizinha da rua (essa provoca até euforia nele, só de olhar!), e a Cacá, da rua de cima. Duas loiras de olhos azuis, como muitos na pracinha, segundo a babá. E ele, um pretinho, de olhos jabuticaba, pele morena e cabelinho preto e liso. Fofos!
Achei o máximo o convite e, antes mesmo das outras mães confirmarem, já havia dito que deixava ele ir e que ia comprar um presentinho. Até ontem, achei que o convite era só para as crianças, acompanhadas pelas babás. Mas a mãe disse para elas que não; pais e mães também estão convidados. O esquema combinado é o seguinte, pelo que entendi: eles vão primeiro e as mães que não frequentam a pracinha vão chegar mais tarde, um pouco antes de ir embora. Engraçado demais! Quer quiser chegar antes vai ser bem recebido, certamente.
O pai dele também achou cômico o Rafael já ter amiguinhos e receber convite!

Tô animada! Eu vou! Vai ser o máximo conhecer a turminha, que eu nunca vejo. E as mães também. Vou fazer fotos, se a mãe da Sofia não se incomodar, claro.
Agora é assim: Mãe do Rafael, mãe da Sofia...
Eles estão no comando!


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Bem, foi super bacana, mas não era festinha. Era um encontro mesmo, que a mãe da Sofia (de vestido vermelho) resolveu promover para conhecer as mães dos amigos. Achei a iniciativa super bacana. Durante uma hora e meia, batemos papo, falamos dos filhos, das nossas vidas e trabalhos. Eles ficaram quietinhos, entredidos, brincando. A bolinha de sabão foi o máximo, amaram.

12 de janeiro de 2010

Rafael, dá um abraço no vovô!


Coisa mais fofa, você começou a responder ao estímulo. Foi ontem, no aniversário de 11 meses. Era só o vô Marcos falar a frase que você jogava os bracinhos no pescoço dele, deitava a cabecinha no ombro e esperava o aperto. (Mamãe está se penitenciando porque não fez a foto!)
O vô veio com a Ju e o Pedro no fim de semana para nossa casa, aproveitando as férias. Mamãe estava de plantão, mas adorou. Engraçado porque, quando muda a rotina, nem parece que a gente está trabalhando normalmente.
Desde o dia que eles chegaram eu só pensava no tanto que é uma pena a gente não morar perto da família. Ele tem um estilo de te estimular peculiar: faz batuque, dança.
Ah, tem também a história do "Ô gato! Passa já!", gritando como se estivesse falando com o animal. "Lulu, passa tiu..." Júli, vem Júli, corre Júli, pega!" ....(até hoje, eu achava que Juli era gente, mas é cachorro, viu?!) Filho, é engraçado demais! Você para tudo para ouvir, com os olhinhos atentos. Ele fazia isso quase todos os dias à noite, quando você já estava morto de cansado e começava a choramingar depois do banho. E dizia: "Não sei como é que funciona, mas dá certo!" E sempre lembrava que isso era coisa da sua bisavó Letícia +.
Eu fico toda radiante com a família por perto.
A Ju, uma querida, o Pedro, um fofo. Aos cinco anos, ainda se assustava com o seu comportamento. Você agarrava a roupa dele, babou perto dele... Fez coisas que qualquer bebê faz, mas ele, já grandinho se impressionava. "Não rasga a minha blusa!", disse algumas vezes. Ou: "Ele tá babando!", rs.
Ontem, quando eu disse que vc ainda não sabe diferenciar um cachorro de um cavalo, ele fez: " Por que ele não sabe a diferença?" Eu usei um exemplo dele para explicar: "Ele é muito novinho ainda, não aprendeu. É como você, que ainda não aprendeu a ler e não vai saber se um livro tá escrito em Inglês ou em Portugues". Ele entendeu na hora!
Você ficou bem vidrado nele. Ele correndo pela casa então, de um lado pro outro, foi um show.
A pena é que eles já foram embora hoje. Mamãe já está com saudades, com um aperto no coração.
Quero mais, filho!

9 de janeiro de 2010

Ô fase!

Gente do céu, como é que pode colocar TU-DO na boca?! Só falta inseto agora, filho, o que não significa que vamos conseguir evitar. Já te peguei com os dedinhos em pinça sobre uns dois, pelo menos. No desespero, mato na hora! rs. Acho que você até se assusta, mas não consigo me conter. Você encontra os insetos antes de qualquer um, fica os seguindo com os olhos e vai com a mãozinha, prestes a pegar para... degustá-los, claro. Nada escapa da boca, é um absurdo.
Outro dia, estava comendo um folha seca pequena dentro de casa. De onde veio, ninguém sabe... De algum lugar do jardim, com certeza, mas só você enxerga. Miolo de pão no chão você cata! Poeira e sujeira também. Cisco, cabelo, beiradinha de parede descascada, tudo tudo tudo.
Tem horas que vejo imediatamente, mas quando estou olhando pra outra coisa e de repente te pego quietinho, com jeito de quem está mastigando ou degustando, pode saber: perigo! Tem de ser rápido para evitar que você engula.
A consequência é que começaram a aparecer as perebinhas no canto da boca, né? Foi no fim do ano, antes do Natal... Eu não queria incomodar o pediatra, mas acabei ligando. Ele recomendou uma pomadinha e disse que era isso mesmo...
Eu falei: "O menino poe tudo na boca e agora estamos viajando para o interior... Serão 25 pares de sapato na casa, pelo menos! Como é que faz?" Ele riu e disse: " Ele já tem imunidade, quando fizer um ano a gente dá um vermífugo!"
Sorte que, recentemente, a Veja publicou uma reportagem dizendo que crianças que tem contato com a sujeira desde cedo tendem a ser adultos mais saudáveis, inclusive do coração. Bom isso, né?!
Mas esse negócio de por tudo na boca é duro. Ô fase!